Arquivo mensal: julho 2009

CRIANÇAS…

Falando de desengulir, me lembrei de alguns causos de termos de filhos e sobrinhos…
Quando nasceu a Fê, filha da Lolo, fui à escolinha pegar o Bruno para levá-lo ao hospital. No caminho, ele muito sério me perguntou: Tia, mãe quando nasce, nasce bebe, né? Eu disse: sim, igual a Fê, nasce pequenininha, cresce e depois vira mãe!, Então ele completou: É…senão barriga de vó estoura…
Eu tinha um atelier no São Pedro e para chegar lá era uma subida enorme…Tinha um fusquinha e toda vez que eu ia, xingava o tempo todo na subida. Um dia a Teca, minha filha estava comigo e disse: mãe, se você prestar atenção que toda subida ao contrário é descida, não xingava tanto…
Minha irmã conta um caso de umas amigas que estavam reunidas e enquanto uma outra não chegava, elas falavam de como esta amiga tinha pés de galinha…quando a amiga chegou, sentou -se à mesa e o filho da dona da casa não saia de debaixo da mesa. Quando a mãe perguntou: filho…o que esta fazendo aí? Ele respondeu: Ue mãe, vocês falaram que a tia….Tinha pés de galinha e eu não to vendo…
Faleceu um cunhado meu e na noite do velório, levei todos os sobrinhos para dormir lá em casa. No caminho, o Felipe foi perguntando como era velório, o que ia acontecer com o Tio, o que ia ser feito com o caixão quando tivesse debaixo da terra, o que acontecia com o corpo e a madeira do caixão, etc. etc. etc. Fui respondendo naturalmente…No final ele falou…poxa se vai ficar tudo debaixo da terra e virar pó, por que Tia Penha não pos nele uma roupinha mais velha…tinha que ser aquele terno chique!
Morava no 10o. andar de um prédio e naquela época só tinha a Catharina. Ela sempre foi muito falante e uma vez entrou no elevador o visinho do 9o. andar. Ela mais do que depressa perguntou: você tem piupiu? O visinho todo solicito disse, sim tenho 3 canarinhos lá em casa…O dia que você quiser, vá lá pra você ver…Ela na mesma hora levantou a saia, abaixou a calcinha e disse…é eu tenho perereca…
O elevador nunca demorou tanto para chegar…

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FERNANDO DINIZ

Fernando Diniz morreu anteontem…Gostava muito dele, pois foi muito importante em diversas epocas de minha vida. Tinha mais de vinte anos que o conheci. Meu marido trabalhou com ele e depois eu conheci a sua esposa – Marta Capistrano. Ela tinha uma loja na Savassi (me esqueci o nome) e eu fui lá ajudá-la na organização das contas. Lembro que quando peguei o livro caixa estava escrito em diversos lugares SDS, tanto na saída, quanto na entrada. quando fui perguntar o que era, ela me respondeu SO DEUS SABE! Tudo que eles achavam no caixa que não identificavam, lançavam SDS…Ela tinha duas sócias e uma delas era a Susy que morreu num acidente na estrada de Mariana.
Fiz muita lembrancinhas para os aniversários dos filhos de Marta e Fernando.
Depois Fernando foi para a política – trabalhou no Gabinete de Newton Cardoso e me ajudou na minha nomeação para o Conselho Estadual da Mulher. Se não tivesse sido nomeada e estivesse lá quando me informaram que iam acabar com o projeto Mãos de Minas (já falei sobre isto no meu blog) talvez hoje não estivesse aqui escrevendo estes causos e causas.
Gostava muito dele…nestes anos como deputado, o visitei algumas vezes na Câmara e a gente se encontrava muito no avião, indo ou vindo de Brasilia.
A ultima vez que o ví, foi no aeroporto. Ele falou que tinha parado de beber, mesmo socialmente, tinha parado de fumar e estava agora se dedicando mais ao esporte (ele saltava com cavalos)…
É a terceira pessoa que conheci que parou de beber e de fumar e hoje não esta mais aqui conosco…

INTIMIDADE…

Estava em Portugal e a Lau me contou um caso de um amigo que foi com ela para Paris e resolveram ir de metro do aeroporto para o Hotel.
Pegaram na hora do rush e o metro estava lotado…
Quando chegaram ao hotel o amigo comentou…noosaaa, este metro parisiense é uma intimidade!!!Rala um prá cá…rala outro prá lá…encosta um daqui…acomoda outro atras…encaixa outro na frente…nunca vi tanta intimidade na minha vida!

CORRUPTOS

So existem corruptos, porque existem corruptores.
Me lembrei de um caso na época do anões do orçamento (lembram-se daquele escandalo no Congresso há uns dez anos atrás) quando fui para Brasilia.
Peguei um taxi no aeroporto e fui direto para uma reunião que ia ter num Ministério. Adoro conversar com motorista de taxi, pois eles acabam nos dando o “termometro” da cidade.
Começamos a falar sobre os anões do orçamento e da robalheira que aconteceu naquela época. Ele estava fulo da vida, falando de honestidade do seu trabalho, que suava para ganhar seu dinheiro e aqueles corruptos ficavam a roubar o dinheiro do povo. E eu apoiando a conversa dele…Falamos como tudo estava caminhando para o caos, com esta falta de honestidade generalizada…
Quando cheguei no Ministério, paguei para ele e pedi a notinha…Foi aí que ele me perguntou:
A SENHORA QUER UMA NOTA DE QUANTO???
Quando eu respondi que “era do valor que estava pagando a ele pela corrida”, ele retrucou: a senhora é muito boba! Sempre dou nota maior!
Todo mundo acha que corrupto é o outro…não vê que a corrupção começa nas pequenas coisas…

INDIOS E O EMPREENDEDORISMO

Amanhã começamos um grande projeto aqui no Centro Cape.
Estaremos trabalhando com os kaxinawas – uma etnia do norte do pais no desenvolvimento de competências empreendedoras.
Sempre tive muita vontade, mas também muito receio de trabalhar empreendedorismo com os indios. Meu relacionamento com eles tem sido de grande respeito, principalmente por causa do desconhecimento que sei que tenho da sua cultura, mas incentivado por amigos que trabalham com as comunidades indígenas, resolvemos assumir o desafio.
Esta semana, tres membros da comunidades estiveram aqui para nos ajudar no planejamento…Depois conto como as coisas se desenrolaram…
Lembro bem, meu primeiro contato com os txicão, do médio Xingu, que em 1990 estiveram na Feira Nacional montando uma aldeia indigena que tinha uma grande oca, casa de guerra e espaço de produção. Começou com eles que não conversavam comigo por ser mulher…assim, tudo eu falava com o representante da Funai que falava com eles…que respondiam para o representante, que assim me transmitia.
Mas, resumindo, no final eles estavam querendo falar comigo e aí eu resolvi pirraçar…falei, ok, querem falar comigo? So se for na Casa de Guerra (e na Casa de Guerra, mulher não pode entrar) e eles diziam que lá NNAAAOOO. Falei, então não falo! Acabou que eles se reuniram e dicidiram que eu podia entrar lá…Na realidade eles queriam que eu fosse ao Xingu para ajudá-los a fazer uma associação, tipo Mãos de Minas, so que de indios…Quando perguntei como chegava lá e eles me falaram: vai até Brasilia (pensei, mole…pego um avião), depois pega um onibus até Canarana (pensei…até que dá. andar de onibus não vai matar ninguém…), depois pega um toyota até a beira do rio…8 horas (pensei…já ta virando Indiana Jones) e depois pega um barco…18 horas até a aldeia…Na mesma hora falei: to fora! Sou uma mulher urbana…gosto mesmo é de transito, poluição, pivete…não vou de jeito nenhum. Aí a Claudinha e o Baerenz foram me representando…
Lá aconteceu um lance muito engraçado. Resolveram fazer um jogo de futebol em homenagem aos dois. Apesar deles ficarem nus na aldeia, resolveram colocar um calção, pois o Baerenz ia filmar…No meio do jogo, o juiz resolve dar cartão vermelho para o filho do cacique. A mãe do cacique (avó do jogador expulso…) sai do meio da torcida, totalmente pelada, com um porrete na mão e cobre o juiz de paulada! Como era a mãe do cacique ninguém fez nada e o Baerenz ria tanto que mais da metade da filmagem se perdeu…