EU JURO, by Tânia Machado

r$ 1,80

24 de julho de 2012
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Neste mesmo projeto teve outro caso…
Tinha um consultor de São paulo que era vegetariano…entao ele me pediu que ao inves de trazer nota fiscal de restaurante se nao podia comprar no supermercado os ingrediantes e ele fazer a sua propria comida já que o local que estava hospedado permitia isto.
Autorizei e juntei a nf na prestaçao de contas na rubrica “alimentaçao”
Até que um dia, alguém da prestaçao de contas do Ministério chegou no Centro Cape, vindo de AVIÃO de Brasilia, pegando taxi do aeroporto, dizendo que iria embora no dia seguinte, ou seja, ia pagar hotel, com a notinha de R$ 1,80 na mão pedindo que eu justificasse aquela compra.
Fiquei tão horrorizada com aquilo que imediatamente disse: olha, eu nao sei quanto vale a sua hora, mas a minha vale mais do que R$ 1,80. Por favor, me de a conta do Ministerio que estou depositando imediatamente o valor de R$1,80 e a nossa discussão termina aqui.


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FICTICIO

24 de julho de 2012
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lEMBREI HOJE COM UM AMIGO DE UM CASO QUE ACONTECEU HÁ MAIS DE 10 ANOS…

ESTAVA REALIZANDO UM PROJETO NACIONAL PARA UM MINISTÉRIO E TINHAM COORDENADORES LIGADOS AOS ESTADOS QUE ACOMPANHAVAM E FAZIAM A GESTAO DO PROJETO LOCAL.
ENTAO UM DIA RECEBI UM EMAIL COM OS SEGUINRES DIZERES: ESTOU DE ENCAMINHANDO UM RELATÓRIO FICTICIO PARA QUE VOCE ME MANDE O PAGAMENTO…
iMEDIATAMENTE RESPONDI: OK – RELATÓRIO RECEBIDO. eSTOU TE MANDANDO UM PAGAMENTO FICTICIO…

A PESSOA FICOU ‘p”DA VIDA E FOI AO MINISTRO RECLAMAR QUE EU NÁO TINHA PAGO A ELA…A MINHA SORTE, FOI QUE TINHA PASSADO COPIA DOS EMAILS PARA O COORDENADOR DO PROJETO NO MINISTÉRIO E QUANDO O MINISTRO O CHAMOU ELE IMEDIATAMENTE MOSTROU PARA O MINISTRO OS EMAILS…

A RECLAMANTE FICOU COM CARA DE TACHO E O MINISTRO PUTO COM ELA…


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mancada

23 de abril de 2012
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Me lembrei outro dia de um caso…
Tinhamos um grande contrato com a Fundação Banco do Brasil para atender a Sala do Empreendedor no Banco do Brasil.
Fui jantar com uns diretores do BB e FBB e na hora de pagar que faço eu?
Tiro um talão de cheques da Caixa Economica Federal!!!
Quase perdi o contrato!.

Tânia


POUSO E PROSA

10 de julho de 2011
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Aguardem,
Ainda este mes estará no ar o site POUSO E PROSA – roteiros do artesanato…
A ideia foi de lançar por cidade, os artesãos…
Assim, que for viajar para uma cidade, vai achar que é quem em cada cidade.
Mas como para viajar o turista vai ter que se hospedar, alimentar, abastecer, etc lá estão estas informações.
Aproveitando a viagem, informamos também os pontos turisticos, festas, curiosidades, culinária, enfim, tudo o que o viajante precisa saber.
Não percam…
A participação do artesão será gratuita…


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EI – EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

10 de julho de 2011
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Muito tem se falado sobre o Empreendedor Individual.

Quando das discussões em 2009, fizemos diversas reuniões no Centro Cape com a participação do Sebrae Nacional, Prefeitura de Belo Horizonte e artesãos.

Já naquela época levantei a bandeira dos alvarás…falavam que não tinha nenhum problema e que as prefeituras iam fornecer os alvarás gratuitamente…realmente é verdade. No primeiro ano do EI ele recebe automaticamente todos os alvarás necessários. O problema é um ano depois na renovação.

Alvará de localização – se o municipio tem um Código de Postura, no caso de artesanato, ele é considerado industria – aí o artesão que trabalha na sua própria casa, não consegue a sua renovação, caso no seu local de produção, não ser permitido industria.

Alvará do Corpo de Bombeiros – dependendo da atividade, existe a exigência de extintores e outras formas de defesa que às vezes é dificil para o artesão.

Alvará do Meio Ambiente – se ele usa máquinas e estas máquinas fazem barulho, pode dificultar conseguir este tipo de alvará.

Alvará de Publicidade – Se ele tem uma placa na porta da sua casa, tem que pagar por seu uso.

Alvará da Vigilância Sanitária – se trabalha na área de alimentos, perfumaria e artigos de limpeza, se não tiver cumprido todos os quesitos da legislação (entrada e saida independente, local azulejado ou de fácil limpeza, tela em todas as janelas, banheiros independentes para todos os funcionários e ajudantes, etc etc etc)não vai conseguir a renovação.

Agora, mesmo que ele tenha tudo certinho – na sua região pode ter industria, atende a questão de risco de incendio, não usa máquinas que fazem barulho, seus resíduos são tratados, não tem placa na frente da casa, e se for alimento atende aos quesitos…cada alvará custo em média R$ 130,00 – estamos então falando de mais de R$ 500,00 (alguns municipios isentam destas taxas os micros e possivelmente os EI).

Tem que ficar atento também para a questão do IPTU. Enquanto residencia, o IPTU é residencial, enquanto registro de empresa, passa a ser empresarial e aí tem um aumento.

Nao sou contra de forma alguma o EI. Muito pelo contrário. Para o artesão do interior, que tem uma renda inferior a R$ 36.000,00/ano, principalmente ele é perfeito. Normalmente as pequenas cidades não tem estas regras das grandes cidades.

Agora, existe um gap entre o artesão que tem receita de R$ 36 mil ano, para aquele que tem receita de até R$ 120 mil ano, que é o caso dos artesãos dos grandes centros.

Então, antes de decidir ser EI, é bom analisar:

PONTOS POSITIVOS PARA AQUELES QUE TEM RENDA ANUAL DE ATÉ R$ 36 MIL
– independencia
– custo (caso não tenha funcionario, é menos do que R$ 30,00/mes, para os que terão um funcionário, terá um aumento de 8% sobre o valor do SM de FGTS e a parte do empregador do INSS de 26,4% sobre o SM).
– formalização (por ser formal, abre portas para financiamentos, participação em concorrencias, etc).
– Testar o mercado (no primeiro ano, como os alvarás são automáticos, ele pode testar o mercado estando totalmente legal)
– Fechar a empresa (se não der certo, depois de um ano ele pode fechar a empresa num prazo de cinco dias).
– Contador – existe um acordo com os contadores (cadastrados), que no primeiro ano não há cobrança pelos serviços.
– Impostos – todos os impostos (ICMS, INSS do empregador, ISSQN, IR, PIS) estão incluidos na taxa de R$ 30,00.

PONTOS NEGATIVOS
– quem tem receita acima de R$ 36 mil esta fora
– a partir do primeiro ano, os contadores podem cobrar pelos serviços (tem sido praxe a cobrança de R$ 50,00/mes).
– o risco do aumento do IPTU por ser empresa.
– não conseguir a renovação dos alvarás e se conseguir ter que pagar por eles.

Então, antes de decidir ser EI, analise os pros e contras e caso na sua cidade exista um código de postura, veja o que terá que fazer para continuar após o primeiro ano.

Na sede da Mãos de Minas, existem manuais que foram elaborados pelo Sebrae que explicam detalhadamente como funciona todo o processo. É so ir lá e pedir. A distribuição é gratuita.

Em tempo: não esta claro ainda pra mim, a questão da Substituição Tributária e a questão da Nota Fiscal Eletronica que será obrigatória a partir de 2012. Tâo logo clareie esta situação, informarei a todos.


KOMBINAMOS FRETE…

15 de maio de 2011
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A Mãos de Minas trocou no ano passado a caminhonete por uma kombi.
Um monte de gente achou ruim, mas a caminhonete estava dando oficina todo dia e a kombi foi feita pela troca elas por elas…
Ta bom, que quanto a conforto é uma “m” de carro, se é que pode chamar de carro, mas resolve os nossos problemas de transporte.
Agora descobri outra vantagem…
Quando saimos com o Doblo-Fiat, em todo sinal vem vendedor, distribuidor de propaganda, gente pedindo esmola, gente vendendo bala, e aquele monte de coisa que vemos toda hora.
Na kombi, ninguém para…o pedinte pula a gente, o vendedor nem olha para o nosso lado, nem o cara da propaganda não quer desperdiçar papelzinho com a gente…
Vê como tudo na vida tem o seu lado bom…


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WORDCAFE

1 de maio de 2011
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Estou lendo sobre esta metodologia e estou encantada…

WORDCAFE foi desenvolvido por acaso na Inglaterra em 1995. Eram consultores que usavam métodos de discussões grupais, quando num encontro verificaram que o local preparado para a discussão era a céu aberto e estava ameaçando chover. Preocupados com as pessoas chegarem e não terem aonde se sentar, prepararam umas mesas no salão de forma que todos ficassem bem acomodados até que se definisse o tempo e pudessem sair ao ar livre. Para as mesas não ficarem sem nada, pegaram folhas de flip charter e colocaram em cima como se fosse uma toalha. Chegou alguém e comentou que estava parecendo uma mesa de café. Então resolveram continuar com a brincadeira e colocaram um vasinho de flor e colocaram também uns crayons como alguns cafés fazem.
O coffe break que já estava preparado na cozinha, montaram uma mesa no salão e colocaram lá.
As pessoas foram chegando e se acomodando nas mesas espalhadas. Pegavam café e os biscoitos e voltavam para suas mesas.
Como na entrada estava um cartaz informando o tema que eles iriam discutir naquele dia, as pessoas quando sentavam juntas começavam a conversar animadamente sobre o tema a ser discutido, verdadeiramente envolvidas, rabiscando as suas toalhas com idéias.
Encantados com o que estava acontecendo, os consultores desistiram de interromper para fazer uma abertura formal do encontro.
Uma hora depois, um participante se levanta e dia: eu gostaria de saber o que esta acontecendo em outras mesas. Que tal não deixarmos “um anfitrião” na mesa e fazer com que os outros participantes troquem de mesas a cada hora para que assim possamos compartilhar com todos as nossas idéias. Há o consenso de que a sugestão parece divertida e depois de alguns momentos de confusão, as pessoas começam a se mover pela sala. Uma pessoa permanece na mesa, enquanto cada um dos outros vai para uma mesa diferente para continuar a conversa. Esta rodada durou outra hora e a sala ficou “verdadeiramente viva” com as pessoas entusiasmadas e envolvidas, quase sem fôlego! E isto continua então, com as pessoas se acotovelando em volta das mesinhas, aprendendo juntas, testando idéias e suposições em conjunto, construindo juntas um novo conhecimento, adicionando diagramas e figuras umas para as outras e anotando palavras e idéias básicas sobre as toalhas.
Depois de três horas, os consultores decidiram que deveriam “socializar” as toalhas das mesas.
Colocaram-nas num painel, onde todos podiam observar os resultados a anotações de todas as mesas, nas quais separadamente todos tinham participado.
Os consultores notaram também, que pessoas que em outro encontro sempre tinha ficado tímida, ou mesmo aquelas que nem sempre deixavam espaço para outros falarem estavam equilibradas. O tímido falou e participou e o falante reduziu sua agitação e deixou espaços para outros também se manifestarem.
Os consultores então viram que alguma coisa mágica tinha acontecido. Haviam testemunhado algo para o qual não tinham nenhuma linguagem. Foi como se a inteligência de um ser coletivo maior além dos seres individuais da sala, tivesse se tornado visível para todos. Parecia quase “mágico” – um momento estimulante de reconhecimento daquilo que haviam descoberto em conjunto, que era difícil de descrever, embora parecesse estranhamente familiar. O processo de algum modo capacitou o grupo a ter acesso a uma forma de inteligência colaborativa que se tornou mais potente na medida em que tanto as idéias quanto as pessoas andavam de mesa em mesa, criando novas parcerias e fazendo a polinização cruzada de suas diferentes percepções.
E fechamento conceitual do objeto da reunião foi fácil de realizar, pois todos, sem exceção participaram de sua elaboração.
A partir daí, o WORDCAFE passou a ser disseminado e sua aplicação pelo mundo afora permitiu sua aplicação em diversas áreas.
A vantagem é que para aplicar o Wordcafe, ninguém precisa de nada mais do que boa vontade para organizar as pessoas para trocarem informações.


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EL CORTE INGLES

13 de abril de 2011
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Conseguimos mais uma vitoria para o artesanato em Minas Gerais.
Trazer para Minas uma missão do El Corte Ingles (loja de departamento da Espanha e Portugal, com 80 lojas) para comprar os produtos de nossos artesãos.
Serão sete compradores das áreas de decoração, acessorios e móveis (estamos ainda tentando incorporar a confecção…)
Como não somos egoistas, e eles ficarão no Brasil 12 dias, ficarão 6 em Minas, dois em Brasilia e 3 em Manaus. Assim os artesãos da região Centro Oeste e Norte terão também a oportunidade de negociar com eles.
Este foi mais um trabalho de persistencia quando desde 2009 fazemos ações pontuais com eles na exposição de nossos produtos nas lojas de Lisboa, Porto e Madri…
Em tempo: estamos convidando também artesãos de São Paulo, Rio, Espírito Santo e Bahia para estarem aqui conosco também nestes seis dias…
Eles ficarão 3 dias em Belo Horizonte e 3 dias na Região de Tiradentes…


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FUXICO

1 de outubro de 2010
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Ontem tive uma reunião aqui no Centro Cape e um funcionário ficou reclamando de que falam dele pelas costas…
Expliquei a ele que se eu fosse me preocupar com o que falam de mim pelas costas não faria outra coisa.
Já passou há muito o tempo que eu me preocupava com isto.
Hoje falem o que quiser…o que vale é minha consciencia e meu travesseiro…este sim, se me incomodar, aí a situação fica feia.
Na reunião informei…agora quero tudo por escrito, inclusive as reclamações, pois fica mais fácil de resolver.
Quanto ao funcionário, disse a ele que deixasse sua consciencia decidir se valia a pena se preocupar com os comentários.


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COOPERATIVA DE CATADORES DE PAPEL

7 de maio de 2010
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O Instituto Centro Cape foi convidado pela Superintendência de Limpeza Urbana – SLU, para atuar no projeto PTTS-PAC/SLU-PBH.2009-10 de apoio às cooperativas de triadores de resíduos apoiadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, adaptando os manuais da CADEIA PRODUTIVA DO ARTESANATO, para serem utilizados pelos cooperados nos galpões.
O projeto esta encerrando agora, com a implementação da Cadeia Produtiva em todos os 16 galpões e com um manual adaptado com a terminologia adequada aos triadores.
No trabalho, diversas questões nos chamaram a atenção:
a) A baixa estima dos triadores e catadores – temos tentado mostrar para eles a importância de sua profissão, quando milhares de toneladas de resíduos que seriam jogados nos lixões, retornam para a indústria para serem recilados.
b) A coleta seletiva que foi implementada em alguns bairros da cidade, precisa urgentemente de um trabalho de sensibilização da população quanto o que e como jogar lixo para a coleta seletiva – restos de comida, garrafas com liquidos, calcinha suja, são alguns dos produtos que são misturados com papeis, vidro e metal. Assim, muito se perde dos resíduos despejados pela SLU nos galpões por causa desta contaminação dos resíduos.
c) Por causa, principalmente dos restos de comida que são misturados, o número de ratos nos galpões é uma coisa incrível, e eles estão quase que domesticados, não se importando com sua presença e passado ao seu lado tranquilamente. Mas são centenas de ratos com mais de 20 cm de comprimento (fora o rabinho) que andam aos bandos parecendo às vezes que tem um tapete cinza escuro se movendo no galpão.
d) A individualidade também foi uma questão que nos chamou atenção. Apesar de serem “cooperativas” e todos os trabalhadores serem “cooperados”, não existe esta cooperação e sim um trabalho individualizado onde cada um tria o que quiser e vende como quiser. Com isto perdem produtividade, competitividade nos preços e vale a lei do mais forte. Esperamos que no final do trabalho de implementação das Cadeias Produtivas e do 5S, eles tenham uma visão melhor do que seja trabalhar em grupo.
Mas, de qualquer forma, mesmo que não consigamos 100% de resultados com os cooperados, com certeza absoluta, estes galpões nunca mais serão os mesmos depois que iniciamos nossa atuação e vimos que, pela primeira vez os cooperados estão parando para pensar como é o seu dia a dia.


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WHY us (Porque nos) ou UAI us (Uai United States)

21 de fevereiro de 2010
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Estamos lançando agora nos EEUU, apoiados pelo BMG o site de venda no varejo WHY US!.
Estarão participando 15 comunidades com baixo IDH, onde cada comunidade colocará até 10 produtos à venda no varejo.
Os produtos serão distribuidos através de nosso parceiro local a Worldwide que tem a sede em New Jersey…
O nome escolhido, acabou ficando por acaso. Queriamos alguma coisa ligada a ecologia, mas mais de 500 nomes que buscamos já estavam registrados…Um dia vimos que a oficina dos meninos do Morro do Papagaio chamava-se Por que? Então logo vislumbramos WHY com UAI, US (nos) com US (United States).
As comunidades já estão sendo visitadas e o projeto entrará no ar no máximo em maio de 2010.


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Se cobrir vira circo…se cercar vira hospicio!

21 de fevereiro de 2010
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Outro dia me disseram esta fraze e me identificquei imediatamente…

Realmente ao mesmo tempo que é uma verdadeira loucura, também é super diverdido e engraçado…

É assim o grupo de desenvolvimento, onde estão Mãos de Minas, Centro Cape, Banco do Povo, IQS, Jogos de empresa, Terra Brasilis, Brazilhandicraft, Ecoarts, Why us ou UAI United States, Feira nacional, Salão Especial….


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SURDOS

3 de dezembro de 2009
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Ontem quase tive um troço com uma reunião que tive com a Claudinha, Rodrigo e Marcus.
Rodrigo e Marcus são surdos e eles participaram de um treinamento em empreendedorismo na linguagem de libras (linguagem das mãos) para 17 surdos que moram em Belo Horizonte.
O treinamento foi facilitado pelo Rodrigo, que foi treinado por nós na metodologia CEFE e hoje treina centenas de surdos utilizando metodologia participativa com oficinas de criatividade, criação de novos negócios, planejamento, liderança, enfim, tudo aquilo que nós ouvintes temos a nossa disposição, nos disponibilizamos também para os surdos esperando assim quebrar o paradigma de que surdo somente pode ter trabalho em gráficas, computação e outros mais que exigem somente atenção.
O treinamento foi apresentado na CEFERENCIA (Conferência Latinoamericana de Empreenedorismo) que realizamos junto a Feira Nacional de Artesanato e foi filmado.
Na reunião de ontem a Claudinha queria mostrar para eles o filme no seu computador. Colocou o filme para rodar e foi ficando brava: POXA, NÃO SAIU O SOM! ESTA PORCARIA DE COMPUTADOR NUNCA FUNCIONA DIREITO! OLHA, ESTA NO MÁXIMO…DEVE TER ESTRAGADO O ALTO FALANTE! E eu fui ficando nervosa e tentava mostrar para ela, de forma despistada de que realmente o treinamento não ia ter som, afinal todos os participantes e facilitador eram SURDOS MUDOS, ou seja, ninguém falava, por isto não existia nenhum som a ser mostrado.
Ela custou a entender…
Complemento feito hoje…Claudinha lendo a bobagem que ela fez, me lembrou que mesmo que tivesse som, não ia adiantar nada…pois como eu disse, eles eram SURDOS MUDOS!


PODAS DE ARVORES

3 de outubro de 2009
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Abrimos agora uma campanha para a Prefeitura regularizar a madeira que é oriunda da poda de árvores.
As empresas que fazem a poda das árvores, regulamentadas pela Prefeitura, depois vendem os galhos para restaurantes, pizzarias, saunas e outros que usam lenha.
Até aí, tudo bem…é madeira descartável que foi cortada dentro da regularidade.
Muitos artesãos vão atras destas madeiras, ou pegando na rua no momento da poda ou mesmo comprando nos locais de descartes.
Teoricamente são madeiras legalizadas, pois foram oriundas de podas autorizadas.
So que não existe um documento legal desta venda, garantindo ao artesão o certificado de que aquela madeira pode ser usada e não foi colhida de forma ilegal.
Com isto, ele não consegue exportar os produtos e mesmo no mercado interno, não tem como comprovar a sua responsabilidade ecológica de uso racional da madeira.
Enquanto isto, jacarandas, ipes, vinhaticos, mangueiras, jaboticabeiras, goiabeiras se transformam literalmente em pizzas!
Queremos apenas regulamentar para que o artesão, consciente de seu papel na sociedade, possa trabalhar legalmente.


JUSTIÇA DO TRABALHO

5 de maio de 2009
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Hoje de manhã estive na Justiça do Trabalho por causa de uma ação que uma ex funcionária da Mãos de Minas moveu…
Se considerarmos que no Grupo de Desenvolvimento já passaram mais de 700 funcionários nestes vinte anos de existência e até hoje já tivemos no máximo umas 10 ações, esta até bom.
Mas fico horrorizada com o que acontece lá. O Grupo de Desenvolvimento tenta estar sempre dentro da lei. Nunca deixamos de pagar nada a ninguém, nunca atrasamos salário, nunca deixamos de cumprir o que foi combinado, mas dos casos que já tivemos, mesmo os tres que perdemos, acho um absurdo o que acontece.
Tivemos um caso de dois funcionários que foram pegos durante a Feira Nacional de Artesanato roubando carros no Expominas e vendendo convite da Feira. Foram presos e o juiz os condenou a serviços comunitários por serem primários. Evidentemente os mandamos embora por justa causa, porque foram presos roubando carros no horário de serviço. Entraram na justiça e o Juiz nos condenou a idenizá-los com a alegação de que “eles não podiam ser punidos duas vezes pelo mesmo erro”.
Teve uma funcionária da Sala do Empreendedor de Roraima, que quando fechamos em 2003, mandamos todo mundo embora (foram mais de 100 demissões no Brasil). Tinham 3 grávidas e estas, depois do cumprimento do aviso, mandamos para casa para quando terminasse a licença maternidade mandarmos embora. Esta moça de Roraima pediu para dispensá-la do aviso, pois tinha arrumado um emprego. Evidente o fizemos, pois não queríamos prender ninguém, já que a Sala do Empreendedor estava fechando. Dois meses depois ela nos procura, dizendo que estava grávida. Nos imediatamente nos propuzemos a voltar com tudo pra traz e mante-la no quadro. Ela disse que não podia, pois estava empregada e não podia ter outro emprego na carteira. então deixamos de lado. Pois não é que 10 meses depois ela entra na justiça pedindo idenização por danos morais por ter sido mandada embora grávida!
Teve um outro que ministrava cursos para nos e um monte de gente e alegou que a empresa que abriu foi somente para nos atender (apesar de ter tirado Nota Fiscal para um monte de outras pessoas).
Já tivemos muitos casos ao nosso favor também. Teve uma funcionária grávida que mandamos embora por justa causa por improbidade administrativa (fez uma série de desvios em beneficio próprio) e ganhamos as ações em todas as instâncias.
Mas todos os casos que perdemos achei injusto…Sei que existem empresas não idoneas que devem fazer poucas e boas com seus funcionários, mas a grande maioria é honesta e não merece a forma com que são tratadas no Ministério do Trabalho.


SURDOS

2 de maio de 2009
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Uma vez, desenvolvemos a aplicação da Metodologia CEFE para pessoas que tem deficiência auditiva e usam a liguagem de Libras (linguagem de sinais) para se comunicar.
Tínhamos verificado que a maioria dos cursos oferecidos a este segmento eram cursos profissionalizantes nas áreas de informática, gráfica, e outros. Não existiam cursos de empreendedorismo, criação de negócios, gestão, enfim, ser empresário de sucesso.
Foi muito interessante, pois tudo era discutido e “falado” em libras e com isto formamos 15 multiplicadores com deficiência auditiva para poderem atuar no mercado. O projeto foi financiado pela Fundação Banco do Brasil com recursos do Ministério do Trabalho.
No último dia do curso, fomos a um restaurante para comemorar. Avisamos antes ao restaurante que eram pessoas que não escutavam, de forma que os garçons soubessem disto e não houvesse problema no atendimento.
No final, quando apresentaram a conta, colocaram 20 “couvert artistico”, pois segundo o maitre, haviam chamado um conjunto para tocar e animar a festa…
Foi uma briga para tirarem 15 do couvert artistico…Convencer o maitre que as pessoas que estavam lá não escutaram nada da música que foi tocada pelo conjunto que estava se apresentando…


SALA DO EMPREENDEDOR

2 de maio de 2009
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A metodologia de trabalho da Sala do Empreendedor era o crédito assistido. O cliente buscava a informação sobre o crédito, recebia a visita de um agente, discutiam a possibilidade de financiamento e preenchiam a documentação. O cliente participava de um treinamento, onde após ELE PROPRIO, elaborava seu plano de negócio, se comprometendo assim com as informações colocadas, a após receber o emprestimo era visitado pelo menos uma vez a cada tres meses, pelo agente que o atendeu.
Tiveram diversos casos de sucesso. O mais importante, para mim, era quando o cliente ia para o treinamento disposto a finalizar seu desejo de crédito e descobria no final que o momento não era aquele, ou que o risco era muito grande, ou que deveria mudar e adiar a decisão do crédito, enfim, eram centenas de motivos que os clientes desistiam ou adiavam a decisão. Em média, isto acontecia com 30% das pessoas.
Teve um caso, de um açougue, que antes do treinamento o cliente queria comprar um freezer e depois do treinamento, fez do seu estabelecimento uma “boutique de carne”, vendo assim uma forma de se mostrar diferente. Hoje ele é o maior sucesso em Brasilia.
Teve um outro que queria comprar um carro utilitário, mas no treinamento descobriu que seu problema era a logistica interna e não a entrega. Trocou por um computador e mudança do lay out do estabelecimento.
Tiveram diversas parcerias que eram feitas de pessoas que se conheciam durante os treinanamentos e viam que poderiam se completar trabalhando juntos…
Ou seja, mesmo que todos os mais de 100.000 pessoas que receberam crédito não tivessem uma historia diferente para contar, tiveram uma mudança de atitude após participarem da Sala do Empreendedor.


SALÃO DE OPORTUNIDADES

27 de abril de 2009
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Realizamos para o Sebrae Minas os primeiros Salão de Oportunidades – de 1994 a 1998.
A base do Salão eram as rodadas de Negócio.
Uma vez, a Eugênia ligou para um cliente e dentre outras perguntou: Por favor, qual é o seu fax? A pessoa respondeu…aguarde um momento e após alguns minutos voltou: é Toshiba! E a Eugenia muito séria falou: ah, quem bom, o meu é Panasonic, mas por favor, qual é o número do seu?


CEFERENCIA…MAIS LEMBRANÇAS

24 de abril de 2009
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ceferencia1Em 1998 foi a vez da Africa do Sul realizar o Encontro Mundial. Na data eles lançaram o kit Best Game (que usamos até hoje no Brasil e é fantastico…) que consiste na simulação de uma empresa, que produz chapeus, pega um emprestimo num banco, compra materia prima, produz e vende.
No percurso do jogo, vão acontecendo simulações do dia a dia de uma pessoa…supermercado, doença na familia, nascimento de filho, pedido de ajuda de parentes, aluguel, etc etc etc.
Tinham tres grupos: um da Africa, um da Europa e um da América Latina – na simulação cada grupo tinha uma “empresa”.
Quando o facilitador chegou no nosso grupo e cobrou o “aluguel”, não tínhamos feito a reserva para o “pagamento”. Ele então todo feliz, exigia o pagamento do “aluguel”, querendo nos deixar numa situação dificil…não pensamos duas vezes: pegamos a “mesa”, que correspondia ao imóvel que ele estava cobrando o aluguel e dissemos, doravante vamos ser “sem teto”, mas vamos continuar a produzir debaixo “da ponte”.
Ganhamos o jogo…e ele ficou com cara de tacho sem ter reação para a criatividade dos latinoamericanos…


CEFERENCIA

24 de abril de 2009
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Cefe é a metodologia que usamos nos nossos treinamentos – Competência Economica na Formação de Empreendedores. É fantástica.
Surgiu no Nepal em 1986, desenvolvida pela GTZ do Ministério de Cooperação Técnica do governo alemão. Trabalha baseada em vivências, no desenvolvimento de competências empreendedoras.
Vamos realizar em novembro a CEFERENCIA, que será uma conferência com 250 Cefistas de toda América Latina, Central e Africa Portuguesa, mais os “ban ban ban” do Cefe Mundial que estarão também aqui conosco. Eberhard Baerenz vem da Alemanha, Jim Tomencko vem do Laos no Vietnã, Ed Canela vem da Filipinas, Clelia de la Fuente do Uruguai e Claudia Moura do Brasil.
Fiquei me pensando nestes 18 anos que trabalhamos com a metodologia e me lembrei do nosso primeiro fax que ganhamos de presente da GTZ quando realizamos o Primeiro Treinamento de Treinadores CEFE em lingua portuguesa em 1991. Quando o fax tocou…todo mundo do escritório foi para a frente dele super emocionado ao ver aquele papelzinho vir escrito com uma mensagem vinda da América Latina…Era nossa primeira inscrição e vinha lá: nome……., sexo “menino”. além de emocionante, foi muito divertido.


DEKASSEGUI

2 de abril de 2009
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Ontem escutei na televisão o problema dos dekasseguis.

Me lembrei então, quando em 2001 a Fernanda, Diretora da Fundação Banco do Brasil, me ligou em nome da Heloisa Oliveira, Presidente da Fundação na época me perguntando se eu não poderia montar  projetos para os dekasseguis. Nunca tinha ouvido falar neste nome e não tinha a menor noção do que era, mas fiz voz de inteligente e disse: perfeitamente, me dê até de tarde que te mando alguma coisa.

Fui correndo para a Internet e aí descobri o que era. Eram brasileiros, descendentes de japoneses que iam para o Japão trabalhar, muitas vezes em serviços de terceira categoria e voltavam para o Brasil depois de 4, 5 anos com uma poupança de mais ou menos U$ 50.000 e tres sonhos:

Comprar uma casa

Comprar um carro

Montar um negócio

Compravam a casa, compravam um carro, montavam um negocio…Quebravam, vendiam o carro, vendiam a casa e voltavam para mais 4 ou 5 anos no Japão.

Durante dois e anos e meio operamos o projeto. Era gratificante ver estes brasileiros que tinham sacrificado tanto lá fora, terem a oportunidade de pensar bem antes de investir seu suado dinheiro, ganho com tanto sacrificio. Foram mais de 6.000 dekasseguis que atendemos em São Paulo nestes dois anos. Destes, acredito que nem 600 montaram um negócio…Os outros 5.400 investiram em outras áreas mais seguras ou fizeram parcerias que lhes garantissem a manutenção dos investimentos feitos.

O projeto encerrou em 2003, quando assumiu o Governo Lula…Foi uma pena terem acabado com ele, pois acredito que poderíamos ter feito muito mais… Banzai!