EU JURO, by Tânia Machado

BANCO ITAU

22 de fevereiro de 2011
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Sem criar ciumes ao Banco do Brasil – que também é um parceirão, tenho que falar de novo sobre o Banco Itau.
Já contei aqui alguns fatos que ocorreram por causa de uma má governança do Banco do Povo e a importância do Itau neste processo.
Agora, quando achei que tava realmente no fundo do poço, quem vem acudir!!! Banco Itau na figura da Ines, Fred, Andre e o Dr. Ximenes (que ainda não conheço).
Dentre as noticias boas que eles me deram, pra mim a mais importante foi a gratificação do pessoal da agência onde o Banco do Povo estava lotado…O ano todo fiquei mais preocupada em sanar os problemas de forma que os funcionários não fossem penalizados pela minha inadimplência do que o resto.
Roberto e cia não tinham nada a ver com os meus problemas e jogar na responsabilidade deles um débito que não lhes dizia respeito não era justo.
Ines me disse que eles não foram responsabilizados pelos débitos. Acho que fiquei mais aliviada com isto do que com as boas noticias recebidas.
Estas, conto depois, a partir do momento que forem concretizando…


S O C O R R O

13 de abril de 2010
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Será que ninguém conhece alguem que esteja disposto a doar uma quantia para salvar o Banco do Povo?
Veja bem…nestes doze anos de existencia, emprestou mais de R$ 27 milhões, criou mais de 30 mil empregos, gerou mais de 5 mil negocios…
É uma pena perder tudo assim por causa de um gerente e esposa sem caráter…


Publicado em microcrédito
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BANCO ITAU-UNIBANCO

6 de dezembro de 2009
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Acho que nunca vou poder agradecer ao Banco Itau-Unibanco, o que ele vem fazendo pelo Banco do Povo.
Como já comentei anteriormente, por uma questão de gestão fraudulenta do antigo gerente financeiro e sua esposa, o banco entrou numa crise financeira que esta dificil de sair…
Primeiro foi conseguir juntar as informações confiáveis, pois elas não existiam (era um total descontrole, pois eles tinham justamente esta intenção).
Depois tivemos que mudar o sistema e na migração, somente agora em julho/agosto que tivemos a certeza de que as informações estavam corretas.
Neste meio tempo, apesar de termos conseguido baixar o endividamento X carteira em quase R$ 1 milhão, ficamos com um sério problema de honrar os compromissos financeiros.
Acho que qualquer um teria nos abandonado à própria sorte e cobrado a dívida.
Mas não, o Itau-Unibanco ficou (e esta), todo tempo junto, nos ajudando no que for possível para conseguirmos recuperar.
A Ines, Maria José, Andre, Ronaldo, Denise e Paula não nos abandonaram um minuto sequer e continuam firmes, tentando e torcendo para que saiamos da crise.
Como não tínhamos a informação confiável, nem podíamos buscar soluções, pois como chegar numa instituição financeira e eles perguntarem os dados contábeis e nos respondessemos que esta “mais ou menos” assim…Isto não existia…
Agora já temos e estamos partindo para buscar a solução definitiva…
Itau-Unibanco, podem preparar para ter o Banco do Povo, como um case de sucesso e de como um banco formal, pode apoiar uma instituição de microcrédito com uma grande credibilidade frente ao mercado, mas uma enorme dificuldade, mas mesmo assim, com a ajuda de voces, neste dois anos milhares de pessoas conseguiram ter acesso ao financiamento e gerar outros milhares de empregos.
Parabens e obrigada.


GOVERNANÇA NAS INSTITUIÇÕES DE MICROFINANÇAS

13 de junho de 2009
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A governança nas instituições de microfinanças é um assunto muito sério.
Não conseguindo pagar altos salários e tendo que reduzir ao máximo as despesas para assim conseguir pagar as contas e se possível ainda ter um pequeno superavit, as instituições de microfinanças sofrem.
Faz um ano e meio que o Banco do Povo descobriu um problema seríssimo de gestão de seus recursos. Para ter uma ideia do que houve, quando fechou-se o balanço de 2007, estávamos com um PL (patrimonio líquido) positivo de quase R$ 300 mil reais. Depois que descobrimos que o gerente geral e sua esposa, que controlavam o financeiro, manipulavam os dados para parecer que estava tudo bem, além de alguns beneficios privilegiados para o casal e após a auditoria, nosso PL foi para quase R$ 600 mil negativos.
Eram pessoas da total confiança do Conselho do Banco e formaram-se lá.
Para se ter a noção da seriedade da situação, a esposa estava grávida, foi mandada embora por justa causa, entrou na justiça, recorreu a todas as instâncias e perdeu todas.
O marido, esperto, saiu antes de que descobrissemos tudo.
O maior problema, estava no sistema. Hoje trocamos o sistema por um onde temos um controle maior e é totalmente impossivel uma pessoa manipular os dados e não ficar rastro da sua ação.
O sistema agora é ligado direto na contabilidade e auditoria e assim qualquer ação fora do costume fica alí registrada.
Quando tudo ocorreu, ligamos para diversas instituições de microcrédito para saber se já tinha ocorrido algo parecido e que providencias tinham tomado.
Qual nao foi o nosso espanto quando vimos que quase que na totalidade, todas já tinham passado por situação parecida.
Não sei como o Yunus faz em Bangladesh. Lá so tem sistema em Daka. No resto, nas aldeias é tudo registrado num caderninho todo sujo de terra vermelha.


Yunus

10 de abril de 2009
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Tive a chance, convidada pela Fundação Banco do Brasil e Ministério do Trabalho e Emprego, de passar uns dias em Dhaka com Muhammad Yunus do Grameen Bank de Blangladesh.
Foram dias inesquecíveis e tivemos dois dias de reunião com ele e sua equipe.
Nunca saiu da minha cabeça uma fraze dele: “as pessoas quando nascem, são exatamente iguais, não dá pra diferenciar numa maternidade um filho de pobre e o filho de rico. São as oportunidades da vida que as tornam diferentes”.


BANCO CENTRAL

7 de abril de 2009
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img265Era 1990 e havíamos recebido uma doação de 20.000 marcos da GTZ para fazer um teste de microcrédito. A Constituição de 88 havia pouco que tinha sido promulgada e tínhamos o problema de emprestar recursos, numa inflação de quase 50% am tendo que recuperar não so o principal, mas também a inflação e havia o crime de usura. Nem se pensava no marco legal do microcrédito que foi em 1999. O Banco do Povo nem tinha sido criado e quem operava o microcrédito era o Centro Cape.

Fomos então ao Banco Central e perguntamos: recebemos uma doação, mas temos que emprestar a uma taxa maior do que 1% am. Existe algum problema? A resposta foi que não nos preocupássemos, pois não haveria problema algum…Dissemos então: por favor, gostaríamos que nos dessem esta informação por escrito!. Aí tudo mudou de figura: pediram então que formalizássemos nossa consulta e protocolássemos para que assim obtivéssemos uma resposta. toda semana ia lá e cada dia me informavam que o papel tinha ido para um andar do Banco Central em Belo Horizonte. E eu correndo atrás.

Até que alguns meses depois, chegando lá, me informaram na maior alegria: seu documento foi para Brasilia. Eles que vão te responder…

Passei a frequentar o Banco Central de Brasilia e a mesma coisa. O documento subia e descia escada todo o tempo e eu correndo atrás dele. Até que um dia, acredito que cansados da minha insistência, dia 25 de maio de 1992 me deram uma carta, não autorizando, mas não impedindo que o fizéssemos…lavando suas mãos e dizendo que eles não tinham o que opor, já que não estava na instância de fiscalização deles.

Até que fosse promulgado o marco legal em 1999, este foi o documento usado por dezenas de pequenas instituições de microcrédito no Brasil.


O QUE FAZEMOS COM R$ 50,00?

1 de abril de 2009
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Tem gente que gera renda e emprego com isto. Tenho dois casos que adoro. Um foi de um menino numa comunidade no entorno do Bairro Sion que pegou R$ 50,00 emprestado no Banco do Povo. Mandou fazer um aramado, soltou na garupa da sua bicicleta,comprou duas garrafas térmicas e vendia café nas obras do bairro as cinco horas da manhã. A ultima noticia que tive dele já tinha tres bicicletas…Ou seja, com um capital de R$ 50,00 já tinha gerado mais dois empregos.

Era uma vez uma senhora que saia de casa pela manhã bem cedinho e só retornava à noitinha. Passava o dia na casa de pessoas passando roupa. Enquanto isto, seus filhos na idade de 7 a 12 anos ficavam soltos na comunidade a mercê de más companhias, cheirando cola e às vezes até sendo usados como “avião”, para levar drogas a clientes da zona sul.

Um dia, Dona Maria achou o Banco do Povo. Buscou um financiamento de R$ 150,00 e com isto comprou um ferro e uma tábua de passar roupa e começou a trabalhar em casa. Seus filhos voltaram para a escola, e passaram a ter uma referência de família.

 

Nos até podemos gastar R$ 50,00 em cerveja no final de semana…mas tem gente que gera renda, auto estima e dignidade…