Receita de Dona Cacilda
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu amo essas cortinas…
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um pouco…
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que já não funcionam bem…
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos a fora. Mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
‘Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.’
E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós mesmos.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente,
mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que ama, que as ama, a cada oportunidade.
Quem planta colhe
Quem faz paga
é a lei do retorno…
VIVA SIMPLESMENTE…
AME GENEROSAMENTE…
CUIDE-SE IMENSAMENTE…
FALE BONDOSAMENTE…E…
DEIXE O RESTO COM DEUS.
Estamos há menos que 30 dias da Feira Nacional.
De agora pra frente, cada dia meu tempo fica menor. De forma, que se eu sumir, nao se preocupe, é so falta de tempo mesmo…
Comprei o livro da Gabriela “Filha, mãe, avo e puta” e li num piscar de olhos, no voo de Brasilia para o Rio e mais umas duas horas no hotel.
Conheci a Gabriela nas reuniões do Senaes no Ministério do Turismo, quando no inicio do Governo Lula, havia discussões com os “excluidos”, liderados pelo prof. Paul Singer.
Na época, tentei levantar um diálogo com ela, mas não consegui. Ela estava muito amarga e agressiva. Tudo que tentava conversar as respostas eram duras, quase ameaçadoras.
Pelo livro, vi que a época era quando ela estava lutando pela Associação das Prostitutas e estava tendo uma derrota atrás da outra. Não tinha criado ainda a Daspu e nem tinha reconhecido o seu trabalho e pelo visto estava sendo apunhalada pelas costas.
Agora entendo o motivo da agressividade dela…
Este final de semana estive no Rio para a escolha do samba enredo da Mangueira para 2010.
Como sempre foi muito bom, revi um monte de amigos e matei a saudade.
Mas o ambiente estava muito pesado. Nada às vistas, mas o fato do tiroteio que aconteceu nas vésperas no Morro dos Macacos, parece que assustou as pessoas e os camarotes dos turistas estavam bem vazios.
Quando estive com o Ivo Meireles, ele me pareceu muito tenso também e não estava solto, como da última vez que estive lá há uns dois meses atras.
As caras no camarote da diretoria eram de pessoas totalmente estranhas a que estou acostumada e conversa daqui e conversa dali, vi que o Polegar – traficante que esta fugitivo da policia e apesar de estar escondido no Morro do Alemão (engraçado, todo mundo sabe disto, só a policia não sabe, rsrsrs), continua estorquindo a escola.
A Mangueira, segundo me disseram, paga uma taxa de R$ 70 mil ao mes ao Polegar e de longe ele dita as regras. Fora isto, muitas escolhas na escola são comandadas por ele.
Quando peguei o taxi para ir embora, o motorista falou que eram R$ 40,00. Como eram quase 6 horas da manhã, não discuti e pedi para tocar para o hotel. No caminho perguntei a ele porque não estava cobrando no taxímetro conforme eu estava acostumada. ele me disse que agora, a cada x corridas eles tem que pagar R$ 50,00 para o Polegar, senão não podem atuar na frente da quadra. E mesmo para estar lá, tiveram que comprovar que moravam em áreas neutras, ou seja, não podiam morar onde tem milicia e nem onde esta sob a liderança de outros traficantes. Me disse que teve uns 4 motoristas que atuavam lá há anos que foram expulsos por morarem em locais onde o Polegar tem inimigos.
Fico triste, pois todos sabem que escola de samba e contravenção sempre tiveram muito perto, mas o costume eram os contraventores apoiarem as escolas e não tirarem o pouco que elas tem.
Mundo corporativo
A mensagem abaixo não é baseada em fatos reais e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência…
E que coincidência!!!!
*Como funciona o Mundo Corporativo… *
Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.
A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e
controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se
lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial…
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada e desmotivada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
> A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada, aborrecida e já não rendia mais como antes.
* Já viu esse filme antes ?*
Bom trabalho a todos voces que são as formigas !!!
Estou eu aqui, as 09:30 da noite, tentando escrever as cinco palestras que vou ter que fazer de hoje para domingo, no Salão do Artesanato.
Não sei porque faço isto, mas é que como vai ter tradução simultânea, tenho que entregar antes a minha fala.
Isto é a maior dificuldade, pois sempre que escrevo um discurso, na hora de falar sai tudo diferente.
Já tive dois casos que são até engraçados.
Um foi no Encontro Mundial CEFE em 1996, quando escrevi o que ia falar e na hora mudei tudo. Gosto de falar de improviso e como anfritriã, abria o encontro e depois falavam as outras pessoas. Na mesa, ao meu lado estava o Secretário de Planejamento – ultimo a se pronunciar, que na última hora tinha sido chamado para substituir o Governador. Ele tava mais perdido do que “cego em tiroteio”, não sabia o que era o encontro, o que tinha que falar, quem eram as pessoas que estavam compondo a mesa, etc.
Depois da minha fala, ele cochichou comigo pedindo socorro do que era. Expliquei para ele rapidamente e falei, olha o que tinha escrito falei tudo diferente e com outros topicos, voce não quer o meu discurso? ele imediatamente disse: sim! sim…voce salvou a minha manha.
Outro foi na alemanha em 2006. Estávamos fazendo o evento We do it different, e tinha uma abertura. Tive que preparar o que ia falar antes para que o pessoal traduzisse para o alemão e não ia ser tradução simultânea, mas eu ia ler um pedaço e uma pessoa local iria ler o outro em alemão.
So que esqueci que em alemão, quando voce fala AB, a tradução é ABCDEFGHTIJL.
Então como tava demorando muito e ficando muito chato, resolvi improvisar e diminuir a minha fala…So que o alemão que estava lendo a “minha traduçaõ” não se deu conta disto. e eu dizia: é uma grande prazer ter voces aqui conosco (tipo, para encerrar…), mas como a fraze original era um pouco diferente, pois eu tinha reduzido drasticamente ele “traduzia”ççjdçmjdfç,m]ASÇDF]fmnmçASFM]Çjr gsgsgsgsgsgsgsgsgsgsls0w,slslkjãjs~js~JSãjs~SJJÉUPkjhkhd~çljkçdsdjçdc´spqejkpepohhdhdhdhd0e-eksj~gsg[poç~çjd~çjd~çjsdçJÇDS~DÇJSÇDJçepoiueemd.,mdlkjrlwd.s,mdsmdlkjdlwçdwçeekwekçekçekç
Resumindo…eu falei 3 minutos e o alemão falou 17 minutos…
Foi um caos…
Hoje na ida ao Morro para entregar os brinquedos do Patio Savassi, acabei passado no salão do Branca de Neve.
Fico feliz de ver o resultado de um projeto que começamos lá há uns 7 anos atras.
O Branca de Neve, vinha do trafico, mas sabia cortar bem o cabelo, naqueles cortes com desenho na cabeça que os meninos gostam tanto.
Então perguntamos se ele não queria dar aula para os meninos do Morro. Ele topou. Alugamos uma lojinha, compramos cadeira de lavar cabeça, espelho, bancada, equipamento e o Branca de Neve começou a dar aulas. Com o passar do tempo a sua lojinha ganhou mais uma cadeira.
Hoje passando por lá, fui dar-lhe um abraço. Sai emocionada…Branca de Neve esta com 6 cadeiras, ao lado tem uma boutique que vende roupas, a lojinha emendou com mais tres e ele estava dando aula para cinco meninos…
Falou que esta participando de todos os programas no Morro, inclusive o Fica Vivo da Policia Militar e outros de incentivo aos jovens de sair do tráfico.
Fico feliz em saber que um projeto do Proger de 2000 e pouco vem dando resultados até hoje.
Fico mais feliz em ver que o Branca de Neve assumiu o papel de liderança positiva na comunidade.
Tenho que voltar lá mais vezes…
Hoje estamos subindo o Morro do Papagaio com centenas de brinquedos que foram arrecadados pelo Patio Savassi, no ultimo Natal na campanha Natal do Bem.
Como os brinquedos chegaram depois do Natal, decidimos que eles seriam distribuidos numa outra oportunidade.
Hoje estamos indo lá para entregar para as mães crecheiras, de forma que elas possam presentear os acolhidos no Dia das Crianças.
Para quem não sabe, “mãe crecheira” é aquela pessoa que sem ser uma creche oficial, toma conta das crianças no Morro para que seus pais possam ir trabalhar. Como são informais, não tem nenhuma ajuda governamental, nem do Estado e nem da Prefeitura e tem que bancar as despesas com as pequenas ajudas financeiras que as pessoas podem dar.
Por isto temos sempre o foco nelas: recebem os alimentos recolhidos na Feira Nacional, este ano vão receber em equipamentos, o que for vendido no Mercado das Pulgas da FNA e recebem os brinquedos que também ganhamos.
O resto dos brinquedos (que são muitos), estaremos levando aos hospitais infantis da cidade de Belo Horizonte, para as crianças das enfermarias.
Quem quer apadrinhar um grupo de associações competentes e sérias?
Estamos buscando quem queira se associar a nós e nos ajudar na gestão de todos os projetos. Você conhece alguém?
Por que uma instituição que faz tanto, tem números tão significativos tem que buscar ajuda?A resposta poderia estar na afirmativa:
COMO uma instituição consegue fazer tanto, sem ajuda quase que nenhuma?
Nestes 26 anos que estou envolvida com o projeto, meu papel sempre foi de usar de criatividade para a solução dos problemas. Ver nos menores sinais, grandes oportunidades. Mas as instituições cresceram mais do que podia prever…Hoje estou para fazer 60 anos…Vejo que as necessidades não irão parar de crescer e cada dia fica mais difícil manter as atuais, quanto mais as que estão chegando…Apesar de ser uma pessoa ativa, sei que não tenho mais tanto tempo assim para continuar esta luta de busca diária de recursos para cobrir as necessidades prementes.
Não estou jogando a toalha, mas buscando uma ou mais empresas que tenham a sensibilidade no social / empresarial e queiram adotar um grupo formado por diversas instituições consideradas por todos, beneficiados, mídia, formadores de opinião, um grupo de sucesso.
Assim, daqui pra frente, vou poder, quem sabe, fazer coisas que há muito tempo não consigo, como, por exemplo, viajar pelo interior para ficar trocando conversas com artesãos, sentar na oficina dos Meninos e Meninas do Morro do Papagaio e ensiná-los e fazer junto com eles um monte de peças usando resíduos, poder viajar sem estar ligada todo o tempo no celular para ver como sobrevivemos mais um dia…
A sustentabilidade das instituições e empresas se dá na seguinte forma:
CENTRAL MÃOS DE MINAS – mensalidades dos associados, mark up sobre as vendas.
CENTRO CAPE – venda de serviços
BANCO DO POVO – taxa de juros sobre empréstimos
TERRA BRASILIS – venda de serviços
JOGOS DE EMPRESA – comercio
W3 – taxa de administração de mídia.
Entretanto as dificuldades são imensas, pois a grande parte dos públicos beneficiados não tem condições financeiras de arcar com os custos, sendo que quase todos os serviços são gratuitos.
A Central Mãos de Minas tem a necessidade de aumentar o seu capital do fundo de comercialização – fundo que antecipa ao artesão a venda do produto, evitando que fique com produtos parados aguardando a venda para o recebimento.
O Instituto Centro Cape, tem a necessidade de captar mais recursos para certificar artesãos, dentro dos projetos apoiados pela Lei de Incentivo a Cultura – Art. 18, ou mesmo diretamente através de apoios ou convênios, preparando assim os artesãos para atuarem com competência no mercado. Além da certificação, existem necessidades financeiras nas áreas de consultoria de design, custos e mercado.
O Banco do Povo que se encontra em situação mais preocupante, pois uma gestão totalmente errada que foi detectada em abril de 2008, que levou a demissão dos dois responsáveis pela área financeira e hoje luta para a sua retomada e em virtude da composição de seu saldo, fica cada dia mais difícil de recuperação.
O custo do microcrédito é bastante alto, pois não se trata de simplesmente emprestar. Nosso slogan é “Não damos crédito, promovemos o desenvolvimento, mesmo que para isto seja necessário financiar o cliente”.
A Terra Brasilis que precisa de recursos para dar continuidade aos projetos ambientais de conscientização e uso racional de recursos naturais das matérias primas utilizadas pelos artesãos, tais como a taboa, cipó, pedra sabão, madeira, fibras em geral, somente para citar alguns.
As Jogos de Empresa e W3, por serem empresas comerciais, tem buscado sua sobrevivência no mercado através do comércio, mas mesmo com dificuldades, até por uma questão de coerência com o que ensinamos, devem se superar sozinhas, o que tem feito.
NÚMEROS REPRESENTATIVOS:
Mãos de Minas
7.000 associados (num universo de 500.000 que existem em Minas Gerais)
R$ 2.400.000 em vendas através da loja ano
U$ 2.000.000 em exportações de artesanato direta ou indiretamente/ano
R$ 36.000.000 em legalizações de vendas diretas dos artesãos/ano
Centro Cape
Participação na efetivação das seguintes leis que beneficiaram o artesão
- permissão que o artesão rural se beneficie da aposentadoria rural
- lei da legalização da produção alimentícia artesanal no Estado de Minas Gerais
- lei da Inscrição Estadual Coletiva que beneficia a legalização da venda direta pelo artesão.
Realização da Feira Nacional de Artesanato que beneficia anualmente 15.000 artesãos brasileiros (considerada o maior evento do gênero da América Latina).
Realização de treinamentos atingindo 2.000 pessoas ano
Desenvolvimento de manuais de treinamento nas áreas: artesanal, rural, educação, microcrédito, empreendedorismo, reciclagem.
Participação anualmente em eventos internacionais na Alemanha, Portugal, Espanha, Estados Unidos. Esporadicamente na: Inglaterra, França, Panamá, Argentina, Itália, Emirados Árabes, África – Burkina Faso, Cabo Verde, Angola.
Banco do Povo
Empréstimos realizado de R$ 30 milhões de reais
Empregos viabilizados para 25.000 mil pessoas
Quais seriam os benefícios de uma empresa que decidisse a ser o padrinho das instituições Mãos de Minas, Centro Cape, Terra Brasilis e Banco do Povo:
a) responsabilidade social ampla
b) beneficio direto a milhares de artesãos
c) geração milhares de auto emprego e emprego, através dos financiamentos do Banco do Povo.
d) ligação de seu nome ao Grupo de Desenvolvimento que tem ampla credibilidade frente a mídia (anualmente temos mais de 3 horas de televisão – sendo 1 hora nacional, centenas de cm/coluna em jornais e dezenas de horas de rádio). No Google a palavra Mãos de Minas aparece 786.000 vezes, Centro Cape 301.000 vezes, Banco do Povo 216.000 vezes e Feira Nacional 105.000 vezes
e) abatimento de parte do patrocínio no Imposto de Renda a pagar, através do beneficio da lei de Incentivo à cultura, quando o apoio se der através da lei.
f) participar efetivamente das decisões administrativas do Grupo de Desenvolvimento.
Não desmerecendo o Lula, pois as pesquisas tem demonstrado o quanto ele tem sido competente, ele é realmente um “cagão”.
O termo “cagão”, aqui não é pejorativo, vem da minha época de infancia, quando uma pessoa que dava muita sorte, chamavamos de “cagão”.
Tudo que ele poe a mão dá certo…
É Copa do Mundo, é Olimpiadas, é Pan Americano, é a crise onde nem chegamos a entrar direito e logo estávamos fora dela…
Ele é tão “cagão”, que como disse que agora quer as Olimpiadas de Inverno, não duvido que tenha uma drástica mudança climática no Brasil e começe a nevar no nordeste.
Andei até pensando numa coisa…Quando a Bolivia e Paraguai nos enfrentaram, acho que eles estavam querendo que declarássemos guerra, invadissemos seus paises e os anexassem ao Brasil, assim o Lula ia também resolver todos os seus problemas.
Por falar em Bolivia, aonde é que o Morales vai colocar aqueles bilhões de metros cúbicos de gas que hoje ele vende pra gente e dentro em breve seremos auto suficientes?
Abrimos agora uma campanha para a Prefeitura regularizar a madeira que é oriunda da poda de árvores.
As empresas que fazem a poda das árvores, regulamentadas pela Prefeitura, depois vendem os galhos para restaurantes, pizzarias, saunas e outros que usam lenha.
Até aí, tudo bem…é madeira descartável que foi cortada dentro da regularidade.
Muitos artesãos vão atras destas madeiras, ou pegando na rua no momento da poda ou mesmo comprando nos locais de descartes.
Teoricamente são madeiras legalizadas, pois foram oriundas de podas autorizadas.
So que não existe um documento legal desta venda, garantindo ao artesão o certificado de que aquela madeira pode ser usada e não foi colhida de forma ilegal.
Com isto, ele não consegue exportar os produtos e mesmo no mercado interno, não tem como comprovar a sua responsabilidade ecológica de uso racional da madeira.
Enquanto isto, jacarandas, ipes, vinhaticos, mangueiras, jaboticabeiras, goiabeiras se transformam literalmente em pizzas!
Queremos apenas regulamentar para que o artesão, consciente de seu papel na sociedade, possa trabalhar legalmente.
Pra não passar o dia “batido”, vou contar uma rapidinha que me lembrei hoje.
Estava fazendo um trabalho no Morro do Papagaio quando pedi ao Pelé, que é um grande artista do Morro, para fazer um protótipo de um vaso de cerâmica.
todo dia que ia lá perguntava? Pelé…e meu protótipo?
Ele respondia: semana que vem ta pronto…
Passava semana e mais semans e nada do Pelé me entregar o protótipo.
Um dia perdi a paciência e fui atras dele: Pelé, voce vai ou não vai fazer o meu protótipo? E ele…vou, calma…
Então resolvi perguntar: Pelé, voce sabe o que é um protótipo?
E ele meio sem graça…sim, não se preocupe…então disse: o que é um protótipo?
Ele acabou confessando que não sabia o que era…eu disse: modelo Pelé! uma amostra! um vaso pronto para ver como vai ficar…ele respondeu…por que não disse antes? Por que teve que usar esta palavra difícil!
Hoje, mais uma vez a Anna Marina deu uma força para os nosso projetos.
Pelo menos umas quatro ou cinco vezes por ano, sua coluna esta na íntegra, divulgando e valorizando o que a gente faz em prol do artesanato.
Leio sua coluna todos os dias. Os assuntos são sempre de interesse comum onde quase que na maioria das vezes a gente se identifica com eles.
Mais de uma vez escrevi algum desabafo e mandava pra ela (até assuntos pessoais, mas comum e possivel de acontecer a todos – qdo por exemplo minha filha sofreu um sequestro relampago, quando a Prefeitura bloqueou os recursos da Mãos de Minas) e não é o meu espanto que ela apoiava integralmente e publicava em sua coluna.
Nem sei como agradecer a Anna Marina todo o apoio recebido nestes anos todos…é impagável!
Se voces não tem o costume de ler sua coluna no Estado de Minas, passem a fazê-lo: de segunda a sábado é no caderno Cultura, na pagina 2 e aos domingos tem um caderno quase que só dela, falando sobre moda, decoração, entrevistas com pessoas especiais, etc.
Já faz parte da minha rotina…acordo, pego um café e vou ler o que a Anna Marina esta mandando de recado…So depois disto é que vou ver o que tem a mais no jornal.
Vale a pena ver!
Este ano estamos fazendo vinte anos de Feira Nacional e lançando o Salão do Artesanato.
Fico lembrando a primeira feira em 1989 que loucura que foi…
Primeiro eu via a Unilar e achava que as coisas aconteciam naturalmente…Via aquelas filas enormes das pessoas para entrarem no Minas Centro, pagando… e achava que se eu fizesse uma feira ia ser assim também…Acho engraçado, pois vejo outras pessoas hoje, pensando igual eu pensava…As pessoas veem a FNA com aquela multidão e lançam também um feira achando que vai ser igual…Não é bem assim. Um evento para “pegar”, demora alguns anos.
Mas voltando a 1989, a gente pagou passagem, hospedagem e alimentação para todos os expositores de fora…eles tinham que dar de contrapartida 10% sobre as vendas. Foi uma sonegação geral…Ninguém pagava e sonegava até quando eu ia comprar…me falavam na maior cara de pau. Olha não vou emitir a notinha não tá? Assim eu não pago os 10%.
A gente tinha um computador que teoricamente era para controlar as vendas…ele ficava fazendo aquele barulhinho da impressora o tempo todo: prrrriiiissspriiiisssspriiiisss, mas era so barulho. Não conseguíamos ter controle de nada…
Nossa mídia, além a que o Ives Alves da Globo deu de graça, eram umas faixas na rua que a gente olhava encantada achando simplesmente o máximo…Rádio, Out door, bus door, folhetos? Que bobagem…servem pra quê?
Fizemos 100.000 ingressos, pois se a Unilar tinha 100.000 visitantes, porque não a Feira Nacional…RSRSRSRS…não vendeu nem 5.000 (lembro que cheguei a cogitar com a Policia Militar apoio para recolher o dinheiro da bilheteria, pois pelos nossos cálculos ia ser muito).
Agora buscando o histórico das feiras passadas, temos fotos de todas – menos da 1a. Feira Nacional… nem pensavamos que íamos precisar futuramente…
Serviço médico? Neeeiiimm! Secretaria de Atendimento????Prá quê? Segurança? Tínhamos se não me engano uns tres homens…hoje trabalhamos com mais de 80. Placa na frente do Minascentro? Pra quê? todo mundo sabe onde é????
Hoje vejo o quanto a gente foi corajosa e irresponsável ao mesmo tempo…Ainda bem que Deus, Buda, Oxossi, Ala, e tantos outros poderosos do universo estavam conosco para que sobrevivessemos e hoje estivessemos comemorando vinte anos de feira!
Em 1987 fui nomeada Diretora do Conselho Estadual da Mulher, onde o projeto de governo Mãos de Minas estava lotado.
Para não ficar somente mexendo com os assuntos da Mãos de Minas, eu tinha outras tarefas na defesa dos direitos da mulher.
Era uma época que começava a se discutir os direitos das dométicas e a presidente do sindicato das domésticas chamava-se Maria Ilma e era uma pessoa maravilhosa. Resolvi então ajudá-la a fazer o I Encontro Estadual da Empregada Doméstica. Foi muito dificil pelas questões financeiras, mas foi muito gratificante quanto aos resultados. Os debates e as discussões eram super profundos e ninguém estava lá se lamuriando ou então reclamando das patroas ou do serviço. Elas somente queriam regularizar uma situação de direitos, mas também de deveres e responsabilidades.
O encontro foi tão bom, que resolvi nos meses seguintes organizar o encontro das patroas, pois elas como empregadoras, deviam também ser ouvidas e participar dos debates.
Foi um caos…so apareceu patroa histérica falando “daquela desgraça que tenho lá em casa”…”daquela preguiçosa que so sabe comer”, “daquela incompetente que quer ganhar altos salários”…e daí pra frente.
O encontro era para ser de tres dias e encerrou no primeiro dia…Pedi desculpas para a Maria Ilma e suas acompanhantes e seguidoras e vi o quanto elas estavam mais conscientes de buscar seus caminhos do que as patroas (pelo menos as que foram no encontro). Teve momentos que fui falar dos direitos das empregadas enquanto ser humano e quase fui trucidada em praça publica!
Nunca mais voltei ao assunto patroas, continuei, dentro do que me era possivel, a ajudar a Maria Ilma.
Gente,
A Katia Regina pediu para que eu divulgasse o concurso de Matrioskas no Brasil.
entrem no link abaixo:
http://www.flickr.com/groups/matrioskas_do_brasil/discuss/72157619136813732/
http://www.flickr.com/groups/matrioskas_do_brasil/discuss/72157619297449367/
Hoje faz um ano que minha mãe faleceu…
Os seus ultimos 3 anos e meio de vida ela morou lá em casa.
Apesar de estar numa cadeira de rodas, com enfermeira 24 horas, usando fraldas, elas nunca esmoreceu!
Tava sempre rindo, com uma carinha melhor do mundo, sempre arrumadinha, perfumada e maquiada. Sair de casa sem um baton…nem pensar…
So teve uma época que ela adorava um tenis…Indiferente da roupa que estava, chic, social, passeio, de casamento…ela botava o tenis…Ficava meio ridículo, mas se era assim que ela gostava, era assim que ia ser feito!
Assim que a gente lá em casa fazia…O que ela queria era feito…
Teve um lance, quando ela tinha acabado de sair de 30 dias de CTI tres anos e meio antes, que quase fiz um desastre…
Ela estava no quarto, com enfermagem 24 horas, ligada ainda a alguns aparelhos, quando ela me demonstrou que estava com vontade de comer chocolate! Não podia, pois a diabetes estava sendo medida a cada quatro horas…Mas pensei: o que vai fazer mal um pouco de mousse de chocolate…comprei, coloquei escondido da enfermeira e quando esta saiu do quarto, lambuzei a boca dela de mousse e disse: come rápido! Ela se deliciou…Meia hora depois eles vem medir a diabetes e estava nas alturas…Queriam levá-la de volta ao CTI e eu tive que confessar que tinha dado mousse de chocolate para ela…
Depois que ela saiu do hospital, teve que fazer umas duas vezes um exame, onde o preparatório ela tinha que tomar 3 litros de uma água com uma mistura que dava um gosto horrível…Assim, eu e o Toninho (nosso motorista no Centro Cape), ajudávamos ela a tomar o liquido…e quando a enfermeira chegava…diziamos na maior cara de pau: ela já tomou tudo…Ela de divertia até com estas estripulias…
Teve um sonho que ela não realizou…Ela queria andar de Halley Davson com o meu filho…tirou foto de capacete, camiseta da Halley, morria de rir das fotos, mas andar de moto realmente era muito pra ela.
Antes de passar mal em 2005, ela morava sozinha e batia perna pelo bairro Sion o tempo todo. conhecia todo mundo e trabalhava na oficina dos Meninos e Meninas do Morro do Papagaio como voluntária…ensinou as meninas a fazer um monte de coisas antigas que não se sabia mais…
Tenho muita saudade dela…Mas lamento sua perda, não a sua morte, pois mesmo com a carinha feliz que ela sempre estava me angustiava muito ver que ela agora era dependente, não conseguia mais fazer seus trabalhos manuais, pois o derrame impossibilitou a sua mão…
Mas sei que ela deve estar feliz também onde esta agora, com meu pai, meus dois irmãos, um monte de amigos que ela fez nos seus 92 anos de vida e com certeza absoluta, esta olhando por mim como sempre fez.
Mãe, um grande beijo!
Ontem fui cadastrar o Centro Cape para que a partir de 1/11 emitisse a Nota Fiscal eletronica conforme determina a lei.
Fico horrorizada com o governo e as pessoas que fazem as leis.
Estava aguardando quando a pessoa que foi atendida antes de mim, pediu uma Nota Fiscal do pagamento que estava fazendo. A moça respondeu: posso te dar uma cópia, mas esta não tem validade fiscal. A Nota Fiscal válida é a que voce estará recebendo pela internet.
Quando chegou a minha vez de ser atendida, perguntei a ela: olha e se meu cliente não tiver internet (pois tenho muitos…imagina na Feira Nacional de Artesanato, quando emito 100% das Notas Fiscais dos stands vendidos e tem até indio no meio, onde nem telefone tem, quanto mais Internet). Ela respondeu, sinto, mas voce somente poderá emitir Nota Fiscal Eletronica para quem tenha um meio de receber a Nota Fiscal pela internet!
Respondi: COMO!!! QUAL É A LEI DESTE PAIS QUE DETERMINA QUE O CONSUMIDOR OBRIGATORIAMENTE PARA SER CONSUMIDOR TEM QUE TER INTERNET!
Ela respondeu: sinto muito, mas é a lei!
Enquanto fazia o cadastro ela me pediu um email para contato. Passei um do financeiro do Centro Cape e perguntei, se precisar posso mudar não? Ela disse: NÃO! NOS PRÓXIMOS TRES ANOS VOCE TEM QUE MANTER O MESMO EMAIL!
respondi: e se eu mudar de provedor? e se eu registrar um dominio? e se meu provedor quebrar e não existir mais? e se eu quiser separar meu setor financeiro e criar um novo email para as contas a receber?
Ela respondeu: NUNCA! Se voce mudar seu email vai ter que vir aqui, fazer novo cadastro e pagar de novo a taxa de R$ 465,00! E disse que além disto teria que: reformatar o computador ou comprar outro, pois não havia possibilidade de instalar o novo programa em cima do outro!
Isto são coisas de Brasil! fico horrorizada!
Voces sabiam que o MEI (Micro empreendedor Individual) ainda não decolou porque:
As pessoas somente podem fazer o cadastro através de um computador (até aí tudo bem, pois o Banco do Brasil, Sebrae e outros estariam disponibilizando terminais para isto).
Mas acontece que este registro seria mandado via internet para as JUNTAS COMERCIAIS e PREFEITURAS!
So que ninguém verificou quantas Juntas Comerciais no Brasil tinham acesso à Internet ou estavam preparadas para receber esta demanda!
Resultado…o projeto esta paralizado por falta de logistica de informática!
Este histórico que estou escrevendo da Mãos de Minas, tem me trazido algumas lembranças e uma delas foi o Ziza.
Cometi uma injustiça quando escrevi sobre os amigos do artesanato e simplesmente me esqueci dele. Deve ser por causa de como crescemos praticamente juntos. Ele foi meu técnico de volei no Clube Recreativo Mineiro(Ziza morava na Grão Mogol logo do inicio e namorava ( e casou) com a Vaninha que morava na minha rua (Rua Caldas), jogava futebol de salão do Recreativo desde a época que o clube chamava Clube dos Revendedores Comerciais…
O Ziza foi de suma importância, pois na epoca (lá vem eu com naquele tempo…) ele era Secretario de Administração de Tancredo Neves e foi ele que conseguiu para mim, junto ao Governo de São Paulo os informes sobre o programa Feito em Casa que São Paulo tinha lançado e serviu de base para que eu pudesse montar o Projeto Mãos de Minas…
Acho que posso afirmar que ele foi o primeiro AMIGO DO ARTESANATO…
Ziza, desculpe…amigos são assim mesmo…como estão sempre tão perto, viram rotina e acabam sendo esquecidos!
Desde que um amigo me contou este caso, isto não sai da minha cabeça.
Ele disse conhecer uma pessoa que um dia comprou um carrinho de pipoca, e colocou alguém para trabalhar pra ele.
Hoje ele tem 20 carrinhos…
Todo final de dia, ele passa recolhendo de cada carrinho R$ 200,00…
Ou seja, todo final de dia ele recolhe R$ 4.000,00…
No final do mês são R$ 120.000,00…
Considerando – bem inflacionado, que 50% é custo (pagamento do funcionário + pipoca + manteiga + sal + saquinho + depreciação e manutenção dos carrinhos) ele tem um receita livre de R$ 60.000,00 ao mês!
Quero largar tudo e vender pipoca!
Estou escrevendo um histórico do projeto Mãos de Minas para um financiador e me lembrei de um caso quando começamos.
Naquela epoca (poxa…to ficando velha mesmo…meus casos já tem “naquela época”, rsrsrs), telefone custava muito caro, lembro que meu primeiro celular paguei R$ 1.000 a linha, fora o aparelho. Uma linha telefonica fixa, custava mais de R$ 2.000 (na moeda correspondente da época).
Então, alugamos uma linha e o Palacio cedeu outra.
Aí, dependendo do interesse, informávamos ou um ou outro.
Se o interlocutor fosse pessoa ligada ao Palácio, ou se esta proximidade com o Palacio favorecesse o que estávamos discutindo, informávamos o telefone do Palácio. Se era um inimigo do governo, ou mesmo pessoas que não queriam proximidade com o governo, informávamos o número próprio nosso.
Mas era interessante…se as pessoas ligavam e demorávamos a atender, caia na telefonista do Palacio que dizia: Palacio da Liberdade, bom dia! então a pessoa dizia…quero falar na Mãos de Minas e ela transferia…
Muita gente ficava sem entender, como uma associação de artesãos tinha uma linha do Palácio da Liberdade!
Naquela época ser anarquista era mais fácil!
Outro dia falei sobre o blog do artesanato do Sebrae.
Pra variar, dei o endereço errado…
Pra quem gosta de artesanato agora vai o endereço correto…
http://artesanatosebrae.blogspot.com
Vale a pena acompanhar e quem quer fazer uma boa pesquisa, lá é uma grande referencia.
Apesar de todo mundo estar elogiando a nova Lei Rouanet, eu acho que não vai dar certo isto de obrigatoriamente todo investidor ter que colocar 20% de contrapartida…
Vai continuar na mesmice, pois só os projetos de sucesso é que vão receber recursos!
Quem é que vai querer arriscar 20% de recursos próprios para um projeto humilde e que esta começando. Pensando como empresária eu não colocaria!
Se tiver que gastar meu parco dinheirinho, vou querer colocar em projetos que tenho a certeza de que serão sucesso!
As noticias estão trazendo manchetes de que as estatais disseram que aprovam os 20%! As estatais não valem, pois hoje elas já apóiam projetos no art. 26, quando o financiador tem que alocar recursos.
Agora, dizer que isto vai facilitar a vida dos iniciantes e pequenos não é verdade!
Se a lei diz que vai beneficiar os pequenos esta totalmente enganada! Agora que eles ficarão de fora mesmo!
Sei que tem um lado, onde com a renuncia fiscal, as empresas acabam se beneficiando… pois usam um dinheiro que ia ser para pagar Imposto de Renda, ou seja, o governo deixa de receber, para divulgar a sua marca!
Mas se a lei é de INCENTIVO À CULTURA, e quer mudar para beneficiar os pequenos, porque não fazer com que os projetos pequenos (aqueles cujos patrocinadores doem menos do que R$ 100 mil) possam abater 100%.
Isto sim irá incentivar que os pequenos projetos recebam recursos incentivados!
E digo isto com a maior tranqüilidade, pois meus projetos são todos acima de R$ 500 mil, de forma que não estou legislando em causa própria, mas estou defendendo aquele monte de pequenos que vem até o Centro Cape pedindo para ajudá-los na captação ou mesmo elaboração de projetos que faço na maior boa vontade e não cobro nada, mas no fundo fico triste, pois sei que mesmo aprovados, eles não conseguirão captar os recursos e agora mais ainda.
Ta bom! Eu não participei das discussões e agora fico dando palpite! Mas antes tarde do que nunca!
Não sei se acontece com voces, mas comigo acontece direto.
No trabalho voce faz uma pergunta para alguém e ao inves dela responder com sim ou não, ela começa uma explicação e não te da a sua resposta!
Por exemplo: eu pergunto: fulano, quantas inscrições tem no curso X ou no evento Y?
Ao inves dela responder: Tantos…ela vem…olha, tenho recebido tantos telefonemas e hoje conversei com tantas pessoas…Ou então: olha…tenho que saber o que voce acha disto?
Fico enlouquecida! Digo: Perguntei primeiro! responda a minha pergunda diretamente e depois, pergunte, argumente, justifique, sei lá o que!
E o pior que isto acontece sempre!
Por que as pessoas não podem ser objetivas! Por que tudo tem que dar quinhentas voltas para depois, e se, responder ao que voce quer saber!