EU JURO, by Tânia Machado

ERA UMA VEZ…A SAGA DO ARTESANATO BRASILEIRO – CAP II – A UNIÃO DOS PROJETOS | 19 de fevereiro de 2018


Em 2010, a Apex informou aos quatro projetos existentes que não haveria mais projetos pulverizados, mas somente um projeto nacional, onde os quatro projetos seriam apoiados e outros poderiam entrar.

Foi um grande susto, pois afinal as instituições nem se conheciam. O Centro Cape e ICA até que tinham alguma afinidade, pois nos encontrávamos em eventos do artesanato que aconteciam pelo Brasil promovidos pelos Sebrae´s ou mesmo pelas nossas próprias entidades.

Mas a Fazer Brasil e Artest, conhecíamos só de nome, pois como dissemos, nos seus projetos individuais as entidades eram totalmente autônomas, e gerenciavam individualmente seus programas e ações e ninguém sabia o que acontecia com as outras.

A Apex então propos pagar por um planejamento estratégico de forma que as entidades pudessem se entender e assim formar uma entidade comum.

Foram meses de discussões, muitas vezes muito pesadas, até porque o Centro Cape e ICA realmente eram entidades sem fins lucrativos e seus dirigentes não recebiam nem um centavo por suas ações, ao contrário como ficamos sabendo no desenrolar das discussões, da Fazer Brasil e Artest onde o programa de exportação eram negócios próprios, apesar de serem Organizações Não Governamentais.

Até o Centro Cape e ICA, apesar de serem ONG´s, tínhamos divergências pelas nossas diferentes forma de trabalhar. O Centro Cape contra o paternalismo, com uma visão empresarial e o ICA ao contrário, com uma visão protetora.

Mais, não tínhamos outra opção, a não ser atender a Apex, pois ou nos uníamos, ou os convênios estariam encerrados no ano de 2011, quando cada um estivesse finalizando o seu convenio individual, e realizado a sua prestação de contas.

As gestões que antes eram de cada entidade para gerir os seus recursos, agora seriam compartilhadas. Não haveria mais participação individual, mas sim coletiva, onde os espaços nos eventos, por exemplo, seriam da Abexa e seus associados se quisessem poderiam aderir ou não.

O mesmo valia para os materiais de divulgação, os projeto vendedor e comprador, as ações de prospecção, onde o que se fizesse valeria para todos.

Os mercados também, não poderiam mais ser exclusivos de ninguém. O Ica bem que poderia atender a um artesão de Minas Gerais, assim como o Centro Cape um do Paraná e qualquer entidade brasileira poderia se associar

Quem decidiria através de que entidade ele iria participar de uma ação, era o próprio artesão.

Depois de muita discussão, chegou-se a criação da ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato, no dia 10 de dezembro de 2010, cujo lançamento foi feito na sede da Apex em Brasilia. Como o Centro Cape tinha escritório em Brasilia, oferecemos o espaço de uma sala para ser ocupada pela Abexa.

Como todas as entidades ainda estavam finalizando seus projetos originais, o convenio da ABEXA com a APEX, somente viria a ser assinado em maio de 2011 e mesmo assim, as entidades que o criaram, somente poderiam se beneficiar das ações que seriam promovidas pela ABEXA, caso seus projetos individuais fossem aprovados pela APEX.

Não haveria mais pagamentos individuais para os associados e sim ações promovidas pela ABEXA onde a participação de cada um seria livre, inclusive para os novos associados que aderissem.

A ABEXA fechou então que no segundo semestre de 2011, iria participar da Tendence em Frankfurt, Maison Object em Paris, New York Now, Fancy Food, Bryant Park em New York.

As entidades que quisessem participar destes eventos, deveriam apresentar a prestação de contas de seus antigos projetos individuais, aprovada pela Apex.

O Centro Cape, foi o primeiro que apresentou, seguido pelo ICA e Artest. A Fazer Brasil, apresentou uma carta de demissão da ABEXA, informando que sua prestação de contas não tinha sido aprovada e conforme constava no estatuto da Abexa, o associado nesta condição deveria se afastar da entidade, podendo só retornar caso mudasse a condição de inadimplência com a Apex.

Naquela data, do pedido de afastamento, a Apex nem tinha feito o primeiro aporte que somente aconteceriam e final de junho de 2011.

O cargo da Fazer Brasil na direção da Abexa ficou vago, até porque com somente três associados, não havia como ocupa-lo com outro membro e então decidimos que na Assembleia Geral marcada para dezembro daquele ano, com possivelmente novos associados, iríamos ocupa-lo com os novos membros, além do que uma Assembleia Geral tinha um custo muito elevado, já que estaríamos falando de deslocamentos do Ceará, Minas e Paraná para Brasilia.

PROXIMO CAPITULO: O BLOQUEIO DOS RECURSOS NA ABEXA.

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