EU JURO, by Tânia Machado

ROBERTO CORREIA LIMA – 1989

23 de maio de 2009
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Roberto trabalhava no BID, na área de pequenos projetos. Começamos a conversar com ele em 1990 para iniciar um processo de financiamento a Mãos de Minas.
Demorou mais tres anos para os recursos saírem, mas neste tempo a convivência com o Roberto foi muito boa já que ele era (faleceu há uns tres anos atrás) uma pessoa que também gostava muito de artesanato e acreditava que era um excelente caminho para a geração de emprego e renda.
Como estávamos começando e não tinhamos nenhuma experiência na formatação de projetos, ele fez quase tudo sozinho e viabilizou que conseguíssemos um empréstimo de U$ 500.000, mais U$ 150.000 de cooperação técnica.
Este recurso fez com que em 1999 criássemos o Banco do Povo, comprássemos o nosso caminhão para transporte de produtos, criássemos o Fundo de Comercialização que existe até hoje e informatizássemos a Mãos de Minas.
O financiamento do BID foi o grande salto para o fortalecimento da Mãos de Minas.
Eu, quando agradecia ao Roberto o apoio, brincava com ele que eu queria escrever não sobre os acertos do projeto com o BID, mas com os erros que cometemos. Como nunca havíamos tido tanto dinheiro em nosso poder e tinhamos a prática da economia, acabávamos fazendo economias que diria “porcas”, pois na parte de consultoria, ao invés de contratarmos o melhor do mercado, substituiamos por estagiários para ter mais gente. Resultado, gastávamos pouco, mas não conseguíamos os resultados esperados, pois os estagiários não tinham a bagagem de conhecimento que necessitávamos.
Depois que o Roberto saiu do BID, ele passou a dar consultoria ao BNDES no projeto de microcrédito. Também lá tivemos ótimas reuniões quando o BNDES passou a atuar no microcrédito…

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