EU JURO, by Tânia Machado

FUNDAÇÃO AMERICANA

25 de agosto de 2015
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No meio a tantas noticias ruins, temos uma boa…
Estamos criando nos EUA uma fundação para apoiar o artesão brasileiro nas exportações.
A criação de uma fundação ou empresa sem fins lucrativos nos EUA é bem diferente do que no Brasil. O processo demora cerca de dois anos.
Voce tem que preencher um formulário de quase 50 páginas com questionamentos de sua intenção, tem que chamar um conselho deliberativo formado por cidadãos americanos e brasileiros que tem o poder de realmente decidir. No final do ano, o saldo em conta da entidade tem que ser zerado, ou seja, os grants recebidos se não gastos voltam ao governo.
O seu planejamento financeiro tem que ser detalhado ao máximo e não pode ser mudado ou adequado com o “jeitinho brasileiro”. Não adianta colocar “participar de feiras”. Voce tem que dizer que feiras, quando, qual é a área e o que vai pagar. Se no meio do caminho decidir fazer alguma mudança esta tem que ser aprovada pelo Conselho e autorizada por um juiz…
Pode parecer complicado, mas e muito simples…basta seguir as regras…e aí voce tem acesso a uma série de doações tanto publicas quanto privadas, pois o cidadão americano sabe com certeza de que seu dinheiro aplicado é realmente usado nos objetivos que se propôs.

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RESPOSTA A ARNALDO HONORATO

25 de agosto de 2015
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Desculpe discordar de voce, mas o Deputado Rogério Correia sempre que pode, tenta desvalorizar a minha pessoa (uma vez precisei de um atestado de funcionamento que acabou chegando no Gabinete do Deputado e a carta foi emitida – quando ele soube que era para o Centro Cape, mandou recolher e rasgar o documento). Enquanto era pessoal, deixei sempre passar pra lá, mas quando as suas palavras de que “Tânia Machado é uma pessoa da direita e não deve ser apoiada” acabaram atingindo um segmento que nos sempre trabalhamos (nos atendemos gratuitamente mais de 1.000 pessoas por ano) tive que colocar publico os seus comentários e a consequencia deles.
Quanto a questão da emenda, voce esta mal informado. No orçamento de 2015 foi “esquecido” de colocar os R$ 500 mil e quando arrumei um jeito de recuperar pelo menos parte dos recursos, em virtude dos comentários de Rogério Correia, não consegui finalizar os acordos.
Agora esta nas mãos do Dep. conseguir que a Economia Solidária participe da Feira Nacional e se ele é tão proximo, tenho a certeza de que vai encontrar uma solução.


RECADO A ECONOMIA SOLIDÁRIA

12 de agosto de 2015
1 Comentário

Lamento informar que ontem recebi um recado de forma informal de que a emenda orçamentária que o ex deputado Almir Paraca tinha prometido dedicar a Feira Nacional deste ano não será cumprida.
Isto por influência do atual deputado Rogério Correia que disse ao Paraca que não deveria apoiar “Tania Machado” pois ela é uma pessoa da direita!
É lamentável a forma míope do atual deputado Rogério Correia de ver que quando não apoia a Feira Nacional, centenas de participantes da Economia Solidária não terão oportunidade de estar lá, pois a participação deles depende diretamente de patrocinios e apoios para cobrir os custos da Feira e aí podermos disponibilizar áreas em troca dos patrocinios.
A Feira Nacional é apartidária e, por exemplo, na seleção dos 100 artesãos que participam do Meu Primeiro Evento, nunca foi perguntado qual era a sua opção política.A Feira é um evento de Minas Gerais para o mundo e com certeza tem lá muitos eleitores até de Rogério Correia.
Quanto a eu ser de “direita”, esclareço ao Deputado que não. Na ultima eleição meus votos foram 2 para o PSDB – evidente Aecio e Anastasia e 3 para o PT, Nilmário, André Quintão e Pimentel.
Não acredito em partidos – acredito em pessoas. Uma coisa posso afirmar, no Dep. Rogério Correia não votaria nunca e doravante faço questão de dizer as pessoas que me perguntam em quem eu votaria, dizer – quem eu vou votar é secreto, mas com certeza não votaria em Rogério Correia que prejudicou milhares de pessoas com sua visão destorcida.
Então meus amigos da Economia Solidária – vão pedir a Rogério Correia apoio para participar da Feira Nacional, pois o que eu tinha, ele tomou.


TEXTO BOM É PRA DIVULGAR!

9 de agosto de 2015
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Outro dia eu li uma excelente reportagem da New Yorker sobre a chanceler alemã Angela Merkel, onde o jornalista buscava entender as razões para o seu sucesso – chega a ser chamada de “mutti” (mãe) pelos alemães – num país que tomou aversão por cultos à personalidade.

E desde a sua juventude até o atual período como comandante da nação, uma característica é sempre presente: a monotonia. Sim, Angela Merkel é uma mulher comum, uma pessoa “sem graça”, no entanto é justamente isso que faz seu sucesso, porque as pessoas podem saber o que esperar dela e a enxergam como uma delas.

Em 1991, o fotógrafo Herlinde Koelbl começou uma série de fotografias chamada “Traços do Poder” onde retratava políticos alemães e observava como mudavam ao longo de uma década. O fotógrafo conta que homens como o ex-chanceler Gerhard Schröder ou o ex-ministro das relações exteriores Joschka Fischer pareciam cada vez mais tomados pela vaidade, enquanto Merkel, com seus modos desajeitados, não passava nenhuma idéia de vaidade, mas de um poder crescente que vinha de dentro.

A vaidade é subjetiva enquanto a ausência desta é objetiva, daí que Merkel é tão eficiente enquanto outros políticos parecem se perder nas liturgias e rapapés do poder.

Essa normalidade é vista em vários outros países – ainda que exista a vaidade, que é de cada pessoa – como no caso de deputados suecos que moram numa espécie de república tal qual a de estudantes e lavam e passam a própria roupa.

Certa vez, vi uma reportagem de um jornal britânico analisando uma foto do primeiro-ministro David Cameron lavando a louça na cozinha. A reportagem não se espantava com o fato do primeiro-ministro lavar a própria louça, já que Tony Blair fazia o mesmo e Margaret Thatcher cozinhava para o marido, mas observava uma tábua de cortar carne com a expressão “calma, querida” num canto.

A própria Angela Merkel mora no mesmo apartamento de sempre com o marido e a única mudança que houve em relação ao seu tempo fora do poder é a presença de um guarda na porta do prédio. Eles compram entradas para assistir ópera com o próprio cartão de crédito e entram no teatro junto com todos, sem nenhum esquema especial.

Daí partimos para o Brasil, onde um simples governador de estado possui jatinhos, helicópteros, ajudantes de ordem e comitivas com batedores de moto que param o trânsito para que ele passe. Pessoas que vivem em palácios, como se ainda fosse alguma corte real. Empregadas, arrumadeiras, garçons, equipes de cozinheiros, serviço de quarto, motoristas, inúmeros seguranças, esquemas especiais para entrar ou sair de algum lugar.

Essa é a diferença: a normalidade do poder, a noção de que um servidor público é apenas um servidor público, seja um escriturário ou o presidente/primeiro-ministro da nação. Eles continuam sendo homens e mulheres, maridos e esposas, pagadores de impostos, trabalhadores e cidadãos.
Cidadania é isso.
por Marcus Vinicius Motta