Arquivo mensal: maio 2009

CELULAR

Tinha um número de celular há muito tempo que tinha um clone do meu número, so que do interior, e os parentes, amigos, sei lá mais o que quando vinham para Belo Horizonte ligavam para o celular dele, so que não colocavam o DDD, assim caia tudo no meu telefone.
E aí vinha: alô? quem fala? e eu…quer falar com quem? com o Marquinhos…e eu paciente respondia, este celular não é o dele. Como não é? não é o numero xxxxx? E eu sim, mas voce tem que discar o DDD da cidade dele. E os chatos do outro lado: mas eu nunca tive que fazer isto…
Esta briga, foi durante meses…
Até que eu resolvi levar na brincadeira.
Ai ligavam: Alô, me chama o Marquinhos…
eu calmamente respondia: Ih, desculpe mas estamos no banho…(um dia a mulher dele quase teve um troço!)
Ou então: não tá sabendo? ele foi preso…
Ou então: olha, ele foi pro motel e pediu para anotar os recados…
E assim por diante!
Acho que o tal de Marquinhos passou tanto aperto e teve que dar tantas explicações, que resolveu avisar para todos os amigos da necessidade de discar o DDD

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BANCO DO BRASIL

O Banco do Brasil tem sido um dos grandes parceiros nos últimos tempos…
Nas crises financeiras, nos momentos bons, na busca de solução para nossos problemas…
Tem uma coisa que nos incomoda que é eles trocarem nossos gerentes todos os dias, mas as ultimas “levas” tem sido boas.
Marcos Condé, Pedro Passos tem sido nossos últimos gerentes.
Estão todo o tempo conosco e no ano passado, com a crise que tivemos por causa da queda de patrocinio da Feira Nacional, se não fossem eles, não sei o que faríamos.
So continuo brigando com o sistema do Banco do Brasil (dos outros bancos são também todos iguais). Hoje a gente trabalha para os bancos com esta história de tudo pela Internet.
E quando a gente mais precisa deles…lá esta o sistema fora do ar.
Ai ligamos para o 0800…atende uma moça muito educada e a primeira pergunta que ela faz é: o seu computador esta conectado? Esta ligado na tomada? Da vontade de matar, pois no inicio nos trata como um imbecil…
Mas o Pedro me conheçe…não converso com o computador e nem com as atendentes…temos até uma forma de comunicar a urgencia. Quando ligo para o celular dele uma vez e ele não pode atender, no mais tardar ele me retorna.
Quando ligo umas duas ou tres vezes seguidas…é porque o assunto é urgente…

GUSTAVO MAGALHÃES

Vou dar uma pulada rápida para 2003 ou 2004, mas é que hoje estive com o Gustavo e não posso deixar de falar nele.
NO conhecemos no inico do Governo Aecio, quando estávamos tentando que o Estado nos cedesse a Casa do Conde onde queríamos fazer lá um grande centro de artesanato.
A partir dái, nao larguei mais do seu pé (coitado… rsrsrs).
Gustavo é meu esteio…Sei que sou briguenta, sou passional, não escondo isto de ninguém e acho que se não fosse assim, a Mãos de Minas, apesar de todo o esforço da familia Neves, já teria acabado.
Gustavo hoje, é Chefe de Gabinete do Dr. Anastasia, e tem sido meu grande conselheiro. Tenho total liberdade de falar com ele todos os meus sentimentos profissionais, estando certos ou não, sendo pesados ou leves, e é uma pessoa que me sinto bem.
Com toda a sua educação, ele sempre arruma um jeito de me falar o melhor caminho e a melhor forma de agir.
Tenho confiança plena nele. Tudo o que me diz, mesmo que nao concorde, faz parte de minhas meditações e tento entender que como ele me quer bem (tenho certeza disto), ele não envolve o seu posicionamento profissional politico com os seus conselhos ou direcionamentos.
Ás vezes ele já foi meu porta voz para o Vice Governador Dr. Anastasia, que também, nunca deixou de me responder, mesmo quando mandou recados que era para que me acalmasse e cuidasse das coisas com menos passionalidade.
São dois bons amigos que tenho…como já disse amigo não é aquele que fica te puxando o saco o tempo todo. Amigo é aquele que é sincero, mesmo que na sua sinceridade tenha que discordar de voce.

A TURMA DO BANCO DO BRASIL

O pessoal do Banco do Brasil foi importantissimos para o crescimento do Centro Cape.
Quando começamos a operar a Sala do Empreendedor achávamos que os gerentes do BB tinham raiva de pobre e nem queriam conversar com eles.
Com o passar do tempo fomos entendendo que não era por aí.
Vejam bem…os recursos do Proger eram repassados via agências do BB (tinha também a o BNB, CEF e BAM), mas o risco do empréstimo era todo do Banco, ou seja, se o cliente não pagasse o banco tinha que pagar e ficar com este passivo. Além do mais, cliente de pequenos créditos dá trabalho…ele nao tem controles, não tem noção de seus custos, não tem noção de quanto gasta e quanto ganha…a única coisa que ele sabe é que esta sobrevivendo…
Assim o gerente não fazia da clientela do Proger seu cliente preferencial. ele impactava negativamente nos seus resultados. Enquanto um cliente normal, fazia aplicações, comprava seguros, fazia poupanças…o cliente do pequeno crédito so chorava e não conseguia passar informações.
Assim nos entramos…passamos ser de uma forma profissional o porta voz desta clientela, Passamos a entregar projetos redondinhos com garantias de pagamento e mais…acompanhávamos o cliente até o final…Se ele tinha problema, estávamos junto.
O pessoal que recebia os projetos para a análise (esqueci o nome do departamento…olha o alemão ai…)no príncipio tinha a maior desconfiança. Com o tempo fomos nos respeitando…nos a preocupação deles…eles a verem que estávamos fazendo um trabalho sério.
Teve um caso muito engraçado. Todos os projetos de iniciação de negocio eram negados…Fomos perguntar por que os “negocios futuros” estavam sendo todos negados. E a resposta foi: é que nas normas do banco, negocio futuro tem que ter 6 meses de existência. Respondemos, MAS COMO? se já tem seis meses de existência não é futuro, é existente!
Foi uma luta para mudarmos a regra…mas conseguimos.
Não vou citar nenhum nome aqui agora, pois sei que vou esquecer pessoas importantes. Vou pedir ao Valdir para me lembrar os nomes e depois eu publico…

VALDIR OLIVEIRA

Valdir era responsável pelos projetos da Fundação Banco do Brasil com recursos do Ministério do Trabalho, oriundos do FAT.
Tínhamos um relacionamento com o Banco do Brasil – Agência Carijós, com um gerente geral (que esqueci o nome, quando lembrar volto e publico, ok?) no financiamento a artesãos.
Ele então nos chamou para discutir um projeto de levar o financiamento para os clientes do Proger, através das agências do Banco do Brasil, via Fundação Banco do Brasil.
Fomos então a uma reunião na Superintendencia do Banco na Rua Rio de Janeiro, onde lá estavam, se não me engano, o Valdir, o Rabelinho e o Romano. Quando foram explicando o que queriam, eu fui desenhando o projeto na minha cabeça e passando pra eles…Mas aquilo era muito maior do que já tínhamos executado. Tínhamos a competência, mas não tínhamos a experiencia de aplicação em larga escala.
Da cintura pra cima, eu estava perfeita…firme e decidida, mas da cintura pra baixo, debaixo da mesa, minhas pernas tremiam que nem vara verde…
Começamos então o projeto. Nós ficamos responsáveis por Minas Gerais e Brasilia e a Universidade pelo Paraná e uma cooperativa, que não me lembro o nome pelo Rio de Janeiro.
Quando chegou janeiro, tinha que haver um tempo para que a Fundação Banco do Brasil renegociasse o projeto com o MTE e aí informaram que iam suspender. Me recusei a faze-lo e disse que iria bancar o projeto até que eles retomassem. Brincava na epoca com o Romano de como uma Ong estava financiando o Ministério e o Banco do Brasil. Os outros parceiros do Paraná e Rio abandonaram o projeto…
Depois que eles retomaram me recompensaram pelas minhas perdas, mas o importante não era tão somente o dinheiro, mas o projeto em si que era e foi fantástico: foram mais de R$ 1 bilhão, isto mesmo UM BILHÃO, que emprestamos para mais de 100.000 pessoas neste Brasil.
Mas voltando ao Valdir, ele foi e é um amigo especial. Vivemos muitas coisas juntos…E foi amigo de verdade, daqueles que quando tem que “quebrar o pau”, quebrava…Quando tinha que elogiar…elogiava…nunca me deu moleza (e eu também nunca dei…rsrsrsrs). Amigo pra mim é assim mesmo…Aqueles que ficam o tempo todo elogiando e falando um monte de baboseira pra mim não é amigo. Não sou perfeita! Tenho falhas e muitos erros (graças a Deus…acho que perfeição deve ser um saco!…) e ele quebrava o pau…como ele também não é perfeito eram brigas homéricas, mas que cada dia mais fortaleciam o nosso relacionamento.
Agora, por causa das boas coisas que fez junto a Fundação, quando da nova gestão ele foi quase que perseguido e quando vemos que no projeto da Fundação Banco do Brasil – Sala do Empreendedor, operamos mais de R$ 20 milhões de reais e nunca nos beneficiamos nem com um chopp numa conta de restaurante, às vezes chego a questioná-lo: nao devíamos ter sido tão honestos…
Mas o Valdir tem o mesmo problema que eu: SUA MÃE.
A mãe dele igual a minha nos ensinou a ser FIEL, ser HONESTO e ser TRABALHADOR.
Valdir, quem sabe na próxima encarnação…nesta cara, vamos continuar a ser honestos, fieis e trabalhadores, nao conseguiremos ser outra coisa…
Vamos entao continuar com este nosso ideal de tentar fazer deste país um pais melhor de se viver, principalmente para o nosso público alvo…
Obrigada por me manter como sua amiga…

PATRUS ANANIAS

Tinha escrito antes que não lembrava de ninguém no período de 91 a 98. Cometi uma grande injustiça.
Chama-se Patrus Ananias. Ele foi o único Prefeito que realmente ajudou a Feira Nacional de Artesanato e a Mãos de Minas.
Em 1996 e 1997, ele, entendendo a importância da Mãos de Minas e da Feira, nos deu isenção no ISSQN, colocou a Belotur a disposição e a Secretaria de Abastecimento, quando tentamos reerguer o Mercado Distrital de Santa Tereza (não conseguimos por conta dos feirantes e não por conta dele).
E, não mandou ninguém fazer. Discutiu o projeto pessoalmente. De lá, até 2008, nenhum outro Prefeito nos ajudou. No final de 2008, num pedido do Marcio Lacerda a Prefeitura nos deu isenção e este ano também.
Agora quanto ao Patrus, sempre que precisei falar sobre este ou aquele assunto, ele estava a disposição. Sempre falei que ele me passava a sensação de uma pessoa boa e pura. Tanto que, quando o Lula o nomeou para o Ministério do Desenvolvimento Social eu disse: o Lula fala que é amigo do Patrus, mas não é…Ninguém coloca um amigo numa situação desta…(na época o MDS estava na maior confusão, cheia de escandalos…). Mas ele, com sua pureza, conseguiu colocar o Ministério em ordem e tocar o Bolsa Familia sem maiores alardes.
Não acredito em partidos…acredito em pessoas… o Patrus é um cara que acredito.

A TRISTE HISTÓRIA DE ILZA

Não lembro mais o ano…Mas foi na época do Governo Eduardo Azeredo.
Fomos chamados a ajudar na Feira das Nações que é realizada em Brasilia todos os anos e tem a participação de todos os estados.
Resolvemos fazer um espaço onde tínhamos o artesanato e vida rural e do outro lado nossas indústrias.
No espaço das indústrias apresentávamos vídeos e produtos finalizados.
No espaço do artesanato, fizemos como se fosse uma fazenda e queríamos colocar uma vaca na entrada.
Como o Pimenta da Veiga tinha uma fazenda perto de Brasilia, pedimos que nos cedesse a vaca e assim ele mandou a ILZA.
O problema começou antes dela chegar. O stand do lado, quando ficou sabendo que teríamos uma vaca, chamou a Vigilância Sanitária para proibir que a trouxéssemos, pois eles iam fazer alimentos e isto poderia prejudicar. Depois de muita discussão, fizemos um acordo de que Ilza não iria ficar lá nos horários de almoço e jantar.
O segundo problema foi quando do desfile…Não havia ninguém que conseguisse fazer Ilza desfilar…desistimos nos primeiros 10 metros.
Pouco depois, chegou a Secretaria da Fazenda. Pediu as notas fiscais dos produtos, que imediatamente entregamos. Passadas umas duas horas, me procuraram dizendo que estavam faltando Notas Fiscais. Como tínhamos certeza de que tudo tinha ido com nota, questionamos…então eles disseram: esta faltando a Nota Fiscal da vaca!
O caminhão que tinha trazido a Ilza tinha ido embora e levado a Nota Fiscal com ele. Explicamos a situação e eles falaram que não podiam aceitar e que tinham apreender Ilza ou aplicar uma multa…
Disse então que fizessem a autuação em meu nome e que me dessem a guia que eu ia pagar (não queria que ficasse em nome do Pimenta da Veiga que so estava tentando ajudar…).
Neste interim, chegou a assessoria do Governador que ficou sabendo do caso…
Enquanto os fiscais preenchiam a documentação da multa, chegou uma senhora perto de mim e disse que queria falar comigo…Pedi que esperasse pois eu estava resolvendo um problema, mas ela imediatamente começou a falar dizendo que era da Sociedade Protetora dos Animais e que queria reclamar, pois a Ilza estava muito estressada…nesta hora perdi a paciência e disse a ela: olha minha senhora, por favor proviencie um psicologo para desestressar a Ilza e aproveite peça um pra mim também, pois eu também estou quase enlouquecendo por conta dela.
Virei as costas, peguei a guia da multa e estava me dirigindo ao posto bancário quando a assessoria do Governador me chamou e disse que não era para pagar a multa! Peguei a guia e devolvi aos fiscais, dando a informações que tinha recebido ordem de não pagar.
Nisto chegou o Governador Eduardo Azeredo, que tinha recebido um telefonema do Cristovao Buarque – Governador do DF na época que garantiu que ninguém ia tocar na Ilza!
Dai a pouco me chamam e era um Senador por Brasilia, o Secretário da Fazenda e um General ou Coronel (não lembro) com um dinheiro na mão e a Guia da multa, me pedindo que, para resolver a questão, eles estavam me dando o dinheiro para pagar a multa! Disse a eles que a questão não era financeira, mas tinha se tornado política e tinha recebido a ordem de não pagar, de forma que se eles quisessem que fossem lá pagar.
Fui então cuidar de outras coisas e esqueci o assunto…
De manhã bem cedinho no hotel, me ligam dizendo que a Ilza tinha sumido (e eu era a fiel depositária dela, frente a Secretaria da Fazenda)! Pensei: to presa! Sai buscando informações sobre o que tinha acontecido e no final a solução política que deram foi: como não cumpri a determinação da Vigilância Sanitária de tirar a Ilza no horário do jantar (nem podia, pois a Secretaria da Fazenda não permitia tirá-la de lá sem Nota Fiscal), a Vigilância Sanitária a recolheu e mandou entregar na fazenda do Pimenta da Veiga…
Como disse uma reportagem na época sobre o assunto: A política aVACAlha a melhor das intenções…