EU JURO, by Tânia Machado

COMERCIALIZAÇÃO DE ARTESANATO – PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

21 de julho de 2017
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Se perguntar para qualquer artesão qual é o seu problema, com certeza quase 100% das respostas serão COMERCIALIZAÇÃO e FINANCIAMENTO.

A questão é que nenhum dos dois é problema, todos os dois são solução, sendo que a comercialização depende da preparação do artesão para o mercado e o financiamento somente deve ser usado se a solução comercialização foi atingida.

Nos preocupa muito esta crise atual, quando quem esta desempregado hoje, ou foi para o Uber ou Cabify, ou esta empreendendo na produção artesanal, seja ela decorativo, gastronômico ou qualquer outra atividade prioritariamente manual.

São pessoas  que viram na produção artesanal uma solução e que buscaram esta opção imediata de trabalho.

Mas se mercado normal não é fácil, um mercado recessivo como de agora pior ainda e se o artesão não estiver preparado para atingi-lo, pode ficar numa situação pior ainda.

Escuto demais artesão na Feira Nacional de Artesanato dizer: o ano passado vendi muito bem, mas este ano não vendi quase nada…Olha, quem compra artesanato quer algo diferenciado, ninguém vai comprar no ano seguinte um mesmo produto que comprou no ano anterior. E como o visitante da feira é cativo – mais de 60% dos visitantes vão a feira todos os anos, ele vai procurar outros produtos.

Trabalhar um diferencial na embalagem, fazer pesquisa de mercado e satisfação do cliente, saber se posicionar num evento, entender questões de merchandising são coisas que ele tem que entender e bem.

O Centro Cape, preocupado com esta questão, liberou todos os seus cursos on line, para a participação gratuita – qualquer artesão ou MEI pode acessar o site www.centrocapeonline.org.br e fazer sua inscrição no curso que quiser, sem pagar nada.

São cursos de Calculo do Preço de Venda, Exportação, Merchandising, E-commerce, Embalagem, Planejamento estratégico e financeiro, enfim, são 19 cursos que os participantes podem se inscrever, e com uma linguagem de fácil assimilação por qualquer um, letrado ou não letrado

Além dos cursos, liberou gratuitamente também o SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL, onde o participante tem o total controle de seu negócio. Depois, se ele quiser, poderá também solicitar a visita de um consultor e receber o SELO DE QUALIDADE DA PRODUÇÃO ARTESANAL.

Os mais de 1000 artesãos que participaram do programa de qualidade, declararam que após o término do processo, eles aumentaram seus lucros, diminuíram seus custos e tem total controle de seu núcleo artesanal.

Hoje tem a preocupação ambiental no descarte de resíduos, e também a preocupação com a responsabilidade social e envolvimento da sua equipe de trabalho.

Nem todo artesão que participou do processo conseguiu receber o selo, mas com certeza todos eles melhoraram seus processos.

Temos visto muitas iniciativas em prol do artesão na comercialização, mas se não tiver junto a capacitação e conhecimento, será somente uma ação pontual que não resolve a questão do artesão e médio e longo prazo.

Maiores informações

Tânia Machado

ccape@centrocape.org.br

031-32828313

O Instituto Centro Cape é uma entidade sem fins lucrativos, OSCIP estadual e federal que trabalha prioritariamente no desenvolvimento do artesão mineiro e brasileiro.

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BORDANDO SONHOS…CROCHETANDO…RECICLANDO

21 de julho de 2017
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A Feira Nacional de Artesanato, realizada pelo Centro Cape em dezembro no Expominas, terá como tema este ano os RESIDUOS.

Reduzir – reutilizar – reciclar.

Dentro do tema RECICLAR, estamos incentivando as comunidades para o desenvolvimento de produtos, reutilizando matérias primas. Para tal, estamos recebendo da SINDVEST tubos que iriam para o lixo, do SINDPÃO, baldes que eles recebem com manteiga e assim por diante.

Uma das comunidades que iniciamos as conversas para esta participação seriam as detentas do Presidio Estevão Pinto, já que a palavra RECICLAR teria duplo sentido, tanto no reaproveitamento de tecidos, quanto no resgate da auto estima e preparação das detentas para atuar no mercado tão logo cumpram suas penas.

Veio então a ideia do projeto BORDANDO SONHOS, As detentas vão bordar almofadas, utilizando resíduos, com frases e desenhos positivos. Vão montar na feira um painel e também vão ter um stand para vender as almofadas prontas.

Mas visitando o presidio, para conhecer as regras e as instalações, nos deparamos com um grupo de crocheteiras fantásticas. Mas so podem trabalhar, aquelas detentas cujos familiares levam a matéria prima. Tivemos então outra ideia de buscar nas empresas de  confecção, acessórios e bolsas se não queriam contratar detalhes para colocação nas suas peças e a ideia foi bem aceita. Criamos então a oficina CROCHETANDO. Além disto, elas vão fazer também tapetes de beirada de cama.

Caminhando mais um pouco, vimos que no presidio tem algumas empresas que produzem lá dentro e geram uma série de resíduos. Chamamos então o IMR – Instituto Mineiro de Resíduos e perguntamos se eles não queriam criar a oficina RECICLANDO, para a utilização deste material. O que foi prontamente bem recebido.

Esta semana assinamos o convenio que deverá ser publicado nos próximos dias e então a partir da segunda semana de agosto estaremos iniciando nossas atividades.

Quem tiver resíduos de tecidos, linhas de bordar e linhas de crochetar, estamos recebendo doações. É so ligar para 031-32828313 e falar com Tãnia Machado


CABO VERDE

25 de outubro de 2012
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Estivemos trabalhando em Cabo Verde na Africa por quase trÊs anos.

Tínhamos uma parceria com o Governo da Áustria, Alemanha e comunidade Econômica Europeia.

Tínhamos um escritório lá.

Uma vez fui fazer uma visita ao nosso escritório e fiquei por lá uns 10 dias.

Fui então a um restaurante (dentre os pouquíssimos que tinha lá) e pedi uma pizza. A pizza veio toda queimada então chamei o dono do restaurante e disse: olha, a pizza esta toda queimada…Ele respondeu: OK – DA PRÓXIMA VEZ DEIXO MENOS TEMPO NO FORNO…minha opção ou comia ou comia, pois não tinha outro lugar para ir.

Outro dia, no mesmo restaurante estava lá toda feliz, quando a garçonete (única no restaurante) veio trazendo a conta. Disse então pra ela, ora, eu não estou indo embora.Então ela respondeu: MAS EU ESTOU…

Por estas e outras, quando me perguntavam: é a primeira vez que vem a Cabo Verde, eu respondia: PRIMEIRA E ÚLTIMA.

Conversando com o pessoal da Comunidade Econômica Europeia o que eu achava como solução para Cabo Verde, haja vista, que os projetos não andavam…respondi: TODOS VOCÊS DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL TEM QUE SAIR DAQUI NUM MESMO DIA…O PIB DESTE PAÍS ESTA NA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL E ELES NÃO DÃO O MINIMO VALOR PARA O QUE ESTA SENDO FEITO OU COMO…SE VOCÊS SAÍREM, AÍ ELES VÃO SENTIR FALTA E VER QUE A VIDA NÃO É ESTA FACILIDADE TODA QUE ELES TEM…

Não renovei meu contrato com eles (CEE, Austria e Alemanha). quando me perguntaram porque eu não renovaria, eu disse…NÃO TO QUERENDO CUIDAR DE POBRE DOS OUTROS…VOU VOLTAR E CUIDAR DOS POBRES DO MEU PAÍS.


A PATA E A GALINHA

7 de dezembro de 2009
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Hoje tivemos uma reunião com o pessoal da comunicação e a área técnica.
Começei a reunião dizendo que estou cansada de ser pata, doravante quero ser galinha!!!
Já notaram que a pata bota um ovo ENOOORRRMMEEEE e fica quietinha no seu canto!
Por outro lado, a galinha bota um ovinho e sai gritando pelo galinheiro COCORICOOO COCORIIIICOOOO CO COCO COCO COOOOCOOOORIIIICOOOO!
Pois é! já falei que doravante vamos ser um grande galinheiro, vamos botar a boca no trombone por tudo o que nos fazemos…
Surdos, Indios, saude mental, certificação da produção, oficinas, treinamentos, emprestimos, doações, prostitutas, traficantes (atuais e ex), egressos, artesão, feiras, exportação, etc etc etc etc.
Imprensa! Nos aguarde! Cada dia terão uma noticia nova!
CO COCO COCOCOCOCO COCORICOOO


GABRIELA

25 de outubro de 2009
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Comprei o livro da Gabriela “Filha, mãe, avo e puta” e li num piscar de olhos, no voo de Brasilia para o Rio e mais umas duas horas no hotel.
Conheci a Gabriela nas reuniões do Senaes no Ministério do Turismo, quando no inicio do Governo Lula, havia discussões com os “excluidos”, liderados pelo prof. Paul Singer.
Na época, tentei levantar um diálogo com ela, mas não consegui. Ela estava muito amarga e agressiva. Tudo que tentava conversar as respostas eram duras, quase ameaçadoras.
Pelo livro, vi que a época era quando ela estava lutando pela Associação das Prostitutas e estava tendo uma derrota atrás da outra. Não tinha criado ainda a Daspu e nem tinha reconhecido o seu trabalho e pelo visto estava sendo apunhalada pelas costas.
Agora entendo o motivo da agressividade dela…


MORRO DO PAPAGAIO

7 de outubro de 2009
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Hoje estamos subindo o Morro do Papagaio com centenas de brinquedos que foram arrecadados pelo Patio Savassi, no ultimo Natal na campanha Natal do Bem.
Como os brinquedos chegaram depois do Natal, decidimos que eles seriam distribuidos numa outra oportunidade.
Hoje estamos indo lá para entregar para as mães crecheiras, de forma que elas possam presentear os acolhidos no Dia das Crianças.
Para quem não sabe, “mãe crecheira” é aquela pessoa que sem ser uma creche oficial, toma conta das crianças no Morro para que seus pais possam ir trabalhar. Como são informais, não tem nenhuma ajuda governamental, nem do Estado e nem da Prefeitura e tem que bancar as despesas com as pequenas ajudas financeiras que as pessoas podem dar.
Por isto temos sempre o foco nelas: recebem os alimentos recolhidos na Feira Nacional, este ano vão receber em equipamentos, o que for vendido no Mercado das Pulgas da FNA e recebem os brinquedos que também ganhamos.
O resto dos brinquedos (que são muitos), estaremos levando aos hospitais infantis da cidade de Belo Horizonte, para as crianças das enfermarias.


PROCURA-SE UM PADRINHO

5 de outubro de 2009
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Quem quer apadrinhar um grupo de associações competentes e sérias?

Estamos buscando quem queira se associar a nós e nos ajudar na gestão de todos os projetos. Você conhece alguém?

Por que uma instituição que faz tanto, tem números tão significativos tem que buscar ajuda?A resposta poderia estar na afirmativa:
COMO uma instituição consegue fazer tanto, sem ajuda quase que nenhuma?
Nestes 26 anos que estou envolvida com o projeto, meu papel sempre foi de usar de criatividade para a solução dos problemas. Ver nos menores sinais, grandes oportunidades. Mas as instituições cresceram mais do que podia prever…Hoje estou para fazer 60 anos…Vejo que as necessidades não irão parar de crescer e cada dia fica mais difícil manter as atuais, quanto mais as que estão chegando…Apesar de ser uma pessoa ativa, sei que não tenho mais tanto tempo assim para continuar esta luta de busca diária de recursos para cobrir as necessidades prementes.
Não estou jogando a toalha, mas buscando uma ou mais empresas que tenham a sensibilidade no social / empresarial e queiram adotar um grupo formado por diversas instituições consideradas por todos, beneficiados, mídia, formadores de opinião, um grupo de sucesso.
Assim, daqui pra frente, vou poder, quem sabe, fazer coisas que há muito tempo não consigo, como, por exemplo, viajar pelo interior para ficar trocando conversas com artesãos, sentar na oficina dos Meninos e Meninas do Morro do Papagaio e ensiná-los e fazer junto com eles um monte de peças usando resíduos, poder viajar sem estar ligada todo o tempo no celular para ver como sobrevivemos mais um dia…

A sustentabilidade das instituições e empresas se dá na seguinte forma:

CENTRAL MÃOS DE MINAS – mensalidades dos associados, mark up sobre as vendas.
CENTRO CAPE – venda de serviços
BANCO DO POVO – taxa de juros sobre empréstimos
TERRA BRASILIS – venda de serviços
JOGOS DE EMPRESA – comercio
W3 – taxa de administração de mídia.

Entretanto as dificuldades são imensas, pois a grande parte dos públicos beneficiados não tem condições financeiras de arcar com os custos, sendo que quase todos os serviços são gratuitos.
A Central Mãos de Minas tem a necessidade de aumentar o seu capital do fundo de comercialização – fundo que antecipa ao artesão a venda do produto, evitando que fique com produtos parados aguardando a venda para o recebimento.
O Instituto Centro Cape, tem a necessidade de captar mais recursos para certificar artesãos, dentro dos projetos apoiados pela Lei de Incentivo a Cultura – Art. 18, ou mesmo diretamente através de apoios ou convênios, preparando assim os artesãos para atuarem com competência no mercado. Além da certificação, existem necessidades financeiras nas áreas de consultoria de design, custos e mercado.
O Banco do Povo que se encontra em situação mais preocupante, pois uma gestão totalmente errada que foi detectada em abril de 2008, que levou a demissão dos dois responsáveis pela área financeira e hoje luta para a sua retomada e em virtude da composição de seu saldo, fica cada dia mais difícil de recuperação.
O custo do microcrédito é bastante alto, pois não se trata de simplesmente emprestar. Nosso slogan é “Não damos crédito, promovemos o desenvolvimento, mesmo que para isto seja necessário financiar o cliente”.
A Terra Brasilis que precisa de recursos para dar continuidade aos projetos ambientais de conscientização e uso racional de recursos naturais das matérias primas utilizadas pelos artesãos, tais como a taboa, cipó, pedra sabão, madeira, fibras em geral, somente para citar alguns.
As Jogos de Empresa e W3, por serem empresas comerciais, tem buscado sua sobrevivência no mercado através do comércio, mas mesmo com dificuldades, até por uma questão de coerência com o que ensinamos, devem se superar sozinhas, o que tem feito.
NÚMEROS REPRESENTATIVOS:
Mãos de Minas
7.000 associados (num universo de 500.000 que existem em Minas Gerais)
R$ 2.400.000 em vendas através da loja ano
U$ 2.000.000 em exportações de artesanato direta ou indiretamente/ano
R$ 36.000.000 em legalizações de vendas diretas dos artesãos/ano
Centro Cape
Participação na efetivação das seguintes leis que beneficiaram o artesão
– permissão que o artesão rural se beneficie da aposentadoria rural
– lei da legalização da produção alimentícia artesanal no Estado de Minas Gerais
– lei da Inscrição Estadual Coletiva que beneficia a legalização da venda direta pelo artesão.
Realização da Feira Nacional de Artesanato que beneficia anualmente 15.000 artesãos brasileiros (considerada o maior evento do gênero da América Latina).
Realização de treinamentos atingindo 2.000 pessoas ano
Desenvolvimento de manuais de treinamento nas áreas: artesanal, rural, educação, microcrédito, empreendedorismo, reciclagem.
Participação anualmente em eventos internacionais na Alemanha, Portugal, Espanha, Estados Unidos. Esporadicamente na: Inglaterra, França, Panamá, Argentina, Itália, Emirados Árabes, África – Burkina Faso, Cabo Verde, Angola.
Banco do Povo
Empréstimos realizado de R$ 30 milhões de reais
Empregos viabilizados para 25.000 mil pessoas
Quais seriam os benefícios de uma empresa que decidisse a ser o padrinho das instituições Mãos de Minas, Centro Cape, Terra Brasilis e Banco do Povo:
a) responsabilidade social ampla
b) beneficio direto a milhares de artesãos
c) geração milhares de auto emprego e emprego, através dos financiamentos do Banco do Povo.
d) ligação de seu nome ao Grupo de Desenvolvimento que tem ampla credibilidade frente a mídia (anualmente temos mais de 3 horas de televisão – sendo 1 hora nacional, centenas de cm/coluna em jornais e dezenas de horas de rádio). No Google a palavra Mãos de Minas aparece 786.000 vezes, Centro Cape 301.000 vezes, Banco do Povo 216.000 vezes e Feira Nacional 105.000 vezes
e) abatimento de parte do patrocínio no Imposto de Renda a pagar, através do beneficio da lei de Incentivo à cultura, quando o apoio se der através da lei.
f) participar efetivamente das decisões administrativas do Grupo de Desenvolvimento.


ADORO MINAS!

3 de outubro de 2009
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Assista, vale a pena!

http://www.youtube.com/watch?v=fSnxlJkBDhE


PROTOTIPO

1 de outubro de 2009
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Pra não passar o dia “batido”, vou contar uma rapidinha que me lembrei hoje.
Estava fazendo um trabalho no Morro do Papagaio quando pedi ao Pelé, que é um grande artista do Morro, para fazer um protótipo de um vaso de cerâmica.
todo dia que ia lá perguntava? Pelé…e meu protótipo?
Ele respondia: semana que vem ta pronto…
Passava semana e mais semans e nada do Pelé me entregar o protótipo.
Um dia perdi a paciência e fui atras dele: Pelé, voce vai ou não vai fazer o meu protótipo? E ele…vou, calma…
Então resolvi perguntar: Pelé, voce sabe o que é um protótipo?
E ele meio sem graça…sim, não se preocupe…então disse: o que é um protótipo?
Ele acabou confessando que não sabia o que era…eu disse: modelo Pelé! uma amostra! um vaso pronto para ver como vai ficar…ele respondeu…por que não disse antes? Por que teve que usar esta palavra difícil!


Nova Lei Rouanet

18 de setembro de 2009
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Apesar de todo mundo estar elogiando a nova Lei Rouanet, eu acho que não vai dar certo isto de obrigatoriamente todo investidor ter que colocar 20% de contrapartida…
Vai continuar na mesmice, pois só os projetos de sucesso é que vão receber recursos!
Quem é que vai querer arriscar 20% de recursos próprios para um projeto humilde e que esta começando. Pensando como empresária eu não colocaria!
Se tiver que gastar meu parco dinheirinho, vou querer colocar em projetos que tenho a certeza de que serão sucesso!
As noticias estão trazendo manchetes de que as estatais disseram que aprovam os 20%! As estatais não valem, pois hoje elas já apóiam projetos no art. 26, quando o financiador tem que alocar recursos.
Agora, dizer que isto vai facilitar a vida dos iniciantes e pequenos não é verdade!
Se a lei diz que vai beneficiar os pequenos esta totalmente enganada! Agora que eles ficarão de fora mesmo!
Sei que tem um lado, onde com a renuncia fiscal, as empresas acabam se beneficiando… pois usam um dinheiro que ia ser para pagar Imposto de Renda, ou seja, o governo deixa de receber, para divulgar a sua marca!
Mas se a lei é de INCENTIVO À CULTURA, e quer mudar para beneficiar os pequenos, porque não fazer com que os projetos pequenos (aqueles cujos patrocinadores doem menos do que R$ 100 mil) possam abater 100%.
Isto sim irá incentivar que os pequenos projetos recebam recursos incentivados!
E digo isto com a maior tranqüilidade, pois meus projetos são todos acima de R$ 500 mil, de forma que não estou legislando em causa própria, mas estou defendendo aquele monte de pequenos que vem até o Centro Cape pedindo para ajudá-los na captação ou mesmo elaboração de projetos que faço na maior boa vontade e não cobro nada, mas no fundo fico triste, pois sei que mesmo aprovados, eles não conseguirão captar os recursos e agora mais ainda.
Ta bom! Eu não participei das discussões e agora fico dando palpite! Mas antes tarde do que nunca!


EMPREENDEDORISMO X EMPRESÁRIOS

12 de setembro de 2009
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Fico assustada com a banalização da palavra empreendedorismo!
Ontem participei de um seminário que tinha uma apresentação de empreendedorismo…
Como é minha área, apesar da vida apertada que estou tendo, arrumei um tempinho e fui para lá…
Quase caí da cadeira! A palestrante falava com todo orgulho que o seu projeto fazia com que as pessoas montassem um plano de negócios pela internet e eram “auxiliadas” por consultores para a elaboração de uma proposta que depois eram “ajustadas” por estes “auxiliares” e no final do projeto eles teriam 1.000 empreendedores!
Tudo bem…terá sim, 1.000 empresários, mas daí dizer que estes são empreendedores no sentido da palavra é uma distância muito grande…
Primeiro é que nem todo empreendedor é empresário e nem todo empresário é empreendedor!
Ser empreendedor é: CORRER RISCOS CALCULADOS, BUSCAR INFORMAÇÕES, USAR DA CRIATIVIDADE PARA A SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, ESTABELECER OBJETIVOS REALISTAS, BUSCAR OPORTUNIDADES, FORMAR REDES DE RELACIONAMENTO, SER PERSUASIVO, TER AUTOCONFIANÇA E ASSUMIR COMPROMISSOS, PERSEGUIR A QUALIDADE E EFICIÊNCIA, PLANEJAR, REPLANEJAR E MONITORAR…
Tem uma historia que define bem o que é um empreendedor…
Uma empresa de sapatos, manda a um pais na Africa dois consultores independentes para fazer uma pesquisa de mercado.
O consultor 1 volta e informa: lamento, mas não há mercado para sua empresa no país X, pois lá nenhum dos moradores usa sapatos…
O consultor 2 retorna e informa: Grande mercado! nenhum dos moradores daquele país usa sapatos AINDA!
O que me deixa triste na historia do empreendedorismo via internet é que os participantes, como estão apoiados por um projeto de governo, vão acreditar que a simples elaboração de um Plano de Negocios via Internet, vai transofrma-los em empreendedores de sucesso!


FOGÃO A ALCOOL

10 de setembro de 2009
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Hoje, esteve aqui comigo o Harry, Brady e Regina…Eles são do projeto Gaia que há tres anos vem tentando implementar um fogão a alcool principalmente para pessoas de baixo rendimento.
Assisti as apresentações deles em uma fábrica que fomos visitar para ver as possibilidades de produzir o fogão aqui e fiquei assustada com a informação de que 82% das familias de baixíssima renda em Minas Gerais usam fogões a lenha e que o número de mortes por causa da fuligem do fogão atingiu mais de 11.000 pessoas no último ano.
O fogão a alcool, além de trabalhar a preservação do meio ambiente (as pessoas deixam de usar lenha), emite pouquissimo de carbono, e tem um fator financeiro. Enquanto um butijão de gas custa R$ 40,00, ou seja, as pessoas tem que ter os R$ 40,00 para comprar, no alcool, com R$ 1,60 a pessoa compra um litro e pode cosinhar e assim, não precisa de um grande investimento. R$ 1,60 é mais fácil de conseguir do que R$ 40,00.
Acho que agora conseguimos os parceiros certos. Pessoas que tem condições de produzir o fogão e pessoas que tem o interesse de colocar no mercado, incentivando assim a quem quer produzir.
Produzindo em escala, o produto fica mais barato…ficando mais barato meu público alvo tem condições de comprar…
Vamos ver como ficam os próximos passos…


MERCADO DAS PULGAS

9 de setembro de 2009
1 Comentário

O termo “Mercado das Pulgas” é conhecido internacionalmente como um bazar de coisas usadas.
Assim, estaremos realizando durante a XX Feira Nacional de Artesanato um “mercado”, onde estarão sendo vendidos produtos doados e os recursos arrecadados serão utilizados para ajudar os projetos 100% Cidadania e o Morro do Papagaio.

A ONG 100% Cidadania começou o seu trabalho em 1998 c/ a proposta de resgate da cidadania, auto estima e valorização pessoal através do artesanato. Hoje estamos funcionando na Rua Faria Lobato 389 Sta Amélia ( Pampulha). Somos 25 participantes c/ idades entre 20 a 70 anos e mais ou menos 50 % dos participantes tem algum tipo de deficiência ou (necessidade especial) , trabalhamos basicamente c/ produtos reciclados.
“Somos um grupo de pessoas ,superando seus limites, respeitando as diferenças e vencendo através do artesanato”.Maiores informações: Vera Naves – Tel 3223-5507 / 9749-1456.

No Morro do Papagaio, o Instituto Centro Cape tem concentrado suas ações no apoio às “mães crecheiras”, que são mulheres que recebem em sua casa, crianças desde meses de idade até 10 anos, para que seus familiares possam sair para trabalhar. Como não são oficiais, estas “mães crecheiras”, não recebem nenhum apoio governamental. Assim, os alimentos recolhidos na Feira Nacional, assim como os brinquedos, são doados a estes núcleos numa forma que temos de ajudar. Maiores informações: Claudia Moura – tel: 32828312

Sendo assim, estamos iniciando uma campanha de doação daquilo que você tem em casa e que não usa mais:
– utensílios domésticos (pratos, xícaras, talheres, vasilhame, etc etc etc)
– objetos de adornos
– livros
– roupas, sapatos, bijuterias
– moveis usados
– enfim…dê uma olhada no fundo do armário, das gavetas, naquele deposito que tem tempos que você não vê…veja o que você pode colaborar…
Coisas que às vezes imaginamos imprestáveis, podem ser de grande valia para outros.

Se você puder trazer…ótimo…Se não, ligue para a gente que mandamos buscar (a partir de 20 de outubro).

Endereço para entrega: Rua Grão Mogol, 662 – Belo Horizonte
Telefone para agendar a coleta: 32828300 – com Patrícia Tampieri.
O Instituto Centro Cape, a Central Mãos de Minas, o projeto 100% Cidadania, a as mães crecheiras do Morro do Papagaio, agradecem desde já o seu apoio.


M.E.I. e o artesanato…

11 de julho de 2009
2 Comentários

Há uns tempos atras escrevi sobre o MEI (Micro Empreendedor Individual). Continuo achando que é um bom projeto, mas uma série de detalhes ainda precisam ser esclarecidos:
1 – alvará de localização – lá diz que as Prefeituras emitirão automaticamente os alvarás. E as legislações municipais, como ficam? Veja bem, enquanto artesão, ele pode funcionar em casa, mas a partir do momento que tiver um CNPJ tem que seguir a Lei de Uso do solo local. Em Belo Horizonte tem a lei de Fundo de Quintal, mas ele aí tem que pagar um monte de taxa: ambiental, corpo de bombeiro, etc etc etc.
2 – nota fiscal Modelo 1 – venda a contribuintes. Se não tem inscrição Estadual, como o artesão vai vender para lojista?
3 – Os contadores vão ter que atender de graça: ?????? quero ver funcionar…
4 – As guias para pagamento são emitidas pela internet: e quem não tem computador? vai ter que ir para lan house???
5 – empregado: como fica o recolhimento do FGTS do funcionário? Vai ser emitido também via internet? Se não, que faz a Guia?
Acho a lei muito boa, mas tem muita coisa ainda a ser esclarecida, principalmente se tratando de Brasil, quem garante que amanhã eles não mudam a lei e aí todo mundo que estava na informalidade, já se identificou e mostrou as caras e aí eles começam a taxar todo mundo?
Isto me lembra o Gaspari, quando colocou no jornal na época do Figueiredo: Plante que o João garante, mas plante pouco que o João é louco…
Artesãos, aguardem um pouco antes de aderirem, ok?


FELICIDADE X ESCAMBO X ANDREA NEVES

4 de julho de 2009
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Esta semana estive com a Andrea Neves no Servas, discutindo um projeto que ela me pediu para ajudar.
Aproveitando a oportunidade, mostrei a ela o texto sobre escambo que escrevi há algumas semanas no meu blog, sobre a moeda social a ser aplicada junto ao microcrédito, chamada FELICIDADE…
Sensivel como ela é, na mesma hora entendeu os beneficios que um projeto deste poderia impactar numa comunidade e me pediu que escrevesse mais sobre o projeto de forma que ela pudesse entender bem a sua legalidade e aplicabilidade nas comunidades.
Lógico que isto não é uma autorizaçao ou aprovaçao para sua implementaçao em Minas Gerais, mas já é um grande passo.
Estou em Lisboa, mas já estou aqui na Internet, pesquisando e buscando apoios de consultores de organismos internacionais na Europa que tem grande experiência neste tema.
Acho que em breve teremos mais este projeto implementado em Minas Gerais, pois se tem dado certo em centenas de lugares neste mundo afora, por que não dará certo em Minas Gerais?
Na Argentina, numa época, a moeda social foi tão forte e importante que o Governo chegou a aceitá-la no pagamento de impostos e taxas governamentais.
Que bom, achei alguém que pelo menos esta me escutando sobre FELICIDADE!


INDIOS E O EMPREENDEDORISMO

1 de julho de 2009
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Amanhã começamos um grande projeto aqui no Centro Cape.
Estaremos trabalhando com os kaxinawas – uma etnia do norte do pais no desenvolvimento de competências empreendedoras.
Sempre tive muita vontade, mas também muito receio de trabalhar empreendedorismo com os indios. Meu relacionamento com eles tem sido de grande respeito, principalmente por causa do desconhecimento que sei que tenho da sua cultura, mas incentivado por amigos que trabalham com as comunidades indígenas, resolvemos assumir o desafio.
Esta semana, tres membros da comunidades estiveram aqui para nos ajudar no planejamento…Depois conto como as coisas se desenrolaram…
Lembro bem, meu primeiro contato com os txicão, do médio Xingu, que em 1990 estiveram na Feira Nacional montando uma aldeia indigena que tinha uma grande oca, casa de guerra e espaço de produção. Começou com eles que não conversavam comigo por ser mulher…assim, tudo eu falava com o representante da Funai que falava com eles…que respondiam para o representante, que assim me transmitia.
Mas, resumindo, no final eles estavam querendo falar comigo e aí eu resolvi pirraçar…falei, ok, querem falar comigo? So se for na Casa de Guerra (e na Casa de Guerra, mulher não pode entrar) e eles diziam que lá NNAAAOOO. Falei, então não falo! Acabou que eles se reuniram e dicidiram que eu podia entrar lá…Na realidade eles queriam que eu fosse ao Xingu para ajudá-los a fazer uma associação, tipo Mãos de Minas, so que de indios…Quando perguntei como chegava lá e eles me falaram: vai até Brasilia (pensei, mole…pego um avião), depois pega um onibus até Canarana (pensei…até que dá. andar de onibus não vai matar ninguém…), depois pega um toyota até a beira do rio…8 horas (pensei…já ta virando Indiana Jones) e depois pega um barco…18 horas até a aldeia…Na mesma hora falei: to fora! Sou uma mulher urbana…gosto mesmo é de transito, poluição, pivete…não vou de jeito nenhum. Aí a Claudinha e o Baerenz foram me representando…
Lá aconteceu um lance muito engraçado. Resolveram fazer um jogo de futebol em homenagem aos dois. Apesar deles ficarem nus na aldeia, resolveram colocar um calção, pois o Baerenz ia filmar…No meio do jogo, o juiz resolve dar cartão vermelho para o filho do cacique. A mãe do cacique (avó do jogador expulso…) sai do meio da torcida, totalmente pelada, com um porrete na mão e cobre o juiz de paulada! Como era a mãe do cacique ninguém fez nada e o Baerenz ria tanto que mais da metade da filmagem se perdeu…


PROPRIEDADE INTELECTUAL

25 de junho de 2009
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Tenho visto coisas que às vezes não compreendo.
Por exemplo, sempre entendi que quando executo um trabalho intelectual, principalmente financiado com dinheiro público, o produto final pertence ao público para o qual foi elaborado o projeto.
Veja bem:
– se desenvolvo um manual para apoio ao artesão, não posso vender este manual, posso até cobrar sua reimpressão, mas a propriedade intelectual não.
– se desenvolvo um produto junto com o artesão, este produto pertence a ele.
– se, com recursos públicos, desenvolvo um maquinário para uso do artesão, ninguém tem a propriedade intelectual desta máquina, e tem que pagar royalties para sua produção.
Agora, se com recursos próprios, faço a mesma coisa, aí é outra historia, posso vender o “meu desenvolvimento” para quem quiser.
Tenho visto assustada, parceiros que receberam recursos públicos para executar um projeto e depois querem registrar aquele produto final em seu nome.
Se quem pagou foi o Estado, a União ou o Municipio, e a pessoa foi remunerada pelo trabalho, não há o que se falar em direitos autorais…
Já vi muito design, trabalhar junto com o artesão desenvolvendo produtos financiados por governos e depois não permitir que o artesão continue produzindo e vendendo para quem quiser a não ser com exclusividade através do design que o ajudou a desenvolver.
Afinal, quando o governo paga para uma consultoria ou desenvolvimento, o produto final pertence a quem?


COVARDIA E INVEJA

24 de junho de 2009
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Sempre falo, que o Grupo de Desenvolvimento (Centro Cape, Mãos de Minas, Banco do Povo), somente temos como patrimonio: qualidade de nosso trabalho e seriedade…
Mas lamentavelmente, existem pessoas, inclusive ligadas ao poder publico que ao invés de incentivarem e apoiarem ficam tentando destruir…
Estamos encerrando agora um grande projeto e a pessoa do governo ligada ao financiamento resolveu visitar todos os artesãos que foram beneficiados. Até aí tudo bem…gosto que seja feita a verificação e conferencia de nosso trabalho…O unico problema é a forma que isto esta sendo feito. O primeiro artesão que foi visitado foi totalmente distratado por esta pessoa que simplesmente “não gostou do produto que ela fazia” e o nosso projeto em nenhum momento tem a intenção de interferir no produto, mas somente na organização da oficina.
Os outros artesãos que estão sendo visitados, tem sido alertados por esta pessoa, sobre os bons costumes de se gastar bem os recursos públicos (como se este não fosse o nosso costume…) e em nenhum momento se preocupa com os resultados qualitativos do projeto, mas se o dinheiro foi bem gasto, se o Centro Cape não tentou manipular algum dado ou se não forjou nenhum relatório.
Inclusive passando valores (errados evidentemente…) para os artesãos, tendo um inclusive que foi informado de que tinhamos recebido R$ 20.000 para fazer o trabalho com ele…(bem que valia, mas o valor foi menos do que 10% do valor citado por ela)
Os artesãos que estão acostumados com a nossa seriedade, tem nos ligados assustados com a agressividade desta pessoa com relação ao Centro Cape…em nenhum momento ela se preocupa com a qualidade, com a melhoria dos artesãos, mas com quanto o Centro Cape ganhou com o projeto (como se tivéssemos ganho alguma coisa e não pago, e muito bem pago, os consultores que implementaram o projeto).
Sempre respeitei esta pessoa pela sua posição no estado, apesar de sempre também receber informações do que ela tenta fazer conosco nos bastidores… mas agora ENCHEU O SACO! Chega de gentilezas e respeitos…ela que se dane e daqui pra frente…não tenho sangue de barata!


FORNOS DO VALE

24 de junho de 2009
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Em 2004, se não me engano, conseguimos um recurso com a Aid to Artisans, para financiar a construção de um forno no Vale do Jequitinhonha.
Lá, esta questão do forno sempre foi um problema, pois possivelmente dezenas de projetos foram feitos para que os artesãos locais tivessem um forno digno (normalmente eles fazem um buraco no chão, colocam as peças, lenha em cima e ai existe uma grande perda, além das ceramicas ficarem frágeis, por terem tido uma queima desigual).
Chamamos então o Godoy, um professor super simpático e acessível da Universidade Federal de São João Del Rei que ficou quase que dois anos trabalhando com o pessoal de Santana de Araçuai no desenvolvimento do forno.
Queríamos que fosse algo, onde a comunidade fizesse o seu desenvolvimento e aí o know how ficasse com eles e depois qualquer um pudesse dar continuidade.
O forno teria que dar uma temperatura de 1.000o graus constante e em todos os niveis.
Assim o Godoy desenvolveu com a comunidade desde os tijolos refratários, até a fôrma para a construção do forno.
Foram pelo menos uns tres fornos que despencaram…até que a comunidade assimilou a técnica e o forno final ficou pronto.
Para o teste da queima, eles tinha que colocar os produtos dentro, é obvio, para que fosse testado. Aí ninguém queria colocar produtos com medo do forno cair de novo e eles perderem as peças. Tomando o conhecimento disto disse: ok. quando as peças ficarem prontas quanto elas vão custar? Me deram o preço e então eu disse, ok; to comprando. elas são minhas…se o forno cair, o prejuizo é meu…
Fizeram a queima e foi tudo perfeito…as peças queimaram a 1.000 graus, nao perdeu nenhuma e ficaram super fortes.
Quando fui cobrar as peças, eles me informaram que tinham desistido de vender…rsrsrs… tudo bem, meu objetivo não era comprar as peças, mas garantir que eles colocariam as peças no forno.
Quando o projeto encerrou, pedi ao Godoy que manualizássemos tudo de forma que ficasse registrado e de dominio público…
Não tivemos na epoca dinheiro para isto…
Agora, fiquei sabendo que o Godoy não esta bem de saúde e aí passou o know how para um professor da Universidade de São Jão Del Rei e este professor quer cobrar R$ 25.000 por uma consultoria para instalação de um forno.
NEM PENSE NISTO, SENHOR PROFESSOR, ESTA TECNOLOGIA PERTENCE AOS ARTESÃOS DO VALE DO JEQUITINHONHA E FORAM 100% FINANCIADAS PELA AID TO ARTISANS E O INSTITUTO CENTRO CAPE!
NAO VOU ADMITIR QUE ISTO ACONTEÇA E SE PRECISO, CHAMO A IMPRENSA E DENUNCIO ESTA APROPRIAÇÃO INDEBITA DE UM DIREITO DO POVO DO VALE!


ESCAMBO…

22 de junho de 2009
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Sou doida para escrever um projeto de microcrédito, mas usando o escambo…
Veja bem…numa comunidade, seu João que vende pão, não ta vendendo nada, por isto não pode comprar as verduras da dona Maria. Dona Maria como não ta vendendo quase nada de verduras, não pode pagar para seu filho continuar o curso de informática. O mercadinho esta quase sem frutas, pois não pode pagar a ultima fatura das frutas que comprou e não vendeu, e aí perderam-se quase todas. O bar da esquina, parou de fazer almondega, pois esta devendo ao açougue e seu João de açougue, que adora umas biritas, tem umas duas semanas que não aparece lá, pois não esta tendo dinheiro.
Assim, a ideia é inventar uma moeda na comunidade…Ela vai se chamar FELICIDADE…
Todo mundo na cidade vai receber, por exemplo 100 FELICIDADES…
Cada pão, custa uma FELICIDADE, cada alface também, no salão, fazer unha é uma FELICIDADE…
Assim, seu João da Padaria, vai vender pão e receber em FELICIDADE. Na hora que for pagar a farinha e o açucar na vendinha, também vai pagar em FELICIDADE. A vendinha, vai comprar frutas e verduras, com FELICIDADES e na hora de vender, receberia FELICIDADES. Dona Maria vai pagar o curso de informatica em FELICIDADES e o dono do curso, com as suas FELICIDADES vai comprar pão, tomar umas biritas, comprar carne, frutas e verduras, so usando FELICIDADES. Como a vendinha esta com muitas FELICIDADES, vai voltar a comprar carne para fazer almondegas, que serão vendidas aos montes de FELICIDADES…
So falta achar alguém que tenha a FELICIDADE de nos apoiar num projeto destes…


DÍVIDAS…

22 de junho de 2009
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Era uma vez, uma comunidade que estava toda endividada…Todo mundo estava devendo para alguém.
Um dia, chegou um turista no hotel da cidade, perguntou quanto era a diária completa para ficar lá uma semana e o dono do hotel disse que eram R$ 1.000,00.
O turista, pagou então adiantado, deixou as malas na recepção e decidiu fazer uma passeio pela cidade.
O dono do hotel, então, todo satisfeito, mais do que nunca pegou o dinheiro e foi pagar sua dívida com o dono da padaria e do acougue.
O dono da padaria que recebeu R$ 450,00, correu e pagou ao açougue R$ 200,00, na lojinha da esquina R$ 100,00 e no salão de beleza R$ R$ 150,00.
O dono do açougue, que recebeu R$ 550,00 do dono do hotel, R$ 200,00 da padaria, mais do que depressa, foi a Prefeitura e pagou seus impostos atrasados, R$ 500,00 e mais R$ 250,00 no bar da esquina.
O bar da esquina, devia para Seu Antonio e quitou a sua divida de R$ 250,00.
Seu Antonio, devia IPTU e foi correndo pagar na Prefeitura.
A Lojinha também devia IPTU e foi correndo pagar a Prefeitura…
O Salão de Beleza, devia a taxa da placa do salão e foi correndo a Prefeitura quitar sua dívida.
A Prefeitura, que devia ao Dono do Hotel R$ 1.000,00 de um evento que tinha realizado, como entrou o dinheiro extra, correu para quitar sua dívida.
Nisto o turista volta e diz que não ia mais ficar na cidade e pediu para que o Dono do Hotel devolvesse o seu dinheiro, que ele, que tinha acabado de receber da Prefeitura, o fez imediatamente.
Assim, no final do dia a comunidade tinha pago todas as suas dívidas…


TREINAMENTOS

10 de junho de 2009
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Gostaria de perguntar as pessoas se quando elas vão comprar sapato elas perguntam: olha se eu levar so um pé, voce faz mais barato?
Ou então, quando elas vão ao cabelereiro, perguntam quanto tempo leva para fazer uma escova e a resposta é, por exemplo 40 minutos. então elas dizem, tudo bem, mas quero que voce faça pra mim, mas em vinte minutos, ok, assim eu pago mais barato… ou somente uma mão…ou uma sombrancelha…etc etc etc…
Pois é…trabalhamos com treinamento. Quando planejamos um curso e determinamos uma carga horária, é porque temos a certeza de que a internalização dos ensinamentos tem que ser naquele tempo…
E semanalmente recebemos consultas de pessoas dizendo querer este ou aquele treinamento, mas ao invés de ser a carga horária de 80 horas, queriam que fosse de 40 “para ficar mais em conta”…
O que será que as pessoas pensam? Que colocamos horas a mais só para ter um faturamento maior? Será que elas entendem que num curso de 40 horas, quando deveria ser 80, elas terão somente a metade dos ensinamentos? Será que alguma delas já buscou uma faculdade e disse…tudo bem, o curso demora cinco anos, mas queria fazer em 3 anos, ok? Assim pago menos!
Nos não vendemos so um pé de sapato e nem fazemos meia escova…


MOBILIADORES – COEP

30 de maio de 2009
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Esta semana participei de uma oficina on line com um grupo de mobilizadores do COEP.
Foi interessante por ver que o Brasil realmente é todo igual…
Os mesmos problemas que encontramos com os artesãos não associados a Mãos de Minas, vemos que artesãos de todo o Brasil não tem nada de diferente um do outro.
Comercialização que eles encaram como problema e não como solução…
Colocar o preço nas peças, quando sabem que esta fora do mercado mas insistem em colocar…
Uma coisa é boa…Todo mundo tem a consciencia de que precisamos nos organizar para que assim possamos reivindicar mais pela classe artesanal…


PROJETO SENAES

27 de maio de 2009
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Sexta feira agora, estará terminando o projeto Senaes (aquele dos meninos do Morro do Papagaio).
Foi um grande aprendizado tanto para os meninos quanto para nós a realização deste projeto.
Foram inicialmente 60 meninos, que estamos finalizando agora com 49.
Já comentei antes sobre o posicionamento deles quanto ao preconceito. Quando ficavam perguntando se não iamos colocar a segurança para vigiá-los, se não iamos vistoriar a mochila deles, etc. Decidimos então leva-los ao shopping mais chic de BH, onde fizeram uma pesquisa de mercado. Foi tudo muito bem lá. Os lojistas os receberam com o maior respeito, lhes deram informações. No Edburguer que patrocinou o lanche, servidos na mesa por garçons, eles ficaram encantados e teve um caso de uma menina que comeu somente e metade do sanduiche. quando o garçon perguntou se ela não tinha gostado, ela respondeu…não, adorei, mas quero levar a metade para minha irmã, pois ela é menor do que 14 anos e não pode participar do projeto…O garçon informou…pode comer que te dou outro prá voce levar pra ela…e entregou um numa caixinha do Edburguer linda com um sanduiche dentro!
Agora, o único preconceito que eles sofreram lá voces não imaginam de quem: dos lixeiros…quando chegaram o comentários dos lixeiros foi: ihhh lá vem estes favelados!
Dos 49 que estão encerrando o curso, uns 15 a 20 vão continuar a produzir conosco, mas o que é mais importante, todos, sem excessão, nunca mais serão os mesmos…a participação no programa vai mudar para sempre as suas vidas. Durante 50 dias terem sido tratados como cidadãos, foi de suma importância para a sua personalidade.
Dos 49, com certeza tínhamos pelo menos uns 30 “aviões” (meninos que fazem entregas de drogas para clientes da Zona Sul). Destes, dificilmente algum vai voltar para a droga. Agora eles sabem que tem outros caminhos que podem seguir com dignidade.
Agora, neste dias, o Centro Cape virou o centro do RAP. Como as discussões dos sentimentos do que estava acontecendo nos cursos estava ficando cada dia mais dificil, resolvemos que eles iam se manifestar através do RAP. Foi a abelha no mel…é gente cantando pela casa o dia todo…


BRINQUEDOTECA – SERVAS

19 de maio de 2009
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Andrea Neves e Diretoria do sincsfac

Andrea Neves e Diretoria do sincsfac

Acabo de chegar do Servas, onde tive uma reuniao com a Dra. Andrea Neves – Presidente do Servas – entidade de assistência social do Governo do Estado de Minas Gerais, para tratar de assuntos referentes ao artesanato e desenvolvimento local.
Não tem uma vez que vou até lá que não saio encantada com o que vejo.
Primeiro presenciei o Sindicato das Facções (acho que é isto mesmo…) fazendo uma doação de milhares de cobertores de excelente qualidade que serão repassados pelo Servas para os projetos apoiados e pessoas necessitadas.
Depois estive com a Raquel e a Odete e elas estavam me mostrando o projeto Brinquedoteca. Gente, vale a pena ver e quem puder ajudar (nem sei se eles estão precisando de ajuda…). Quando se fala em brinquedoteca para escolas, hospitais, creches…pensa-se em uma grande caixa cheia de brinquedos que foram doados aleatoriamente e depois agrupados de forma que caibam dentro das caixas…Mas não. É um carrinho formado por lindas caixas de dois andares, com abertura em todas laterais e lá ta tudo organizadinho: televisão, video, videoteca, biblioteca, brinquedos…todos com o cuidado de que os materiais sejam de excelente qualidade. Os puffs para as crianças deitarem ou sentarem para brincar são de materiais laváveis e de fácil manutenção.
Realmente a forma que a Dra. Andrea Neves cuida dos projetos do Servas é unica…Não existe a preocupação com a quantidade – quanto mais for melhor, mas o mais importante é que quando viabilizado tenha realmente qualidade em todos os sentidos e durem uma eternidade.


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