EU JURO, by Tânia Machado

JUSTIÇA DO TRABALHO

5 de maio de 2009
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Hoje de manhã estive na Justiça do Trabalho por causa de uma ação que uma ex funcionária da Mãos de Minas moveu…
Se considerarmos que no Grupo de Desenvolvimento já passaram mais de 700 funcionários nestes vinte anos de existência e até hoje já tivemos no máximo umas 10 ações, esta até bom.
Mas fico horrorizada com o que acontece lá. O Grupo de Desenvolvimento tenta estar sempre dentro da lei. Nunca deixamos de pagar nada a ninguém, nunca atrasamos salário, nunca deixamos de cumprir o que foi combinado, mas dos casos que já tivemos, mesmo os tres que perdemos, acho um absurdo o que acontece.
Tivemos um caso de dois funcionários que foram pegos durante a Feira Nacional de Artesanato roubando carros no Expominas e vendendo convite da Feira. Foram presos e o juiz os condenou a serviços comunitários por serem primários. Evidentemente os mandamos embora por justa causa, porque foram presos roubando carros no horário de serviço. Entraram na justiça e o Juiz nos condenou a idenizá-los com a alegação de que “eles não podiam ser punidos duas vezes pelo mesmo erro”.
Teve uma funcionária da Sala do Empreendedor de Roraima, que quando fechamos em 2003, mandamos todo mundo embora (foram mais de 100 demissões no Brasil). Tinham 3 grávidas e estas, depois do cumprimento do aviso, mandamos para casa para quando terminasse a licença maternidade mandarmos embora. Esta moça de Roraima pediu para dispensá-la do aviso, pois tinha arrumado um emprego. Evidente o fizemos, pois não queríamos prender ninguém, já que a Sala do Empreendedor estava fechando. Dois meses depois ela nos procura, dizendo que estava grávida. Nos imediatamente nos propuzemos a voltar com tudo pra traz e mante-la no quadro. Ela disse que não podia, pois estava empregada e não podia ter outro emprego na carteira. então deixamos de lado. Pois não é que 10 meses depois ela entra na justiça pedindo idenização por danos morais por ter sido mandada embora grávida!
Teve um outro que ministrava cursos para nos e um monte de gente e alegou que a empresa que abriu foi somente para nos atender (apesar de ter tirado Nota Fiscal para um monte de outras pessoas).
Já tivemos muitos casos ao nosso favor também. Teve uma funcionária grávida que mandamos embora por justa causa por improbidade administrativa (fez uma série de desvios em beneficio próprio) e ganhamos as ações em todas as instâncias.
Mas todos os casos que perdemos achei injusto…Sei que existem empresas não idoneas que devem fazer poucas e boas com seus funcionários, mas a grande maioria é honesta e não merece a forma com que são tratadas no Ministério do Trabalho.


SALÃO DE OPORTUNIDADES

27 de abril de 2009
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Realizamos para o Sebrae Minas os primeiros Salão de Oportunidades – de 1994 a 1998.
A base do Salão eram as rodadas de Negócio.
Uma vez, a Eugênia ligou para um cliente e dentre outras perguntou: Por favor, qual é o seu fax? A pessoa respondeu…aguarde um momento e após alguns minutos voltou: é Toshiba! E a Eugenia muito séria falou: ah, quem bom, o meu é Panasonic, mas por favor, qual é o número do seu?


DEKASSEGUI

2 de abril de 2009
1 Comentário

Ontem escutei na televisão o problema dos dekasseguis.

Me lembrei então, quando em 2001 a Fernanda, Diretora da Fundação Banco do Brasil, me ligou em nome da Heloisa Oliveira, Presidente da Fundação na época me perguntando se eu não poderia montar  projetos para os dekasseguis. Nunca tinha ouvido falar neste nome e não tinha a menor noção do que era, mas fiz voz de inteligente e disse: perfeitamente, me dê até de tarde que te mando alguma coisa.

Fui correndo para a Internet e aí descobri o que era. Eram brasileiros, descendentes de japoneses que iam para o Japão trabalhar, muitas vezes em serviços de terceira categoria e voltavam para o Brasil depois de 4, 5 anos com uma poupança de mais ou menos U$ 50.000 e tres sonhos:

Comprar uma casa

Comprar um carro

Montar um negócio

Compravam a casa, compravam um carro, montavam um negocio…Quebravam, vendiam o carro, vendiam a casa e voltavam para mais 4 ou 5 anos no Japão.

Durante dois e anos e meio operamos o projeto. Era gratificante ver estes brasileiros que tinham sacrificado tanto lá fora, terem a oportunidade de pensar bem antes de investir seu suado dinheiro, ganho com tanto sacrificio. Foram mais de 6.000 dekasseguis que atendemos em São Paulo nestes dois anos. Destes, acredito que nem 600 montaram um negócio…Os outros 5.400 investiram em outras áreas mais seguras ou fizeram parcerias que lhes garantissem a manutenção dos investimentos feitos.

O projeto encerrou em 2003, quando assumiu o Governo Lula…Foi uma pena terem acabado com ele, pois acredito que poderíamos ter feito muito mais… Banzai!


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