EU JURO, by Tânia Machado

ROGERIO SENA

28 de junho de 2009
Deixe um comentário

Vi hoje com muito orgulho, a reportagem com o Rogério Sena no caderno Cultura do Estado de Minas, informando que ele ganhou o prêmio maior em Piracicaba de artista primitivo.
Rogério começou suas primeiras exposições na Feira Nacional de Artesanato, se não me engano de 1999 ou 2000.
Ele apresentava seus trabalhos através do Centro Arthur Bispo e sempre tive o maior respeito por ele, apesar de muitos o olharem como doido ou louco, por ele já ter sido internado muitas vezes.
Ele sempre disse que gostava muito do Centro Cape e Mãos de Minas, pois lá todos o tratavam como uma pessoa normal e não como um doido. Eu brinco sempre com ele, pois muitas pessoas às vezes também me taxam como doida e louca e eu digo que nos, loucos, somos muito mais sinceros e despojados. quando alguém me diz: Tânia, voce é muito doida! Eu respondo, sim…mas não se preocupe, que tomo remédio controlado todo os dias…
So fico muito brava com ele, quando ele chega “cachaçado”. Se noto que tomou cachaça, me recuso a conversar com ele…ele pede desculpas e fala que tinha bebido “so um pouquinho”.
A lógica deles me encanta…na Feira Nacional, quando o pessoal da saude mental chega (normalmente, hoje apoiamos uns cinco ou seis movimentos com stands gratuítos), os seguranças das roletas já sabem que não podem recolher os convites, pois quando tentam fazer, todos respondem: não, não vou dar este convite, pois ele é meu…foi dona Tânia que me deu…Não é obvio? Se dei o convite para ele, por que o segurança tem que pegar!
Agora, a reportagem fala muito de preconceito…e achei engraçado foi o marchant que o descobriu “num evento no Minascentro…”. Poxa senhor marchant! poderia ter dito, na Feira Nacional de Artesanato no Minascentro! Tem muita gente ligada a arte que tem vergonha de dizer que frequenta feira de artesanato, pois poderá parecer que não esta indo nos melhores salões de cultura…Olha, a Feira Nacional de Artesanato já propiciou que centenas de artistas tipo o Rogério tivessem a possibilidade de serem descobertos no mercado das artes. Veja o caso da Nene Cavalcanti da Paraiba. A primeira feira que ela participou, parecia um bicho do mato! No ano passado fiquei impressionada com os cuidados que ela tem agora com sua pessoa, depois que descoberta a beleza de suas peças, hoje ela tem produtos espalhados pelo cinco continentes…
Leonardo Bueno é outro caso que começou num pedacinho de chão em 2004 e hoje é artista renomado e de respeito.
Parabens Rogério, voce merece! E continue a ser esta pessoa sensivel e observadora que voce sempre foi.


NÃO ROUBEM MEUS FUNCIONÁRIOS

26 de junho de 2009
2 Comentários

Li este texto de JOÃO ALFREDO BISCAIA e achei muito interessante. Por isto resolvi reproduzí-lo:

“Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante.

Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre esse assunto, pois para mim, realmente, existem muitos ‘ladrões’
nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham.

A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que tive o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do seguinte bilhete: ‘Este livro é bom demais para ficar na prateleira’.

Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar ‘engavetado na prateleira da minha cabeça’ as conexões que consegui fazer durante a leitura deste livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem.

De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura deste livro me proporcionou, a mais marcante e significativa para mim foi a seguinte:

Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.

Ele justifica essa afirmação, dizendo:

Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser ‘verdade’, você está ‘roubando’ o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
Quando você mata alguém, você está ‘roubando’ o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
Quando você ‘maltrata’ alguém, você está ‘roubando’ o direito dessa pessoa de ser feliz.
Quando você mente para alguém, você está ‘roubando’ o direito dela conhecer a verdade.
Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros ‘roubos’ praticados nas organizações.

Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua organização, eles são praticados.

Quando você chega atrasado em uma reunião, você está ‘roubando’ o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada.
Quando você quer, ou impõem, que seus ‘empregados’ fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está ‘roubando’ o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração.
Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa, e depois não dá a menor importância, você está ‘roubando’ o seu empregado.
Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está ‘roubando’ a vida profissional deles.
Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está ‘roubando’ a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles.
Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está ‘roubando’ a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis. Além de ‘roubar’, você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante.

Tenho hoje a convicção – não a verdade – de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança:

NÃO DIZER, DE FORMA EXPLICITA, CLARA E DESCRITIVA, COMO PERCEBE E SENTE OS DESEMPENHOS E OS COMPORTAMENTOS DAS PESSOAS COM QUEM TRABALHA.

Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.

O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.

Tenho constatado, como base no mundo real, que a maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que, ‘afinal, ninguém é perfeito’ e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.

Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, do mês de julho deste ano. Ele é enfático ao afirmar que feedback é uma questão de respeito e consideração com a outra pessoa.

Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.

Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos.

O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem.

Em síntese: sugiro a você que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou ‘roubando’ de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional?”


PROPRIEDADE INTELECTUAL

25 de junho de 2009
Deixe um comentário

Tenho visto coisas que às vezes não compreendo.
Por exemplo, sempre entendi que quando executo um trabalho intelectual, principalmente financiado com dinheiro público, o produto final pertence ao público para o qual foi elaborado o projeto.
Veja bem:
– se desenvolvo um manual para apoio ao artesão, não posso vender este manual, posso até cobrar sua reimpressão, mas a propriedade intelectual não.
– se desenvolvo um produto junto com o artesão, este produto pertence a ele.
– se, com recursos públicos, desenvolvo um maquinário para uso do artesão, ninguém tem a propriedade intelectual desta máquina, e tem que pagar royalties para sua produção.
Agora, se com recursos próprios, faço a mesma coisa, aí é outra historia, posso vender o “meu desenvolvimento” para quem quiser.
Tenho visto assustada, parceiros que receberam recursos públicos para executar um projeto e depois querem registrar aquele produto final em seu nome.
Se quem pagou foi o Estado, a União ou o Municipio, e a pessoa foi remunerada pelo trabalho, não há o que se falar em direitos autorais…
Já vi muito design, trabalhar junto com o artesão desenvolvendo produtos financiados por governos e depois não permitir que o artesão continue produzindo e vendendo para quem quiser a não ser com exclusividade através do design que o ajudou a desenvolver.
Afinal, quando o governo paga para uma consultoria ou desenvolvimento, o produto final pertence a quem?


COVARDIA E INVEJA

24 de junho de 2009
2 Comentários

Sempre falo, que o Grupo de Desenvolvimento (Centro Cape, Mãos de Minas, Banco do Povo), somente temos como patrimonio: qualidade de nosso trabalho e seriedade…
Mas lamentavelmente, existem pessoas, inclusive ligadas ao poder publico que ao invés de incentivarem e apoiarem ficam tentando destruir…
Estamos encerrando agora um grande projeto e a pessoa do governo ligada ao financiamento resolveu visitar todos os artesãos que foram beneficiados. Até aí tudo bem…gosto que seja feita a verificação e conferencia de nosso trabalho…O unico problema é a forma que isto esta sendo feito. O primeiro artesão que foi visitado foi totalmente distratado por esta pessoa que simplesmente “não gostou do produto que ela fazia” e o nosso projeto em nenhum momento tem a intenção de interferir no produto, mas somente na organização da oficina.
Os outros artesãos que estão sendo visitados, tem sido alertados por esta pessoa, sobre os bons costumes de se gastar bem os recursos públicos (como se este não fosse o nosso costume…) e em nenhum momento se preocupa com os resultados qualitativos do projeto, mas se o dinheiro foi bem gasto, se o Centro Cape não tentou manipular algum dado ou se não forjou nenhum relatório.
Inclusive passando valores (errados evidentemente…) para os artesãos, tendo um inclusive que foi informado de que tinhamos recebido R$ 20.000 para fazer o trabalho com ele…(bem que valia, mas o valor foi menos do que 10% do valor citado por ela)
Os artesãos que estão acostumados com a nossa seriedade, tem nos ligados assustados com a agressividade desta pessoa com relação ao Centro Cape…em nenhum momento ela se preocupa com a qualidade, com a melhoria dos artesãos, mas com quanto o Centro Cape ganhou com o projeto (como se tivéssemos ganho alguma coisa e não pago, e muito bem pago, os consultores que implementaram o projeto).
Sempre respeitei esta pessoa pela sua posição no estado, apesar de sempre também receber informações do que ela tenta fazer conosco nos bastidores… mas agora ENCHEU O SACO! Chega de gentilezas e respeitos…ela que se dane e daqui pra frente…não tenho sangue de barata!


FORNOS DO VALE

24 de junho de 2009
Deixe um comentário

Em 2004, se não me engano, conseguimos um recurso com a Aid to Artisans, para financiar a construção de um forno no Vale do Jequitinhonha.
Lá, esta questão do forno sempre foi um problema, pois possivelmente dezenas de projetos foram feitos para que os artesãos locais tivessem um forno digno (normalmente eles fazem um buraco no chão, colocam as peças, lenha em cima e ai existe uma grande perda, além das ceramicas ficarem frágeis, por terem tido uma queima desigual).
Chamamos então o Godoy, um professor super simpático e acessível da Universidade Federal de São João Del Rei que ficou quase que dois anos trabalhando com o pessoal de Santana de Araçuai no desenvolvimento do forno.
Queríamos que fosse algo, onde a comunidade fizesse o seu desenvolvimento e aí o know how ficasse com eles e depois qualquer um pudesse dar continuidade.
O forno teria que dar uma temperatura de 1.000o graus constante e em todos os niveis.
Assim o Godoy desenvolveu com a comunidade desde os tijolos refratários, até a fôrma para a construção do forno.
Foram pelo menos uns tres fornos que despencaram…até que a comunidade assimilou a técnica e o forno final ficou pronto.
Para o teste da queima, eles tinha que colocar os produtos dentro, é obvio, para que fosse testado. Aí ninguém queria colocar produtos com medo do forno cair de novo e eles perderem as peças. Tomando o conhecimento disto disse: ok. quando as peças ficarem prontas quanto elas vão custar? Me deram o preço e então eu disse, ok; to comprando. elas são minhas…se o forno cair, o prejuizo é meu…
Fizeram a queima e foi tudo perfeito…as peças queimaram a 1.000 graus, nao perdeu nenhuma e ficaram super fortes.
Quando fui cobrar as peças, eles me informaram que tinham desistido de vender…rsrsrs… tudo bem, meu objetivo não era comprar as peças, mas garantir que eles colocariam as peças no forno.
Quando o projeto encerrou, pedi ao Godoy que manualizássemos tudo de forma que ficasse registrado e de dominio público…
Não tivemos na epoca dinheiro para isto…
Agora, fiquei sabendo que o Godoy não esta bem de saúde e aí passou o know how para um professor da Universidade de São Jão Del Rei e este professor quer cobrar R$ 25.000 por uma consultoria para instalação de um forno.
NEM PENSE NISTO, SENHOR PROFESSOR, ESTA TECNOLOGIA PERTENCE AOS ARTESÃOS DO VALE DO JEQUITINHONHA E FORAM 100% FINANCIADAS PELA AID TO ARTISANS E O INSTITUTO CENTRO CAPE!
NAO VOU ADMITIR QUE ISTO ACONTEÇA E SE PRECISO, CHAMO A IMPRENSA E DENUNCIO ESTA APROPRIAÇÃO INDEBITA DE UM DIREITO DO POVO DO VALE!


ESCAMBO…

22 de junho de 2009
3 Comentários

Sou doida para escrever um projeto de microcrédito, mas usando o escambo…
Veja bem…numa comunidade, seu João que vende pão, não ta vendendo nada, por isto não pode comprar as verduras da dona Maria. Dona Maria como não ta vendendo quase nada de verduras, não pode pagar para seu filho continuar o curso de informática. O mercadinho esta quase sem frutas, pois não pode pagar a ultima fatura das frutas que comprou e não vendeu, e aí perderam-se quase todas. O bar da esquina, parou de fazer almondega, pois esta devendo ao açougue e seu João de açougue, que adora umas biritas, tem umas duas semanas que não aparece lá, pois não esta tendo dinheiro.
Assim, a ideia é inventar uma moeda na comunidade…Ela vai se chamar FELICIDADE…
Todo mundo na cidade vai receber, por exemplo 100 FELICIDADES…
Cada pão, custa uma FELICIDADE, cada alface também, no salão, fazer unha é uma FELICIDADE…
Assim, seu João da Padaria, vai vender pão e receber em FELICIDADE. Na hora que for pagar a farinha e o açucar na vendinha, também vai pagar em FELICIDADE. A vendinha, vai comprar frutas e verduras, com FELICIDADES e na hora de vender, receberia FELICIDADES. Dona Maria vai pagar o curso de informatica em FELICIDADES e o dono do curso, com as suas FELICIDADES vai comprar pão, tomar umas biritas, comprar carne, frutas e verduras, so usando FELICIDADES. Como a vendinha esta com muitas FELICIDADES, vai voltar a comprar carne para fazer almondegas, que serão vendidas aos montes de FELICIDADES…
So falta achar alguém que tenha a FELICIDADE de nos apoiar num projeto destes…


DÍVIDAS…

22 de junho de 2009
1 Comentário

Era uma vez, uma comunidade que estava toda endividada…Todo mundo estava devendo para alguém.
Um dia, chegou um turista no hotel da cidade, perguntou quanto era a diária completa para ficar lá uma semana e o dono do hotel disse que eram R$ 1.000,00.
O turista, pagou então adiantado, deixou as malas na recepção e decidiu fazer uma passeio pela cidade.
O dono do hotel, então, todo satisfeito, mais do que nunca pegou o dinheiro e foi pagar sua dívida com o dono da padaria e do acougue.
O dono da padaria que recebeu R$ 450,00, correu e pagou ao açougue R$ 200,00, na lojinha da esquina R$ 100,00 e no salão de beleza R$ R$ 150,00.
O dono do açougue, que recebeu R$ 550,00 do dono do hotel, R$ 200,00 da padaria, mais do que depressa, foi a Prefeitura e pagou seus impostos atrasados, R$ 500,00 e mais R$ 250,00 no bar da esquina.
O bar da esquina, devia para Seu Antonio e quitou a sua divida de R$ 250,00.
Seu Antonio, devia IPTU e foi correndo pagar na Prefeitura.
A Lojinha também devia IPTU e foi correndo pagar a Prefeitura…
O Salão de Beleza, devia a taxa da placa do salão e foi correndo a Prefeitura quitar sua dívida.
A Prefeitura, que devia ao Dono do Hotel R$ 1.000,00 de um evento que tinha realizado, como entrou o dinheiro extra, correu para quitar sua dívida.
Nisto o turista volta e diz que não ia mais ficar na cidade e pediu para que o Dono do Hotel devolvesse o seu dinheiro, que ele, que tinha acabado de receber da Prefeitura, o fez imediatamente.
Assim, no final do dia a comunidade tinha pago todas as suas dívidas…


BLOG´S

21 de junho de 2009
4 Comentários

Fico imaginando quem, profissionalmente tem que escrever uma coluna por dia. Deve ser uma loucura…
Adoro meu blog, mas nem todo dia estou com vontade de escrever…
Como não é profissional, nao tenho a obrigação de escrever todo do dia.
Moralmente, me sinto nesta obrigação. Mas se não escrever, ninguém vai me deixar de pagar salário, cortar meus honorários, enfim, me punir porque não escrevi.
Parabenizo quem tem colunas e todo dia tem que emitir uma opinião…


FARMACINHA

18 de junho de 2009
Deixe um comentário

Como viajo muito, tenho na minha bolsa uma farmacinha. Lá tem remedio para dor de cabeça, barriga, enjoo, alergia, azia, muscular, prisão de ventre, coceira, febre…Não é muito, mas uns tres ou quatro comprimidos de cada.
Isto já salvou muita gente…
Um dia estava voltando do nordeste e de repente um passageiro na minha frente chamou a aeromoça e pediu um remédio para enjoo. A aeromoça disse que não tinha então eu ofereci um Plasil…Passadas algumas horas de voo, o passageiro atras chamou a aeromoça e pediu um remedio para dor de cabeça, quando ela evidentemente falou que nao tinha…então ofereci um Ormigrem ou uma Neosaldina. Quando terminaram o serviço de bordo, o passageiro no meu lado me falou: não é por nada não, mas voce não tem ai um remedinho para azia? e lá tava eu dando uma magnésia bizurada…
Já teve um que levou um trumpicão ao entrar no avião e adivinhe quem tinha um Benzerol para ele tomar?
Tenho amigos que quando viajam comigo não levam nenhum remédio confiando na minha farmacinha…
Ja salvei gente tendo ataque cardiaco em avião, com aquele remedinho de por debaixo da lingua…
Não sou hipocondríaca, muito pelo contrário…minha farmacinha é somente prática, pois assim quando arrumo a mala, nao tenho que me preocupar em levar remédios básicos.


ESTATISTICAS

18 de junho de 2009
Deixe um comentário

Hoje no avião, me lembrei de um caso acontecido há muitos anos atrás…
Estava indo para Brasilia, quando sentou ao meu lado um amigo de infancia que nos encontramos no aeroporto.
Quando o avião levantou voo ele me pediu: Tania, será que voce segura na minha mão? eu espantada falei…o que esta havendo? Voce e eu estamos muito bem casados. que historia é esta? ele se desculpou e explicou: olha, eu estava naquele avião que tentaram jogar em cima do Sarney e acabou descendo em Goias, voce se lembra? eu disse: sim…Pois é…Depois daquele dia, tive que fazer sonoterapia e li tudo sobre estatisticas de acidentes que podia ver e segundo as estatísticas, a chance de acontecer comigo outro incidente aereo era zero num período de …. meses ou anos (não lembro mais…). Neste período viajei pra tudo quanto é lugar e nem liguei. So que o prazo venceu ontem e eu estou em pânico! ele coitado, suava que nem tampa de chaleira e eu fiquei entao segurando a sua mão. Quando o avião chegou em Brasilia tinha que descer e ele ia continuar viagem para o norte do país. Me desculpei e disse que agora ele tinha que arranjar outra pessoa para segurar a mão dele…
É isto mesmo…a cabeça da gente é uma caixinha que as vezes não temos controle…Eu adoro ler horoscopo…todo dia pela manhã ta lá eu consultando os astros…quando eles dizem que esta tudo bem, ótimo. Quando dizem que pode acontecer alguma coisa, passo o dia tensa ou entao procurando em outros astrais uma noticia menos ruim para compensar aquela que nao foi boa.


xuxa

16 de junho de 2009
Deixe um comentário

Estamos nos preparando para a realização da CEFERÊNCIA, que será o encontro de facilitadores da metodologia CEFE da América Latina, Central e Caribe, além da Africa portuguesa.
Serão 250 facilitadores de mais de 20 países que estarão reunidos durante a Feira Nacional de Artesanato para que, durante sete dias, possam discutir com os gurus do CEFE Mundial os caminhos da metodologia nos mais de 100 países onde é aplicada.
Como o idioma será o portugues e espanhol, me lembrei de um caso uma vez em Santa Catarian quando facilitadores de toda a América se reuniram para discutir desenvolvimento local.
Fui com o Marco Aurelio que na época trabalhava no Sebrae. Tinha uma consultora da GTZ que era de El Salvador que era a cara da Xuxa. O Marco Aurélio todo prosa, chegava perto dela e dizia: olha voce é a cara da Xuxa, olhar para voce é o mesmo que ver a Xuxa, menina…já te falaram que voce e a Xuxa são iguaizinhas? E cada vez que ele falava ela fechava a maior cara prá ele…e ele insistindo…até que, lá pelo terceiro dia do encontro alguém chega perto dele e disse: voce sabe o que quer dizer “xuxa” no espanhol da América Central? E ele…não!!!, então recebeu a resposta: Xuxa e perereca, breuba ou perseguida é a mesma coisa…
Neste dia aprendi uma série de curiosidades liguisticas…vestir a casaca…xuxa…caramujos…etc


DISSIMULAÇÃO…

13 de junho de 2009
1 Comentário

Sempre falo que meu maior defeito é minha maior qualidade (ou será que é o contrário: minha maior qualidade é o meu maior defeito!): sinceridade!
Fico boba como muitas pessoas são simuladas, falam uma coisa na frente e pelas costas falam outras…
E falar mal uns dos outros então…Na frente, morrem de amores…voce vê e jura que são amigos inseparáveis…quando viram as costas, metem o pau…
Eu não sou assim…por isto tenho uns poucos amigos sinceros e muitos conhecidos dissimulados. As vezes falam que sou muito dura, mas as pessoas confundem dureza com sinceridade. Se não estou gostando por que vou dar um sorriso falso e fingir que esta tudo bem? Lembram-se da poesia que publiquei?
“Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo, de início , minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama….
Amor –próprio”
Não gosto e não quero conviver com falsidades.
Já vi gente que para chamar a atenção, inventou dor na perna, esqueceu que perna era e começou mancar com a perna errada…
Já vi gente que borrou o olho com rímel preto para falar que estava com olheiras e muito mal…
Ja vi gente dizer que odiava uma pessoa e no final de semana saiam juntos…
Eu não sou assim…quando o ocorrido não interfere na minha vida ou a pessoa não é importante, simplesmente ignoro.


GOVERNANÇA NAS INSTITUIÇÕES DE MICROFINANÇAS

13 de junho de 2009
Deixe um comentário

A governança nas instituições de microfinanças é um assunto muito sério.
Não conseguindo pagar altos salários e tendo que reduzir ao máximo as despesas para assim conseguir pagar as contas e se possível ainda ter um pequeno superavit, as instituições de microfinanças sofrem.
Faz um ano e meio que o Banco do Povo descobriu um problema seríssimo de gestão de seus recursos. Para ter uma ideia do que houve, quando fechou-se o balanço de 2007, estávamos com um PL (patrimonio líquido) positivo de quase R$ 300 mil reais. Depois que descobrimos que o gerente geral e sua esposa, que controlavam o financeiro, manipulavam os dados para parecer que estava tudo bem, além de alguns beneficios privilegiados para o casal e após a auditoria, nosso PL foi para quase R$ 600 mil negativos.
Eram pessoas da total confiança do Conselho do Banco e formaram-se lá.
Para se ter a noção da seriedade da situação, a esposa estava grávida, foi mandada embora por justa causa, entrou na justiça, recorreu a todas as instâncias e perdeu todas.
O marido, esperto, saiu antes de que descobrissemos tudo.
O maior problema, estava no sistema. Hoje trocamos o sistema por um onde temos um controle maior e é totalmente impossivel uma pessoa manipular os dados e não ficar rastro da sua ação.
O sistema agora é ligado direto na contabilidade e auditoria e assim qualquer ação fora do costume fica alí registrada.
Quando tudo ocorreu, ligamos para diversas instituições de microcrédito para saber se já tinha ocorrido algo parecido e que providencias tinham tomado.
Qual nao foi o nosso espanto quando vimos que quase que na totalidade, todas já tinham passado por situação parecida.
Não sei como o Yunus faz em Bangladesh. Lá so tem sistema em Daka. No resto, nas aldeias é tudo registrado num caderninho todo sujo de terra vermelha.


TREINAMENTOS

10 de junho de 2009
Deixe um comentário

Gostaria de perguntar as pessoas se quando elas vão comprar sapato elas perguntam: olha se eu levar so um pé, voce faz mais barato?
Ou então, quando elas vão ao cabelereiro, perguntam quanto tempo leva para fazer uma escova e a resposta é, por exemplo 40 minutos. então elas dizem, tudo bem, mas quero que voce faça pra mim, mas em vinte minutos, ok, assim eu pago mais barato… ou somente uma mão…ou uma sombrancelha…etc etc etc…
Pois é…trabalhamos com treinamento. Quando planejamos um curso e determinamos uma carga horária, é porque temos a certeza de que a internalização dos ensinamentos tem que ser naquele tempo…
E semanalmente recebemos consultas de pessoas dizendo querer este ou aquele treinamento, mas ao invés de ser a carga horária de 80 horas, queriam que fosse de 40 “para ficar mais em conta”…
O que será que as pessoas pensam? Que colocamos horas a mais só para ter um faturamento maior? Será que elas entendem que num curso de 40 horas, quando deveria ser 80, elas terão somente a metade dos ensinamentos? Será que alguma delas já buscou uma faculdade e disse…tudo bem, o curso demora cinco anos, mas queria fazer em 3 anos, ok? Assim pago menos!
Nos não vendemos so um pé de sapato e nem fazemos meia escova…


BOBAGENS

9 de junho de 2009
Deixe um comentário

Voce que ficou sabendo que estou escrevendo um blog sobre minhas experiências e entrou e viu um monte de bobagens escrita…não pare por aí…procure a categorias “desenvolvimento local”, “mãos de Minas”, “amigos do artesanato” e um monte de outras categorias… vai encontrar uma série de informações sérias e que valem a pena serem seguidas.
Mas é que tem dia ou semanas…que a “coisa pega”… e aí, pra relaxar, ao inves de ficar xingando todo mundo, resolvo escreve somente “causos” ao invés de “causas”.
Me divirto muito com o que acontece na minha vida no dia a dia…
Hoje a noite então, sentei com meus filhos e minha nora e ficamos rindo horas com coisas que aconteceram no passado…
Acho que todo mundo é igual…Mas meu lado Polyana se recusa a ficar lamuriando, mas é “f”, quando você vê que ideal somente voce tem e que a maioria das pessoas que te cercam ou dizem que te ajudam, estão lá somente pelo salário que recebem no final do mes.
Ninguém no final do mes te pergunta: Tânia, voce tem dinheiro para pagar todo mundo? Ou: aquele projeto que não consegui viabilizar atrapalhou o financeiro?
Ou aquele projeto que negociei errado, impactou no resultado do mes?
Tudo que as pessoas fazem tem que passar para voce para revisão e quando voce se recusa e diz para elas que não vão revisar e que elas tem que ter responsabilidades, elas ficam ofendidas.
Tem pessoas que voce diz que se os projeto X ou Y não der certo voce vai acabar com eles, ao invés destas pessoas se juntarem a voce e dizerem: que que é isto…vamos conseguir superar, elas simplesmente te dizem…olha, como o projeto x não vai dar certo…arrumei outro emprego e estou saindo dia tal…
Fico muito cansada disto tudo…por isto as bobagens são os energéticos de minha vida…Alguém pode me dizer que já passou uma tarde rindo de puns? Eu posso…
Amanhã, com certeza vou ter um dia maravilhoso, pois esta noite ri horrores, tomando vinho, cercado de gente que tenho a certeza de que me ama e adora rir de puns…


O PUM….

9 de junho de 2009
2 Comentários

Quando viajo, adoro comprar bobagens…
Já comprei gelo em forma de coração, guitarra…
Já comprei peitinho para tomar cerveja em latinha…
Mas acho que o melhor que comprei foi O PUM…
É uma maquininha, com controle remoto que solta puns.. Nos mais variados tamanhos e sons.
Tem aquele mais recatado, tipo puiiiissss. Tem os escandalosos PRUUUUSSSTISSSUININ. Tem aqueles tipo voce não controla..pruuiiinn.
Usei diversas vezes, inclusive uma vez que coloquei numa cadeira de um funcionário que foi tão real que no final ele tinha certeza que estava passando mal e precisava ir para casa.
Outro dia, minha filha me pediu emprestado para levar lá no seu serviço. Como é um agência de publicidade eles evidentemente usaram da criatividade e fizeram horrores com a máquina de pum.
Primeiro fizeram o do praxe…colocavam na cadeira de alguém e a distância soltavam os diversos sons.
Até que resolveram inovar.
Teve diretor que ficou na porta do banheiro quando alguém entrava e do lado de fora soltava todos os sons e gritava: Fulano, pelo amor de Deus, sai do banheiro que estou passando mal…
Teve funcionário que ficou na recepção do prédio e quando alguém entrava no elevador, soltava os sons e virava para a pessoa que estava junto: Oh, desculpe, não estou bem…e lá vinha PRUUUISSSMMMFUIIIMMMM…
E o acompanhante tinha diversas reações…uns diziam…oh..não se preocupe…tudo bem…isto acontece (e enquanto a pessoa estava se desculpando, ele soltava mais…puiiiiimmmm, brusccssammmvzrtm…
Outros caiam na gargalhada e cada pum que soltava, não conseguiam parar de rir.
Deixaram no financeiro e quando alguém vinha trazer uma nota para cobrança, lá estavam os funcionários soltando puns no mais variados tamanhos e durações…e as reações continuavam diversas…uns desculpavam, outros caiam na gargalhada, outros tentavam despistar mas no final riam de dar dó…
Mas o melhor para mim, foi o da igreja evangélica, levaram pro culto e ninguém conseguia ficar sério e o pai da funcionária que é evangelica e pessoa super séria na comunidade empresarial mineira queria levar para a reunião da diretoria da Fiemg.
Espero que não levem…Robson e Olavinho…se alguém levar o pum para a reunião de voces, eu JURO, NÃO TENHO NADA A VER COM ISTO…


CONCORRENCIA NÃO!

7 de junho de 2009
Deixe um comentário

Me lembrei de outra brincadeira também de Tiradentes.
Duas amigas solteiras, resolveram alugar uma casa em Tiradentes para irem nos finais de semana. A casa ficou ótima, mas tinha um grande quintal no fundo e segundo elas estava tendo escorpião.
Disse então: olha, coloque algumas galinhas que elas vão comer os escorpiões…
E elas então em coro: CONCORRÊNCIA, NÃO!!!!
Até hoje uma delas brinca dizendo que não toma banho quente, pois tem medo de virar canja…


COMO CRIAR UM BOATO…

7 de junho de 2009
Deixe um comentário

Ontem me encontrei com uma amiga da Expocachaça e me lembrei de uns casos de Tiradentes.
Tinha ido a Tiradentes para trabalhar e depois ia ficar no final de semana, pois estava tendo o festival de cinema.
Meu marido e umas amigas iriam no dia seguinte e antes de sairem de Belo Horizonte elas ligaram para saber se estava precisando levar alguma coisa.
Brincando eu disse que não, que estava tudo perfeito, inclusive quando tinha ida a casa de Soninha, adivinhem quem abriu a porta? Valtinho (Valter Moreira Sales), estava lindo e descrevi: cabelos em desalinho, cuequinha de seda lilas com florzinhas rosas e uma camiseta velha que ele tinha pego na cadeira para abrir a porta.
Rimos muito e quando eles chegaram continuamos a falar sobre Valtinho com cabelos em desalinho…
Quando fomos para a praça para comer torresmo mal passado no bar do Celso, que é fantastico, estávamos numa mesa grande e toda hora um chegava e brincava com Soninha…”Quer dizer que Valdinho passou a noite lá? e nós em coro, pois é…lindo…cabelos em desalinho, cuequinha de seda lilás, etc etc etc.
Alguém escutou a nossa conversa e de repente, na porta da casa da Soninha tinha a maior peregrinação das pessoas na esperança de ver Valtinho…Tentamos desmentir e falar que era uma brincadeira, mas não adiantou…as pessoas achavam que estávamos escondendo Valtinho (e ele nem tinha ido a Tiradentes naquele festival!!!).
Passado alguns meses, Soninha vai a uma festa e alguém chega perto dela: Ola! Voce é a Soninha do Valtinho?


ROBERTO BRANT

4 de junho de 2009
Deixe um comentário

Roberto era candidato a Deputado e veio até nos pedir ajuda para divulgar o seu nome. Na epoca, ele fez uma carta que encaminhamos para todos os associados com algumas possibilidades de atendimento às necessidades dos artesãos.
Ele foi eleito e mais, foi nomeado Secretário da Fazenda do Governo de Minas Gerais. Coitado…não deixei ele em paz enquanto todas as nossas solicitações não fossem atendidas.
Não é que ele não iria cumprir suas promessas (que na sua maioria eram referentes à Fazenda), mas ele nunca pensou que teria que cumprir com tanta rapidez, rsrsrsrs.
Mas indiferente disto, ele sempre foi uma pessoa sensivel ao artesanato, artesão e nossas necessidades.
ele merece estar na categorias Amigos do Artesanato.


AMNESIA ALCÓLICA

2 de junho de 2009
Deixe um comentário

Queria ter amnesia alcólica…mas não tenho…Tenho amigos que tomam todas, aprontam e no dia seguinte não lembram de nada.
Eu não…quando excedo na bebida, fico numa alegria sem fim, apronto e no dia seguinte lembro de cada palavra que disse, cada bobagem que fiz.
Vivo marcando festas lá em casa, prometendo coisas que não quero fazer e no dia seguinte quando acordo me lembro de tudo.
Se já falo muito e tudo o que penso, quando bebo falo muito mais.
Lembro de um casamento de uma figura super chic e os convidados lógico que eram também super chics e a banda tocava super animada e a pista cheia de gente.
De repente começaram e tocar Sidney Magal – Sandra Rosa Madalena e um monte de chics começaram e deixar a pista e eu lá a toda altura: olha o preconceito gente! Voces todos estão com vontade de dançar e fica todo mundo fingindo que nunca cantou no banheiro Sandra Rosa Madalena!
Festa então…começo a convidar todo mundo para ir lá em casa no dia seguinte e quando acordo com aquela ressaca de dar dó, tenho vontade de morrer…
Na próxima encarnaçao vou ter amnésia alcolica. Parar de tomar umas…nem pensar…