EU JURO, by Tânia Machado

GRIPE SUINA

30 de abril de 2009
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Ontem estive em Brasilia e no aeroporto quase morri de rir…
O aeroporto cheio de gente, parece que todo mundo decidiu emendar o feirado de amanhã – sexta feira, e sair de Brasilia na quarta.
Estava sentada e a sala de embarque lotada. Ao meu lado, vagou uma cadeira e um senhor de idade se sentou, ficando umas dez pessoas em pé em frente da gente…
Dois minutos depois ele começou a tossir…
Não passou 5 segundos e todo mundo saiu correndo, abrindo uma clareira em torno dele (e de mim) como se tivéssemos feito cocô no meio da sala…
Eu também tive vontade de levantar, mas fiquei sem graça de deixar o velhinho alí tossindo sozinho, mas bem que despistei com minha echarpe e fingi que estava coçando o nariz e com isto fazendo uma barreira entre a tosse dele e eu…

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VALE DO JEQUITINHONHA

29 de abril de 2009
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Zefa de Araçuai - grande escultora em madeira

Zefa de Araçuai - grande escultora em madeira

Foram tantas lições que aprendi com o povo do Vale, que acho que daria para escrever um livro.
Estavamos numa fazenda da Epamig, fazendo a avaliaçao de um trabalho com os artesãos do Vale do Jequitinhonha.
Foram 4 dias, onde lá dormimos, nos técnicos e os artesãos e tinhamos reuniões o dia inteiro.
Sentei do lado do Seu Vicente – uma artesão de Minas Novas que até já faleceu e perguntei pra ele: e aí Seu Vicente…tá gostando? Ele respondeu: mais ou menos, dona Taina…Então eu disse, mas o momento prá falar as coisas que não esta gostando é agora. Por isto estamos aqui, pra ver o que foi feito de errado, o que não foi feito que deveria ter sido e o que foi bem feito.
Vamos! Vá lá e fale o que o senhor não esta gostando…
Ele disse que não ia…Falei então: vamos fazer o seguinte. O senhor me conta e eu vou lá e falo. Vamos lá! O que o senhor não gostou?
Ele respondeu: sabe dona Taina, oces técnico da Capital come mais do que trabalha!

Ai a ficha caiu! Estávamos todos lá: tinha café da manhã, coffe break, almoço, outro coffe break, jantar e uma sopa na hora de dormir. Este tanto de comida para um lugar onde as pessoas as vezes so fazem uma refeição por dia estava incomodando muito os artesãos…

E tome aprendizado!


DIAGNOSTICO PARTICIPATIVO

29 de abril de 2009
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Em 1996, estava no Vale do Jequitinhonha para fazer um diagnóstico participativo com o pessoal do artesanato, das cidades no entorno de Araçuai…
Nosso parceiro / financiador estava presente e eu estava tendo muitos problemas com ele, pois tudo o que se combinava, ele fazia ao contrário.
Resolvi então levar um gravador para deixar registrado o que seria discutido.
Ao começar a reunião, pedi licença a todos para deixar o gravador ligado, pois assim “tudo ficaria mais fácil depois para fazer o relatório”.
Foi ai então, que uma artesã de Chapada do Norte levantou e disse: Ah dona “Taina” (eles me chamam de Taina ao inves de Tania), que bom…assim fica tudo gravado e se a senhora “pudé dexá” uma cópia com a gente seria bom, pois ai, na próxima vez que nos chamarem para um diagnóstico a gente manda a fita e não precisa ir, pois todo dia tem gente da capital que vem aqui, junta a gente e fala que vai fazer um diagnóstico. Falamos sempre a mesma coisa, mas parece que oces num conversa entre oces, pois a gente repete, repete, repete e ninguém tras soluçao: só este tal de diagnóstico.
Desde então, aprendemos a lição…antes de fazer qualquer atividade numa comunidade, levantamos antes quem já trabalhou lá, o que já fez e se possível recuperamos a informaçao.


MANCADA…

29 de abril de 2009
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Já dei cada mancada na vida, que as vezes tenho vontade de deletar da minha memória, mas depois que elas passam, dá até pra rir.
Um vez, um governador tinha tomado posse e a Primeira Dama assumiu a Presidencia do Servas.
Pela manhã, tive uma reunião com ela, na sua sala e as mesas, armários, tudo enfim estava cheio de flores…Era um cheiro forte e eu, que não tenho papas na lingua, no meio da conversa falei…Dona Fulana, como a sra. aguenta ficar nesta sala com este cheio tão forte de flores…parece velório cheio de coroas de flores…E continuei a reunião me despedi e fui embora.
Acabei esquecendo um documento na sala dela e à tarde voltei para pegar.
Sua secretária me levou então até a sala para que eu localizasse qual era, já que a Primeira Dama não estava. Quando entrei as flores estavam todas lá, mas não tinha cheiro algum mais.
Falei: engraçado, hoje pela manhã as flores cheiravam tão fortes e agora acabou o cheiro.
Ela então me respondeu: cheiro? pela manhã? não, não eram as flores, mas o perfume de nossa Primeira Dama!
Queria morrer!


EMPREENDEDOR RURAL

29 de abril de 2009
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Hoje de manhã, estava numa reunião no SENAR para a discussão de um repasse que vamos fazer para seus técnicos, quando Dr. Osmar – Secretario Executivo chegou para um pequeno bate papo.
Nas conversas, quando ele falava sobre levar o conhecimento e gestão para o pequeno agricultor, lembrei-me de um caso, há alguns anos atras, quando um pessoal ligado a Sudene nos pediu para implementar um Banco do Povo no norte de Minas, nos assentamentos.
Como nunca tínhamos trabalhado com assentados, fomos primeiro estudar quem eram, qual o sua realidade e necessidade.
Após as visitas chegamos a conclusão de que os assentados não precisavam de uma instituição de microcrédito exclusiva, pois recursos para serem emprestados, tinham muitos, principalmente via Banco do Brasil ou Banco do Nordeste. O que eles precisavam era de treinamento em gestão de forma que eles pudessem gerir e apresentar propostas viáveis de acordo com sua realidade e não ficassem dependentes dos técnicos da Emater ou do Sebrae para a elaboraçao de propostas, que muitas vezes eles nem sabiam o que continha, sabendo somente do valor que seria recebido.
Como os projetos eram muitos, os técnicos não davam conta da elaboraçao de todos, assim muitas vezes o dinheiro era recebido fora do tempo do plantio, quando não podiam mais fazer nada…e aí…haja inadimplencia!
Elaboramos então dois programas: O Sobre O Viver – que trabalha o ciclo agricola e a “moeda” é um dia de trabalho e outro que foi o Empreendedor Rural, que trabalha baseado numa gleba que é dividida entre diversas pessoas e a sobrevivência de todos depende das parcerias que fazem entre eles.
Quando apresentamos nossa soluçao, nem resposta nos foi dada…acho que eles não queriam uma soluçao que levasse a auto gestão dos assentamentos.
Mas os kits de treinamento já foram aproveitados por diversas outras instituições…que bom!


SALÃO DE OPORTUNIDADES

27 de abril de 2009
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Realizamos para o Sebrae Minas os primeiros Salão de Oportunidades – de 1994 a 1998.
A base do Salão eram as rodadas de Negócio.
Uma vez, a Eugênia ligou para um cliente e dentre outras perguntou: Por favor, qual é o seu fax? A pessoa respondeu…aguarde um momento e após alguns minutos voltou: é Toshiba! E a Eugenia muito séria falou: ah, quem bom, o meu é Panasonic, mas por favor, qual é o número do seu?


CARAVANA DO BATON

26 de abril de 2009
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Ontem fui na Carvana do Baton da Comida de Buteco. Era um onibus, comandado pela Elke Maravilha, só com mulheres, quando fomos a 3 dos mais de 40 botequins que estão concorrendo ao melhor tiragosto de Belo Horizonte.
Mas conversando com a Eulália, que é uma das idealizadoras do projeto, junto com o Eduardo, estava vendo como nossas vidas se parecem. Todo mundo acha que eles (Eulália e Eduardo) estão milionários com o projeto. Que, como os bares faturam horrores, eles também ganham junto. Que na festa da saideira, que acontece em maio, com todos os participantes, eles ganham pra comprar um apartamento em Paris.
Tudo mentira e ilusão…
Tal qual a Feira Nacional, eles não tem nenhuma participação no faturamento dos bares (até as visitas de ontem eles pagaram…), tal qual a Feira Nacional, na festa da saideira, o que conseguem com a venda de ingressos não paga nem a metade da conta que envolve, montagens, seguranças, shows, atendentes, serviço médico, enfim aquela lista enorme de atividades que um evento requer. Tal qual a Feira Nacional, o faturamento dos bares durante o evento é totalmente dos donos dos bares…
Enfim, tal qual a Feira Nacional, são milhares de empregos que se criam em torno do evento, além do fortalecimento de bares, que, sem a existência da Comida de Buteco, nunca se projetariam no mercado.
Nos do Centro Cape e Mãos de Minas, tudo bem, somos uma ong e não temos finalidade lucrativa, mas eles…mereciam, além de conseguir pagar as contas…ganhar um dinheiro justo com isto.


Twitter

26 de abril de 2009
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Tenho um amigo que me disse para entrar no Twitter e começar a seguir as pessoas e também ser seguida…
Como gosto de experimentar tudo, resolvi entrar e criei http://www.twitter/taniamachado.
Ou eu ainda não captei o motivo da sua existência, ou isto não é pra mim…Vejo as pessoas “que estão me seguindo” e pergunto porque elas estão fazendo isto. Umas tudo bem, ligadas a cultura, meio ambiente, mas outras não tem nada a ver comigo.
Ai, fico nervosa, pois me sinto com obrigação para as que estão me seguindo de mandar uma mensagem, recado, sei lá…elas devem ter alguma expectativa…
Meu blog eu adoro…mas o twitter, sei não…vou insistir mais um pouco, pois quem sabe ainda não captei a importância dele. Que deve ter, deve ter, pois são milhões de pessoas neste mundo afora, seguindo outras milhões…


TERRORISTA AMBIENTAL!

24 de abril de 2009
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Acabo de chegar do Centro Mineiro de Referência em Resíduos, criado por Andrea Neves, Presidente do Servas.
Sou um pouco suspeita de falar já que no inicio participei das discussões do que seria o CMRR e o Centro Cape elaborou todos os primeiros 14 manuais que são utilizados para o treinamento dos meninos e meninas que lá estão ou lá já passaram.
Mas fiquei encantada, não so com o lugar que tem uma fantasia de que é possível trabalhar a manipulação deste material, onde tudo é mágico na transformação de resíduos em materiais utilizáveis…Lá quase tudo é reciclado…mesas, pisos, cadeiras, bancos…
Vi um aquecedor solar feito de garrafa pet e saco de leite, que imediatamente pedi a Alice, que é uma das coordenadoras, para que fosse manualizado a sua construção e queria distribuir o seu conhecimento tanto no Vale do Jequtinhonha, quanto no Morro do Papagaio.
Agora, os adolescentes que estão lá são os que mais me encantaram…Eles não são tão somente alunos, eles são pessoas conscientes da responsabilidade de todos nós com as questões de minimizar resíduos e reutilizar os que são gerados.
Perguntando a uma das alunas no que mudou nela estar naquele ambiente e a resposta foi: Hoje eu sou uma terrorista ambiental…se vejo alguém jogando lixo do chão viro uma onça e já dou logo o meu recado…
Parabens Andrea Neves, aquilo se tornou em algo que mesmo eu, com todo o meu positivismo teria sonhado.
Convido a todos, prefeitos, gestores, diretores de escolas, empresários, enfim, todos cidadãos a irem lá conhecer: http://www.cmrr.mg.gov.br


PEDRO HENRIQUE

24 de abril de 2009
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Amaury, Pedro Henrique e Eliana

Amaury, Pedro Henrique e Eliana

Pedro Henrique é meu neto emprestado, filho de dois amigos, Amaury e Eliana.
Desde que ele estava na barriga da Eliana o adotei como meu neto. Ele é um capeta, mas adoro ele. Para que ele me respeite, faço loucuras tipo colocar ele num carrinho de supermercado durante a Feira Nacional e saindo fazendo “pega” com o carrinho nos corredores da feira, depois que ela termina. Me denomino prá ele de “Vovo Doidona”. Assim, como ele acha que sou mais doida do que ele, me respeita…
So gosto de dar presentes diferentes. Já dei uma moto eletrica que ele quase destruiu o apartamento deles e matou a cachorinha atropelada, já dei uma guitarra, alguns carrinhos eletronicos, mas o último presente acho que peguei pesado. Dei uma bateria e enquanto o Amaury ia montando pra ele e ele batucando, a Eliana so me olhava querendo me matar e eu cada vez me diminuindo mais…Era uma barulheira sem fim.
Eliana disse que a próxima vez que ela vier a Belo Horizonte, ela vai deixar de trazer roupa, mas vai trazer a bateria pra eu ver como é bom a criança acordar as cinco da manhã e resolver fazer um concerto.
Sorry Eliana…sei que peguei pesado desta vez…Dá proxima levo um sapatinho…


CEFERENCIA…MAIS LEMBRANÇAS

24 de abril de 2009
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ceferencia1Em 1998 foi a vez da Africa do Sul realizar o Encontro Mundial. Na data eles lançaram o kit Best Game (que usamos até hoje no Brasil e é fantastico…) que consiste na simulação de uma empresa, que produz chapeus, pega um emprestimo num banco, compra materia prima, produz e vende.
No percurso do jogo, vão acontecendo simulações do dia a dia de uma pessoa…supermercado, doença na familia, nascimento de filho, pedido de ajuda de parentes, aluguel, etc etc etc.
Tinham tres grupos: um da Africa, um da Europa e um da América Latina – na simulação cada grupo tinha uma “empresa”.
Quando o facilitador chegou no nosso grupo e cobrou o “aluguel”, não tínhamos feito a reserva para o “pagamento”. Ele então todo feliz, exigia o pagamento do “aluguel”, querendo nos deixar numa situação dificil…não pensamos duas vezes: pegamos a “mesa”, que correspondia ao imóvel que ele estava cobrando o aluguel e dissemos, doravante vamos ser “sem teto”, mas vamos continuar a produzir debaixo “da ponte”.
Ganhamos o jogo…e ele ficou com cara de tacho sem ter reação para a criatividade dos latinoamericanos…


CEFERENCIA

24 de abril de 2009
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O Brasil é mesmo diferente…As pessoas de fora que aqui chegam e logo logo ficam parecendo brasileiros.
Em 1996 fizemos um Encontro Mundial CEFE e teve uma festa de despedida na casa ao lado, que era alugada por nós. La tinha pé de romã, jabuticaba, cafe, mangueira e abacateiro (o cara que comprou a casa depois, derrubou tudo…uma pena).
Mas na festa, Jim Tomencko que é budista e so come “verde”, lá pela madrugada estava abraçado ao pé de jabuticaba e mandando brasa no torresmo…Quando avisamos que aquilo era carne de porco, ele disse…I know…I know… but it is very very nice…e tome torresmo!


CEFERENCIA

24 de abril de 2009
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Cefe é a metodologia que usamos nos nossos treinamentos – Competência Economica na Formação de Empreendedores. É fantástica.
Surgiu no Nepal em 1986, desenvolvida pela GTZ do Ministério de Cooperação Técnica do governo alemão. Trabalha baseada em vivências, no desenvolvimento de competências empreendedoras.
Vamos realizar em novembro a CEFERENCIA, que será uma conferência com 250 Cefistas de toda América Latina, Central e Africa Portuguesa, mais os “ban ban ban” do Cefe Mundial que estarão também aqui conosco. Eberhard Baerenz vem da Alemanha, Jim Tomencko vem do Laos no Vietnã, Ed Canela vem da Filipinas, Clelia de la Fuente do Uruguai e Claudia Moura do Brasil.
Fiquei me pensando nestes 18 anos que trabalhamos com a metodologia e me lembrei do nosso primeiro fax que ganhamos de presente da GTZ quando realizamos o Primeiro Treinamento de Treinadores CEFE em lingua portuguesa em 1991. Quando o fax tocou…todo mundo do escritório foi para a frente dele super emocionado ao ver aquele papelzinho vir escrito com uma mensagem vinda da América Latina…Era nossa primeira inscrição e vinha lá: nome……., sexo “menino”. além de emocionante, foi muito divertido.


Eu e o computador…

24 de abril de 2009
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Tenho vontade às vezes de matar o Bill Gates…
Com o Vista então, queria contratar o Bin Laden para explodir a Microsoft…
Custo a guardar os botõezinhos que tenho que apertar no teclado para fazer as coisas que quero. Quando aprendo (ou condiciono….) eles mudam tudo!
Meu computador é uma bagunça…perco tudo nele…Tinha uma sócia, que ficava em Brasilia – Junia Casadei, que quando ela trabalhava lá eu mandava pra ela todos os meus arquivos importantes, pois assim, sempre que precisava pedia a ela pra me mandar de novo.
Queria um curso: como organizar seus arquivos no computador…
O Manoel – que cuida da informática aqui comigo, de vez em quando chega e diz: Tânia, voce esta com XXXX gigas no seu Back up, ou no Out Look, não dá pra diminuir um pouco? Sempre resisto e invariavelmente quando o atendo, lá vou eu precisar de um arquivo que deletei.
Outro dia, na minha caixa de saída estava com mais de 11.000 emails…tinha desde 2007. Deletei até 31.12 de 2007…tenho a certeza de que vou me arrepender.
Sei que odeio o Bill Gates, mas hoje, não saberia viver sem ele.


CEGUEIRA…

23 de abril de 2009
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Como já falei aqui antes, estamos começando um projeto no Morro do Papagaio e Acaba Mundo, para trabalhar com adolescentes de 14 a 18 anos, num projeto onde eles irão buscar nos resíduos que gera a comunidade, opções do fazer artesanal.
O projeto preve trabalhar entre 42 e 60 adolescentes e já estava tudo combinado…
Não é que nas turmas que iriam começar ontem com 38 meninos, sabem quantos apareceram? 9 – somente 9…
Fomos então saber o que estava acontecendo, pois eles estavam animados. ficamos sabendo que eles somente viriam se déssemos uma ajuda de uma bolsa financeira para eles!
Estava realmente previsto que eles iriam receber uma ajuda de custo, já que teriam aula todos os dias até o final de maio, mas fazer disto uma condição para receber um ensinamento e possivelmente uma profissão futura? Para aonde estamos indo? Os governos tem que atentar para os projetos ditos sociais que estão acontecendo, pois estes meninos e meninas estão entrando num caminho onde o importante não é o ensinamento, mas o dinheiro que vão receber durante o curso.
Esta cegueira dupla, tanto de quem dá, quanto de quem recebe, fará com que todos no final percam…
O Morro tem 37.000 moradores, dos quais mais de 50% adolescentes. Vamos virar para o outro lado e buscar quem quer ter uma profissão.


Artesanato Brasileiro, por Yara Tupinamba

22 de abril de 2009
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Quem gosta de artesanato e tem curiosidade de conhecer um pouco de sua história, não pode deixar de ler o livro da Yara Tupinambá que foi lançado no dia Mundial do Artesão – 19 de março, numa promoção do Centro de Artesanato Mineiro com o patrocinio do Governo de Minas Gerais.
É um livro gostoso de ler e dá uma ampla noção da história e seus caminhos desde a época de D. João.
Que se interessar pode entrar em contato com a Superintendencia de Artesanato, na Secretaria de Desenvolvimento Economico – SEDE – telefone: 31-32709334.
Vale a pena.


EINSTEIN

21 de abril de 2009
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Conta-se que, nos anos 20, quando Albert Einstein começava a ser conhecido pela sua Teoria da Relatividade, ele era frequentemente solicitado pelas Universidades para dar conferências. Dado que ele não gostava de conduzir, ele contratou os serviços de um motorista. Depois de vários dias de viagens, Einstein comentou ao motorista que já estava farto de dizer sempre a mesma coisa em cada Universidade que visitava. “Se quiser”, disse o motorista, “posso substituí-lo por uma noite. Já ouvi tanta vez o seu discurso que já o decorei palavra por palavra.” Einstein aceitou e, antes de chegarem ao local, trocaram as roupas e Einstein colocou-se ao volante. Chegaram a uma sala cheia de pessoas, e como nenhum dos acadêmicos presentes conhecia Einstein, ninguém descobriu o engano. O motorista fez o discurso que já tinha ouvido Einstein fazer tantas vezes. No final, um professor fez-lhe uma pergunta. O motorista não sabia a resposta e, teve um golpe de inspiração fantástico e disse: “A pergunta que me fez é tão simples que até vou deixar que o meu motorista lhe responda.”


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Quando me amei de verdade…

21 de abril de 2009
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Leiam sempre este artigo e exercitem o que nele está escrito, no início, forcem tais atitudes que em brevemente farão parte da vossa nova forma de agir, naturalmente…..
Renata Figueiredo

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então, pude relaxar.
Hoje eu sei que isso tem nome ……
Auto –estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje eu sei que isso é…
Autenticidade.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não esta preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje eu sei que o nome disso é……
Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo, de início , minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama….
Amor –próprio.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revirando o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez .
Isso é …..
Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande uma grande e valiosa aliada.
Isso é …….Saber viver !
“Não devemos ter medo dos confrontos…..Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”
Charles Chapin


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CANAL POLYANA

21 de abril de 2009
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Resolvi criar uma categoria chamada Polyana.
Minha amiga Clara, que mora em Frankfurt afirma que ela era (ou é) uma chata, mas é a maior definição pra mim de que “tudo esta bom”.
Nesta categoria so vai ter coisas boas
Resolvi então, entrar no Google e digitei “noticias boas”. Gente…é impressionante, todas, sem excessão começam assim…”apesar de…”.
Não, na minha categoria Polyana, não vai ter, “apesar de”, vai começar sempre com “era uma vez”, mas não será conto da carochinha, serão coisas reais, que acontecem no nosso dia a dia, sem levar em consideração o “apesar de…”.
Se voce tiver uma noticia boa, que não começe com “apesar de…” estou aceitando colaborações.


VOLTANDO A POLYANA

21 de abril de 2009
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Queria fazer uma proposta, principalmente para a midia televisiva.
Ontem, assistindo os jornais das 19:00/21:00 em diversos canais tive a preocupação de contar: foram mais de 30 mortos nos primeiros 10 minutos de cada jornal. Não vi nenhuma noticia boa. Só noticia ruim. Sei que voces tem que divulgar o que acontece de ruim também, mas vai me dizer que não aconteceu nada de bom no dia de ontem que merecesse uma chamada? Mesmo as noticias de futebol e da Fórmula 1, tinham sempre um fundo negativo de quem falhou, quem fraquejou, etc.
Vamos combinar uma coisa: todo dia voces vão fazer um esforço e ter sempre umas duas noticias maravilhosas – uma abrindo o jornal e outra fechando, assim a gente termina a noite mais feliz!


Matando um leão por dia…

20 de abril de 2009
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Às vezes, as pessoas perguntam quem é que nos ajuda a manter todas estas instituições funcionando…
Eu respondo: Deus, Buda, Oxossi, Jesus, meus parentes e amigos que já se foram…so sei que, não sei como, todo o final de mes a gente consegue pagar as contas.
São mais de R$ 82 mil do Centro Cape, R$ 87 mil da Mãos de Minas, R$ 77 mil do Banco do Povo – isto so de custeio, sem considerar investimentos e projetos especiais.
O Banco do Brasil tem sido um grande parceiro nos abrindo linhas de créditos para girarmos os momentos de crise, além da Vale e Codemig que nos ajudam nos projetos de exportação para os EEUU. Isto sem contar com os nossos sempre parceiros na Feira Nacional: Petrobras, Cemig, Fiemg, que estão conosco há mais de 6 anos. Fora isto, é o que se diz, fazer hoje, para comer amanhã…
As pessoas as vezes veem nossa estrutura, com computadores, rede wireless, mobiliário condizente, dois caminhões, dois automóveis, show room em NY e Sintra, pelo menos mes sim e mes não, alguem do Grupo esta na Europa ou EEUU, acho que ficam pensando…”eles estão nadando no dinheiro”…
Mas o que existe é seriedade, respeito e responsabilidade. Cada projeto tem que buscar sua auto sustentabilidade. O projeto da Apex, por exemplo, é o mais “rico”, mas todos os seus recursos são aplicados no objetivo a que se propoe. Cada centavo é levado a sério e toda economia é comemorada, pois assim é mais dinheiro que podemos aplicar na ponta, no nosso público alvo.
Fico vendo às vezes este monte de escandalo envolvendo Ongs e fico pensando…como é que as pessoas tem coragem de pegar recursos que deveriam ser aplicados no objetivo que o convênio se propoe para se beneficiar?
Prefiro ficar cansada, como às vezes me sinto, mas quando coloco a cabeça no travesseiro, durmo com a tranquilidade de quem esta cumprindo a missão que se propos.


PARABENS PRA MIM!

17 de abril de 2009
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Hoje faço aniversário…59 aninhos bem vividos, mas corpinho de 58…
Quando fiz 50 anos, em 2000, fiz uma big festa que tinha até camiseta e slogan “O Brasil faz 500 anos e eu só 10% desta história”. Renato Teixeira foi lá pra cantar pra mim…e cantou: ando devagar porque ja tive pressa e levo este sorriso de quem já chorou demais…hoje me sinto mais forte e feliz, sincero e levo a certeza de que muito pouco sei, ou nada sei…
No ano que vem faço 60…se tiver dinheiro quero fazer uma festa que será “Sexo, Droga e Rock and Roll”. Quero Sidney Magal, Rita Lee e um terceiro que ainda não pensei.
Parabens pra mim!!!!!!


VOZES DO MORRO

17 de abril de 2009
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Ontem estava escutando o CD do projeto do Servas – Vozes do Morro.
Fico encantada de como a Andrea Neves, Presidente do Servas, entidade que atua nos programas sociais do Governo Aecio Neves, tem a sensibilidade para fazer programas e projetos que levam cidania e dignidade às pessoas.
No Vozes do Morro além de terem como premiação o CD, eles, durante a seleção, podem se mostrar com toda a sua cultura e conhecimento nato, já que dificilmente algum deles passou por uma escola de música para chegar onde chegou.
Na Feira Nacional a gente sempre deu oportunidade de que grupos da periferia pudessem atuar, mas era uma coisa muito pontual. Eles iam, apresentavam e aquilo morria alí…Dificilmente eles conseguiriam algum contato futuro.
Fora isto, tem mais um monte de projetos no Servas que atua na mesma linha e que vale a pena conhecer: a Brinquedoteca, a Digna Idade, Vita Vida, Centro Mineiro de Referência de Residuos, Volta, Valores de Minas somente para citar alguns.
Apesar do nome dizer Serviço Voluntário de ASSISTÊNCIA SOCIAL, todos os projetos que lá são realizados tem uma conotação de valorização do cidadão e não uma assistência social paternalista de dar sempre.
Se voce trabalha com comunidades e tem o objetivo o respeito ao cidadão, vale a pena entrar no site do Servas (www.servas.org.br) e conhecer mais sobre os projetos.
No dia que for me afastar de meu trabalho aqui no Grupo de Desenvolvimento e puder, vou querer trabalhar lá.


BILLY

16 de abril de 2009
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Outro dia falei do Tonho, meu labrador…Agora vou falar de Billy, o poodle que vive lá em casa. Ele tem a certeza absoluta que a casa é dele e todos nos (eu, meu marido, meus filhos) moramos lá de favor, porque ele permite.
Ele faz xixi e coco na casa toda, late pra todo mundo que chega, não interessa quem e que horas esta chegando, fica chorando ao pé da mesa pedindo comida.
Ele tem nove anos e esta cardiaco. Mas já teve um monte de doença de rins, fígado, de alergia, já fez quimioterapia e agora tem que tomar remédio todo o dia. Uma luta, pois se ele puder ele morde quem estiver perto.
Mas eu o amo de paixão…Ele me segue pela casa toda, não interessando que horas são. Se de madrugada perco o sono e levanto, lá vai ele atras de mim…quando chego em casa, enquanto não o pego no colo e faço um cafuné, ele não dá sossego.
Se eu adoeço…ele fica no pé da minha cama e não deixa ninguém chegar perto. Nem meu marido e nem meus filhos…Uma vez, estava viajando e minha filha viu ele chorando perto de uma mesa…Não é que ele estava chorando no meu porta retrato!
Sei que meu marido e meus filhos não fazem xixi e coco pela casa…Não gritam para todo mundo que chega, não ficam chorando no pé da mesa, não reclamam para tomar remédio…Mas nunca me contaram de terem visto eles chorando de saudade no meu porta retrato!


MORRO DO PAPAGAIO

16 de abril de 2009
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Morro do Papagaio

Morro do Papagaio

Esta semana estamos começando um projeto no Morro do Papagaio em Belo Horizonte que acho que vai ser genial.
Será com 60 adolescentes que moram no Morro e a primeira tarefa deles será de levantar todo o lixo e resíduos que o Morro gera.
Depois pegaremos tudo isto, colocaremos numa sala e faremos uma Oficina de Criatividade para criar produtos que sejam vendáveis com o material recolhido.
Se o projeto der certo…e tenho a certeza de que vai dar…Estes meninos depois irão para outras comunidades para ensiná-los a trabalhar da mesma forma que eles aprenderam…
Este é mais um projeto financiado pelo Ministério do Trabalho – Senaes, via fundação Banco do Brasil.
Daqui a algum tempo dou mais noticias…


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