EU JURO, by Tânia Machado

ERA UMA VEZ – A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP III – O BLOQUEIO

27 de fevereiro de 2018
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Em 20 de junho de 2011, a Apex aportou a primeira parcela para a Abexa no valor de R$ 2.5 milhões, para fazer frente as despesas com os eventos na Europa e EUA até o mês de fevereiro.

Naquela data, o único que tinha o projeto individual aprovado pela Apex era o Centro Cape e a Fazer Brasil já tinha enviado a carta pedindo exclusão, por não ter conseguido fechar a sua prestação de contas individual com a Apex (e isto era regra, para poder participar dos eventos promovidos pela Abexa, tinha que ter tido as suas contas individuais anteriores aprovadas pela Apex).

Posteriormente a Artest e Ica apresentaram suas cartas de aprovação.

Começamos então a buscar orçamentos, fechar montagens, verificar os materiais de divulgação, fazer o planejamento de prospecção, pesquisa, enfim, tudo o que estava previsto no planejamento e naquele momento, somente  o Centro Cape, a Artest e o Ica estavam aptos e já nos preparávamos para buscar a adesão de novos associados.

Estava tudo transcorrendo normalmente quando então no dia 29 de outubro de 2011, quando fomos fazer a conciliação bancária do dia anterior nos deparamos com um bloqueio de R$ 922.630,41.

A primeira ideia era de que havia um erro do banco, pois a Abexa não tinha nenhuma justificativa para receber um bloqueio desta ordem.

Fomos então buscar a informação do que tinha acontecido…

Aí ficamos sabendo que a Fazer Brasil, alguns anos antes tinha feito um acordo com uma empresa chamada DIM impor e Export para uma ação em Paris e não tinha cumprido o acordo (segundo o processo) e inclusive ficamos sabendo também que o motivo dela não ter tido as contas aprovadas na Apex foi porque um dos repasses da Apex para a Fazer Brasil (quando ela tinha seu projeto individual) havia sido boqueado por conta desta ação.

Nos estranhou muito a Apex não ter nos informado deste fato e ter permitido que a Fazer Brasil participasse inicialmente da Abexa, sabendo que suas contas não seriam aprovadas e ela posteriormente teria que se afastar por força do estatuto.

Mas continuávamos sem entender o porque  bloquear recursos de uma entidade que não tinha nada a ver com a Fazer Brasil!!!

A alegação do boqueio era de que a Abexa tinha sido criada para ser “laranja” da Fazer Brasil e assim pagar indiretamente as suas despesas!!!

Como isto seria possível se nenhum dos associados recebia nenhum recurso da Apex? Quem recebia era a Abexa para fazer frente a promoção comercial do artesanato brasileiro que era aberto a qualquer um que quisesse se associar e participar!

Colocamos toda a documentação financeira da Abexa a disposição da justiça para que ela visse e certificasse que de junho a outubro,  a Fazer Brasil não se beneficiou em nada da Abexa, não participou de nenhum evento promovido pela Abexa e nem existia projeção de sua participação, já que não fazia mais parte dos quadros sociais.

Lógico, com a certeza de que a justiça iria ser justa, entramos com embargos para segurar os recursos e se possível retorna-lo para a Abexa.

PROXIMO CAPITULO – as mentiras e direcionamento feitos pelos advogados da DIM e como um grande jurista presta um depoimento totalmente descabido e incoerente com a Lei.

 

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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP II – A UNIÃO DOS PROJETOS

19 de fevereiro de 2018
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Em 2010, a Apex informou aos quatro projetos existentes que não haveria mais projetos pulverizados, mas somente um projeto nacional, onde os quatro projetos seriam apoiados e outros poderiam entrar.

Foi um grande susto, pois afinal as instituições nem se conheciam. O Centro Cape e ICA até que tinham alguma afinidade, pois nos encontrávamos em eventos do artesanato que aconteciam pelo Brasil promovidos pelos Sebrae´s ou mesmo pelas nossas próprias entidades.

Mas a Fazer Brasil e Artest, conhecíamos só de nome, pois como dissemos, nos seus projetos individuais as entidades eram totalmente autônomas, e gerenciavam individualmente seus programas e ações e ninguém sabia o que acontecia com as outras.

A Apex então propos pagar por um planejamento estratégico de forma que as entidades pudessem se entender e assim formar uma entidade comum.

Foram meses de discussões, muitas vezes muito pesadas, até porque o Centro Cape e ICA realmente eram entidades sem fins lucrativos e seus dirigentes não recebiam nem um centavo por suas ações, ao contrário como ficamos sabendo no desenrolar das discussões, da Fazer Brasil e Artest onde o programa de exportação eram negócios próprios, apesar de serem Organizações Não Governamentais.

Até o Centro Cape e ICA, apesar de serem ONG´s, tínhamos divergências pelas nossas diferentes forma de trabalhar. O Centro Cape contra o paternalismo, com uma visão empresarial e o ICA ao contrário, com uma visão protetora.

Mais, não tínhamos outra opção, a não ser atender a Apex, pois ou nos uníamos, ou os convênios estariam encerrados no ano de 2011, quando cada um estivesse finalizando o seu convenio individual, e realizado a sua prestação de contas.

As gestões que antes eram de cada entidade para gerir os seus recursos, agora seriam compartilhadas. Não haveria mais participação individual, mas sim coletiva, onde os espaços nos eventos, por exemplo, seriam da Abexa e seus associados se quisessem poderiam aderir ou não.

O mesmo valia para os materiais de divulgação, os projeto vendedor e comprador, as ações de prospecção, onde o que se fizesse valeria para todos.

Os mercados também, não poderiam mais ser exclusivos de ninguém. O Ica bem que poderia atender a um artesão de Minas Gerais, assim como o Centro Cape um do Paraná e qualquer entidade brasileira poderia se associar

Quem decidiria através de que entidade ele iria participar de uma ação, era o próprio artesão.

Depois de muita discussão, chegou-se a criação da ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato, no dia 10 de dezembro de 2010, cujo lançamento foi feito na sede da Apex em Brasilia. Como o Centro Cape tinha escritório em Brasilia, oferecemos o espaço de uma sala para ser ocupada pela Abexa.

Como todas as entidades ainda estavam finalizando seus projetos originais, o convenio da ABEXA com a APEX, somente viria a ser assinado em maio de 2011 e mesmo assim, as entidades que o criaram, somente poderiam se beneficiar das ações que seriam promovidas pela ABEXA, caso seus projetos individuais fossem aprovados pela APEX.

Não haveria mais pagamentos individuais para os associados e sim ações promovidas pela ABEXA onde a participação de cada um seria livre, inclusive para os novos associados que aderissem.

A ABEXA fechou então que no segundo semestre de 2011, iria participar da Tendence em Frankfurt, Maison Object em Paris, New York Now, Fancy Food, Bryant Park em New York.

As entidades que quisessem participar destes eventos, deveriam apresentar a prestação de contas de seus antigos projetos individuais, aprovada pela Apex.

O Centro Cape, foi o primeiro que apresentou, seguido pelo ICA e Artest. A Fazer Brasil, apresentou uma carta de demissão da ABEXA, informando que sua prestação de contas não tinha sido aprovada e conforme constava no estatuto da Abexa, o associado nesta condição deveria se afastar da entidade, podendo só retornar caso mudasse a condição de inadimplência com a Apex.

Naquela data, do pedido de afastamento, a Apex nem tinha feito o primeiro aporte que somente aconteceriam e final de junho de 2011.

O cargo da Fazer Brasil na direção da Abexa ficou vago, até porque com somente três associados, não havia como ocupa-lo com outro membro e então decidimos que na Assembleia Geral marcada para dezembro daquele ano, com possivelmente novos associados, iríamos ocupa-lo com os novos membros, além do que uma Assembleia Geral tinha um custo muito elevado, já que estaríamos falando de deslocamentos do Ceará, Minas e Paraná para Brasilia.

PROXIMO CAPITULO: O BLOQUEIO DOS RECURSOS NA ABEXA.


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ERA UMA VEZ – A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP I – 2004

18 de fevereiro de 2018
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Em 2004, a apex decidiu que iria começar a apoiar o artesão brasileiro para a exportação de Artesanato.

O primeiro projeto a ser apoiado foi o Centro Cape, que depois foi seguido pelo Sindicato dos Artesãos do Ceará (depois substituÍdo pelo ICA (instituto Cearense do Artesanato), teve um projeto de Pernambuco (que não lembro o nome), um do Rio de Janeiro (se não me engano liderado pela Firjan), seguido depois pela Fazer Brasil de São Paulo, Artest do Paraná e talvez outras pequenas ações pontuais, que sei que ocorreram, mas não lembro os nomes.

Passado os anos, sobraram somente o Instituto Centro Cape, A Fazer Brasil de São Paulo, o ICA do Ceará, e a Artest do Paraná.

As instituições faziam, individualmente, cada um com o seu projeto, ações de prospecção e vendas principalmente na Europa e nos EUA (este ultimo somente com o Centro Cape).

As instituições eram autônomas, e mesmo com a participação nos mesmos eventos (Maison Object – Paris, Ambiente e Tendence – Frankfurt, Intergift e Bijoutex – Madri), iam de forma separada, cada um com o seu stand e às vezes até em pavilhões diferentes.

Em comum, faziam rodadas de negócio no Brasil, lideradas pelo ICA e Centro Cape.

Nos EUA somente o Centro Cape atuava, participando de mais de 9 eventos anualmente (Gift Fair, ICFF, Acessories, Arte Expo, Fancy Food, Las Vegas Show, Hotel, Motel and Restaurant, Bryant Park), fora um show room que montamos na 34th com 5a., em frente ao Empire State, além de um Centro de Distribuição em Passaic – New Jersey, numa parceria com uma empresa americana chamada Worldwide (que mantemos ate hoje)

Aos trancos e barrancos, através do “aprender fazendo”, iam cada uma a seu modo, tentando conquistar o mercado internacional.

Isto, foi acontecendo até 2009, quando inclusive os projetos não atendiam artesão so de seu estado, mas englobavam outros, de acordo com o perfil dos eventos.

PROXIMO CAPÍTULO – A união das entidades por ordem da APEX.


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Mãos de Minas X Tânia Machado

18 de fevereiro de 2018
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Tenho tentando de todas as formas desvincular meu nome da Mãos de Minas, mas volta e meia lá esta alguem falando algo da Mãos de Minas e vinculando meu nome como se fosse o presente.

Sei que fui muito importante para o fortalecimento do projeto, mas a cronologia é a seguinte

1983 – ajudei a criar o programa de governo Mãos de Minas

1987 – ajudei a criar a associação Mãos de Minas

De 1987 a 1997 – fiquei à frente da Mãos de Minas como presidente

de 1997 a 2007 – FIQUEI TOTALMENTE FORA DA MÃOS DE MINAS

2007 a 2013 – Como a Mãos de Minas estava com um problema na Prefeitura, voltei para tentar ajudar e com o apoio do Dr. José Bicalho – então secretario de Finanças da Prefeitura e vereadora Luzia Ferreira, conseguimos resolver o problema em 2011 e então esperei acabar meu mandato em outubro de 2013 e então aí definitivamente.

2013 – SAI DEFINITIVAMENTE DA MÃOS DE MINAS

Quando saí, perdoei mais de R$ 1 milhão que a Mãos de Minas devia ao Centro Cape de alugueis, iptu, Unimed de funcionários, segurança, limpeza, material de escritório, telefone e outras despesas que a Mãos de Minas não conseguia pagar.

Deixei também um patrimonio de R$ 120 mil reais e uma dívida de longo prazo com o Banco do Brasil de R$ 353 mil reais. Ou seja, um passivo de R$ 233 mil e uma dívida com o Centro Cape ZERO. Na época tinham tambem 1257 associados.

Para facilitar a gestão financeira, o valor do aluguel do prédio e despesas rateadas que eles, antes pagavam 1/2 das despesas, fui reduzindo e hoje eles pagam R$ 2000 de aluguel, não pagam IPTU, segurança, limpeza e pagam hoje também as despesas diretas com a Unimed e horas que usam do TI. Ou seja, de uma despesas de mais de R$ 40 mil, em 2013, foi reduzida para menos do que R$ 5.000.

Não tenho a minima noção do que hoje acontece na Mãos de Minas, mas sei que eles com apertos financeiros, haja visto as cartas de cobrança que recebo do Banco do Brasil, em virtude do atraso deles no pagamento do empréstimo, que nestes 5 anos, pegaram mais R$ 300 mil.

A Feira Nacional de Artesanato, desde o ano de 2002 é gerida pelo Centro Cape, de acordo com a proposta que tudo que não fosse exclusivo dos associados, o Centro Cape é que ia gerir.

Agradeço àqueles que tentam me homenagear, vinculando meu nome à Mãos de Minas, mas pediria que entendessem que nestes 35 anos do inicio da Mãos de Minas até hoje, acho que já dediquei a minha parte. Agora é com eles.

 

 

 

 

 

 


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ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO

4 de fevereiro de 2018
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Nos próximos meses estarei escrevendo o ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO…uma novela sobre a situação atual de nossos tribunais e suas influencias sobre os resultados dos julgamentos, de acordo com os interesses pessoais…

Sinopse da obra

Comeca em 2005, quando quatro entidades de apoio ao artesanato brasileiro, decidem fazer um convenio cada uma, com uma estatal brasileira para exportar artesanato brasileiro para a Europa e EUA.

No meio do processo – em 2010, a estatal obriga as quatro instituições a se unirem mas não avisa que uma delas tem sérios problemas com a justiça.

Por causa deste processo as entidades sofrem um bloqueio financeiro de algo que não tinham nada com isto.

No processo, renomados juristas dao pareceres totalmente contra a legislação, diligencias financeiras documentais são feitas sem a verificação de documentos in loco, o processo vai para um superior tribunal, e manipulado para que um ministro se afaste e um ex ministro, parente dos interessados ao processo influencie os ex colegas de forma que se reverta toda uma situação numa forma inédita nunca ocorrida em desrespeito a uma tal de sumula 7.

Não sei quantos capítulos terão esta novela…mas ela sera contada com cada detalhe para que vocês possam no final avaliar a justiça neste pais…

Nao percam os proximos capitulos…

 


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