EU JURO, by Tânia Machado

COMERCIALIZAÇÃO DE ARTESANATO – PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

21 de julho de 2017
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Se perguntar para qualquer artesão qual é o seu problema, com certeza quase 100% das respostas serão COMERCIALIZAÇÃO e FINANCIAMENTO.

A questão é que nenhum dos dois é problema, todos os dois são solução, sendo que a comercialização depende da preparação do artesão para o mercado e o financiamento somente deve ser usado se a solução comercialização foi atingida.

Nos preocupa muito esta crise atual, quando quem esta desempregado hoje, ou foi para o Uber ou Cabify, ou esta empreendendo na produção artesanal, seja ela decorativo, gastronômico ou qualquer outra atividade prioritariamente manual.

São pessoas  que viram na produção artesanal uma solução e que buscaram esta opção imediata de trabalho.

Mas se mercado normal não é fácil, um mercado recessivo como de agora pior ainda e se o artesão não estiver preparado para atingi-lo, pode ficar numa situação pior ainda.

Escuto demais artesão na Feira Nacional de Artesanato dizer: o ano passado vendi muito bem, mas este ano não vendi quase nada…Olha, quem compra artesanato quer algo diferenciado, ninguém vai comprar no ano seguinte um mesmo produto que comprou no ano anterior. E como o visitante da feira é cativo – mais de 60% dos visitantes vão a feira todos os anos, ele vai procurar outros produtos.

Trabalhar um diferencial na embalagem, fazer pesquisa de mercado e satisfação do cliente, saber se posicionar num evento, entender questões de merchandising são coisas que ele tem que entender e bem.

O Centro Cape, preocupado com esta questão, liberou todos os seus cursos on line, para a participação gratuita – qualquer artesão ou MEI pode acessar o site www.centrocapeonline.org.br e fazer sua inscrição no curso que quiser, sem pagar nada.

São cursos de Calculo do Preço de Venda, Exportação, Merchandising, E-commerce, Embalagem, Planejamento estratégico e financeiro, enfim, são 19 cursos que os participantes podem se inscrever, e com uma linguagem de fácil assimilação por qualquer um, letrado ou não letrado

Além dos cursos, liberou gratuitamente também o SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL, onde o participante tem o total controle de seu negócio. Depois, se ele quiser, poderá também solicitar a visita de um consultor e receber o SELO DE QUALIDADE DA PRODUÇÃO ARTESANAL.

Os mais de 1000 artesãos que participaram do programa de qualidade, declararam que após o término do processo, eles aumentaram seus lucros, diminuíram seus custos e tem total controle de seu núcleo artesanal.

Hoje tem a preocupação ambiental no descarte de resíduos, e também a preocupação com a responsabilidade social e envolvimento da sua equipe de trabalho.

Nem todo artesão que participou do processo conseguiu receber o selo, mas com certeza todos eles melhoraram seus processos.

Temos visto muitas iniciativas em prol do artesão na comercialização, mas se não tiver junto a capacitação e conhecimento, será somente uma ação pontual que não resolve a questão do artesão e médio e longo prazo.

Maiores informações

Tânia Machado

ccape@centrocape.org.br

031-32828313

O Instituto Centro Cape é uma entidade sem fins lucrativos, OSCIP estadual e federal que trabalha prioritariamente no desenvolvimento do artesão mineiro e brasileiro.


Presos são capacitados e recebem Carteira Nacional do Artesão

23 de outubro de 2015
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Muito boa esta noticia né!

So que hoje foi publicada no DOU a regulamentação da profissão de artesão que entre outras coisas, regulamenta a Carteira Nacional do Artesão.

So que para renovar, o artesão, ou portador da carteira tem que comprovar que pagou o Inss nos últimos 12 meses…

Vou colocar na minha agenda e ver como eles irão renovar no ano que vem…


Saiu a Regulamentação da Profissão de Artesão…É o PL 7755/2010

18 de setembro de 2015
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No seu artigo terceiro diz que o artesão somente renovará a sua carteira, caso comprove o recolhimento do INSS nos últimos doze meses!!!

Será que a Dilma também esta querendo dar uma mordida no artesão para ajudar a pagar o seu deficit? Ela deve ter feito a conta…8,5 milhões de artesãos X R$ 86,00 mes X 12 meses…OBA!!!são R$ 8,7 bilhões de reais…

Isto quer dizer que, se for o recolhimento simplificado sobre um salário mínimo o valor de contribuição mensal será de R$ 86,68, se for o normal, será de R$ 157,60!!!

Mesmo o simplificado, a lei demonstra um total desconhecimento da realidade, principalmente do artesão do campo…R$ 87 por mês para ele é uma fortuna e muitos nem vendem isto.

Desconheço outra profissão regulamentada que linca a continuidade do reconhecimento à contribuição ao INSS.

Art. 3o. O artesão será identificado pela Carteira Nacional de Artesão, válida em todo território nacional, por, no mínimo, 1 (hum) ano, a qual somente será renovada com a comprovação das contribuições sociais vertidas para a Previdência Social, na forma do regulamento.


ARTESÃO X LOJISTA

22 de julho de 2015
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Há anos acompanho esta eterna luta entre o artesão e o lojista.
O artesão que precisa do lojista para o escoamento da sua produção, trata-o como concorrente.
Ele quer vender para um lojista com um desconto, quando muito de 30% sobre o valor de venda no varejo e se assusta quando um lojista, compra seu produto e coloca um mark up de 100% até 150%.
Ele diz…eu vendo para o lojista por R$ 10,00 e ele vende por R$ 25,00!!! Ele esta ganhando muito mais do que eu…
Ele se esquece de:
1 – o lojista PAGOU pelo produto dele e partir deste momento, o produto pertence ao lojista. Se ele vai vender por R$ 1.000,00 é problema dele.
2 – 0 lojista, tem custos altíssimos tais como: aluguel de loja, funcionários fixos, comissão de funcionários, material de embalagem para presente, cartão de crédito (muitas vezes parcelado), custo do capital de giro que esta na prateleira e também o seu lucro. Normalmente, estes custos vão para mais de 50% sobre o valor de venda (aluguel, contador, luz, telefone, internet – 15%, funcionários fixos + comissão 15%, material de embalagem – 5%, cartão de crédito – 4%, custo de capital de giro 3%), então um produto adquirido por R$ 10,00 e vendido por R$ 25,00, o ganho final do lojista é de R$ 2,50.
3 – quando o artesão dá ao lojista um desconto de somente 30% sobre o preço de venda no varejo, o lojista que comprou um produto por R$ 7,00, tem que vender por R$ 17,50 e de repente esta lá o artesão vendendo na internet o mesmo produto por R$ 10,00.
Agora, por outro lado, o artesão que criou um produto, não pode deixar de vende-lo no mercado varejista so porque o lojista quer compra-lo e ele so pode dar o desconto de 30%.
Se ele (artesão), coloca um preço maior para a venda no varejo – no nosso exemplo acima, ele vendesse no varejo por R$ 20,00 e para o lojista a R$ 10,00, possivelmente, considerando as fontes de venda que ele tem, venderia muito pouco no preço de R$ 20,00.
Se ele cria então uma linha para o varejo e outra linha para o atacado e o lojista não compra uma quantidade suficiente de um produto, como ele fica. Com produto na prateleira?
É muito difícil esta relação…Os dois lados tem razão, mas tem-se que achar um ponto de equilíbrio.
Pensei numa solução, que é difícil de aplicar, mas seria um caminho.
A realização de um pacto! O lojista que quisesse adquirir do artesão um produto, o artesão daria a ele o desconto de 30% de praxe, mas não venderia mais este produto no varejo. Por outro lado, o lojista se comprometeria a adquirir um número mínimo de X peças por mês.
Se o lojista não cumprisse a sua parte dentro de um prazo pre estabelecido, o artesão estaria liberado para vender no varejo o produto estocado.
Para viabilizar, criar-se-ia um site onde o artesão que quisesse participar, cadastraria seus produtos disponíveis para o atacado, com o compromisso de não vende-lo no varejo a um preço inferior ao dobro do preço no atacado.
O lojista por sua vez, ao visitar o site, e interessar por algum produto, faria com o artesão um contrato de compra de um número X de peças por mês. Este contrato teria a validade de 150 dias, quando ao final poderá ser cancelado ou não.
O artesão que descumprir o pacto, estaria fora do site. O lojista que não cumprisse o pacto, estaria liberando o artesão para a venda daquele produto (desde que não haja outros lojistas também com contratos sob o mesmo produto).
Para acessar o site, tanto o lojista quanto o artesão teriam que fazer um cadastro, sendo que o do lojista, passaria pelo Serasa e SPC para conhecimento da idoneidade.
Alguém se habilita a fazer um site assim?


ABEXA I

29 de junho de 2015
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Depois de ver que a APEX realmente não quer nada com a ABEXA, decidi retormar o site e tentar fazer por conta própria.
O novo site é uma forma de aproximação do comprador internacional com o artesão local.
Evidente que as dificuldades são as de sempre. O artesão, na sua grande maioria não esta preparado para exportar, mas se não começar a tentar, nunca vai se preparar.
O site já esta com mais de 100 artesãos e como conseguimos com o Google um Grants no adwords, o site tem tido mais de 700 acessos/dia.
A grande maioria dos acessos é de artesão que pesquisa na internet chances de melhorar sua performance, mas já tivemos algumas demandas.
O site foi lançado oficialmente há dez dias e já teve quase 10.000 views.
No site temos o associado apoiado (o artesão/artista), o associado apoiador (trandings, despachantes, comercial exportadoras) e entidades de apoio (aqueles que de uma forma ou de outra apoiam o artesão na formação e mercado).
Esta em portugues/ingles, mas sem a tradução automática, somente dos textos introdutórios e explicativos. Para a tradução de todo o site fica meio complicado sem recursos, pois teríamos que traduzir todos os textos – inclusive da história dos artesãos, nome dos produtos, matérias primas, etc.

O endereço do site é http://www.abexa.org.br


VIRO BICHO!!!

30 de abril de 2014
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Tem três coisas que viro bicho e fico pronta para pular na jugular da pessoa, tal qual uma gata parida…
Falar mal da minha família – isto só eu tenho o direito, mesmo assim só faço na surdina
Falar mal dos meus cachorros – mesmo sabendo que o Billy meu poodle é meio neurastênico.
Tentar prejudicar o artesão brasileiro, tratando-o sem consideração.


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TURISTA DE COPA NÃO CARREGA SACOLA

30 de abril de 2014
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Fico preocupada com a expectativa de milhares de artesãos que a Copa do Mundo vai vender horrores e eles vão ganhar a maior grana.
Falo isto a 4 anos: TURISTA DE COPA NÃO CARREGA SACOLA!!!
Ele vem, fica numa cidade um dia e já no dia seguinte está se mudando para outra cidade e vai ficar assim correndo atrás de seu time durante toda a Copa do Mundo.
O máximo que pode fazer é num aeroporto comprar algo BEM PEQUENO e que caiba na mala para levar de lembrança.
Possivelmente esta compra será uma camiseta (made in china), um boné (made in china), um chaveiro (made in china) e pode ser que compre algum produto com a cara do Brasil, mas pequeno e que não pese.
Quando comecei a falar nisto há 4 anos, todo mundo achava que eu era pessimista…então resolvi ligar para amigos na África do Sul e perguntar o que aconteceu com o artesão lá na última Copa. A resposta foi que tal qual o Brasil todo mundo incentivou os artesãos a produzir pois iam ganhar muito dinheiro…resultado…o turista veio, não comprou quase nada e ele ficou com aquele estoque enorme e os atravessadores chegaram e fizeram a festa.
Resolvi também perguntar para os artesãos de Salvador, Recife e Rio de Janeiro o que acontecia com as vendas deles durante o Carnaval, afinal de contas, suas cidades recebem 1 milhão em turistas que ficam por conta da cerveja e samba por 7 dias…resposta: tem um aumento de cerca de 12% nas vendas…quem vende são os camelos na beirada das praias e hotéis cheios de produtos vindos de onde? China!!!
Bem, vamos torcer para que eu esteja totalmente errada…