EU JURO, by Tânia Machado

COMERCIALIZAÇÃO DE ARTESANATO – PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

21 de julho de 2017
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Se perguntar para qualquer artesão qual é o seu problema, com certeza quase 100% das respostas serão COMERCIALIZAÇÃO e FINANCIAMENTO.

A questão é que nenhum dos dois é problema, todos os dois são solução, sendo que a comercialização depende da preparação do artesão para o mercado e o financiamento somente deve ser usado se a solução comercialização foi atingida.

Nos preocupa muito esta crise atual, quando quem esta desempregado hoje, ou foi para o Uber ou Cabify, ou esta empreendendo na produção artesanal, seja ela decorativo, gastronômico ou qualquer outra atividade prioritariamente manual.

São pessoas  que viram na produção artesanal uma solução e que buscaram esta opção imediata de trabalho.

Mas se mercado normal não é fácil, um mercado recessivo como de agora pior ainda e se o artesão não estiver preparado para atingi-lo, pode ficar numa situação pior ainda.

Escuto demais artesão na Feira Nacional de Artesanato dizer: o ano passado vendi muito bem, mas este ano não vendi quase nada…Olha, quem compra artesanato quer algo diferenciado, ninguém vai comprar no ano seguinte um mesmo produto que comprou no ano anterior. E como o visitante da feira é cativo – mais de 60% dos visitantes vão a feira todos os anos, ele vai procurar outros produtos.

Trabalhar um diferencial na embalagem, fazer pesquisa de mercado e satisfação do cliente, saber se posicionar num evento, entender questões de merchandising são coisas que ele tem que entender e bem.

O Centro Cape, preocupado com esta questão, liberou todos os seus cursos on line, para a participação gratuita – qualquer artesão ou MEI pode acessar o site www.centrocapeonline.org.br e fazer sua inscrição no curso que quiser, sem pagar nada.

São cursos de Calculo do Preço de Venda, Exportação, Merchandising, E-commerce, Embalagem, Planejamento estratégico e financeiro, enfim, são 19 cursos que os participantes podem se inscrever, e com uma linguagem de fácil assimilação por qualquer um, letrado ou não letrado

Além dos cursos, liberou gratuitamente também o SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL, onde o participante tem o total controle de seu negócio. Depois, se ele quiser, poderá também solicitar a visita de um consultor e receber o SELO DE QUALIDADE DA PRODUÇÃO ARTESANAL.

Os mais de 1000 artesãos que participaram do programa de qualidade, declararam que após o término do processo, eles aumentaram seus lucros, diminuíram seus custos e tem total controle de seu núcleo artesanal.

Hoje tem a preocupação ambiental no descarte de resíduos, e também a preocupação com a responsabilidade social e envolvimento da sua equipe de trabalho.

Nem todo artesão que participou do processo conseguiu receber o selo, mas com certeza todos eles melhoraram seus processos.

Temos visto muitas iniciativas em prol do artesão na comercialização, mas se não tiver junto a capacitação e conhecimento, será somente uma ação pontual que não resolve a questão do artesão e médio e longo prazo.

Maiores informações

Tânia Machado

ccape@centrocape.org.br

031-32828313

O Instituto Centro Cape é uma entidade sem fins lucrativos, OSCIP estadual e federal que trabalha prioritariamente no desenvolvimento do artesão mineiro e brasileiro.


BORDANDO SONHOS…CROCHETANDO…RECICLANDO

21 de julho de 2017
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A Feira Nacional de Artesanato, realizada pelo Centro Cape em dezembro no Expominas, terá como tema este ano os RESIDUOS.

Reduzir – reutilizar – reciclar.

Dentro do tema RECICLAR, estamos incentivando as comunidades para o desenvolvimento de produtos, reutilizando matérias primas. Para tal, estamos recebendo da SINDVEST tubos que iriam para o lixo, do SINDPÃO, baldes que eles recebem com manteiga e assim por diante.

Uma das comunidades que iniciamos as conversas para esta participação seriam as detentas do Presidio Estevão Pinto, já que a palavra RECICLAR teria duplo sentido, tanto no reaproveitamento de tecidos, quanto no resgate da auto estima e preparação das detentas para atuar no mercado tão logo cumpram suas penas.

Veio então a ideia do projeto BORDANDO SONHOS, As detentas vão bordar almofadas, utilizando resíduos, com frases e desenhos positivos. Vão montar na feira um painel e também vão ter um stand para vender as almofadas prontas.

Mas visitando o presidio, para conhecer as regras e as instalações, nos deparamos com um grupo de crocheteiras fantásticas. Mas so podem trabalhar, aquelas detentas cujos familiares levam a matéria prima. Tivemos então outra ideia de buscar nas empresas de  confecção, acessórios e bolsas se não queriam contratar detalhes para colocação nas suas peças e a ideia foi bem aceita. Criamos então a oficina CROCHETANDO. Além disto, elas vão fazer também tapetes de beirada de cama.

Caminhando mais um pouco, vimos que no presidio tem algumas empresas que produzem lá dentro e geram uma série de resíduos. Chamamos então o IMR – Instituto Mineiro de Resíduos e perguntamos se eles não queriam criar a oficina RECICLANDO, para a utilização deste material. O que foi prontamente bem recebido.

Esta semana assinamos o convenio que deverá ser publicado nos próximos dias e então a partir da segunda semana de agosto estaremos iniciando nossas atividades.

Quem tiver resíduos de tecidos, linhas de bordar e linhas de crochetar, estamos recebendo doações. É so ligar para 031-32828313 e falar com Tãnia Machado


O que fazer?

4 de julho de 2017
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Lá em casa, ninguém mais vê jornal televisivo…

A unica coisa que faço umas duas vezes por semana é entrar no G1 e Uol e dar uma passada no que esta acontecendo, fora do mundo politico (acabo vendo rapidamente as questões politicas do Brasil pois são sempre a chamada da primeira página)

De manhã, leio O Tempo, mas pulo a parte das noticias politicas nacionais…

Ficava muito dificil para mim que gerencio ONG´s, numa grande dificuldade financeira, ver os bilhões roubados cinicamente pelos nossos dirigentes, quando vislumbrava que 0,001% do que foi roubado, beneficiaria milhares de pessoas para as quais eu trabalho.

Fico pensando…será que eu vou conseguir ver a solução? Se não eu, será que meus filhos vão conseguir vivenciar um Brasil honesto?


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POVO BRASILEIRO

4 de julho de 2017
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Recebi o texto abaixo e decidi socializa-lo para que pensemos bem no nosso pais

Quem me enviou foi o Guilherme França

“Há alguns anos, entrei numa estação de metrô em Estocolmo, a tão civilizada capital da tão primeiro-mundista Suécia, e notei que havia entre muitas catracas comuns uma de passagem livre. Questionei a vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto, e ela me explicou que era destinada às pessoas que por qualquer motivo não tivessem dinheiro para a passagem. Minha mente incrédula e cheia de jeitinhos brasileiros não conteve a pergunta óbvia (para nós!): e se a pessoa tiver dinheiro mas simplesmente quiser burlar a lei?

Aqueles olhos suecos e azuis se espremeram num sorriso de pureza constrangedora – Mas por que ela faria isso?, me perguntou. Não lhe respondi. Comprei o bilhete, passei pela catraca e atrás de mim uma multidão que também havia pago por seus bilhetes. A catraca livre continuava vazia, tão vazia quanto minha alma brasileira – e envergonhada.”

(Décio Tadeu Orlandi, bacharel em Letras pela USP e mestre em Literatura pela UFG.

Quem faz um país é o povo!!!!!!


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DICA – COMO ESTRUTURAR UMA ONG

23 de fevereiro de 2017
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Se voce trabalha numa ONG ou conhece alguém que trabalhe, mande ver o video abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=SyuOH5nBCsQ

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REFLEXOES – ISSQN SOBRE DOAÇÃO

21 de fevereiro de 2017
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A Feira Nacional deste ano, terá como tema residuos e terá um projeto chamado PRATIQUE O DESAPEGO, onde as pessoas poderão trocar qualquer objeto nos seus armários, por uma entrada. Estes objetos serão vendidos e sua renda transformada em cesta básica e brinquedos para as pessoas carentes.

Previmos então, que quem não trouxesse um objeto, poderia fazer uma doação de R$ 5,00 em prol do Pratique o Desapego.

Voces acreditam que fomos nos informar na Prefeitura se haveria ISSQN sobre esta doação e eles informaram que teremos que pagar os 5% de imposto!

Cobrar 5% sobre cesta básica de pobre!!! Ninguém merece.


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FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO

16 de fevereiro de 2017
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Fico impressionada como tem um monte de gente que acha que o Centro Cape morre de ganhar dinheiro com a Feira Nacional.

Total engano…quem dera isto fosse verdade.

Vejam bem, com a venda de stand na Feira Nacional conseguimos +- uns R$ 1,7 milhão. Com a bilheteria outros R$ 150 mil, ou seja, temos R$ 1,85 milhões de faturamento próprio.

Agora vejam as contas – aluguel do pavilhão + energia – R$ 1 milhão, montagem básica, sem nenhuma cenografia R$ 400 mil, midia e folheteria – R$ 1 milhao, serviço de terceiros (segurança, limpeza, arquiteto, serviço de engenharia, produtor cultural, secretarias previa e durante o evento, serviço médico, brigadista, carregadores, fotógrafo, assessoria de imprensa) , outros R$ 1,2 milhão – impostos (ISSQN+CONFINS), ecad, bombeiros, bhtrns, associação comercial, cartório, alvará de localização, seguro do pavilhao – R$ 190 mil – parte de shows – R$ 200 mil, cenografia do pavilhão e programação cultural – R$ 1,4 milhão, material escritorio, xerox, correios, telefone – R$ 50 mil, aluguel de equipamentos (radio, computadores, impressoras, caçambas, cadeiras e mesas, cadeira de rodas, carrinho) – R$ 40 mil, espaço criança – R$ 30 mil, sonorização – R$ 100 mil, outras despesas – R$ 50 mil – TOTAL R$ 5.660.000,00, ou seja, quando lanço a feira já estou devendo R$ 3.760.000,00 – tres milhões, setecentos e sessenta mil reais que não sei se vou ter dinheiro para pagar.

Se não conseguir este dinheiro de patrocínio, fico devendo no mercado, pago com o evento seguinte que aí o buraco vai so aumentando…

Poderia fazer um evento sem cenografia, shows, oficinas, uma midia minima, assessorias minimas, sem cadeira de rodas, guarda volume, carregadores, fraldário, espaço criança, indios (estes me custam mais de R$ 150 mil e não pagam nada, mas levam publico)etc, podendo economizar uns R$ 2,2 milhões, ainda assim ficaria faltando R$ 1,5 milhão e as classes A e A/B não visitariam o evento por ele não ser bonito e o ticket médio de compras cairia para menos da metade.

Torço para o que as pessoas dizem que morremos de ganhar dinheiro um dia se realize. E o engraçado que é quando falo com elas a realidade elas dizem: mas por que voce ainda faz a feira? Tem gente que não entende que ajudar milhares de artesãos e suas familias nestes anos todos não tem preço.

 

 


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REFLEXÕES – MAOS DE MINAS

16 de fevereiro de 2017
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Em 1989 ajudei a criar a Mãos de Minas.

Em 1997, sai da Mãos de Minas, pois acreditei já ter dado de mim o que podia e a Mãos de Minas poderia seguir vida própria, o que realmente aconteceu.

Em 2008, em virtude da Mãos de Minas, estar com um sério problema de uma multa, retornei para solucionar a questão.

Em 2013, consegui finalizar a pendência e em outubro saí definitivamente.

Agora, como último passo, ficou decidido que a Mãos de Minas deixará o prédio do Centro Cape em maio deste ano, mudando para outro local, encerrando assim um ciclo de 28 anos.

É muito bom saber e ver que muitos artesãos são hoje grandes empreendedores graças ao trabalho que a Mãos de Minas fez nestes anos, com ou sem a minha gestão.

Tenho a certeza de que este passo de independência será muito bom para a Mãos de Minas que poderá assumir definitivamente a sua personalidade e desligar-se definitivamente do Centro Cape.


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REFLEXÕES – PRATIQUE O DESAPEGO

10 de fevereiro de 2017
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Sabe aquele armário que você não abre há meses? Sabe aquele bagageiro (em cima dos armários) que tem anos que você não vê o que tem lá? Sabe aquelas roupas que ficam no armário e você tem anos que não usa? Sabe aquele monte de dois pratinhos, quatro colheres, três xicaras, duas travessas que sobraram depois que o resto todo quebrou e eles foram ficando pra trás? Pois é…pode ir juntando que no segundo semestre vou pedir para vocês nos doarem para o projeto da Feira Nacional deste ano que é o PRATIQUE O DESAPEGO.

Vamos limpar nossos armários daquilo que não usamos mais e aí vamos fazer um grande bazar tipo Mercado das Pulgas e o resultado financeiro será usado para comprar cestas básicas e brinquedos para as crianças em creches e hospitais infantis.

Em julho vamos começar a receber as doações – Me aguardem!


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Reflexões – Gestão estratégica do voluntariado para que haja uma real transformação da sociedade

8 de fevereiro de 2017
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Recebi este texto de Hosana Cabral que trabalha com voluntariado que achei interessante. Ate porque ela envia o texto pois vivenciou um “voluntário” entrando na justiça contra uma ONG pelos “serviços prestados”.

O trabalho voluntário sempre foi um grande apoio para as organizações sociais. Proporcionam o alcance a uma mão de obra especializada que, na maioria das vezes, as instituições não teriam recursos próprios para uma contratação.

É também uma forma de ganhar legitimidade, ter acesso às outras pessoas com respectivas redes de relacionamento, e a ponte entre pessoas que precisam receber e pessoas que desejam se doar.

Há no mercado empresarial uma valorização das pessoas que praticam o voluntariado, seja  como um diferencial no currículo na hora de disputar uma vaga de emprego e até pré requisito para trabalhar em grandes organizações. Eu conheço organizações que pontuam seus funcionários no plano de carreira incentivando-os a serem voluntários!

Todos saem ganhando! A empresa gera um clima interno bom, as organizações sociais por serem supridas  de mão de obra para seus projetos e sonhos e os beneficiários alvo de toda a atenção e carinho.

É preciso portanto, tomar alguns cuidados!

8 fatores sobre gestão de voluntariado no terceiro setor para você rever:

  1. Fazer uma gestão adequada de talentos. Pessoas certas nas tarefas certas.
  1. Potencializar o perfil profissional e pessoal de cada uma por meio de entrevista. Descubra os reais interesses. Faça uma pesquisa sobre esta pessoa, afinal ela estará em contato com as pessoas que você emprega e cuida!
  1. Faça contrato de voluntariado e com controle de horas trabalhadas por semana. Evite a má fé! Oriente-se com um advogado trabalhista.
  1. Trate seus voluntários com carinho, presenteie , cumprimente os em datas comemorativas, ofereça certificado, premiações, destaques.
  1. Comunique-se! Fale dos seus sucessos, metas e desafios. Você irá se surpreender com os resultados!
  1. Divulgue as oportunidades de vagas para voluntários em seu site, redes sociais. As pessoas querem ser voluntárias, mas não sabem onde e como começar.
  1. Calcule o valor mensal que está economizando com sua rede de voluntários e apresente a todos da sua instituição para que valorizem estas pessoas de bem.
  1. Promova o dia do Voluntariado em sua instituição e receba-os com carinho. Ah! Não deixe de fazer um cadastro, mesmo que seja um dia de trabalho. Você poderá solicitar apoio em outros momentos.

Cabe a nós do Terceiro Setor fomentar este exercício de cidadania, promovendo sinergia em favor de uma transformação social real. Cabe a nós dar a resposta aos anseios de mudanças, dar um sabor especial à vida, promover que belas histórias sejam contadas a partir do sentimento que o voluntário tem: eu faço a diferença no mundo!

Se você gostou deste artigo, compartilhe com seus colegas e amigos.

Tem um provérbio que acredito muito:”Quando a maré sobe, todos os barcos sobem juntos”. Ou seja, para nós que trabalhamos no Terceiro Setor, quanto mais conhecimento sobre gestão de voluntariado no Terceiro setor, melhor para todos nós.

Compartilhe!


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REFLEXOES – OLHE FORA DO QUADRADO

7 de fevereiro de 2017
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Um exemplo interessante de uma empresa que foi além é a Dauper. A Dauper já era bem sucedida em fabricar e vender cookies para revenda, mas um dia os sócios pensaram “O que nós fazemos muito bem feito?”, a resposta foi clara e rápida: “Entendemos tudo sobre o processo de produção de cookies, somos eficientes nisso e fazemos cookies melhor do que qualquer outra empresa”. A partir daí, eles desenharam todos os caminhos possíveis para usar essa especialidade e alcançar novos mercados: “Podemos vender cookies para cias aéreas, abrir lojas próprias no Brasil inteiro, vender para o atacado e varejo, e oferecer nosso produto como ingrediente para outros produtores.” A partir do momento que você encontrar uma grande oportunidade de inovação, o ideal é selecionar e melhor oportunidade e focar sua energia nela até que ela esteja funcionando e, em seguida, começar a buscar um novo ponto de inovação. Entender bem seu diferencial e aquilo que fazem bem feito foi fundamental para a Dauper descobrir novos mercados e alçar voos muito mais altos.

Além de explorar a base de clientes atuais, outra alternativa de crescimento a refletir é: será que você não poderia conquistar clientes de outras regiões ou de outro perfil? Se sim, pense no seu produto/serviço, no tamanho do mercado potencial para ele.

Assim como a Dauper, você pode inovar na forma de entregar seu produto/serviço, na forma de se relacionar com clientes, na maneira como faz a distribuição, nos canais de vendas, nas parcerias com outras empresas do setor, entre outros caminhos.

Fonte: http://quiz.endeavor.org.br/checkup/#/resultado


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REFLEXÕES – SER COMPRADO OU VENDER

3 de fevereiro de 2017
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Analisando o site da Abexa – www.abexa.org.br no perfil exportador dos associados, vi que muitos associados que declararam já ter exportado, na realidade o que aconteceu é que alguém falando uma língua estrangeira comprou dele.

Veja bem, dos 83 que declararam ter exportado, 14 não tem Nota Fiscal, 5 não tem embalagem adequada, 23 não conhecem um processo de exportação, 33 não sabem calcular o preço de venda, 33 receberam em real e 16 direto do cliente. Como exportar se não sabem estas coisas?

Então vemos que uma coisa é vender para um estrangeiro – localizar o cliente, montar o processo de exportação, fechar cambio, etc, outra é um estrangeiro chegar com uma nota de dólar na mão e comprar uma peça sua.


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REFLEXÕES – 22 ANOS DE MEMORIA

2 de fevereiro de 2017
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Nas mudanças que fizemos com o Projeto Garagem, limpeza dos armários, etc, juntamos milhares de fotos que tiramos nestes 22 anos.

São tantas lembranças, algumas na maioria, olhadas hoje, são muito engraçadas.

Eu então…tem foto minha com o cabelo no meio das costas, anelado de dar dó…brinquei até com o pessoal…Betania esta de volta…Será que eu achava bonito? Devia achar.

Achei foto da frente do Centro Cape, com mais de 80 funcionários que tinha na época.

Tem um monte de foto de pessoas que ainda convivo e na época estavam com a cabeça coberta de pelos e hoje são totalmente carecas e os poucos fios que restaram estão brancos.

Me vi em foto de 20 anos atrás com roupas que ainda estão no meu armário!!!!

São milhares de fotos de feiras, encontros, treinamentos, algumas (muitas) cervejas, que nos levam a pensar que apesar de todas as dificuldades valeu a pena.

Vou começar a escanear as fotos e enviar para os amigos, pois este também foi uma coisa boa pois vimos que dezenas, se não dizer centenas de pessoas que nos relacionamos nestes 22 anos ainda são amigos e parceiros.


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REFLEXÕES – PARTICIPAR DE UM GRANDE EVENTO

31 de janeiro de 2017
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Quando era gestora da Mãos de Minas, me lembro muito bem dos aprendizados que tive com a participação na Gift Fair em São Paulo.

Primeiro era a compra do espaço. Não lembro na época, mas hoje o m2 de chão da Gift está mais do que R$ 700,00. Então, como usávamos uns 30m2, pagar o correspondente a R$ 21.000,00 à vista era totalmente impossível.

Mas pagar R$ 2.100,00 por mês em dez meses até que dava.

Então, terminava uma feira já comprávamos a outra.

Outra questão era a própria Gift. Os resultados nem sempre eram bons financeiramente. O evento era ruim? Não…é um dos melhores eventos profissionais que existem no Brasil. Então porque não tínhamos bons resultados? Eram nossos produtos…Tem feira boa para um produto X, mas não é boa para um produto Y. Mudávamos os produtos a cada evento, mas não conseguíamos acertar. Erramos até quando aguentamos, e depois desistimos.

Na Gift, o cliente quer focar e como nosso stand era coletivo, ou seja, levávamos produtos de mais de 30 artesãos, o cliente desistia de entrar e comprar.

Tem muito artesão individual que vai a Gift e dá certo. É que eles tem foco e vendem somente um tipo segmentado de produto e não como nos que misturávamos moveis, bijouterias, adornos, iluminação, etc.

Hoje temos muito mais cuidado para participar de um evento (hoje só participamos praticamente dos internacionais). Visitamos antes para ver os produtos, analisamos o perfil dos clientes, conversamos com os expositores e olhamos se não existe produto similar ao nosso e se existe qual é o preço vendido.

Agora o pagamento continua o mesmo…Pobre é assim. Aguenta pagar uma prestação, mas não consegue pagar à vista um grande investimento.


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REFLEXÕES – QUANTO CUSTA A VENDA PARA O LOJISTA?

30 de janeiro de 2017
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Já escutei um monte de gente dizer: Poxa cara, vendi um produto para um lojista por R$ 100,00 e passei na loja dele e ele está vendendo por R$ 250,00 – uma exploração!

Meu primeiro pensamento sempre é: olha ele te comprou? Ele te pagou? Então o produto é dele e ele pode fazer o que quiser…dar…quebrar…doar…jogar no lixo…e até vender por R$ 1.000,00!

Então, junto de paciência e começo a explicar. Vamos lá.

– imposto…mesmo que ele seja SIMPLES, tem pelo menos 6% de imposto sobre o faturamento

– cartão de crédito…hoje dificilmente uma pessoa compra em dinheiro. O cartão leva 3,8%, o lojista so recebe com 30 dias e lá vão mais 2% do custo do dinheiro.

– comissão de vendedor – isto varia de 5% a 10%, dependendo da loja.

– custo administrativos – aluguel, contador, pessoal do financeiro, salário fixo do vendedor…isto leva do lojista uns 15%.

– embalagem, fretes e material  de divulgação (site, face, instagram…), lá vão mais uns 7%

– custo do produto – 40%

Somando tudo, são 83,8% de despesas na venda de um produto.

Se tudo der certo, ele vender todos os seus produtos em 30 dias, não ficar nada pra trás, ele tem um ganho de R$ 40,50 na venda que é muito justo, afinal ele é uma empresa com fins lucrativos. Sem fins lucrativos somos nós do Centro Cape e Mãos de Minas.

Agora se o produto demorar 60,90,120 dias para vender, coloque mais 2% ao mês de capital de giro e se ele bobear, não fizer uma liquidação e vender rápido, vai ficar no prejuízo.

Então, pare de se preocupar quanto o lojista “ganha”! Se você deu um preço justo para você, ele te comprou e pagou direitinho…esquece.


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REFLEXOS – ENSINANDO E APRENDENDO – CACIQUE MONGONGA

28 de janeiro de 2017
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…Era Feira Nacional – ainda no Minas Centro, quando passando pelo stand dos indios, vi que todo mundo estava agachado no fundo do stand e cheio de varal na frente com centenas de colares dependurados e era evidente que ninguém entrava no stand e os indios estavam super mal humorados.

Na época, o Cacique Mongongá que liderava o grupo. Chamei o Cacique e fui com ele dar uma volta no pavilhão e fui mostrando para ele os stands…veja aquele ali, ta cheio de gente, por que? Veja que as pessoas estão rindo, o stand é aberto e convidativo para as pessoas entrarem…Agora, veja aquele outro…o pessoal ta de cara fechada, o stand esta todo truncado com produtos que dificultam a entrada das pessoas…E assim fui, mostrando para ele um monte de stand com exemplos positivos e exemplos negativos. Então disse a ele – compare os stands que vimos com o seu e veja que decisão voces tem que tomar.

No ano seguinte, quando passei em frente do stand dos Pataxos, estva tudo super arrumado, os indios com pintura corporal recebendo os visitantes com um sorriso nos lábios. Fiquei super feliz deles terem aprendido a lição. No dia seguinte, passando de novo em frente ao stand, vi um monte de produto novo. Chamei o Cacique e disse, que bom, cada dia voces colocam novos produtos né? Ele me falou – “não – estes produtos estavam aqui ontem, so que em outro lugar…Voce me ensinou a observar e ví que as pessoas vem mais de uma vez à Feira, mas passam sempre pelo mesmo lugar, ou seja, quem vem da esquerda, no dia seguinte volta pela esquerda…Então, todo dia trocamos todos os produtos de lugar para que as pessoas – assim como voce, achem que temos novidades todos os dias…” Esta foi uma grande lição que aprendi com o Cacique Mongongá. Hoje, quando vou a um evento, todos os dias eu troco os produtos de lugar…os de tras vem pra frente, troco de lado, faço uma reviravolta…e vale a pena!


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REFLEXÕES – PARCERIA COM LOJISTAS

27 de janeiro de 2017
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Hoje a crise está em todas as portas.

Como o cliente compra pouco, o lojista compra pouco do artesão, que por sua vez vende pouco e fica com as prateleiras em seu atelier cheia de produtos.

Como o lojista também está com as prateleiras mais vazias, o cliente quando chega acaba não vendo aquele produto artesanal que está lá sozinho num canto de prateleira.

Por que não fazer parceria com os lojistas conhecidos e que morem na sua cidade?

Ofereça a ele produtos em consignação. Tire da sua prateleira e coloque na prateleira dele, pois assim a chance de vender são maiores.

Peça a ele para reservar um local na sua loja para você levar os produtos. Sente com ele, façam juntos a seleção do que você pode fornecer, decidam um preço, se você coloca um e ele acrescenta um percentual ou se você já coloca o preço final e paga a ele uma comissão (lembrando que ele tem despesas com cartão de crédito, embalagem, comissão de vendedores, etc).

Acorde com ele como será o pagamento, se semanal, mensal ou outro e como você fará a reposição dos produtos.

Acorde com ele, se você precisar dos produtos que estão lá como fará para busca-los (você não pode simplesmente invadir a loja e deixar um buraco…lembrem-se: são parceiros).

Agora lembre sempre que estão fazendo uma parceria. Visite-o semanalmente para ver o que precisa ser reposto, troque o que não esta vendendo, leve novidades caso tenha.

Assim, você tira a poeira de seus produtos e dá uma chance que alguém os compre.

Você pode fazer também esta parceria com lojistas fora da sua cidade, mas isto tem um complicador que é o frete de ida e volta e as visitas de reposição. Mas nada e impossível…Basta usar de bom senso e criatividade.


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REFLEXÕES – CAPACITAR – INVESTIMENTO OU DESPESA?

26 de janeiro de 2017
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Quantas vezes um artesão já não perdeu um bom negocio pois não teve agilidade bastante para negociar com o cliente um preço de venda por não saber exatamente o quanto poderia abrir não na negociação.

Me lembro muito bem de uma artesã do Vale do Jequitinhonha que fazia colchas e vendia, se não me engano por R$ 100,00. Perguntei para ela como tinha chegado neste preço e ela disse que como conseguia vender 3 colchas por mês e precisava de R$ 150,00 para viver ela vendia por R$ 100,00, pois a matéria prima custava R$ 50,00.

Perguntei então, quanto tempo gastava para fazer 3 colchas e ela me informou que eram 5 dias.

Então se em 5 dias ela fazia 3, em 30 dias faria 12 (considerando o descanso no final de semana).

Se ela baixasse o preço da colcha para R$ 80,00, ela venderia 12 por mês e teria um ganho liquido de R$ 360,00 ao invés dos R$ 150,00 que ganhava na época.

Ela depois de muito pensar, acabou concordando com o raciocínio.

Quantas vezes isto não acontece na vida dos artesãos? Chega alguém e diz que quer 30% de desconto. A primeira reação do artesão é dizer NÃO! Mas ele não pensa que tem um monte de horas ociosas no mês que se ocupasse delas, mesmo com o desconto, teria um ganho muito maior e com uma venda garantida.

Agora, se ele tivesse um controle da gestão da sua oficina, com certeza teria na ponta do lápis esta informação para dar ao cliente uma resposta rápida.


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GANGORRA

24 de janeiro de 2017
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Meu blog esta igual a mudança do Centro Cape…vai e volta…

Passo meses sem escrever e quando volto juro que vou escrever todo dia, escrevo uns cinco dias seguido e depois abandono.

De forma que estou aqui de novo, jurando que volto escrever todos os dias, mas so o tempo dirá!!!!!

 


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PREVIDENCIA

3 de janeiro de 2017
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Recebi uma mensagem no Whatsapp que a princípio achei que estava errada, mas fiz as contas e não é que estava certo?

Se uma pessoa recolhendo ao INSS R$ 189,00 por 35 anos (20% do salário mínimo) e se aplicarmos o rendimento da poupança 0,68%am sobre o valor recolhido, teremos ao final de 35 anos R$ 447.634,00.

Considerando as estatísticas de que esta pessoa depois de aposentada vai viver 15 anos, recebendo um salário mínimo (R$ 945,00), ela vai receber do Estado R$ 170.100,00 ficando um saldo a favor do estado de R$ 277.634,00.

Tudo bem que este saldo servirá para custear também a saúde…mas será que custa tanto assim?

Agora,  fiz as contas de quem recolhe sobre 10 salários mínimos (que é o teto) e não consegue aposentar com R$ 9450,00 – sendo que, se não me engano, o máximo não chega a R$ 6.000,00, aí o saldo é  seguinte – recolhimento + poupança – R$ 4 milhões quatrocentos e setenta e sete mil – Pagamento de uma aposentadoria de R$ 6 mil por 15 anos – R$ 1.701.000,00 – saldo a favor do governo – R$ 3.397.343,00.

Então esta historia de que tem mais aposentado do que na ativa e a tendencia é crescer, não engulo não, pois cada aposentado para ter direito a receber sua aposentadoria fez no governo uma poupança compulsória que dá com folga para pagar o seu salário por 15 anos.

Pra mim o que esta faltando é competência e gestão!

 

 

 

 


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projeto garagem – centro cape

7 de outubro de 2016
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ULTIMA OPORTUNIDADE

Mesas, cadeiras, armários, estantes, computadores, impressoras, quadros de cortiça, suporte de CPU, geladeira, frigo bar, fogão, scaner, fax, pequenas peças de decoração e cozinha.

Os preços vão de R$ 1,00 a R$ 50,00 (somente a geladeira é R$ 100,00).

Ultima chance para a entrega do espaço semana que vem.

Rua Grão Mogol, 662 – de 09:00 às 17:00 horas.

Belo Horizonte.


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CARTA ENVIADA AOS MINISTROS DO STJ EM BRASILIA

28 de setembro de 2016
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A Abexa ganhou no Tribunal de Justiça de São Paulo, nos tres julgamentos, por unanimidade, a ação contra a DIM IMPORT EXPORT. Recorreram para Brasilia que em duas seções monocraticamente, o Ministro votou em favor da Abexa e confirmando a sentença de São Paulo. De repente, sem que nada diferente tivesse acontecido, ele mudou o seu voto e os outros ministros o acompanharam. Estamos recorrendo.

Mandei a carta abaixo aos Ministros e Ministra, esperando sensibiliza-los para ler e entender todo o processo, onde a empresa DIM IMPOR EXPORT de um parente do ex ministro Francisco Resek, conseguiu anular, sem nenhum fato novo, a sentença nos dada favoravelmente por cinco vezes.

Brasília, 20 de setembro de 2016.

 

 

Excelentíssimo Senhor Relator ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO

Excelentíssimo Senhora ministra FÁTIMA NANCY ANDRIGHI

Excelentíssimo Senhor ministro RICARDO VILLAS BOAS CUEVA

Excelentíssimo Senhor ministro PAULO DE MOURA RIBEIRO

Excelentíssimo Senhor ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE

 

Terceira Turma – Superior Tribunal de Justiça

Assunto:  Processo no STJ (REsp 1.584.404/SP)

Vossas Excelências Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Prezados senhores e senhora:

Caso os senhores mantenham a sentença proferida no último dia 13 de setembro, o único prejudicado será a vítima – ABEXA E O ARTESÃO BRASILEIRO.

A DIM receberá seus valores

A FAZER BRASIL terá a sua dívida quitada com recursos públicos

A APEX irá acionar a ABEXA e seus diretores na época (Instituto Centro Cape, Artest e ICA), que ficarão inadimplentes e perderão todos os seus contratos ou possíveis convênios com a União e Estado, pois necessitam de certidões para funcionar.

O Instituto Centro Cape, OSCIP federal e estadual, terá que fechar as suas portas, acabando com programas tais como a Feira Nacional de Artesanato que é realizada há 27 anos, o programa Pouso e Prosa, o programa de Ensino à Distância que beneficia milhares de artesãos brasileiros, o programa de Certificação da Produção Artesanal, o programa Jogos de Empresa que faz repasses metodológicos para técnicos de todo o Brasil, somente para citar os programas mais importantes. Isto sem contar as exportações que ainda mantemos para os EUA (apesar de terem reduzido a menos do que 30%) que geram emprego para mais de 300 artesãos mineiros.

O ICA – Instituto Cearense de Artesanato, perderá seus contratos que levam ao artesão do Nordeste capacitação, rodadas de negócios, feiras locais e ainda mantem uma carteira de exportação para a Europa.

A Artest já fechou, pois, sua base era exportação do artesanato brasileiro e com a perda do convenio com a APEX, não teve recursos para a continuidade.

Todos os outros associados da Abexa, existentes em 2013, também saíram, pois não havia razão para permanecer, já que não havia convenio que custeasse a promoção internacional

O site da ABEXA – www.ABEXA.org.br, que hoje é mantido pelo Centro Cape sairá do ar, pois perderemos o grants dado pela Google de propaganda no adwords, mas sem certidão, perderemos o benefício.

O artesão brasileiro perderá de vez a oportunidade de buscar um mercado externo.

Em 2010, quando a Apex chamou os quatro projetos individuais existentes (Centro Cape, Artest, ICA e Fazer Brasil), informando que não existiria mais projetos regionais e sim um único projeto nacional, apesar das dificuldades de visão de cada projeto, nos reunimos durante seis meses para assim elaborar um projeto conjunto que beneficiasse o artesão brasileiro, sendo esta a única razão da existência das entidades. Em nenhum momento, o Centro Cape, Artest e ICA imaginamos que a Fazer Brasil estava com problemas de uma ação no mercado, até porque o projeto individual da Fazer Brasil estava em andamento junto a Apex normalmente.

Quando em maio de 2011, a Fazer Brasil entregou sua carta pedindo afastamento pois não conseguiria fechar a sua prestação de contas com a Apex, novamente não perguntamos o motivo e nem eles comentaram. Imaginamos se tratar de não cumprimento de meta ou outra questão de menor importância.

Não fizemos a reunião de afastamento imediata, até porque o Regimento Interno da Abexa e o convenio da Apex que seria assinado naquele mês previa que os artesãos beneficiados pelas instituições e projetos de fomento, somente poderiam participar, caso a sua entidade estivesse quites com a Apex e a realização de uma Assembleia Extraordinária para a oficialização da exclusão da Fazer Brasil tinha um custo muito elevado com passagens aéreas de Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba.

Quando houve o bloqueio, a primeira sensação foi de um erro do banco, já que a Abexa tinha iniciado suas atividades há menos do que 4 (quatro) meses, seguindo sempre as determinações da lei, e o Regulamento de Convênios da Apex. Em nenhum momento podíamos imaginar uma situação como se apresentou.

Até 2013, o artesão brasileiro exportava U$ 20 milhões por ano. No ano de 2015, não fechou em U$ 2 milhões. São milhares de postos de trabalho que terminam pelo artesão ter perdido a oportunidade de estar no mercado internacional.

Parte dos 8,5 milhões de artesãos brasileiros, foram diretamente prejudicados por uma ação que todos, 8.499.499 artesãos, não sabiam e desconheciam a sua existência. Somente uma pessoa, justamente a agora beneficiada, sabia. Mesmo assim, ela sabia da existência da ação, mas sabia também que no final ela estaria excluída, pois não conseguiria prestar contas de seu convenio individual à Apex, perdendo assim o direito de se manter na ABEXA.

Assim, voltamos a afirmar que a única vítima em todo este processo é a ABEXA e o artesão brasileiro.

Tudo isto por que:

1 – O perito judicial NUNCA verificou se a ABEXA tinha pago uma despesa qualquer que beneficiasse a FAZER BRASIL, seja ela, espaço em feira, seja ela em despesas de viagem da instituição. Toda a documentação ficou à disposição (e ainda está), inclusive o Livro Razão, onde se registra todos os pagamentos, conforme determina a lei, foi disponibilizado, sem que sequer tenha sido solicitado. Como um perito emite um relatório sem fazer auditoria contábil na documentação?

Transcrição do Acórdão Registro: 2014.0000455934 Páginas 47 a 50 do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo votando a favor da ABEXA, por unanimidade.

“Em nenhum momento, contudo, o Administrador Judicial indicou ter encontrado provas de que a ABEXA recebeu em seu nome recursos financeiros que seriam destinados ao executado INSTITUTO Este documento foi assinado digitalmente por VICENTE ANTONIO MARCONDES D ANGELO. Se impresso, para conferência acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 0200868-77.2012.8.26.0000 e o código RI000000LO3FL. fls. 47 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo de Instrumento nº 0200868-77.2012.8.26.0000 40 FAZER BRASIL, pressuposto necessário para que fosse configurado o desvio patrimonial fraudulento. Além disso, embora tenha consignado veementemente que o Regimento Interno da ABEXA continha “inusitada cláusula de assunção de obrigações” que autorizava que a associação quitasse em seu próprio nome despesas do executado INSTITUTO FAZER BRASIL, que, desse modo, deixava de movimentar recursos em seu próprio caixa para se furtar à execução, também não indicou ter encontrado nenhuma prova de que isso tenha ocorrido, indicando apenas que a ABEXA participou de eventos que tradicionalmente contavam com a participação do executado”

Não é verdade quando o perito diz que não seria possível, verificar se a FAZER BRASIL teria se beneficiado, pois os eventos se confundem. Caso tivesse analisado os documentos verificaria que em cada um deles informava quem era o associado que estaria se beneficiando do pagamento da feira X ou Y, assim como quais associados teriam tido suas despesas pagas para participarem dos eventos.

2 – Quando assinamos o convenio com a APEX e teve a primeira liberação de recursos, a FAZER BRASIL já tinha pedido a sua saída da ABEXA, por não ter conseguido prestar contas de seu projeto individual e indiferente de registro ou não, ela já estava excluída da ABEXA, pois para se beneficiar de qualquer ação via ABEXA, a APEX teria que emitir uma carta aprovando a sua prestação de contas.

3 – Nenhum recurso foi pago a FAZER BRASIL ou a seu benefício em nenhum evento que a ABEXA participou. A Maison Object citada aconteceu em fevereiro de 2011, quando nem existia convenio entre a APEX e ABEXA e foi paga com recursos oriundos do convenio da APEX com a FAZER BRASIL. O evento que aconteceu em setembro de 2011 e foi custeado via ABEXA, com recursos oriundos do convenio, teve a participação do ICA, Artest e Centro Cape. Se a FAZER BRASIL esteve no evento, não foi com a ABEXA e desconhecemos a sua participação.

O último evento internacional, segundo nos consta, que a FAZER BRASIL participou, foi dentro de seu convenio individual, em fevereiro de 2011, com recurso repassados diretos pela APEX a eles, não tendo a ABEXA nenhuma ingerência sobre este convenio.

4 – Quando a APEX determinou que os quatro projetos existentes na época de forma independente se juntassem, nunca nos informou que a FAZER BRASIL já tinha tido problemas de bloqueio em suas contas (talvez por uma questão confidencialidade e de não poder divulgar a inadimplência de terceiros). Só tomamos conhecimento do tamanho do problema quando houve o bloqueio em nossas contas e fomos buscar a razão e ficamos sabendo do que se tratava.

5 – A ABEXA tentou sobreviver desde o primeiro bloqueio e depois o segundo, quando houve o apoio da APEX, que tinha ciência de que a ABEXA não tinha nada a ver com o problema (replanejamos as ações, adequando aos valores disponíveis), até que em 2013, a APEX decidiu não mais apoiar o artesanato, até que a pendência fosse solucionada. Enquanto não houver a devolução dos recursos à APEX, não há do que se falar em novos convênios e a ABEXA é considerada inadimplente.

6 – Outros questionamentos, tais como, os documentos fiscais serem emitidos em nome da ABEXA, isto é lei, e nenhum conveniado com a União ou Estado, pode emitir ou pagar documentos fiscais em nome de terceiros, mas se a perícia contábil tivesse sido feita, o perito iria verificar cada detalhe dos pagamentos realizados com os recursos do convenio (para quem foi, para custear o que, quem dos associados se beneficiou).

Cópia do Registro: 2014.0000455934 ACÓRDÃO – página 46

“Bem examinando as disposições contidas nos artigos 27 e seguintes do Regimento Interno da ABEXA, denota-se que as previsões tratam da aplicação das verbas recebidas pela ABEXA da APEXBRASIL por força do convênio técnico que firmaram, pelo qual a ABEXA se obrigou, em seu próprio nome, como não poderia ser diferente, porque era a convenente que recebia os recursos, a prestar contas à agência fomentadora do empenho de todos os recursos que lhe foram repassados, e isso decorreu de orientação da APEX-BRASIL à ABEXA por expressa disposição contida no Manual de Procedimentos de Convênios, assim redigido…”

7 – Durante os julgamentos em São Paulo, por três vezes, por unanimidade, os desembargadores entenderam que a ABEXA não foi criada e nem teve nenhum envolvimento com as ações da FAZER BRASIL, nem antes e nem depois da sua criação.

8 – Durante os julgamentos em São Paulo, por três vezes os desembargadores entenderam que não foi feita nenhuma perícia contábil e sim uma leitura e interpretação de documentos (regimento, estatuto, regulamentos) por parte do perito que nunca analisou a contabilidade da ABEXA, ou pediu qualquer documento para que assim pudesse tirar suas conclusões.

9 – Durante os julgamentos em São Paulo, os três desembargadores reconheceram que a FAZER BRASIL, ao receber recursos, os retirava da conta em numerário, tentando com isto esconder recursos para serem bloqueados. Mas isto ocorreu antes de janeiro de 2011, quando a ABEXA nem tinha ainda convenio com a APEX, e não tinha nenhuma ingerência como a FAZER BRASIL, gerenciava seus recursos.

Então senhores Ministros, uma enorme injustiça está sendo cometida neste momento, onde volto a afirmar, que se mantendo, o único prejudicado será a vítima ABEXA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EXPORTAÇÃO DE ARTESANATO e o ARTESÃO BRASILEIRO, que nunca teve nada com isto e foi envolvido num processo de forma totalmente indevida.

A DIM receberá de forma totalmente indevida, recursos que não lhe pertencem, por a ABEXA não estar envolvida no processo.

A FAZER BRASIL, por sua vez, terá toda a sua dívida quitada com recursos públicos.

A APEX, exigirá que a ABEXA faça a finalização da prestação de contas e devolva os recursos não utilizados (que não poderá fazê-lo por não os ter, já que eles foram utilizados para pagar a DIM), e assim acionará as entidades criadoras da ABEXA, que ficarão inadimplentes frente a União e perderão todos os seus direitos, já que dependem de Certidões Negativas, para sobreviver.

O Centro Cape e ICA fecharão as suas portas e milhares de artesãos que hoje são beneficiados pelos seus outros projetos, serão prejudicados.

Tenho a certeza de que V.Exas. sensibilizarão pela real situação da ABEXA, e repensarão a decisão anteriormente tomada.

Tania Machado

Diretora Geral da ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato

Projetos que serão fechados, caso se mantenha a decisão:

www.centrocape.org.br / www.centrocapeonline.org.br

www.abexa.org.br / www.pousoeprosa.com.br

www.feiranacionaldeartesanato.com.br / www.ecoarts.biz

www.maosdeminas.org.br / www.maosdeminasonline.org.br

www.jogosdeempresa.com.br / www.ica.org.br


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PAULINHO BRANT

1 de agosto de 2016
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Conheci Paulinho nos anos 70 quando dávamos aula de alfabetização de adultos no Colégio Maristas (Dom Silverio) à noite. Éramos umas 30 pessoas que de 19:00 às 22:00 horas estávamos lá toda noite. Isto se transformou num grupo forte que mesmo depois de casados com filhos e netos, e às vezes sem nos encontrar por meses e anos, quando nos revemos parece que foi ontem o ultimo encontro.

Na sua trajetória profissional, Paulinho sempre estava disposto a ajudar. Foi assim quando esteve no Bemge, No BDMG e no Governo.

No governo tem um caso que nunca me esqueço. Era os anos 80, não sei se ele estava na Prefeitura ou Governo Estadual e a Mão de Minas tinha acabado de ser criada como associação. Paulinho me falou que era para dar uma olhada na Av. Raja Gabaglia que iria ser urbanizada e eu poderia reivindicar a doação de um lote e fazer um centro de distribuição de artesanato. Fiquei brava com ele! Pois eu na minha visão míope e complexo de pobre, disse que “so porque é artesanato quer colocar no meio da favela!!!” não quis levar a conversa adiante.

Hoje, toda vez que passo na Raja Gabaglia, vejo como ele teve a visão que eu não tive. Ele enxergou que aquele seria um dos espaço mais nobres da cidade e eu não e quando ofereceu ajuda, não era para menosprezar, muito ao contrário, ele estava valorizando…

Quando li há alguns meses que ele seria candidato a Prefeito fiquei super animada, pois ele tem a visão de empresário e a alma de artista, coisa difícil de se achar hoje em dia.


PROJETO GARAGEM…

29 de julho de 2016
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Meu Deus! Como a gente acumula coisa quando tem espaço!!!

To horrorizada e até envergonhada como eu que ajudo ao artesão a aplicar o 5S na sua oficina sou capaz de ter guardado tanta coisa…

Componentes eletrônicos que não funcionam mais,mas pode interessar para quem trabalha com conserto de computadores ou mesmo curiosos – acho que encheria uma caminhonete.

Agora, os produtos artesanais, dá até dó, mas como projeto GARAGEM é pra vender barato mesmo para as pessoas carregarem, tem produto que se fosse vendido a preço real seria de mais de R$ 500,00, sendo vendido por 50,00.

Os computadores que funcionam (ainda restam alguns), foi só falar já vendemos mais de 10 e ainda tem outros que vão entrar na roda antes da gente mudar.

Quem precisa de 3 geladeiras e 3 frigo bar? So se for para colaborar com a Cemig pagando uma conta alta de eletricidade!!!

Olha, esta é uma primeira leva…depois vai vir muito mais coisas…

 

 


MUDANÇA DO CENTRO CAPE/MÃOS DE MINAS

28 de julho de 2016
1 Comentário

Tem muita gente me ligando, preocupada com a nossa mudança de local.

Não se preocupem, pois o que estamos fazendo é o que ensinamos aos outros a fazerem. Replanejar, readequar, reajustar…Nada vai mudar…O Mãos de Minas, Setores de feiras, técnico, Pouso e Prosa, exportação, Jogos de Empresa, etc, continuam funcionando da mesma forma…So que ao invés dos 14 funcionários do Centro Cape e 6 da Mãos de Minas ocuparem um prédio de 1.200m2, vão ocupar um local com 300m2…

O único projeto que realmente vai fechar é o The Plant, pois não nos adaptamos ao ecossistema das Startup´s, pois discordamos da forma de subsidio dos programas,  tentamos mudar para trabalhar a Economia Criativa, que fora as feiras Singular e Fresca, que apesar do sucesso, não conseguem dar sustentabilidade e pagar os custos do espaço, o resto não deslanchou, até porque o pessoal da economia criativa não tem recursos e todas as ações que fizemos – lançamento de CD, orquestra de cordas, filmes, etc tinham que ser 100% subsidiadas.

Então, estamos simplesmente fazendo o que ensinamos: REPLANEJAR SEMPRE, READEQUAR SEMPRE, REAJUSTAR SEMPRE.

Deixa o espaço ficar pronto que convido a todos a nos visitar.


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