EU JURO, by Tânia Machado

PATROCINIOS

25 de julho de 2016
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Procurar patrocínio, sempre foi uma situação difícil.

Chegar nas pessoas certas e conseguir convence-las que apoiar um segmento de mais de 8,5 milhões de brasileiros, é uma boa coisa e trabalha também a responsabilidade social, além do marketing cultural para a empresa.

So que agora, com este monte de “lava jato” em cima de patrocínio a situação esta ficando cada vez pior. É gente fazendo festa com lei Rouanet, é gente pedindo troco no patrocinio, cada dia leio uma noticia diferente nos jornais.

Aí fico mais preocupada ainda, quando as pessoas nivelam por baixo. Ou seja, se tem um bandido do patrocínio, todos também são bandidos.

Nos aqui, em todos estes anos que recebemos patrocínio, nunca tivemos um centavo desviado para qualquer outro objetivo que não fossem os aprovados na Lei de Incentivo para a Feira Nacional. A maioria dos patrocínios, como sou eu que faço a a captação, nem taxa de intermediação existe.

Mas as empresas tem que começar a separar o joio do trigo. Um patrocínio para a Feira Nacional de Artesanato, beneficia diretamente 7.000 artesãos e indiretamente mais de 20.000 se considerarmos suas famílias e as pessoas que trabalham com eles. Garantem a continuidade de diversos ofícios artesanais, quando estes artesãos tem a oportunidade de mostrar seus trabalhos, fazer vendas e contatos futuros.

Isto sem dizer que o artesanato é a opção imediata de trabalho neste momento de crise e desemprego que se encontra o país. São engenheiros fazendo sandálias, médicos fazendo sanduiche, arquitetos fazendo roupas e por aí vai. E cada um destes acaba levando consigo dois ou três ajudantes, que também passam a ter uma renda.

Se 0,001% do que dizem que já foi encontrado de roubo (R$ 100 bi) fosse aplicado no artesanato, teríamos a geração de 1.000 empregos, garantindo renda de quase R$ 5 milhões a estes artesãos durante um ano.

 


PAB – Programa de Artesanato Brasileiro

19 de maio de 2016
1 Comentário

Fiquei sabendo hoje que estão mexendo na Secretaria de Micro e Pequena Empresa, onde esta locado o PAB.

Fico muito preocupada, pois a Ana Beatriz que esta a frente da coordenação do programa desde que foi criada a Secretaria, tem tido uma atuação impecável.

Apesar do minimo orçamento e ter que dialogar com Coordenadores Estaduais com as mais diversas visões, tem conseguido manter o PAB no mail alto nivel.

Espero que a mantenham, pois nos aqui do Centro Cape tem anos que não temos um diálogo tão profissional como temos tido com a Ana Beatriz.

Como não temos nenhuma força no Governo Temer, se alguém tiver acesso e puder pedir pela Ana Beatriz, adoraria.


SOCORRO! FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO PEDE SOCORRO!

29 de outubro de 2015
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Caiu por terra hoje a última esperança de ter uma emenda orçamentária que estava prevista para a Feira Nacional.

Este ano, após 12 anos de Lei de Incentivo, não conseguimos nenhuma doação, apesar de ser Lei Rouanet – Art. 18, ou seja, a empresa que doasse poderia abater 100% no Imposto de Renda a pagar.

Já cortamos tudo o que podíamos na feira, sem perder a qualidade que sempre foi neste 26 anos. Ela vai acontecer, mas com grandes sacrifícios e deixando um déficit enorme.

Se você é proprietário de uma empresa que apure IRPJ pelo lucro real, ou se você conhece alguém nesta situação e queira ajudar, por favor entre em contato comigo pelo telefone 31-996378313 ou email ccape@centrocape.org.br. O valor doado pode ser abatido direto no Imposto de Renda a Pagar. Isto vale também para as pessoas físicas que declarem no formulário completo.

Lembrem-se que a Feira beneficia a cidade de Belo Horizonte com a visita de mais de 10.000 pessoas que se hospedam em hotéis, andam de taxis, vão a shopping e usam restaurantes, criando uma receita paralela ao município.

Isto sem contar com milhares de artesãos que tem garantido a sua receita com as vendas efetuadas durante a feira e os contatos realizados com lojistas, que durante o ano seguinte fazem pedidos gerando receita por meses a fio.


MENTORES VOLUNTÁRIOS

22 de outubro de 2015
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Possuimos um site para a promoção do artesão brasileiro no mercado internacional, denominado de ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato –www.abexa.org.br

É um site totalmente gratuito, onde não existe taxa de inscrição, mensalidade ou intermediação de venda. Todos nos que trabalhamos no site o fazemos de forma voluntária.

A cada 6 meses fazemos uma pesquisa sobre a maturidade do artesão para a exportação.O nível ainda continua baixo, mas tem melhorado. As maiores dificuldades são:

  1. a) não sabem calcular preço CIF, FOB u EW
  2. b) não tem site
  3. c) se tem site não esta em ingles
  4. d) não sabem o que é radar
  5. e) não tem embalagem adequada para exportar e nem sabem como fazer
  6. f) não tem nota fiscal e nem sabem se relacionar com uma trading.

A ultima pesquisa esta publicada no site da Abexa – www.abexa.org.br ir em Arquivos.

Agora estamos reestruturando o site e estamos buscando novas parcerias de pessoas que queiram ser mentoras on line do artesão de forma voluntária.

Publicaríamos no site o nome do mentor, contatos e especialidade e incentivaríamos que o artesão busque informação e apoio de um mentor.

Seria tudo gratuito, dentro da responsabilidade social de cada um.

Voce gostaria de colaborar?

Se sim, nos informe (ccape@centrocape.org.br) , pois tão logo finalizemos a reestruturação do site, abriríamos um espaço para que você se cadastre diretamente.

E como estaremos reformulando o site, estamos aceitando sugestões.


Artesanato e o futuro

1 de setembro de 2015
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Tem me preocupado muito os boatos que estão correndo por aí de que o Governo Federal esta querendo voltar o artesanato para o Ministério do Trabalho para ser atendido no programa de Economia Solidária, tirando da Secretaria de Micro e Pequena Empresa.
Isto é um desrespeito e um retrocesso de 30 anos, quando o artesanato estava no MTE, no programa PNDA (Programa Nacional de Desenvolvimento do Artesanato).
Dos anos 80 pra cá o artesanato tomou outros rumos. Exporta, participa de eventos no Brasil e exterior – a grande maioria sem subsídios, patrocinados pelos próprios artesãos. Tem uma participação no PIB nacional de mais de R$ 50 bilhões (dá pra cobrir o déficit da Dilma…rsrsrs), é o maior distribuidor de renda deste país.
Nada contra a Economia Solidária, mas voltar a ser tratado como projeto social é um grande retrocesso. Não temos que voltar a ser projeto social e sim fazer com que a Economia Solidária venha para o empreendedorismo e participação ativa na economia.
Nos, dentro do possível, apoiamos a Economia Solidária com treinamentos, cartilhas, acesso ao treinamento on line na gestão de negócio, consultorias etc. Tudo para que eles possam crescer e ser “donos do seu próprio nariz”.
Para se ter uma noção do crescimento do artesanato, no site de exportação da Abexa – http://www.abexa.org.br, apesar de ter somente 60 dias de lançamento, tem 400 acessos/dia, dos quais 17% são de pessoas de fora do Brasil e neste período recebeu 27 demandas, sendo 13 do exterior.
O que é um artesão/produtor? Empregado ou empresário? Lógico que ele é empresário! Ele é o dono do seu negocio, ele quem decide os caminhos a tomar, ele que decide o que vender e a que preço…Não dá pra tratar o artesão somente como trabalhador. Ele tem um papel muito maior na economia brasileira.


FUNDAÇÃO AMERICANA

25 de agosto de 2015
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No meio a tantas noticias ruins, temos uma boa…
Estamos criando nos EUA uma fundação para apoiar o artesão brasileiro nas exportações.
A criação de uma fundação ou empresa sem fins lucrativos nos EUA é bem diferente do que no Brasil. O processo demora cerca de dois anos.
Voce tem que preencher um formulário de quase 50 páginas com questionamentos de sua intenção, tem que chamar um conselho deliberativo formado por cidadãos americanos e brasileiros que tem o poder de realmente decidir. No final do ano, o saldo em conta da entidade tem que ser zerado, ou seja, os grants recebidos se não gastos voltam ao governo.
O seu planejamento financeiro tem que ser detalhado ao máximo e não pode ser mudado ou adequado com o “jeitinho brasileiro”. Não adianta colocar “participar de feiras”. Voce tem que dizer que feiras, quando, qual é a área e o que vai pagar. Se no meio do caminho decidir fazer alguma mudança esta tem que ser aprovada pelo Conselho e autorizada por um juiz…
Pode parecer complicado, mas e muito simples…basta seguir as regras…e aí voce tem acesso a uma série de doações tanto publicas quanto privadas, pois o cidadão americano sabe com certeza de que seu dinheiro aplicado é realmente usado nos objetivos que se propôs.


ABEXA II

29 de junho de 2015
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A história:

ABEXA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EXPORTAÇÃO DE ARTESANATO

Julho 2010 – a Apex informa aos PSI existentes (Minas, São Paulo, Paraná e Ceará) que não renovará os convênios e as entidades tem que se reunir e criar uma entidade nacional.

Julho/Dez 2010 – A Apex disponibiliza uma consultoria para apoiar a criação da entidade.

Dezembro 2010 – É criada a ABEXA – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato

Maio 2011 – é assinado o primeiro convenio da Abexa com a Apex mas os associados somente poderiam se beneficiar dos recursos quando finalizassem suas prestações de conta com a Apex.

Junho/Agosto 2011 – Centro Cape, Ica e Artest tem suas contas aprovadas.

Setembro 2011 – A Fazer Brasil não tem suas contas aprovadas e tem que sair da ABEXA.

Outubro 2011 – É feito o primeiro bloqueio na conta da Abexa, no valor de R$ 923.586,24 realizado pela DIM Import Export numa ação contra a Fazer Brasil sob a alegação de que a ABEXA foi criada para ser uma “laranja” da Fazer Brasil.

Nesta data, tomamos conhecimento de que a Fazer Brasil já tinha tido valores referente ao seu convenio Apex bloqueado pela mesma DIM Import Export.

Outubro 2011 – Entramos com uma ação e conseguimos suspender o levantamento do recurso por parte da DIM.

Maio 2012 – Apesar do bloqueio dos recursos, a Apex considerando que a Abexa não tinha nenhuma responsabilidade, renovou o convênio ate dezembro de 2013.

Fevereiro 2013 – Baseado no mesmo recurso a DIM conseguiu mais um bloqueio nas contas da Abexa no valor de R$ 344.552,57.

Fevereiro 2013 – Novamente entramos com uma ação de embargos para evitar o levantamento dos recursos por parte da DIM.

Setembro 2013 – Por sugestão da Apex, antecipamos a finalização do projeto em setembro de 2013.

Setembro 2013 – Com a participação da Apex, realizamos o planejamento estratégico para a renovação do convenio 2013/2015

Outubro 2013 – nos reunimos com a gestora do projeto Apex – Marcia Gomide para fechar os detalhes da renovação do convenio e adequação financeira dentro do valor a ser disponibilizado.

Outubro 2013 – Foi autorizada a inserção dos dados no SIG, entendido como uma pré aprovação do projeto.

Novembro 2013 – O Gerente Cristiano e o Diretor Ricardo Santana, chamam o funcionário da ABEXA para ir ao Hotel Mercure em Brasilia e no hall de entrada do hotel informam ao nosso funcionário que o projeto não seria renovado, numa total falta de respeito para com a instituição.

Novembro 2013 – Solicitamos uma reunião na Apex, onde fomos novamente informados pelo Sr. Cristiano que a Apex não queria mais nenhum relacionamento com a Abexa e ponto final.

Dezembro 2013 a fevereiro de 2014 – Como prêmio de consolação, A Apex decidiu por apoiar os eventos onde já havia sido pago o chão na Maison a Ambiente, menos a New York Now que era gerida pelo Centro Cape, com a alegação de que não negociávamos direto com o promotor do evento e sim com nosso parceiro local – situação esta verdadeira e que vinha acontecendo desde o ano de 2005 (foram mais 40 eventos nos EUA nesta mesma situação), cujas prestações de contas foram todas aprovadas sem nenhum questionamento. Inclusive as prestações de contas da Abexa.

A ABEXA – Com o cancelamento do projeto por parte da APEX, todos os associados solicitaram o seu desligamento da Abexa, restando somente o Centro Cape, O Moitará e a Solidarium (esta como presidente).

Em julho de 2014, a Solidarium solicitou o desligamento da Abexa, criando inclusive uma situação delicada, pois não haveria quem assinasse pela entidade.

Em novembro de 2015, reativamos a Abexa com três associados: Centro Cape, Moitará e Central Mãos de Minas, para mantê-la em funcionamento até que se defina os bloqueios, pois não há como encerrar as atividades.

Bloqueio – Já ganhamos em 2014 nas três instâncias da 27ª. Vara Civil por voto unanime dos desembargadores, restando agora a DIM, recorrer a Brasilia, que segundo nossos advogados as chances de reverter a situação é mínima.

Mercado – o Instituto Centro Cape, consciente de que o mercado que conquistamos nestes últimos 12 anos não poderia ser abandonado, pois perderíamos assim todo o nosso trabalho, decidiu por continuar com as ações nos EUA e para isto, assumimos os custos de alguns eventos até janeiro de 2015, o que agora não conseguimos fazer mais.

Participamos dos seguintes eventos:
New York Now – jan-ago/14, jan/15
Arte Expo – mar/14 (apoiada pelo Itamaraty)
ICFF – mai/14 e mai/15 (apoiada pelo Itamaraty)
Fancy Food – jul/15
Accessories – julho/14 (apoiada pelo Itamaraty)
Bryant Park – nov-dez/14
Show room – até set de 2014 quando tivemos que fechar.
Centro de Distribuição em New Jersey – mantido graças aos nossos parceiros locais.

Em julho de 2014, fomos até o Ministro Mauro Borges pedindo a ele que intercedesse junto a Apex para realizar um convenio com o Instituto Cetro Cape (não a Abexa), para darmos prosseguimento as ações nos EUA, pois sabíamos que não conseguiríamos mais assumir os custos dos eventos.

De dezembro de 2013 até a presente data, tivemos as seguintes despesas:
– Despesas que eram cobertas pelo convenio – R$ 837.762,79
– Advogados (já pagos) – R$ 42.000,00
– Advogados (a pagar) – R$ 140.000,00
– Show Room em New – até set/14 – R$ 270.000,00
– manutenção da Abexa (contador, internet,etc) – R$ 96.759,00
Desembolsado até o momento – R$ 1.246.522,76

A desembolsar – R$ 140.000,00

Todas estas despesas estão sendo pagas pelo Instituto Centro Cape, tirando recursos de seus projetos, manutenção e com empréstimos bancários.

Agora, a propria APEX reconheceu numa das ações que entrou contra a DIM que a ABEXA não tem nem nunca teve nada a ver com os bloqueios e que o recurso bloqueado pertence a APEX e não a ABEXA, pedindo ao juiz que repassasse a titularidade do bloqueio para a Apex.

Sendo assim, não conseguimos entender o posicionamento da Apex, negando ao Centro Cape um convenio que beneficiaria milhares de artesãos brasileiros.


COPA DO MUNDO

16 de maio de 2014
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Sempre falei que o que eu queria tirar de proveito com a Copa do Mundo era com a presença da imprensa…
Vamos ter aqui milhares de jornalistas e alguns vão ficar em Minas do primeiro jogo ao último jogo que acontecerá no Mineirão.
Sei que eles são jornalistas esportivos, que nada tem a ver com arte e cultura. Mas são formadores de opinião nos seus países de origem.
Então propus a Secretaria de Esporte e Turismo, montarmos um espaço com a informação sobre o artesanato mineiro. Quem somos, onde estamos, que fazemos, o que geramos de receita etc.
Amanhã, nos seus países, quando nos seus jornais, revistas, rádios, etc, seus editores levantarem sobre o desejo de alguma informação sobre arte e cultura eles podem dizer…olha, quando estive em Minas durante a Copa de 2014, recebi um monte de informação sobre o artesanato local…
Agora, mesmo durante a Copa, quem sabe eles não se interessam de entre um jogo e outro fazer uma pauta sobre a nossa arte?


TURISTA DE COPA NÃO CARREGA SACOLA

30 de abril de 2014
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Fico preocupada com a expectativa de milhares de artesãos que a Copa do Mundo vai vender horrores e eles vão ganhar a maior grana.
Falo isto a 4 anos: TURISTA DE COPA NÃO CARREGA SACOLA!!!
Ele vem, fica numa cidade um dia e já no dia seguinte está se mudando para outra cidade e vai ficar assim correndo atrás de seu time durante toda a Copa do Mundo.
O máximo que pode fazer é num aeroporto comprar algo BEM PEQUENO e que caiba na mala para levar de lembrança.
Possivelmente esta compra será uma camiseta (made in china), um boné (made in china), um chaveiro (made in china) e pode ser que compre algum produto com a cara do Brasil, mas pequeno e que não pese.
Quando comecei a falar nisto há 4 anos, todo mundo achava que eu era pessimista…então resolvi ligar para amigos na África do Sul e perguntar o que aconteceu com o artesão lá na última Copa. A resposta foi que tal qual o Brasil todo mundo incentivou os artesãos a produzir pois iam ganhar muito dinheiro…resultado…o turista veio, não comprou quase nada e ele ficou com aquele estoque enorme e os atravessadores chegaram e fizeram a festa.
Resolvi também perguntar para os artesãos de Salvador, Recife e Rio de Janeiro o que acontecia com as vendas deles durante o Carnaval, afinal de contas, suas cidades recebem 1 milhão em turistas que ficam por conta da cerveja e samba por 7 dias…resposta: tem um aumento de cerca de 12% nas vendas…quem vende são os camelos na beirada das praias e hotéis cheios de produtos vindos de onde? China!!!
Bem, vamos torcer para que eu esteja totalmente errada…


SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

29 de abril de 2014
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Para quem não sabe, substituição tributária foi uma forma que os estados utilizam para que o ICMS seja pago antecipadamente, antes da venda ao cliente. Ou seja, um exemplo é a Coca Cola, que antes entregava seus produtos a milhares de lojas – algumas grandes e muitas pequenas e os impostos eram pagos quando da venda ao consumidor. Hoje não, o produto sai da fábrica já calculado o imposto que seria gerado quando da venda ao consumidor final.
Acontece que muitos destas “lojas” são micro empresa optante pelo simples, que não pagavam imposto, por serem isentos.
O mesmo tem acontecido com o artesanato. O artesão tem os seus benefícios fiscais, mas quando vendem produtos para outros estados, indiferente se o comprador é uma grande empresa ou um optante pelo simples, ele tem que recolher o ICMS da substituição tributária, perdendo assim toda a competitividade que o produto tinha, já que, quando o lojista optante pelo Simples faz a sua venda ele não pode utilizar do crédito do ICMs recolhido.
Na discussão com a Secretaria de Micro e Pequena empresa, o comentário deles é que não precisa se preocupar, pois como o artesão é tudo simples e humilde, ele não precisa emitir Nota Fiscal e como comentei no post “ARTESANATO” do dia 27 de abril, isto não é problema do artesão e sim do lojista…Me irrita profundamente esta falta de conhecimento da realidade hoje do artesão brasileiro.


COWORKING

28 de abril de 2014
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Para quem não sabe, coworking é um espaço comunitário de trabalho. Pessoas que normalmente trabalham em casa, principalmente na área de serviços, e gostariam de ter um local externo para trabalhar mas sem se preocupar com aluguel, IPTU, segurança, limpeza de um espaço que só usariam algumas horas por mês vai para um espaço comunitário, hoje denominado de coworking.
Pode ser usado também para quem está querendo iniciar um negócio, principalmente na área de serviços e ainda não está com a ideia totalmente formatada. Aí ele vai para um espaço destes, e na troca de informações com outros, acabam surgindo parcerias e um ajuda o outro no desenvolvimento de sua ideia.
Pois é, estamos inaugurando nosso coworking junto com o Centro Cape e a Mãos de Minas na intenção que venham pra cá pessoas que possam estar junto com os artesãos no desenvolvimento de novas ideias, tanto de design, nos serviços que o artesão precisa, na área de tecnologia da informação e tantos outros que possam a vir.
O espaço contará com palestras, apresentações, parcerias com outras entidades de forma a oferecer ferramentas que ajudem a todos.


exportação de artesanato

28 de abril de 2014
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Mesmo com a suspensão do apoio da Apex a Abexa – Associação Brasileira de Exportação de Artesanato, o Centro Cape e a Mãos de Minas não paralisaram as suas atividades. Sem o apoio da Apex participamos da New York Now (ex-Gift Fair), Arte Expo, vamos agora participar da ICFF (feira de móveis e design em New York), vamos participar da Fancy Food (feira na área de alimentos, onde oferecemos produtos para mesa e cozinha) e da New York Now de agosto.

Continuamos a manter o show room em New York e o Centro de Distribuição em New Jersey.

Não podemos perder dez anos de trabalho nos colocando no mercado americano, por causa de uma decisão da Apex de suspender o projeto com a Abexa e ignorar os projetos individuais que trilhavam com sucesso o seu caminho.

Como estamos pagando? Aí entra Deus, Buda, Oxóssi, Alá, os meus amigos e parentes que já se foram e num encontro de energia de todos, vamos conseguindo levar dia após dia.


manual de embalagem

28 de abril de 2014
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A pedido do Sebrae, desenvolvemos um manual de embalagens que repassa as boas práticas que são aplicadas na Mãos de Minas sobre como embalar bem os produtos.

São dicas para quem tem dinheiro para investir e quem não tem dinheiro. Mesmo aqueles que moram na roça ou no interior, tem como aproveitar as dicas dadas para melhorar a performance do envio de seus produtos.

O importante é sempre que uma peça feita com tanto cuidado e criatividade, não pode correr o risco de chegar quebrada ao seu destino e mesmo aquelas que não tem o risco de quebrar, não podem ser embrulhadas de qualquer jeito e folhas rasgadas de jornal. O produto e o artesão tem que ser respeitados.


ENSINO A DISTÂNCIA – CENTRO CAPE

27 de abril de 2014
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O site de Ensino a Distância do Centro Cape – http://www.centrocapeonline.org.br, tem tido cada dia mais alunos.
Agora aberto também para o artesão independente, empresas artesanais, consultores e empresas de consultorias, permite que diversas pessoas possam se beneficiar do nosso conhecimento e vivência de mais de 30 anos.
O site é gratuito, basta entrar, cadastrar e começar a aprender.


EMBALAGEM PARA O ARTESANATO

11 de abril de 2009
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Um problema eterno que tínhamos era a embalagem para o produto artesanal.
As empresas fabricantes de caixas, somente atendiam a grandes volumes (mesmo o pedido mínimo era muito grande para o artesão)
Agora estou muito feliz, pois levamos o problema ao Governador Aecio Neves, que através de nosso Vice Governador Antonio Anastasia, determinou ao SEDESE, através do programa Usina de Trabalho que viabilizasse os equipamentos de forma que além de formarmos constantemente pessoas para o mercado, ao mesmo tempo estaremos produzindo nossas próprias caixas, dentro do volume que precisamos.
A primeira turma de treinamento começou esta semana sendo acompanhadas pelo Senai.
Agora tanto nossos produtos, quanto os produtos de nossos associados terão uma embalagem digna do produto artesanal mineiro.
Foram quase 23 anos de espera, mas valeu a pena.


O INICIO

4 de abril de 2009
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Quando a Mãos de Minas começou em 1988, não tinhamos nada. Eram duas mesas e quatro cadeiras. Eramos 4 pessoas e cada uma sentava numa ponta.

Na epoca, fui ao Secretario de Administração para ver se conseguia alguns móveis no Estado, então ele me mandou ao deposito de restos da Secretaria com a ordem que que podia pegar o que quisesse.

Peguei algumas mesas, mas aproveitei a oportunidade e peguei 9 aparelhos de ar condicionado que não funcionavem e 22 máquinas de escrever manuais que também não funcionavam…Ninguém entendeu o motivo deu pegar aquele “ferro velho”…

Chamei então uma empresa que mexia com máquinas e perguntei: se eu te entregar 22 máquinas que não funcionam, quantas funcionando voce me devolve? Ele respondeu: 11 – eu falei: negocio feito. Assim, tinha 11 máquinas manuais que funcionavam…Mas era terríveis, doia os dedos e era um barulho sem fim. chamei de novo o cara e perguntei…Se eu te entregar 11 máquinas manuais que funcionam, quantas máquinas eletricas usadas você me dá? Ele respondeu: 4 – falei – negocio fechado! As máquinas eram melhores, mas o barulho continuava a ser infernal…chamei ele de novo: se te entregar 4 máquinas eletricas usadas, que funcionam, quantas máquinas novas, voce me entrega: ele respondeu: uma – falei – négocio fechado…so precisava de uma mesmo…A máquina existe e funciona até hoje.

Os aparelhos de ar condicionado foram diferente: um dia entrei na sala do Secretario Samir Tanus e ele suava que nem tampa de chaleira…o ar condicionado da sala dele tinha quebrado e não tinha conserto. Conversando com o Superintendente Administrativo ele me falou que a Secretaria não tinha dinheiro para comprar uma aparelho novo – investimento, mas tinha dinheiro para consertar – custeio. Ops! Vamos fazer um negocinho? Resultado, entreguei para ele os 9 aparelhos que não funcionavam e eu e o Secretário ganhamos um aparelho funcionando…Este não existe mais, mas funcionou durante muitos anos…

Oportunidades são coisas que precisamos estar sempre atentos. elas passam de uma forma sutil e precisamos saber interpretá-las.


FENEART

4 de abril de 2009
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No ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Agrário resolveu fazer uma feira de artesanato rural EXATAMENTE na mesma data da FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO.

Na epoca, até achei que era retaliação a Minas Gerais, pois na data que eles lançaram a feira, a Apex tinha acabado de publicar uma pesquisa onde demonstrava que Minas Gerais era responsável por 60% de todo o artesanato exportado oficialmente no país.

Isto sem contar que na mesma data estava acontecendo no Rio a Feira da Providência que deve ter quase 30 anos de existência.

Agora este ano, fico sabendo que o Ministério do Turismo esta fazendo o seu evento – SALÃO DO TURISMO, que é bianual na mesma data da FENEART (feira de artesanato de Pernambuco que acontece ha 10 anos e cada ano é mais importante).

Fico muito triste com isto, pois quem perde é o artesão brasileiro que precisa de espaços para comercialização, e a exemplo do que aconteceu no ano passado com o artesão rural que precisava de apoio para vir a Feira Nacional e não pode vir, pois o MDA e outros apoiadores estavam com a feira do MDA. O mesmo acontecerá este ano com a Feneart e o Salão do Turismo, com muitos artesãos, que tinham dois espaços para comercializarem e agora terão que optar por um.

Hoje tenho a certeza de que não é retalização a ninguém, mas é falta de interlocução e planejamento.

Por isto, Ministérios, peço que antes de planejar seus eventos, vejam quem já esta fazendo  algo há anos, com grandes lutas e sacrificios para manter eventos  que de uma forma ou outra, benecifiam 8,5 milhões de brasileiros.

E voce PAB (Programa de Artesanato Brasileiro) do MDIC? Tudo bem que voces boicotam a Feira Nacional há tres anos, mas a Fenart, é um evento apoiado por voces…


MEI – MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

3 de abril de 2009
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Hoje tivemos uma reunião com o Sebrae Nacional (Andre Spinola e Bruno Quick), sobre o MEI.

Muitas dúvidas foram sanadas e outras levantadas, mas no cômpito geral se não estragarem a lei, vai ser muito bom para o artesão, principalmente aquele que reside no interior do Estado, que sabemos ter grande dificuldade de conseguir uma Nota Fiscal para efetivar suas vendas.

Como tudo que acontece em Minas Gerais, e o Estado tem o poder de melhorar a lei, conforme previsto na decisão federal, tenho a certeza de que muito mais pode vir a ser feito.

So do artesão poder garantir a sua aposentadoria, ter direito aos beneficios da previdência (salário maternidade, afastamento, dentre outros), será maravilhoso.

Isto sem contar a dignidade e cidadania que uma legislação desta permite.


QUERO UM CANAL DE TV QUE VAI SE CHAMAR ” POLIANA”

2 de abril de 2009
1 Comentário

Tenho tentado não mais ver jornais…Não aguento mais tanta noticia ruim…E gente morrendo, é corrupção para todo lado, é droga apreendida aos milhões, é pai matando filha, é filha matando pai..cruzes…

Quero um canal de TV so pra mim. Lá so vai ter noticias boas…Vou falar de Minas, do orgulho que tenho de ser mineira, nos projetos de val0rização do artesanato que aqui a cada dia aumenta mais. Dizer que somos responsáveis por 60% de todo artesanato exportado no país. Dizer que aqui os cidadãos são valorizados.

Se as pessoas se perderem não vou falar, mas quando elas forem achadas será primeira página. Se alguem matar alguém, nem cito, mas publicarei foto do todos os que nascerem…

O canal será tão bom, que nem vou falar mal da Argentina…Se ela perder de novo de 6X1 da Bolivia, bem…se ela perder de novo de 6X1…, bem…neste caso não vou resistir…vou dar manchete.


PAULO BRANT

2 de abril de 2009
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Era 1988 e a associação Mãos de Minas tinha acabado de ser criada, passando o governo do papel de empresário para solidário ao projeto (depois conto esta história da transição).

Paulo Brant (hoje Secretário de Cultura do Governo Aecio neves) era Secretario Adjunto de Industria e Comércio e é amigo de longa data. Me chamou e disse que deveríamos requerer a doação de um terreno na Raja Gabaglia e montarmos alí um Centro de distribuição de artesanato.

Quando passei por lá, tudo naquela época era uma favela só…de um lado e de outro…Fiquei muito brava com ele pois “so porque era artesão ele queria colocar no meio da favela”…xinguei mesmo!

Hoje, não ha uma vez que passe por lá que não me arrependo amargamente de não ter aceitado a oferta do Paulo. Ele tinha a visão do que ia acontecer na área e eu miope, não vi.


FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO (II)

30 de março de 2009
4 Comentários

Há muitos anos atrás, quando a Feira Nacional ainda acontecia no Minascentro, precisava de ajuda para pagar o aluguel do espaço.

Fiz então 15 cartas, igualzinhas e fui para a ante sala do Governador na época e começei a pedir a todas as pessoas que estavam com audiência marcada que se fariam a gentileza de entregar minha carta a ele.

Entreguei para 12 (doze) pessoas e fiquei lá de plantão. No final da tarde, o Governador mandou me chamar e quando entrei na sala dele, ví 11 (onze) cartas espalhadas em cima da sua mesa.

Ele então me disse: Tânia, qual que voce quer que eu atenda? Eu disse: escolhe uma Governador e rasgue as outras 10 (dez)…

Até hoje, sou curiosa de saber quem foi a pessoa que entrou no gabinete do Governador e NÃO entregou a minha carta!


BAEPENDI

29 de março de 2009
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Lá pelos anos de 1990, estavamos em Baependi trabalhando com os artesãos locais na organização de forma que eles pudessem ter um tratamento digno por parte dos atravessadores, pois a situação era lamentável.

Eram crianças, adolescentes, velhos trabalhando dias a fio, numa situação terrivel, recebendo uma miséria por seus balaios que tinham que ter um tratamento com querozene e o cheiro era insuportável.

Os atravessadores pagavam centavos por um balaio que vendiam por 10, 20 até 30 vezes mais em  São Paulo.

Queríamos que os atravessadores pagassem um preço justo pelos balaios, assim as familias não precisariam incluir as crianças na produção, pois com o ganho maior a situação ficaria bem melhor para todos.

Quando estávamos finalizando a organização da associação, correu um boato na cidade de que se eles se organizássem os atravessadores não iam comprar mais deles.

Resolvemos então blefar…falamos…ta bom…eles não compram, nos iremos entrar comprando…Era um blefe enorme, pois não tínhamos nenhum condição de escoar toda a produção do municipio naquela epoca, pois a Mãos de Minas estava apenas começando, mas chegamos com o caminhão e enchemos até o último centimetro do baú com balaios…

Começamos a rezar então, pois se desse certo conseguiríamos atingir nosso objetivo, mas se desse errado, tínhamos criado uma situação terrível para a comunidade e para nós.

Graças a Deus, os atravessadores acreditaram em nosso blefe e voltaram pagando um preço justo pelos produtos.


VALE DO JEQUITINHONHA

29 de março de 2009
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Amadeu e sua mãe, dona Isabel

Amadeu e sua mãe, dona Isabel

A simplicidade do Vale do Jequitinhonha me encanta…

Uma vez, numa Feira Nacional de Artesanato, tinha uma oficina de ceramica, onde as artesãs faziam do barro, peças muito lindas.

Um visitante chegou perto de uma delas e pediu que fizesse um barco. Barco? Ela perguntou…Sei que é isso não? Ele disse…sim barco. De onde voce é, perguntou ele. Ela respondeu: Vale do Jequitinhonha. Ele questionou: pois é, lá tem rio? Ela respondeu: tem sim sinhô…O que voce usa para atravessar o rio? Disse o visitante.  Ela retrucou…moço, não sei de onde o sinhô é, mais lá no Vale do Jequitinhonha pra atravessar o rio a gente usa é a ponte…