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Mahamudo Amurane

Mahamudo veio a primeira vez ao Brasil em 1991, quando tinha 18 anos num grupo de Moçambique que veio participar no Centro Cape do Treinamento de Treinadores na metodologia CEFE.

Era um menino humilde, simples, chegando até a ser ingênuo.

Anos depois, voltou ao Brasil para fazer o curso de economia na PUC, quando então o Centro Cape forneceu a ele uma bolsa de estudos e conseguia alguns bicos para que ele melhorasse a sua renda.

Voltou para Moçambique e de tempos em tempos recebia noticias dele.

Em 2014, apareceu por aqui e informou que era o Prefeito da cidade de Nampula (o terceiro maior município de Moçambique). Trocamos algumas informações, consegui algumas reuniões para ele, fora as que ele mesmo já havia conseguido.

Neste tempos, voltou a Belo Horizonte mais algumas vezes, quando assinamos um convenio de Cooperação Técnica para ajudá-lo nas questões do artesanato na sua região. Uma vez veio com a família, esposa e filhos…

Conversávamos muito e ele me falava da sua luta contra a corrupção no seu pais e de como estava enfrentando os grandes e a cultura do roubo por parte de alguns governantes. Falava com ele que me preocupava, pois ele poderia ser morto por aqueles que estava desafiando. Ele informava que sabia disto, mas não ia arrefecer…

Semana passada Mahamudo foi morto com três tiros a queima roupa em Nampula…

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PAULINHO BRANT

Conheci Paulinho nos anos 70 quando dávamos aula de alfabetização de adultos no Colégio Maristas (Dom Silverio) à noite. Éramos umas 30 pessoas que de 19:00 às 22:00 horas estávamos lá toda noite. Isto se transformou num grupo forte que mesmo depois de casados com filhos e netos, e às vezes sem nos encontrar por meses e anos, quando nos revemos parece que foi ontem o ultimo encontro.

Na sua trajetória profissional, Paulinho sempre estava disposto a ajudar. Foi assim quando esteve no Bemge, No BDMG e no Governo.

No governo tem um caso que nunca me esqueço. Era os anos 80, não sei se ele estava na Prefeitura ou Governo Estadual e a Mão de Minas tinha acabado de ser criada como associação. Paulinho me falou que era para dar uma olhada na Av. Raja Gabaglia que iria ser urbanizada e eu poderia reivindicar a doação de um lote e fazer um centro de distribuição de artesanato. Fiquei brava com ele! Pois eu na minha visão míope e complexo de pobre, disse que “so porque é artesanato quer colocar no meio da favela!!!” não quis levar a conversa adiante.

Hoje, toda vez que passo na Raja Gabaglia, vejo como ele teve a visão que eu não tive. Ele enxergou que aquele seria um dos espaço mais nobres da cidade e eu não e quando ofereceu ajuda, não era para menosprezar, muito ao contrário, ele estava valorizando…

Quando li há alguns meses que ele seria candidato a Prefeito fiquei super animada, pois ele tem a visão de empresário e a alma de artista, coisa difícil de se achar hoje em dia.

TONHO

Neste momento o veterinário do Tonho esta fazendo eutanásia.

Tonho é um labrador, o cachorro mais doce que conheci e tive na minha vida. Pretão – 80 kg de singeleza indescritível.

Nunca rosnou pra ninguém, nunca latiu pra ninguém (so de manhã cedo que ele queria compartilhar o café da manhã com os funcionários do Centro Cape para ganhar pão).

Ele vivia na cobertura do prédio do Centro Cape, há 14 anos, mas estava com displasia, próstata aumentada, e arrumou um cancer na garganta que não tinha solução.

Ontem, totalmente prostrado, deitado, sem conseguir nem abanar o rabo, ele uivava de dor, até que tomou morfina e ai se acalmou e dormiu.

Ficamos com ele a tarde toda e de noite voltamos a clinica para nos despedir. O Eduardo (veterinário dele) ainda tinha esperança que ele reagisse, mas não aconteceu…

Vá com Deus Tonho – te amo demais.

quinha…

Meus filhos resolveram me dar um novo apelido…quinha…de caduquinha…
Adorei, pois louca tem muita gente me chama e eu sempre digo…sou sim, mas tomo remedio controlado todo dia…e o fato de ser tida como doida, louca, etc me permite fazer muita coisa em nome da minha loucura…
Mas acho que caduquinha ‘e melhor…afinal, quem ‘e caduco nao sabe o que esta fazendo…e assim…me aguardem…

MISTURADO

Não tenho netos biologicos…

Mas tenho um monte de netos…

O primeiro é o Billy meu poodle que tem 12 anos

Depois vem Alfredo, minha tartaruga que pensei que era “ele” e descobri outro dia que era “ela” pois botou ovo.

Depois vem o Tonho, que tem 7 ou 8 anos, nao tenho certeza;.

Depois deste vem os filhos de amigos e sobrinhos: Pedro Henrique, Lucas, Flora, Julia, Mateus, Pedro, Murilo…

A Flora tem umas saidas que adoro…outro dia ela virou pra mãe dela de falou…mãe…fulano é misturado né? A Mãe nao entendeu e perguntou…misturado como?: ela respondeu: ele é meio menina e meio menimo…

Rsrsrsr…aí arrumei uma palavra politicamente correta quando quero me referir a alguém gay, veado ou outro nome que falam por ai…

Fulano e ou Fulana e misturado… adorei…Até porque tenho um monte de de casal do mesmo sexo amigos…uns tenho intimidade para falar livrementw e outros nao tenho…agora já sei o que fazer…

PIT

Pit tinha o maior carinho com o Bruno. Aliás eu tenho sorte de so ter cachorro meio diferente…veja o Tonho hoje.
Um dia foi um macho para cruzar com ela e ele teve a ousadia de tentar atacar o Bruno…Ela jogou o Bruno debaixo dela e atacava o cachorro e ao mesmo tempo lambia o Bruno para ele se acalmar…
PIT era mesmo diferente…um dia estava brincando com ela de bola e na disputa eu passei minha mão dentro da boca dela e um dente fez um grande corte na minha mão…ela não teve culpa nenhuma, foi um acidente numa brincadeira. Mas quando ela viu aquele monte de sangue saindo a cachorra chorava tanto, que eu nem tive tempo de sentir dor…
Todo dia de manhã, quando ela via movimento na casa, ela começava a latir. Um dia acordei e não vi movimento da PIT. Fui até o quintal e ela estava lá com a boca aberta olhando pra mim…quando fui ver, dentro da boca dela tinha um filhotinho de pardal que tinha caido e ela estava lá com ele dentro da boca, mantendo-o quentinho, ou sei lá o que se passou na cabeça dela. Quando tirei o pardal e o coloquei em cima do muro, ela ficou lá até que outros pardais o acudissem.

BRUNO

Bruno era o coelho que convivia pacificamente com a PIT que era uma pastor alemão.
Vivia solto pela casa e quintal.
De vez em quando ele fugia e algum visinho o achava e trazia.
Um dia, uma visinha que morava ao lado bateu campainha lá em casa e disse: OLHA DA PROXIMA VEZ EU VOU DEIXAR ELE SER ATROPELADO…
É que o Bruno, apesar de mansinho, não gostava que pegasse ele na rua…voce tinha que chamar e ele te acompanhava.
Acontece que a visinha achou o Bruno quase que na esquina de rio Verde com Pihum-i e começou a chama-lo. Vamos Bruno…vamos pra casa…O Bruno dava tres saltos e parava…E ela continuava…Bruno, vamos, estou com pressa… e lá ia Bruno…dois pulos e parava…E assim foi até chegar lá em casa que era no meio do quarteirão…
Mas com esta cena…parou onibus…parou carro…juntou gente e todo mundo torcendo…uns para a pirraça do Bruno e outros para a tentiva da visinha de leva-lo.