EU JURO, by Tânia Machado

FEIRA NACIONAL

21 de novembro de 2018
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Acho tão engraçado as pessoas que chegam agora querendo comprar stands na Feira Nacional, e pedindo mil descontos (que não damos de jeito nenhum, em respeito a quem comprou e pagou) informando que: “olha, eu comprei um stand na feira de São Paulo, comprei um stand na Feira do Espírito Santo, já paguei e não esta sobrando dinheiro para comprar a Feira Nacional.

Eta povinho cara de pau!

 

 

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EIKE BATISTA – estou republicando o que escrevi em 2013.

16 de novembro de 2018
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Carta a Eike Batista:

Meu Caro Eike Batista,
Venho acompanhando todos os dias noticias de jornal, revistas, programas de televisão de pessoas estão vibrando pelo que você esta passando…
Lembro de muitas destas pessoas que há um ano atrás se pudessem, beijavam seus pés…
Lembro bem, quando você veio a Minas receber o premio de Industrial do Ano na Fiemg, tinha um monte de babão querendo entrar na sala VIP para te dar um tapinha nas costas e quem sabe até tirar uma foto. Hoje encontro com estas pessoas e como elas sabem que te admiro muito (já escrevi algumas você no meu blog no wordpress) elas falam…e seu ídolo o Eike, você viu, se estrumbicou!!!
Digo a elas que se o povo brasileiro tivesse 10% da sua coragem, este seria um pais muito melhor.
Não entendo exatamente o que aconteceu, mas entendo que você teve a coragem de fazer…As entidades que te apoiaram financeiramente o fizeram atrás da sua valentia de arriscar…
A entidade na qual trabalho, tem como metodologia o desenvolvimento de competências empreendedoras, envolvendo criatividade, correr riscos, ousar…
Ta bom, de vez em quando da errado. Quantas vezes nos não nos enganamos durante as nossas vidas. Eu mesmo, já dei cada mancada, mas como presidente de Ong as conseqüências são bem menores…
As pessoas se esquecem que “enquanto bilionário”, museus que você patrocinou, filmes que viabilizou, quantas obras no Rio de Janeiro você não fez! Quantos leilões sociais você não foi somente para ajudar.Lembro uma vez que você doou R$ 20 milhões para uma Ong que estava com dificuldades, não lembro mais o nome, mas morri de inveja!!!).
Agora, estas pessoas que hoje tentam te chutar, queria saber delas o que fizeram de benesse para este pais? O que elas arriscaram considerando seus seguros empregos em estatais ou mesmo como membros de conselhos de grandes empresas? O que elas fizeram por este país com o poder de uma caneta ou um microfone? Será que elas conseguem colocar a mão no fogo e dizer que nunca nem elas e nem seus patrões roubaram?
Agora nunca escutei dizer que você roubou. O que sempre escutei é que desde jovem você trabalha duro, acredita muito e vai atrás…
Esquenta não cara, pessoas como você com certeza absoluta vão dar a volta por cima e amanhã estes, que hoje tentam te jogar na lama, possivelmente voltarão a puxar o saco e esquecer o que disseram de você neste momento de crise.
Continuo te admirando e te defendendo, frente a quem quiser, os seus ideais.
Um abraço,
Tânia Machado


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EIKE BATISTA

16 de novembro de 2018
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Ontem investi 1 hora assistindo a entrevista do Eike Batista ao SBT – https://www.youtube.com/watch?v=fxLWC-RnkfU.

Fiquei emocionada ao ver lágrimas nos seus olhos…Quando ele caiu, anos atras, escrevi aqui no meu blog as injustiças que as pessoas cometem…Todo mundo ficava falando da possivel “bola” que ele teria pago ao Cabral, do emprestimo do avião que o Cabral na maior cara dura pedia emprestado…Ninguém falava sobre os bilhões de dólares de investimentos externos que ele trouxe para o Brasil, dos milhões de dólares que gastou do proprio bolso para recuperar a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Marina da Glória, as App´s, fora dezenas de projetos sociais que ele ajudou nestes anos todos.

Ninguém falou que o empréstimo que ele pegou no BNDES, ele pagou até o ultimo centavo (diferente dos amigos estrangeiros do rei que esta preso e estão dando o cano)

Todo mundo falava de reuniões com poderosos que ele teve, às vezes até mais de umavez. Quem é que não queria estar junto de uma das maiores fortunas do mundo? Ele falava com qualquer pessoa e as pessoas queriam falar com ele.

Naquela data eu falei OLHA, ELE VAI VOLTAR UM DIA, e parece que sim, não com negocios próprios, pois a “in” justiça no Brasil não vai permitir, mas trazendo outros investidores que estão criando empregos em nosso país.

Aí, quero ver a cara das pessoas quando virem que ele retomando as rédeas da sua vida.

 

 


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LEI ROUANET – SO PARA UNS POUCOS

8 de novembro de 2018
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Lei Rouanet X Feira Nacional de Artesanato.

O Ministério da Cultura NÃO APROVOU, a Exposição MESTRES DA ARTE E DO ARTESANATO, que estaremos fazendo este ano durante a 29ª. Feira Nacional de Artesanato que será realizada de 4 a 9 de dezembro no Expominas, com a alegação que uma exposição com os maiores mestres brasileiros (alguns inclusive já falecidos), não era elegível pelos critérios da Lei.

Tentei argumentar duas vezes defendendo artigo por artigo, mas nada. Os pareceristas nem transformaram o projeto em Pronac.

Agora vejo: Reveillon, Ze Dirceu, Lula, Brizola, Circe du Soleil, FHC, namorada de  Chico Buarque…todos aprovados para captar no mercado.

Sei que a captação seria responsabilidade minha e não do Minc (assim como os citados acima) e com isto perdi mais de R$ 600 mil em patrocínio por não ter a Lei, já que os apoiadores exigiam a Rouanet.

Não pedia a eles que buscassem patrocinadores. So pedia que transformassem meu projeto em Pronac que eu ia a luta.

Agora é muito triste ver isto. Assim como eu, com o artesão e artistas brasileiros, milhares de outros pequenos projetos de comunidades, teatro, musica, ficam a deriva, pois nem sequer são aprovados.

Quando o Paulo Guedes fala que vai acabar com a lei Rouanet, no final tenho até que dar razão a ele, pois com a renuncia fiscal do Imposto de Renda, que o governo deixa de recolher para subsidiar os grandes projetos, inclusive estrangeiros, quem esta pagando a conta somos nós, pois sem imposto de renda aumenta o defict brasileiro, apenas com o intuito de atender a poucos.

Nem da para criticar os acima que conseguem a Lei, pois como ela é falha, permite que coisas como esta aconteçam. Quem não quer colocar a sua marca no Circe du Soleil?

Mas tem gente que gostaria de apoiar o artesanato, mas poderia ser somente via Lei. Como o Minc disse que os Mestres são menos importantes que Ze Dirceu, Marieta Severo, dentre outros, fazer o quê né?


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Meu caro Ronaldo

29 de abril de 2018
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Obrigada pela sua atencao em responder no meu blog.

Mas, considerando a sua importancia para o artesanato, nao podemos deixar confundir e se misturar ARTESANATO, com trabalhos manuais de baixa qualidade.

Juntando seu comentario do uso do percal no NE, falo do uso de vidrilho e durepox pelo indios brasileiros. Outro dia me mostraram com orgulho um cocar feito de canudinho de refrigerante, como se fosse o supra sumo da inovacao. Quase morri!

Nosso papel ‘e justamente de valorizar o artesanato e leva-lo para cada vez mais para o alto.


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Ronaldo Fraga

27 de abril de 2018
1 Comentário

Meu caro Ronaldo,

Me permita discordar de voce, quando em entrevista a BBC do Brasil, declarou que “brasileiro acha que artesanato é coisa de pobre”.

Isto era verdade há 40, 50 anos atras quando começei a trabalhar com artesanato. Naquela epoca, era programa social e vendas feitas através de bazares.

Hoje não…centenas, se não dizer milhares de artesãos, são considerados artistas e seus produtos estão espalhados nas melhores residencias, museus, lojas especializadas. Se voce visitar as Casa Cor espalhadas pelo Brasil, verá diversas peças e componentes fabricados de forma artesanal.

Logico que não vou dizer que tudo é arte, assim como não posso dizer que todos os carros são Mercedes.

Veja bem…A Feira Nacional de Artesanato que fazemos no Expominas no final do ano, 74% dos visitantes são das classes A, A/B e B. Tenho a certeza que ninguém vai lá para comprar pobreza e sim riqueza de criação.

 


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP VIII – O STJ EM BRASILIA

3 de abril de 2018
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Quando a causa foi para o STJ, considerando que ganhamos por unanimidade em São Paulo com voto a favor dos três desembargadores, meus advogados me falaram de uma tal de Súmula 7, que parece que é quando existe unanimidade, a não ser que aconteça um fato novo, os juízes do STF mantem o mesmo resultado…

Ledo engano…apesar de termos ganho por duas vezes, monocraticamente sendo o Ministro responsável definido ao nosso favor, de repente eles apresentam uma cópia de um post que fiz aqui no Blog, onde afirmo QUE A APEX DETERMINOU QUE OS QUATRO PROJETOS SE UNISSEM, como se isto fosse a grande novidade, apesar de constar dos autos desde São Paulo.

Fui ao STJ conversar com os Ministros, quando então um deles, quase gritava comigo perguntando como a Fazer Brasil, em 2009 e 2010 participou de diversos eventos internacionais sem que tivesse um tostão na sua conta corrente (já que eles retiravam em numerário no banco, todo e qualquer recurso que fosse alí depositado).

Informamos ao Ministro que não podíamos responder pois não tínhamos conhecimento de como a Fazer Brasil gerenciava seus negócios, e que na época citada, nem os conhecíamos direito, quanto mais saber da sua rotina financeira. Mas ele, aos gritos, insistia que queria uma resposta e nos novamente afirmávamos que não tínhamos e não poderíamos responder por uma entidade que não nos dizia respeito na ápoca citada e que ele deveria perguntar a Apex, como esta fazia para repassar os recursos para a Fazer Brasil participar dos eventos internacionais.

E nesta confusão a DIM ia entrando com embargos, e outros nomes complicados jurídicos que não diz respeito e adiando cada vez mais a decisão final que deveria ir para o Pleno.

Fez isto, até que uma Ministra aposentasse (ficamos sabendo que ela seria ao nosso favor no Pleno).

Mas quem somos nos para conhecer os bastidores do STJ?

 

 


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ERA UMA VEZ… A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP VII – A VITORIA NO STJSP

23 de março de 2018
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Desembargador Marcondes D´Angelo
desembargador Hugo Crepaldi

Desembargador Edgar Rosa

Ives Gandra (mais…)


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP VI – RELAÇÃO FAZER BRASIL x APEX

19 de março de 2018
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É lei que nos convênios de uma instituição com o Estado ou União, os recursos tem que ser depositados em nome da entidade e só podem sair de lá para pagamentos a terceiros em nome do titular do cnpj, através de Notas Fiscais, Invoices ou outros documentos legais.

Como então, a Fazer Brasil, após já ter tido uma parcela de seu convênio bloqueada pela justiça, continuou a receber recursos da Apex e imediatamente sacava em numerário no banco?

Aonde ela colocava este dinheiro?

Como a APEX permitia que isto ocorresse?

Por que a Apex não considerou a Fazer Brasil inadimplente após o primeiro bloqueio?

Por que a Apex não avisou para as entidades que estavam criando a Abexa que a Fazer Brasil estava irregular com a Apex?

Por que a Apex acobertou as irregularidades da Fazer Brasil?

Estas são perguntas que a Apex terá que responder…

Foram meses de acobertamento de uma situação muito mal explicada e quem sofreu as consequências foi o artesanato brasileiro.


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ERA UMA VEZ – A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP V – O PARECER DO PROF. IVES GANDRA

15 de março de 2018
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A Dim Import e Export, pediu ao prof Ives Gandra um parecer sobre o caso.

Qual não foi a nossa surpresa, como um jurista da sua competência faz declarações totalmente absurdas sobre a questão.

O que ele disse:

“A Fazer Brasil constituiu uma nova entidade”…não sei de onde ele tirou isto, pois a Fazer Brasil, sim, por determinação da Apex, deveria se associar a nova entidade que estava sendo criada, mas em nem um momento eles foram responsáveis pela sua constituição

“Os pagamentos realizados pela Abexa deveriam ter os documentos em seu nome”…Mas isto é LEI. Qualquer convênio assinado por uma entidade com qualquer órgão publico, só podem ter pagamentos em seu nome, não podendo pagar notas fiscais, envoices e outros documentos em nome de terceiros.

“Foi feito pagamento pela Abexa para a Fazer Brasil”…Foram colocados a disposição do perito todos os documentos fiscais da Abexa, contas bancárias, etc,  que nem ele e nem o Prof. Ives Gandra consultaram para que ele pudesse fazer tal afirmação.

“A Abexa como laranja, pagava as despesas da Fazer Brasil…” da mesma forma que o item anterior, gostaria que o Prof Ives Gandra, provasse documentalmente que isto ocorreu e qual foi a atividade da Fazer Brasil paga pela Abexa, sendo inclusive que a Fazer Brasil pediu para sair da Abexa ANTES que a Abexa tivesse recebido os recursos da APEX.

“Que a Abexa participou da Maison Object”…enfim uma verdade. Sim participamos da Maison…

“Que a Fazer Brasil participou da Maison custeada pela Abexa…”Mentira deslavada. Até porque 1) a Maison aconteceu em setembro, quando a Fazer Brasil já tinha saido da Abexa (sua carta de demissão é de maio). Novamente pedimos que comprove com documentos que na Maison Object de setembro de 2011, a Fazer Brasil participou no espaço da Abexa. As vezes que a Fazer Brasil participou da Maison, foi quando tinha convênio próprio com a Apex e a Abexa nem havia ainda sido criada.

“Que os recursos da Apex não são publicos e sim privados…” este parecer com certeza foi escrito por algum estagiário. Não dá nem para comentar tamanha ignorância.

“Que a Apex não poderia fazer convênio com terceiros…”Se a Apex recebe recursos oriundos do Sistema S para aplicar na promoção de produtos brasileiros, se sofre auditoria do TCU, ela iria fazer convênios com quem?

Proximo Capítulo – O ganho da ação no Tribunal de Justiça de São Paulo por unanimidade a favor da Abexa…

 


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP IV – A PERICIA JUDICIAL QUE NÃO HOUVE…

6 de março de 2018
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Após os embargos que bloqueavam a liberação dos recursos penhorados, foi solicitado um parecer de um Administrador Judicial que deveria fazer uma perícia nos documentos contábeis tanto da Abexa quanto da Apex para demonstrar ou não, se a Fazer Brasil tinha se beneficiado de algum recurso desde a sua liberação pela Apex em junho de 2011 até outubro de 2011.

Disponibilizamos toda a documentação em original e cópia – extratos bancários, pagamentos efetuados, invoices, notas fiscais, etc (caso ele desejasse juntar aos autos) e ficamos esperando a visita do Administrador Judicial.

Qual não é a nossa surpresa, quando o Administrador Judicial NUNCA NOS VISITOU E NEM SOLICITOU QUE FOSSE ENVIADO A ELE OS DOCUMENTOS – sem ter feito pericia em nenhum documento sequer, emitiu um parecer de que a Fazer Brasil tinha se beneficiado sim dos recursos!

A partir deste momento, começamos a entender que havia algo mais atras deste processo, e quando ficamos sabendo que a empresa pertencia a um parente do ex Ministro Resek…

Próximo capítulo – o parecer de um renomado jurista, totalmente descabido frente a legislação…

 


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ERA UMA VEZ – A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP III – O BLOQUEIO

27 de fevereiro de 2018
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Em 20 de junho de 2011, a Apex aportou a primeira parcela para a Abexa no valor de R$ 2.5 milhões, para fazer frente as despesas com os eventos na Europa e EUA até o mês de fevereiro.

Naquela data, o único que tinha o projeto individual aprovado pela Apex era o Centro Cape e a Fazer Brasil já tinha enviado a carta pedindo exclusão, por não ter conseguido fechar a sua prestação de contas individual com a Apex (e isto era regra, para poder participar dos eventos promovidos pela Abexa, tinha que ter tido as suas contas individuais anteriores aprovadas pela Apex).

Posteriormente a Artest e Ica apresentaram suas cartas de aprovação.

Começamos então a buscar orçamentos, fechar montagens, verificar os materiais de divulgação, fazer o planejamento de prospecção, pesquisa, enfim, tudo o que estava previsto no planejamento e naquele momento, somente  o Centro Cape, a Artest e o Ica estavam aptos e já nos preparávamos para buscar a adesão de novos associados.

Estava tudo transcorrendo normalmente quando então no dia 29 de outubro de 2011, quando fomos fazer a conciliação bancária do dia anterior nos deparamos com um bloqueio de R$ 922.630,41.

A primeira ideia era de que havia um erro do banco, pois a Abexa não tinha nenhuma justificativa para receber um bloqueio desta ordem.

Fomos então buscar a informação do que tinha acontecido…

Aí ficamos sabendo que a Fazer Brasil, alguns anos antes tinha feito um acordo com uma empresa chamada DIM impor e Export para uma ação em Paris e não tinha cumprido o acordo (segundo o processo) e inclusive ficamos sabendo também que o motivo dela não ter tido as contas aprovadas na Apex foi porque um dos repasses da Apex para a Fazer Brasil (quando ela tinha seu projeto individual) havia sido boqueado por conta desta ação.

Nos estranhou muito a Apex não ter nos informado deste fato e ter permitido que a Fazer Brasil participasse inicialmente da Abexa, sabendo que suas contas não seriam aprovadas e ela posteriormente teria que se afastar por força do estatuto.

Mas continuávamos sem entender o porque  bloquear recursos de uma entidade que não tinha nada a ver com a Fazer Brasil!!!

A alegação do boqueio era de que a Abexa tinha sido criada para ser “laranja” da Fazer Brasil e assim pagar indiretamente as suas despesas!!!

Como isto seria possível se nenhum dos associados recebia nenhum recurso da Apex? Quem recebia era a Abexa para fazer frente a promoção comercial do artesanato brasileiro que era aberto a qualquer um que quisesse se associar e participar!

Colocamos toda a documentação financeira da Abexa a disposição da justiça para que ela visse e certificasse que de junho a outubro,  a Fazer Brasil não se beneficiou em nada da Abexa, não participou de nenhum evento promovido pela Abexa e nem existia projeção de sua participação, já que não fazia mais parte dos quadros sociais.

Lógico, com a certeza de que a justiça iria ser justa, entramos com embargos para segurar os recursos e se possível retorna-lo para a Abexa.

PROXIMO CAPITULO – as mentiras e direcionamento feitos pelos advogados da DIM e como um grande jurista presta um depoimento totalmente descabido e incoerente com a Lei.

 


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP II – A UNIÃO DOS PROJETOS

19 de fevereiro de 2018
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Em 2010, a Apex informou aos quatro projetos existentes que não haveria mais projetos pulverizados, mas somente um projeto nacional, onde os quatro projetos seriam apoiados e outros poderiam entrar.

Foi um grande susto, pois afinal as instituições nem se conheciam. O Centro Cape e ICA até que tinham alguma afinidade, pois nos encontrávamos em eventos do artesanato que aconteciam pelo Brasil promovidos pelos Sebrae´s ou mesmo pelas nossas próprias entidades.

Mas a Fazer Brasil e Artest, conhecíamos só de nome, pois como dissemos, nos seus projetos individuais as entidades eram totalmente autônomas, e gerenciavam individualmente seus programas e ações e ninguém sabia o que acontecia com as outras.

A Apex então propos pagar por um planejamento estratégico de forma que as entidades pudessem se entender e assim formar uma entidade comum.

Foram meses de discussões, muitas vezes muito pesadas, até porque o Centro Cape e ICA realmente eram entidades sem fins lucrativos e seus dirigentes não recebiam nem um centavo por suas ações, ao contrário como ficamos sabendo no desenrolar das discussões, da Fazer Brasil e Artest onde o programa de exportação eram negócios próprios, apesar de serem Organizações Não Governamentais.

Até o Centro Cape e ICA, apesar de serem ONG´s, tínhamos divergências pelas nossas diferentes forma de trabalhar. O Centro Cape contra o paternalismo, com uma visão empresarial e o ICA ao contrário, com uma visão protetora.

Mais, não tínhamos outra opção, a não ser atender a Apex, pois ou nos uníamos, ou os convênios estariam encerrados no ano de 2011, quando cada um estivesse finalizando o seu convenio individual, e realizado a sua prestação de contas.

As gestões que antes eram de cada entidade para gerir os seus recursos, agora seriam compartilhadas. Não haveria mais participação individual, mas sim coletiva, onde os espaços nos eventos, por exemplo, seriam da Abexa e seus associados se quisessem poderiam aderir ou não.

O mesmo valia para os materiais de divulgação, os projeto vendedor e comprador, as ações de prospecção, onde o que se fizesse valeria para todos.

Os mercados também, não poderiam mais ser exclusivos de ninguém. O Ica bem que poderia atender a um artesão de Minas Gerais, assim como o Centro Cape um do Paraná e qualquer entidade brasileira poderia se associar

Quem decidiria através de que entidade ele iria participar de uma ação, era o próprio artesão.

Depois de muita discussão, chegou-se a criação da ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato, no dia 10 de dezembro de 2010, cujo lançamento foi feito na sede da Apex em Brasilia. Como o Centro Cape tinha escritório em Brasilia, oferecemos o espaço de uma sala para ser ocupada pela Abexa.

Como todas as entidades ainda estavam finalizando seus projetos originais, o convenio da ABEXA com a APEX, somente viria a ser assinado em maio de 2011 e mesmo assim, as entidades que o criaram, somente poderiam se beneficiar das ações que seriam promovidas pela ABEXA, caso seus projetos individuais fossem aprovados pela APEX.

Não haveria mais pagamentos individuais para os associados e sim ações promovidas pela ABEXA onde a participação de cada um seria livre, inclusive para os novos associados que aderissem.

A ABEXA fechou então que no segundo semestre de 2011, iria participar da Tendence em Frankfurt, Maison Object em Paris, New York Now, Fancy Food, Bryant Park em New York.

As entidades que quisessem participar destes eventos, deveriam apresentar a prestação de contas de seus antigos projetos individuais, aprovada pela Apex.

O Centro Cape, foi o primeiro que apresentou, seguido pelo ICA e Artest. A Fazer Brasil, apresentou uma carta de demissão da ABEXA, informando que sua prestação de contas não tinha sido aprovada e conforme constava no estatuto da Abexa, o associado nesta condição deveria se afastar da entidade, podendo só retornar caso mudasse a condição de inadimplência com a Apex.

Naquela data, do pedido de afastamento, a Apex nem tinha feito o primeiro aporte que somente aconteceriam e final de junho de 2011.

O cargo da Fazer Brasil na direção da Abexa ficou vago, até porque com somente três associados, não havia como ocupa-lo com outro membro e então decidimos que na Assembleia Geral marcada para dezembro daquele ano, com possivelmente novos associados, iríamos ocupa-lo com os novos membros, além do que uma Assembleia Geral tinha um custo muito elevado, já que estaríamos falando de deslocamentos do Ceará, Minas e Paraná para Brasilia.

PROXIMO CAPITULO: O BLOQUEIO DOS RECURSOS NA ABEXA.


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ERA UMA VEZ – A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP I – 2004

18 de fevereiro de 2018
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Em 2004, a apex decidiu que iria começar a apoiar o artesão brasileiro para a exportação de Artesanato.

O primeiro projeto a ser apoiado foi o Centro Cape, que depois foi seguido pelo Sindicato dos Artesãos do Ceará (depois substituÍdo pelo ICA (instituto Cearense do Artesanato), teve um projeto de Pernambuco (que não lembro o nome), um do Rio de Janeiro (se não me engano liderado pela Firjan), seguido depois pela Fazer Brasil de São Paulo, Artest do Paraná e talvez outras pequenas ações pontuais, que sei que ocorreram, mas não lembro os nomes.

Passado os anos, sobraram somente o Instituto Centro Cape, A Fazer Brasil de São Paulo, o ICA do Ceará, e a Artest do Paraná.

As instituições faziam, individualmente, cada um com o seu projeto, ações de prospecção e vendas principalmente na Europa e nos EUA (este ultimo somente com o Centro Cape).

As instituições eram autônomas, e mesmo com a participação nos mesmos eventos (Maison Object – Paris, Ambiente e Tendence – Frankfurt, Intergift e Bijoutex – Madri), iam de forma separada, cada um com o seu stand e às vezes até em pavilhões diferentes.

Em comum, faziam rodadas de negócio no Brasil, lideradas pelo ICA e Centro Cape.

Nos EUA somente o Centro Cape atuava, participando de mais de 9 eventos anualmente (Gift Fair, ICFF, Acessories, Arte Expo, Fancy Food, Las Vegas Show, Hotel, Motel and Restaurant, Bryant Park), fora um show room que montamos na 34th com 5a., em frente ao Empire State, além de um Centro de Distribuição em Passaic – New Jersey, numa parceria com uma empresa americana chamada Worldwide (que mantemos ate hoje)

Aos trancos e barrancos, através do “aprender fazendo”, iam cada uma a seu modo, tentando conquistar o mercado internacional.

Isto, foi acontecendo até 2009, quando inclusive os projetos não atendiam artesão so de seu estado, mas englobavam outros, de acordo com o perfil dos eventos.

PROXIMO CAPÍTULO – A união das entidades por ordem da APEX.


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Mãos de Minas X Tânia Machado

18 de fevereiro de 2018
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Tenho tentando de todas as formas desvincular meu nome da Mãos de Minas, mas volta e meia lá esta alguem falando algo da Mãos de Minas e vinculando meu nome como se fosse o presente.

Sei que fui muito importante para o fortalecimento do projeto, mas a cronologia é a seguinte

1983 – ajudei a criar o programa de governo Mãos de Minas

1987 – ajudei a criar a associação Mãos de Minas

De 1987 a 1997 – fiquei à frente da Mãos de Minas como presidente

de 1997 a 2007 – FIQUEI TOTALMENTE FORA DA MÃOS DE MINAS

2007 a 2013 – Como a Mãos de Minas estava com um problema na Prefeitura, voltei para tentar ajudar e com o apoio do Dr. José Bicalho – então secretario de Finanças da Prefeitura e vereadora Luzia Ferreira, conseguimos resolver o problema em 2011 e então esperei acabar meu mandato em outubro de 2013 e então aí definitivamente.

2013 – SAI DEFINITIVAMENTE DA MÃOS DE MINAS

Quando saí, perdoei mais de R$ 1 milhão que a Mãos de Minas devia ao Centro Cape de alugueis, iptu, Unimed de funcionários, segurança, limpeza, material de escritório, telefone e outras despesas que a Mãos de Minas não conseguia pagar.

Deixei também um patrimonio de R$ 120 mil reais e uma dívida de longo prazo com o Banco do Brasil de R$ 353 mil reais. Ou seja, um passivo de R$ 233 mil e uma dívida com o Centro Cape ZERO. Na época tinham tambem 1257 associados.

Para facilitar a gestão financeira, o valor do aluguel do prédio e despesas rateadas que eles, antes pagavam 1/2 das despesas, fui reduzindo e hoje eles pagam R$ 2000 de aluguel, não pagam IPTU, segurança, limpeza e pagam hoje também as despesas diretas com a Unimed e horas que usam do TI. Ou seja, de uma despesas de mais de R$ 40 mil, em 2013, foi reduzida para menos do que R$ 5.000.

Não tenho a minima noção do que hoje acontece na Mãos de Minas, mas sei que eles com apertos financeiros, haja visto as cartas de cobrança que recebo do Banco do Brasil, em virtude do atraso deles no pagamento do empréstimo, que nestes 5 anos, pegaram mais R$ 300 mil.

A Feira Nacional de Artesanato, desde o ano de 2002 é gerida pelo Centro Cape, de acordo com a proposta que tudo que não fosse exclusivo dos associados, o Centro Cape é que ia gerir.

Agradeço àqueles que tentam me homenagear, vinculando meu nome à Mãos de Minas, mas pediria que entendessem que nestes 35 anos do inicio da Mãos de Minas até hoje, acho que já dediquei a minha parte. Agora é com eles.

 

 

 

 

 

 


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO

4 de fevereiro de 2018
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Nos próximos meses estarei escrevendo o ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO…uma novela sobre a situação atual de nossos tribunais e suas influencias sobre os resultados dos julgamentos, de acordo com os interesses pessoais…

Sinopse da obra

Comeca em 2005, quando quatro entidades de apoio ao artesanato brasileiro, decidem fazer um convenio cada uma, com uma estatal brasileira para exportar artesanato brasileiro para a Europa e EUA.

No meio do processo – em 2010, a estatal obriga as quatro instituições a se unirem mas não avisa que uma delas tem sérios problemas com a justiça.

Por causa deste processo as entidades sofrem um bloqueio financeiro de algo que não tinham nada com isto.

No processo, renomados juristas dao pareceres totalmente contra a legislação, diligencias financeiras documentais são feitas sem a verificação de documentos in loco, o processo vai para um superior tribunal, e manipulado para que um ministro se afaste e um ex ministro, parente dos interessados ao processo influencie os ex colegas de forma que se reverta toda uma situação numa forma inédita nunca ocorrida em desrespeito a uma tal de sumula 7.

Não sei quantos capítulos terão esta novela…mas ela sera contada com cada detalhe para que vocês possam no final avaliar a justiça neste pais…

Nao percam os proximos capitulos…

 


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LINHAS DA LIBERDADE

27 de novembro de 2017
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Folder linhas da liberdade (5)


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Mahamudo Amurane

9 de outubro de 2017
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Mahamudo veio a primeira vez ao Brasil em 1991, quando tinha 18 anos num grupo de Moçambique que veio participar no Centro Cape do Treinamento de Treinadores na metodologia CEFE.

Era um menino humilde, simples, chegando até a ser ingênuo.

Anos depois, voltou ao Brasil para fazer o curso de economia na PUC, quando então o Centro Cape forneceu a ele uma bolsa de estudos e conseguia alguns bicos para que ele melhorasse a sua renda.

Voltou para Moçambique e de tempos em tempos recebia noticias dele.

Em 2014, apareceu por aqui e informou que era o Prefeito da cidade de Nampula (o terceiro maior município de Moçambique). Trocamos algumas informações, consegui algumas reuniões para ele, fora as que ele mesmo já havia conseguido.

Neste tempos, voltou a Belo Horizonte mais algumas vezes, quando assinamos um convenio de Cooperação Técnica para ajudá-lo nas questões do artesanato na sua região. Uma vez veio com a família, esposa e filhos…

Conversávamos muito e ele me falava da sua luta contra a corrupção no seu pais e de como estava enfrentando os grandes e a cultura do roubo por parte de alguns governantes. Falava com ele que me preocupava, pois ele poderia ser morto por aqueles que estava desafiando. Ele informava que sabia disto, mas não ia arrefecer…

Semana passada Mahamudo foi morto com três tiros a queima roupa em Nampula…


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A IMPORTÂNCIA DO ARTESANATO PARA A INDUSTRIA BRASILEIRA.

17 de agosto de 2017
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Segundo pesquisa da Vox Populi que é realizada anualmente na Feira Nacional de Artesanato, 47% do valor da venda final é matéria prima e segundo esta mesma pesquisa, 90% desta matéria prima é adquirida na indústria.

Então, se considerarmos que o Brasil tem 8,5 milhões de artesãos e produtores artesanais que faturam em média um salário mínimo por mês, chegamos a cifra de R$ 95 bilhões que é o valor de venda anual (8,5 milhões X R$ 935 X 12 meses).

Assim, o artesão gasta R$ 45 bilhões em matéria prima, e destes ele adquire R$ 40 bilhões na indústria.

A indústria têxtil vem em primeiro lugar, seguido de material para acabamento, ferramentas e metais.

Só na Feira Nacional de Artesanato no ano passado, os artesãos presentes para vender R$ 62 milhões, compraram da indústria cerca de  R$ 26 milhões de reais. Esta compra foi feita 52% no varejo e 40% no atacado.

São números astronômicos, mas se considerarmos que estamos falando de 8,5 milhões de pessoas e 12 meses, chegaremos ao número individual de um salário mínimo por pessoas que é a média nacional. Os artesãos das grandes cidades faturam entre 3 a 4 salários mínimos e o artesão do campo menos do que meio salário.

Outro dado interessante é a escolaridade do artesão organizado. 41% tem ensino médio, e outros 41% tem ensino superior. Isto mostra como o artesanato é a opção imediata de ocupação em momentos de crise.

Cada núcleo artesanal, emprega em média 4,7 pessoas e 54% estão ligados a uma associação ou cooperativa o que leva a mesmo de forma indireta, estarem legalizados, através do CNPJ de suas instituições.

Considerando que o artesanato é hoje a pre-indústria, temos grandes exemplos de artesãos que começaram praticamente do nada e hoje estão estabelecidos até como pequena ou média empresa.

Os dados acima podem ser validados na pesquisa da Vox Populi publicada no site http://centrocape.org.br/destaques/index/pesquisa-vox-populi-perfil-artesao-brasileiro

http://centrocape.org.br/destaques/index/vox-populi-pesquisa-perfil-artesao-mineiro

Maiores informações:

Tânia machado

ccape@centrocape.org.br

031-32828313


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COMERCIALIZAÇÃO DE ARTESANATO – PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

21 de julho de 2017
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Se perguntar para qualquer artesão qual é o seu problema, com certeza quase 100% das respostas serão COMERCIALIZAÇÃO e FINANCIAMENTO.

A questão é que nenhum dos dois é problema, todos os dois são solução, sendo que a comercialização depende da preparação do artesão para o mercado e o financiamento somente deve ser usado se a solução comercialização foi atingida.

Nos preocupa muito esta crise atual, quando quem esta desempregado hoje, ou foi para o Uber ou Cabify, ou esta empreendendo na produção artesanal, seja ela decorativo, gastronômico ou qualquer outra atividade prioritariamente manual.

São pessoas  que viram na produção artesanal uma solução e que buscaram esta opção imediata de trabalho.

Mas se mercado normal não é fácil, um mercado recessivo como de agora pior ainda e se o artesão não estiver preparado para atingi-lo, pode ficar numa situação pior ainda.

Escuto demais artesão na Feira Nacional de Artesanato dizer: o ano passado vendi muito bem, mas este ano não vendi quase nada…Olha, quem compra artesanato quer algo diferenciado, ninguém vai comprar no ano seguinte um mesmo produto que comprou no ano anterior. E como o visitante da feira é cativo – mais de 60% dos visitantes vão a feira todos os anos, ele vai procurar outros produtos.

Trabalhar um diferencial na embalagem, fazer pesquisa de mercado e satisfação do cliente, saber se posicionar num evento, entender questões de merchandising são coisas que ele tem que entender e bem.

O Centro Cape, preocupado com esta questão, liberou todos os seus cursos on line, para a participação gratuita – qualquer artesão ou MEI pode acessar o site www.centrocapeonline.org.br e fazer sua inscrição no curso que quiser, sem pagar nada.

São cursos de Calculo do Preço de Venda, Exportação, Merchandising, E-commerce, Embalagem, Planejamento estratégico e financeiro, enfim, são 19 cursos que os participantes podem se inscrever, e com uma linguagem de fácil assimilação por qualquer um, letrado ou não letrado

Além dos cursos, liberou gratuitamente também o SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL, onde o participante tem o total controle de seu negócio. Depois, se ele quiser, poderá também solicitar a visita de um consultor e receber o SELO DE QUALIDADE DA PRODUÇÃO ARTESANAL.

Os mais de 1000 artesãos que participaram do programa de qualidade, declararam que após o término do processo, eles aumentaram seus lucros, diminuíram seus custos e tem total controle de seu núcleo artesanal.

Hoje tem a preocupação ambiental no descarte de resíduos, e também a preocupação com a responsabilidade social e envolvimento da sua equipe de trabalho.

Nem todo artesão que participou do processo conseguiu receber o selo, mas com certeza todos eles melhoraram seus processos.

Temos visto muitas iniciativas em prol do artesão na comercialização, mas se não tiver junto a capacitação e conhecimento, será somente uma ação pontual que não resolve a questão do artesão e médio e longo prazo.

Maiores informações

Tânia Machado

ccape@centrocape.org.br

031-32828313

O Instituto Centro Cape é uma entidade sem fins lucrativos, OSCIP estadual e federal que trabalha prioritariamente no desenvolvimento do artesão mineiro e brasileiro.


O que fazer?

4 de julho de 2017
1 Comentário

Lá em casa, ninguém mais vê jornal televisivo…

A unica coisa que faço umas duas vezes por semana é entrar no G1 e Uol e dar uma passada no que esta acontecendo, fora do mundo politico (acabo vendo rapidamente as questões politicas do Brasil pois são sempre a chamada da primeira página)

De manhã, leio O Tempo, mas pulo a parte das noticias politicas nacionais…

Ficava muito dificil para mim que gerencio ONG´s, numa grande dificuldade financeira, ver os bilhões roubados cinicamente pelos nossos dirigentes, quando vislumbrava que 0,001% do que foi roubado, beneficiaria milhares de pessoas para as quais eu trabalho.

Fico pensando…será que eu vou conseguir ver a solução? Se não eu, será que meus filhos vão conseguir vivenciar um Brasil honesto?


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POVO BRASILEIRO

4 de julho de 2017
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Recebi o texto abaixo e decidi socializa-lo para que pensemos bem no nosso pais

Quem me enviou foi o Guilherme França

“Há alguns anos, entrei numa estação de metrô em Estocolmo, a tão civilizada capital da tão primeiro-mundista Suécia, e notei que havia entre muitas catracas comuns uma de passagem livre. Questionei a vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto, e ela me explicou que era destinada às pessoas que por qualquer motivo não tivessem dinheiro para a passagem. Minha mente incrédula e cheia de jeitinhos brasileiros não conteve a pergunta óbvia (para nós!): e se a pessoa tiver dinheiro mas simplesmente quiser burlar a lei?

Aqueles olhos suecos e azuis se espremeram num sorriso de pureza constrangedora – Mas por que ela faria isso?, me perguntou. Não lhe respondi. Comprei o bilhete, passei pela catraca e atrás de mim uma multidão que também havia pago por seus bilhetes. A catraca livre continuava vazia, tão vazia quanto minha alma brasileira – e envergonhada.”

(Décio Tadeu Orlandi, bacharel em Letras pela USP e mestre em Literatura pela UFG.

Quem faz um país é o povo!!!!!!


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REFLEXOES – ISSQN SOBRE DOAÇÃO

21 de fevereiro de 2017
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A Feira Nacional deste ano, terá como tema residuos e terá um projeto chamado PRATIQUE O DESAPEGO, onde as pessoas poderão trocar qualquer objeto nos seus armários, por uma entrada. Estes objetos serão vendidos e sua renda transformada em cesta básica e brinquedos para as pessoas carentes.

Previmos então, que quem não trouxesse um objeto, poderia fazer uma doação de R$ 5,00 em prol do Pratique o Desapego.

Voces acreditam que fomos nos informar na Prefeitura se haveria ISSQN sobre esta doação e eles informaram que teremos que pagar os 5% de imposto!

Cobrar 5% sobre cesta básica de pobre!!! Ninguém merece.


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FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO

16 de fevereiro de 2017
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Fico impressionada como tem um monte de gente que acha que o Centro Cape morre de ganhar dinheiro com a Feira Nacional.

Total engano…quem dera isto fosse verdade.

Vejam bem, com a venda de stand na Feira Nacional conseguimos +- uns R$ 1,7 milhão. Com a bilheteria outros R$ 150 mil, ou seja, temos R$ 1,85 milhões de faturamento próprio.

Agora vejam as contas – aluguel do pavilhão + energia – R$ 1 milhão, montagem básica, sem nenhuma cenografia R$ 400 mil, midia e folheteria – R$ 1 milhao, serviço de terceiros (segurança, limpeza, arquiteto, serviço de engenharia, produtor cultural, secretarias previa e durante o evento, serviço médico, brigadista, carregadores, fotógrafo, assessoria de imprensa) , outros R$ 1,2 milhão – impostos (ISSQN+CONFINS), ecad, bombeiros, bhtrns, associação comercial, cartório, alvará de localização, seguro do pavilhao – R$ 190 mil – parte de shows – R$ 200 mil, cenografia do pavilhão e programação cultural – R$ 1,4 milhão, material escritorio, xerox, correios, telefone – R$ 50 mil, aluguel de equipamentos (radio, computadores, impressoras, caçambas, cadeiras e mesas, cadeira de rodas, carrinho) – R$ 40 mil, espaço criança – R$ 30 mil, sonorização – R$ 100 mil, outras despesas – R$ 50 mil – TOTAL R$ 5.660.000,00, ou seja, quando lanço a feira já estou devendo R$ 3.760.000,00 – tres milhões, setecentos e sessenta mil reais que não sei se vou ter dinheiro para pagar.

Se não conseguir este dinheiro de patrocínio, fico devendo no mercado, pago com o evento seguinte que aí o buraco vai so aumentando…

Poderia fazer um evento sem cenografia, shows, oficinas, uma midia minima, assessorias minimas, sem cadeira de rodas, guarda volume, carregadores, fraldário, espaço criança, indios (estes me custam mais de R$ 150 mil e não pagam nada, mas levam publico)etc, podendo economizar uns R$ 2,2 milhões, ainda assim ficaria faltando R$ 1,5 milhão e as classes A e A/B não visitariam o evento por ele não ser bonito e o ticket médio de compras cairia para menos da metade.

Torço para o que as pessoas dizem que morremos de ganhar dinheiro um dia se realize. E o engraçado que é quando falo com elas a realidade elas dizem: mas por que voce ainda faz a feira? Tem gente que não entende que ajudar milhares de artesãos e suas familias nestes anos todos não tem preço.

 

 


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REFLEXÕES – MAOS DE MINAS

16 de fevereiro de 2017
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Em 1989 ajudei a criar a Mãos de Minas.

Em 1997, sai da Mãos de Minas, pois acreditei já ter dado de mim o que podia e a Mãos de Minas poderia seguir vida própria, o que realmente aconteceu.

Em 2008, em virtude da Mãos de Minas, estar com um sério problema de uma multa, retornei para solucionar a questão.

Em 2013, consegui finalizar a pendência e em outubro saí definitivamente.

Agora, como último passo, ficou decidido que a Mãos de Minas deixará o prédio do Centro Cape em maio deste ano, mudando para outro local, encerrando assim um ciclo de 28 anos.

É muito bom saber e ver que muitos artesãos são hoje grandes empreendedores graças ao trabalho que a Mãos de Minas fez nestes anos, com ou sem a minha gestão.

Tenho a certeza de que este passo de independência será muito bom para a Mãos de Minas que poderá assumir definitivamente a sua personalidade e desligar-se definitivamente do Centro Cape.


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