EU JURO, by Tânia Machado

REFLEXÕES – PARTICIPAR DE UM GRANDE EVENTO

31 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Quando era gestora da Mãos de Minas, me lembro muito bem dos aprendizados que tive com a participação na Gift Fair em São Paulo.

Primeiro era a compra do espaço. Não lembro na época, mas hoje o m2 de chão da Gift está mais do que R$ 700,00. Então, como usávamos uns 30m2, pagar o correspondente a R$ 21.000,00 à vista era totalmente impossível.

Mas pagar R$ 2.100,00 por mês em dez meses até que dava.

Então, terminava uma feira já comprávamos a outra.

Outra questão era a própria Gift. Os resultados nem sempre eram bons financeiramente. O evento era ruim? Não…é um dos melhores eventos profissionais que existem no Brasil. Então porque não tínhamos bons resultados? Eram nossos produtos…Tem feira boa para um produto X, mas não é boa para um produto Y. Mudávamos os produtos a cada evento, mas não conseguíamos acertar. Erramos até quando aguentamos, e depois desistimos.

Na Gift, o cliente quer focar e como nosso stand era coletivo, ou seja, levávamos produtos de mais de 30 artesãos, o cliente desistia de entrar e comprar.

Tem muito artesão individual que vai a Gift e dá certo. É que eles tem foco e vendem somente um tipo segmentado de produto e não como nos que misturávamos moveis, bijouterias, adornos, iluminação, etc.

Hoje temos muito mais cuidado para participar de um evento (hoje só participamos praticamente dos internacionais). Visitamos antes para ver os produtos, analisamos o perfil dos clientes, conversamos com os expositores e olhamos se não existe produto similar ao nosso e se existe qual é o preço vendido.

Agora o pagamento continua o mesmo…Pobre é assim. Aguenta pagar uma prestação, mas não consegue pagar à vista um grande investimento.

Anúncios

Publicado em Uncategorized

REFLEXÕES – QUANTO CUSTA A VENDA PARA O LOJISTA?

30 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Já escutei um monte de gente dizer: Poxa cara, vendi um produto para um lojista por R$ 100,00 e passei na loja dele e ele está vendendo por R$ 250,00 – uma exploração!

Meu primeiro pensamento sempre é: olha ele te comprou? Ele te pagou? Então o produto é dele e ele pode fazer o que quiser…dar…quebrar…doar…jogar no lixo…e até vender por R$ 1.000,00!

Então, junto de paciência e começo a explicar. Vamos lá.

– imposto…mesmo que ele seja SIMPLES, tem pelo menos 6% de imposto sobre o faturamento

– cartão de crédito…hoje dificilmente uma pessoa compra em dinheiro. O cartão leva 3,8%, o lojista so recebe com 30 dias e lá vão mais 2% do custo do dinheiro.

– comissão de vendedor – isto varia de 5% a 10%, dependendo da loja.

– custo administrativos – aluguel, contador, pessoal do financeiro, salário fixo do vendedor…isto leva do lojista uns 15%.

– embalagem, fretes e material  de divulgação (site, face, instagram…), lá vão mais uns 7%

– custo do produto – 40%

Somando tudo, são 83,8% de despesas na venda de um produto.

Se tudo der certo, ele vender todos os seus produtos em 30 dias, não ficar nada pra trás, ele tem um ganho de R$ 40,50 na venda que é muito justo, afinal ele é uma empresa com fins lucrativos. Sem fins lucrativos somos nós do Centro Cape e Mãos de Minas.

Agora se o produto demorar 60,90,120 dias para vender, coloque mais 2% ao mês de capital de giro e se ele bobear, não fizer uma liquidação e vender rápido, vai ficar no prejuízo.

Então, pare de se preocupar quanto o lojista “ganha”! Se você deu um preço justo para você, ele te comprou e pagou direitinho…esquece.


Publicado em Uncategorized

REFLEXOS – ENSINANDO E APRENDENDO – CACIQUE MONGONGA

28 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

…Era Feira Nacional – ainda no Minas Centro, quando passando pelo stand dos indios, vi que todo mundo estava agachado no fundo do stand e cheio de varal na frente com centenas de colares dependurados e era evidente que ninguém entrava no stand e os indios estavam super mal humorados.

Na época, o Cacique Mongongá que liderava o grupo. Chamei o Cacique e fui com ele dar uma volta no pavilhão e fui mostrando para ele os stands…veja aquele ali, ta cheio de gente, por que? Veja que as pessoas estão rindo, o stand é aberto e convidativo para as pessoas entrarem…Agora, veja aquele outro…o pessoal ta de cara fechada, o stand esta todo truncado com produtos que dificultam a entrada das pessoas…E assim fui, mostrando para ele um monte de stand com exemplos positivos e exemplos negativos. Então disse a ele – compare os stands que vimos com o seu e veja que decisão voces tem que tomar.

No ano seguinte, quando passei em frente do stand dos Pataxos, estva tudo super arrumado, os indios com pintura corporal recebendo os visitantes com um sorriso nos lábios. Fiquei super feliz deles terem aprendido a lição. No dia seguinte, passando de novo em frente ao stand, vi um monte de produto novo. Chamei o Cacique e disse, que bom, cada dia voces colocam novos produtos né? Ele me falou – “não – estes produtos estavam aqui ontem, so que em outro lugar…Voce me ensinou a observar e ví que as pessoas vem mais de uma vez à Feira, mas passam sempre pelo mesmo lugar, ou seja, quem vem da esquerda, no dia seguinte volta pela esquerda…Então, todo dia trocamos todos os produtos de lugar para que as pessoas – assim como voce, achem que temos novidades todos os dias…” Esta foi uma grande lição que aprendi com o Cacique Mongongá. Hoje, quando vou a um evento, todos os dias eu troco os produtos de lugar…os de tras vem pra frente, troco de lado, faço uma reviravolta…e vale a pena!


Publicado em Uncategorized

REFLEXÕES – PARCERIA COM LOJISTAS

27 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Hoje a crise está em todas as portas.

Como o cliente compra pouco, o lojista compra pouco do artesão, que por sua vez vende pouco e fica com as prateleiras em seu atelier cheia de produtos.

Como o lojista também está com as prateleiras mais vazias, o cliente quando chega acaba não vendo aquele produto artesanal que está lá sozinho num canto de prateleira.

Por que não fazer parceria com os lojistas conhecidos e que morem na sua cidade?

Ofereça a ele produtos em consignação. Tire da sua prateleira e coloque na prateleira dele, pois assim a chance de vender são maiores.

Peça a ele para reservar um local na sua loja para você levar os produtos. Sente com ele, façam juntos a seleção do que você pode fornecer, decidam um preço, se você coloca um e ele acrescenta um percentual ou se você já coloca o preço final e paga a ele uma comissão (lembrando que ele tem despesas com cartão de crédito, embalagem, comissão de vendedores, etc).

Acorde com ele como será o pagamento, se semanal, mensal ou outro e como você fará a reposição dos produtos.

Acorde com ele, se você precisar dos produtos que estão lá como fará para busca-los (você não pode simplesmente invadir a loja e deixar um buraco…lembrem-se: são parceiros).

Agora lembre sempre que estão fazendo uma parceria. Visite-o semanalmente para ver o que precisa ser reposto, troque o que não esta vendendo, leve novidades caso tenha.

Assim, você tira a poeira de seus produtos e dá uma chance que alguém os compre.

Você pode fazer também esta parceria com lojistas fora da sua cidade, mas isto tem um complicador que é o frete de ida e volta e as visitas de reposição. Mas nada e impossível…Basta usar de bom senso e criatividade.


Publicado em Uncategorized

REFLEXÕES – CAPACITAR – INVESTIMENTO OU DESPESA?

26 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Quantas vezes um artesão já não perdeu um bom negocio pois não teve agilidade bastante para negociar com o cliente um preço de venda por não saber exatamente o quanto poderia abrir não na negociação.

Me lembro muito bem de uma artesã do Vale do Jequitinhonha que fazia colchas e vendia, se não me engano por R$ 100,00. Perguntei para ela como tinha chegado neste preço e ela disse que como conseguia vender 3 colchas por mês e precisava de R$ 150,00 para viver ela vendia por R$ 100,00, pois a matéria prima custava R$ 50,00.

Perguntei então, quanto tempo gastava para fazer 3 colchas e ela me informou que eram 5 dias.

Então se em 5 dias ela fazia 3, em 30 dias faria 12 (considerando o descanso no final de semana).

Se ela baixasse o preço da colcha para R$ 80,00, ela venderia 12 por mês e teria um ganho liquido de R$ 360,00 ao invés dos R$ 150,00 que ganhava na época.

Ela depois de muito pensar, acabou concordando com o raciocínio.

Quantas vezes isto não acontece na vida dos artesãos? Chega alguém e diz que quer 30% de desconto. A primeira reação do artesão é dizer NÃO! Mas ele não pensa que tem um monte de horas ociosas no mês que se ocupasse delas, mesmo com o desconto, teria um ganho muito maior e com uma venda garantida.

Agora, se ele tivesse um controle da gestão da sua oficina, com certeza teria na ponta do lápis esta informação para dar ao cliente uma resposta rápida.


Publicado em Uncategorized

GANGORRA

24 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Meu blog esta igual a mudança do Centro Cape…vai e volta…

Passo meses sem escrever e quando volto juro que vou escrever todo dia, escrevo uns cinco dias seguido e depois abandono.

De forma que estou aqui de novo, jurando que volto escrever todos os dias, mas so o tempo dirá!!!!!

 


Publicado em Uncategorized

PREVIDENCIA

3 de janeiro de 2017
Deixe um comentário

Recebi uma mensagem no Whatsapp que a princípio achei que estava errada, mas fiz as contas e não é que estava certo?

Se uma pessoa recolhendo ao INSS R$ 189,00 por 35 anos (20% do salário mínimo) e se aplicarmos o rendimento da poupança 0,68%am sobre o valor recolhido, teremos ao final de 35 anos R$ 447.634,00.

Considerando as estatísticas de que esta pessoa depois de aposentada vai viver 15 anos, recebendo um salário mínimo (R$ 945,00), ela vai receber do Estado R$ 170.100,00 ficando um saldo a favor do estado de R$ 277.634,00.

Tudo bem que este saldo servirá para custear também a saúde…mas será que custa tanto assim?

Agora,  fiz as contas de quem recolhe sobre 10 salários mínimos (que é o teto) e não consegue aposentar com R$ 9450,00 – sendo que, se não me engano, o máximo não chega a R$ 6.000,00, aí o saldo é  seguinte – recolhimento + poupança – R$ 4 milhões quatrocentos e setenta e sete mil – Pagamento de uma aposentadoria de R$ 6 mil por 15 anos – R$ 1.701.000,00 – saldo a favor do governo – R$ 3.397.343,00.

Então esta historia de que tem mais aposentado do que na ativa e a tendencia é crescer, não engulo não, pois cada aposentado para ter direito a receber sua aposentadoria fez no governo uma poupança compulsória que dá com folga para pagar o seu salário por 15 anos.

Pra mim o que esta faltando é competência e gestão!

 

 

 

 


Publicado em Uncategorized