EU JURO, by Tânia Machado

ufa!!!

12 de janeiro de 2012
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Tinha prometido que não ia falar coisas ruins no meu blog, mas acho que não vai dar…
Nos que dependemos de patrocinios para sobreviver e realizar nossos projetos temos que aguentar cada uma que vou te contar…
Meu sonho (e acho que de alguns milhões de pessoas, rsrsrs) é ganhar na mega sena…Se ganhar 30% vou doar para o Centro Cape para ver se tenho paz para tocar meus projetos sem depender de terceiros.
Tem cada exigência que as pessoas que tem o “poder da caneta” fazem que vou te cntar…
Voce dobra as contrapartidas, faz muito mais do que prometeu, mas são insaciaveis…
A Feira Nacional encerrou há quase dois meses e ainda estou lutando para que patrocinadores paguem os seus valores.


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SÃO FRANCISCO

1 de janeiro de 2011
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Faço coleção de Sao Francisco há alguns anos…
Devo ter uns 100 de todas as materias primas, todos os tamanhos, uns lindos, outros feios, mas faz parte…
Este ano a Feira Nacional terá como tema o São Francisco – o rio e o santo…
Nunca tinha estudado profundamente sobre os dois…
Se amava São Francisco – o santo, agora amo mais ainda…
Voces sabiam que São Francisco foi o maior “galinha”, até os 24 anos?
Pois é…todas as festas de embalo que aconteciam em Assis – Italia ele tava dentro…
Era milionário…depois começou a ter algumas visões e resolveu dar uma guinada na sua vida e viver da pobreza e servir aos outros…
Voces sabiam que São Francisco quem fez o primeiro presépio e iniciou este costume que temos até hoje?
Acho que vai ser super interessante contar um pouco da história dele que pouca gente conhece.
Agora, quando ao Rio São Francisco, tenho achado coisas interessantes e tenho estudado sobre a transposição escutando os dois lados – os a favor e os contra…Por enquanto os contra estão ganhando…
Deixa eu acabar a pesquisa que informo, os dois lados.


MEU PRIMEIRO EVENTO

11 de maio de 2010
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Temos há dois anos na Feira Nacional de Artesanato um espaço denominado MEU PRIMEIRO EVENTO.

É uma área de 4m2 que era cedida para aquele pessoal de baixo IDH e que nunca participou da Feira Nacional.

Se ele tivessem que comprar a área teriam que pagar R$ 1.460,00, quantia esta praticamente impossivel para quem esta começando…

Como sempre acreditamos que todo mundo pode colaborar um pouco, então eles pagam 10% sobre o que venderem.

Ai, cria-se uma situação absurda! Quando vamos cobrar no final do dia, tem gente que tem a cara de pau de dizer que não vendeu nada! Ai fica, eles mentindo…a gente sabendo que eles estão mentindo…eles sabendo que a gente sabe que eles estão mentindo…enfim, uma hipocrisia sem fundamento.

Então este ano decidimos que no MEU PRIMEIRO EVENTO, nao vai haver gratuidade…Quem for participar vai pagar uma taxa simbólica fixa de R$ 300,00…Assim, se em 6 dias, não vender o correspondente a R$ 500,00/dia, não vale a pena voltar no ano seguinte e nos também paramos de passar raiva de ver aquele monte de gente sonegando…


PESQUISA DA VOX POPULI – 2005 / 2009

9 de abril de 2010
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Esta pesquisa é contratada pelo Centro Cape, desde o ano de 2005, com a intenção de medir o impacto do segmento artesanal na economia brasileira.
Ela trabalha com o universo de artesãos que comparecem à Feira Nacional de Artesanato (somente são entrevistados os artesãos – gerentes, coordenadores, apoiadores, vendedores, não são considerados na pesquisa).
Os número apresentados, vem se repetindo ano a ano, e confirmando uma série de tendências que nos mostra que estamos no caminho correto.
• Vejam que, o universo artesanal continua sendo predominantemente feminino, com 74% dos entrevistados.
• A idade média esta acima dos 40 anos
• 41% tem o ensino médio e 39% superior, somente 19% tem até a 8ª. Série
• Artigos utilitários continuam sendo a maior opção de produção, vindo os de decoração em segundo lugar.
• Agora, super interessante é onde adquirem a matéria prima, pois se considerarmos que no Brasil existem 8,5 milhões de artesãos, que tem um faturamento médio de um salário mínimo, chegamos a um faturamento bruto nacional de R$ 52 bilhões/ano.
Segundo a pesquisa, 47% do custo é matéria prima, teremos a significativa quantia de R$ 24 bilhões que o segmento artesanal adquire da indústria por ano. Textil vem em primeiro lugar com 15% deste bolo (R$ 3,6 bilhões), material para acabamento em segundo com 14% (R$ 3,4 bilhões), metais em terceiro com 10,5% (R$ 2,5 bilhões).
• De 2008 para 2009, o artesão aumentou o seu faturamento em quase 30%. Isto demonstra o quanto esta preocupado com custos e organização da produção, já que o custo de matéria prima de 2008 para 2009 reduziu de 59% para 47%.
• O artesão continua empregando em média 5 pessoas, se compararmos 2008 com 2009, sendo que a maioria são parentes.
• Um número não muito favorável, foi que houve uma diminuição de artesãos que exportam em 10% (em 2008 eram 23% e 2009 reduziram para 13%). Isto, apesar de não ter sido sentido na Mãos de Minas, pode ser um reflexo nacional da crise do final de 2008 que impactou em 2009. O valor exportado por artesão, continuou o mesmo.
• O artesão associado a alguma instituição fatura menos do que um artesão individual, com exceção do associado à Mãos de Minas que tem um faturamento superior aos outros.

A pesquisa na integra, estará publicada no site do Centro Cape (www.centrocape.org.br)a partir de 12 de abril. Se voce quiser receber uma cópia, pode nos pedir que enviaremos via internet (2MB).


LATINIDADE

21 de março de 2010
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Latinidade…
Este é o mote da Feira Nacional de Artesanato deste ano…
Ufa!!! me livrei de um boa…
Em 2007, o Embaixador da Argentina nos procurou e pediu que fizéssemos uma feira em homenagem aos 200 anos de libertação da Argentina…
Disse a ele que nos ano seguinte (2008) seria o Japão, de forma que não poderia e em 2009 seria o Brasil, por ser 20 anos de feira…
Ele disse então…não tem problema, pois os 200 anos de libertação serão em 2010 e aí a gente faz a homenagem…
Falei então que estava ok e nem lembrei que 2010 era ano de Copa do Mundo…
Quando cai na real fiquei na maior saia justa…
Imagina a cena: ano de Copa do Mundo…ou o Brasil bate na Argentina ou a Argentina bate no Brasil e nos homenageamos a Argentina…
Ia ser um caos…
Graças a Deus o Embaixador nunca mais me procurou…
Mas gostamos de tema Latinidade…assim vamos homenagear os 21 países da América Latina.


STANDS 10%

16 de dezembro de 2009
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Todos sabem que na Feira Nacional distribuimos mais de 100 stands para pessoas e projetos que teriam dificuldade de participar. Dentre eles, estão projetos sociais que todo ano ganham stands e tem aqueles (+- uns 100) que por nunca terem participado da feira tem a chance de entrarem no risco, pagando 10% sobre as vendas. Estes entram uma vez e não podem voltar gratuitamente, so comprando stand.
Este ano, quando lançamos a venda para 2010, levamos a listagem dos stands com 10% e anotado o percentual de quanto cada um tinha declarado de venda nos tres primeiros dias da feira.
Tem gente que é cara de pau! Umas cinco ou seis pessoas ficaram na fila para comprar stands de até 9m2 (que custa cerca de R$ 3,000,00) e no pagamento dos 10% tinham declarado ter vendido nos tres dias R$ 30,00, R$ 50,00 ou R$ 100,00.
Quando negamos vender para elas o stand, elas se assustaram e informamos: olha nosso papel é defender o artesão! e para isto temos às vezes de protege-lo de entrar numa enrascada. Esta feira não é para voce e não podemos permitir que voce assuma uma despesa de R$ 3.000,00 quando voce so vendeu isto nos ultimos dias.
Eles ficavam na maior falta de graça pois não podiam questionar os números que eles mesmo haviam apresentado!


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XX FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO – CARBONO ZERO

1 de dezembro de 2009
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Desde 2006, a Feira Nacional de Artesanato trabalha com o RESIDUO ZERO.
Ou seja, tudo o que é usado na Feira é reaproveitado…
Os banners viram sacolas
O carpete vira bolsa
As latinhas, garrafas pet, pratos e copos, são doados a catadores de papel
A cenografia é doada as escolas de samba de BH, os tecidos viram lencois e assim por diante.
So jogamos fora o pó…
Este ano resolvemos encarar o CARBONO ZERO, ou seja, medir o que emitimos de carbono e plantar árvores para neutralizar.
Contratamos uma empresa de São Paulo, credenciada pela SOS Mata Atlantica e esta chegou a conclusão que a Feira emitia 33 toneladas de carbono…pensei…to “fu”. Vou ter que plantar uma Amazonia.
Não é que segundo os cálculos deles, precisávamos plantar somente 132 árvores…
Aí quando começei a comentar com as outras pessoas, teve gente que falou “poxa, voce roubou nas contas…este número é insignificante.
Começei até a ficar frustrada, pois eu achei que eram milhares de árvores…
Ai, meu amigo e Conselheiro do Centro Cape, Mário Mantovani – Diretor de SOS Mata Atlantica falou: Tânia é justamente isto! As pessoas tem a sensação que tem que fazer muito e aí não fazem nada…divulgue e mostre que se cada um fizer um pouquinho, nossos netos e bisnetos terão uma chance maior de sobrevivência.
Assim, consegui com o IEF 132 mudas…fizemos alguns banners informando o que era e entregamos para o Governador Aecio Neves uma muda que ele vai plantar nas Mangabeiras e disse que doravante vai determinar que todo evento do Expominas, seja CARBONO ZERO.
Para finalizar, estamos ganhando um certificado de KYOTO, informando que a XXI FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO FOI O PRIMEIRO EVENTO BRASILEIRO CARBONO ZERO.
O Mario Mantovani esta apresentando o nosso case agora em Kopenhagen de como o artesanato em Minas Gerais tem um visão de futuro muito maior do que muitos empresários brasileiros…


Historico da feira Nacional

30 de setembro de 2009
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Este ano estamos fazendo vinte anos de Feira Nacional e lançando o Salão do Artesanato.
Fico lembrando a primeira feira em 1989 que loucura que foi…
Primeiro eu via a Unilar e achava que as coisas aconteciam naturalmente…Via aquelas filas enormes das pessoas para entrarem no Minas Centro, pagando… e achava que se eu fizesse uma feira ia ser assim também…Acho engraçado, pois vejo outras pessoas hoje, pensando igual eu pensava…As pessoas veem a FNA com aquela multidão e lançam também um feira achando que vai ser igual…Não é bem assim. Um evento para “pegar”, demora alguns anos.
Mas voltando a 1989, a gente pagou passagem, hospedagem e alimentação para todos os expositores de fora…eles tinham que dar de contrapartida 10% sobre as vendas. Foi uma sonegação geral…Ninguém pagava e sonegava até quando eu ia comprar…me falavam na maior cara de pau. Olha não vou emitir a notinha não tá? Assim eu não pago os 10%.
A gente tinha um computador que teoricamente era para controlar as vendas…ele ficava fazendo aquele barulhinho da impressora o tempo todo: prrrriiiissspriiiisssspriiiisss, mas era so barulho. Não conseguíamos ter controle de nada…
Nossa mídia, além a que o Ives Alves da Globo deu de graça, eram umas faixas na rua que a gente olhava encantada achando simplesmente o máximo…Rádio, Out door, bus door, folhetos? Que bobagem…servem pra quê?
Fizemos 100.000 ingressos, pois se a Unilar tinha 100.000 visitantes, porque não a Feira Nacional…RSRSRSRS…não vendeu nem 5.000 (lembro que cheguei a cogitar com a Policia Militar apoio para recolher o dinheiro da bilheteria, pois pelos nossos cálculos ia ser muito).
Agora buscando o histórico das feiras passadas, temos fotos de todas – menos da 1a. Feira Nacional… nem pensavamos que íamos precisar futuramente…
Serviço médico? Neeeiiimm! Secretaria de Atendimento????Prá quê? Segurança? Tínhamos se não me engano uns tres homens…hoje trabalhamos com mais de 80. Placa na frente do Minascentro? Pra quê? todo mundo sabe onde é????
Hoje vejo o quanto a gente foi corajosa e irresponsável ao mesmo tempo…Ainda bem que Deus, Buda, Oxossi, Ala, e tantos outros poderosos do universo estavam conosco para que sobrevivessemos e hoje estivessemos comemorando vinte anos de feira!


CARBONO ZERO

12 de setembro de 2009
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Na XX Feira Nacional de Artesanato neste ano, vamos estar tentando trabalhar o Carbono Zero.
Para isto estaremos distribuindo 20.000 mudas de árvores.
Conversando com o pessoal da SOS Mata Atlantica – projetos Redes das Aguas e Florestas do Futuro, eles me instruiram que ao invés de “dar” as mudas para as pessoas, nos é que deveríamos plantar as árvores em locais pre determinados. Vamos ver como fazer…mas o importante é a conscientização do carbono que geramos e precisamos compensar…
Vejam lá…são 180.000 pessoas…destas, pelo menos 8.000 vem de fora do Estado, 15.000 fora de Belo Horizonte…muitas vem de avião…muitas de onibus…muitas de carro…temos um ar condicionado que gasta nem sei quanto de Kw/hora…são numeros que assustam…
Já temos o resíduo zero com o reaproveitamento dos carpetes, banners, papelão, plásticos, madeiras e tecidos.
Agora so fica faltando os copinhos de plástico que ainda não encontramos a solução.
Se alguem souber o que fazemos com 200.000 copos de plástico leitoso e transparentes, estamos aceitando sugestões…


ROGERIO SENA

28 de junho de 2009
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Vi hoje com muito orgulho, a reportagem com o Rogério Sena no caderno Cultura do Estado de Minas, informando que ele ganhou o prêmio maior em Piracicaba de artista primitivo.
Rogério começou suas primeiras exposições na Feira Nacional de Artesanato, se não me engano de 1999 ou 2000.
Ele apresentava seus trabalhos através do Centro Arthur Bispo e sempre tive o maior respeito por ele, apesar de muitos o olharem como doido ou louco, por ele já ter sido internado muitas vezes.
Ele sempre disse que gostava muito do Centro Cape e Mãos de Minas, pois lá todos o tratavam como uma pessoa normal e não como um doido. Eu brinco sempre com ele, pois muitas pessoas às vezes também me taxam como doida e louca e eu digo que nos, loucos, somos muito mais sinceros e despojados. quando alguém me diz: Tânia, voce é muito doida! Eu respondo, sim…mas não se preocupe, que tomo remédio controlado todo os dias…
So fico muito brava com ele, quando ele chega “cachaçado”. Se noto que tomou cachaça, me recuso a conversar com ele…ele pede desculpas e fala que tinha bebido “so um pouquinho”.
A lógica deles me encanta…na Feira Nacional, quando o pessoal da saude mental chega (normalmente, hoje apoiamos uns cinco ou seis movimentos com stands gratuítos), os seguranças das roletas já sabem que não podem recolher os convites, pois quando tentam fazer, todos respondem: não, não vou dar este convite, pois ele é meu…foi dona Tânia que me deu…Não é obvio? Se dei o convite para ele, por que o segurança tem que pegar!
Agora, a reportagem fala muito de preconceito…e achei engraçado foi o marchant que o descobriu “num evento no Minascentro…”. Poxa senhor marchant! poderia ter dito, na Feira Nacional de Artesanato no Minascentro! Tem muita gente ligada a arte que tem vergonha de dizer que frequenta feira de artesanato, pois poderá parecer que não esta indo nos melhores salões de cultura…Olha, a Feira Nacional de Artesanato já propiciou que centenas de artistas tipo o Rogério tivessem a possibilidade de serem descobertos no mercado das artes. Veja o caso da Nene Cavalcanti da Paraiba. A primeira feira que ela participou, parecia um bicho do mato! No ano passado fiquei impressionada com os cuidados que ela tem agora com sua pessoa, depois que descoberta a beleza de suas peças, hoje ela tem produtos espalhados pelo cinco continentes…
Leonardo Bueno é outro caso que começou num pedacinho de chão em 2004 e hoje é artista renomado e de respeito.
Parabens Rogério, voce merece! E continue a ser esta pessoa sensivel e observadora que voce sempre foi.


GPS

13 de maio de 2009
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Na proxima Feira Nacional de Artesanato vamos contratar empresas que aluguem chips para localização das pessoas pelo GPS.
O número de idosos que vão na feira é cada vez é maior…A gente gosta muito disto, até porque minha mãe quando era viva (ela faleceu no ano passado com 92 anos) adoraaaavvvaaaa a feira.
Ela ia pelo menos umas três vezes.
Assim a feira é visitada por idosos com 90/95 anos, acompanhadas de suas filhas que tem 70/75 anos e pelas netas com 50/55 anos e bisnetos com 20/35 anos e as vezes até tataranetos com 0 a 5 anos.
Assim, de repente chega na Secretaria uma senhora de 75 anos pedindo para anunciar que perdeu sua mãe de 95 anos. Anunciamos, achamos a mãe e fica tudo feliz.
Passa uma hora, chega a mãe, com 95 anos pedindo para anunciar que perdeu a filha que tem Alzheimer e tem 75 anos. Como avisar para uma pessoa que tem Alzheimer que tem alguém procurando por ela??? Alguém me diz?
Tudo bem…depois de muita procura, achamos a filha…passa um tempo, vem a neta com a bisneta e a tataraneta falando que perdeu a avo e a bisavo e que a bisavo tem falhas na memoria…
É uma verdadeira loucura ficar achando naqueles 47.000 m2, às vezes com 25.000 pessoas uma bisavo, uma avo, uma mãe, enfim a familia toda.
Pensamos então em criar um novo serviço…todo mundo acima de 70 anos receberá um chip…assim vai ficar muito mais fácil achar as pessoas.


INDIO DA BUNDA BOA

5 de maio de 2009
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Hoje, continuando a pesquisa das fotos das feiras que aconteceram nos últimos 19 anos me deparei com as fotos do Towe da nação FUMIO que esta conosco na feira há mais de 10 anos.
Quando ele começou a expor, pintava todo seu corpo de vermelho e ficava praticamente com a bunda de fora. Era um pedaço de homem e fazia o maior sucesso entre as mulheres.
Durante as feiras, recebíamos centenas de telefonemas de mulheres que ligavam perguntando: O Indio da bunda boa veio este ano? Quando respondíamos sim, elas logo queriam saber onde ele estava para chegarem ao Minascentro ou Expominas direto para vê-lo.
Tinha algumas que nem despistavam e iam logo convidando-o para irem para suas casas… Se ele aceitou algum convite, não sabemos…
FEIRA ARTESANATO


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FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO (II)

30 de março de 2009
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Há muitos anos atrás, quando a Feira Nacional ainda acontecia no Minascentro, precisava de ajuda para pagar o aluguel do espaço.

Fiz então 15 cartas, igualzinhas e fui para a ante sala do Governador na época e começei a pedir a todas as pessoas que estavam com audiência marcada que se fariam a gentileza de entregar minha carta a ele.

Entreguei para 12 (doze) pessoas e fiquei lá de plantão. No final da tarde, o Governador mandou me chamar e quando entrei na sala dele, ví 11 (onze) cartas espalhadas em cima da sua mesa.

Ele então me disse: Tânia, qual que voce quer que eu atenda? Eu disse: escolhe uma Governador e rasgue as outras 10 (dez)…

Até hoje, sou curiosa de saber quem foi a pessoa que entrou no gabinete do Governador e NÃO entregou a minha carta!


FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO (I)

30 de março de 2009
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Estou começando agora a elaborar os projetos de patrocinio da XX Feira Nacional de Artesanato. Acho muito engraçado como a maioria das pessoas enxerga a feira.

Muita gente acha que a Feira rende a maior grana para o Centro Cape e Mãos de Minas. Muito pelo contrário. Na maioria das vezes temos que complementar com recursos próprios, tirados so Deus sabe de onde para acabar de pagar as contas.

A feira custa normalmente cerca de R$ 4 milhões de reais. Com a venda de stand conseguimos arrecadar entre R$ 1,6 e R$ 1,7 milhões. R$ 200 mil entram com a bilheteria. O resto temos que lutar para conseguir de patrocinio.

Ta bem que poderíamos fazer uma feira somente com stands, sem nenhum glamour ou a preocupação que temos em levar a informação e conhecimento para os visitantes.

Poderíamos gastar a metade do recurso em mídia, mas quem garantiria levarmos milhares de pessoas lá.

Poderíamos cortar a cadeira de rodas, o ar condicionado, o guarda volume, os carregadores, as oficinas, os seminários, os shows, o atendimento bilingue, o catálogo, o guia do evento, as pesquisas, enfim faríamos um evento “no osso”, mas mesmo assim, não acredito que conseguiriamos realizá-lo com R$ 2 milhões.

São quase R$ 600 mil de aluguel do Expominas, R$ 100 mil de conta de energia, R$ 400 mil de montagem básica, R$ 600 mil de midia, serviços de terceiros (segurança, limpeza, recepcionistas, assessoria de imprensa) R$ 400 mil, shows, oficinas, seminários, outros R$ 400 mil. somente para citar as principais rubricas.

Mas não desistimos. Apesar de todo o desgaste, negativas, sofrimento de não sabermos no inicio do ano, se conseguiremos, acreditamos que vale a pena planejar e realizar  o que eu modestamente chamo de “o maior espetáculo da terra”.

Não podemos deixar de agradecer ao Governo de Minas Gerais, na pessoa do Governador Aecio Neves, que apesar de não colocar diretamente recursos na feira, dando-nos a credibilidade que dá, nos abre uma série de portas para que empresas tais como a CEMIG, FIEMG , CODEMIG, VALE, USIMINAS, etc participem ajudando-nos a compor o valor orçamentário necessário.

Temos também aqueles que sempre acreditaram em nós como é o caso da Petrobras que há seis anos nos patrocina.

Este ano estaremos comemorando 20 anos de feira e o tema será o Brasil. Temos o desafio de cada ano surpreender o visitante com uma feira cada vez mais bela e completa.


VALE DO JEQUITINHONHA

29 de março de 2009
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Amadeu e sua mãe, dona Isabel

Amadeu e sua mãe, dona Isabel

A simplicidade do Vale do Jequitinhonha me encanta…

Uma vez, numa Feira Nacional de Artesanato, tinha uma oficina de ceramica, onde as artesãs faziam do barro, peças muito lindas.

Um visitante chegou perto de uma delas e pediu que fizesse um barco. Barco? Ela perguntou…Sei que é isso não? Ele disse…sim barco. De onde voce é, perguntou ele. Ela respondeu: Vale do Jequitinhonha. Ele questionou: pois é, lá tem rio? Ela respondeu: tem sim sinhô…O que voce usa para atravessar o rio? Disse o visitante.  Ela retrucou…moço, não sei de onde o sinhô é, mais lá no Vale do Jequitinhonha pra atravessar o rio a gente usa é a ponte…