EU JURO, by Tânia Machado

PATROCINIOS

25 de julho de 2016
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Procurar patrocínio, sempre foi uma situação difícil.

Chegar nas pessoas certas e conseguir convence-las que apoiar um segmento de mais de 8,5 milhões de brasileiros, é uma boa coisa e trabalha também a responsabilidade social, além do marketing cultural para a empresa.

So que agora, com este monte de “lava jato” em cima de patrocínio a situação esta ficando cada vez pior. É gente fazendo festa com lei Rouanet, é gente pedindo troco no patrocinio, cada dia leio uma noticia diferente nos jornais.

Aí fico mais preocupada ainda, quando as pessoas nivelam por baixo. Ou seja, se tem um bandido do patrocínio, todos também são bandidos.

Nos aqui, em todos estes anos que recebemos patrocínio, nunca tivemos um centavo desviado para qualquer outro objetivo que não fossem os aprovados na Lei de Incentivo para a Feira Nacional. A maioria dos patrocínios, como sou eu que faço a a captação, nem taxa de intermediação existe.

Mas as empresas tem que começar a separar o joio do trigo. Um patrocínio para a Feira Nacional de Artesanato, beneficia diretamente 7.000 artesãos e indiretamente mais de 20.000 se considerarmos suas famílias e as pessoas que trabalham com eles. Garantem a continuidade de diversos ofícios artesanais, quando estes artesãos tem a oportunidade de mostrar seus trabalhos, fazer vendas e contatos futuros.

Isto sem dizer que o artesanato é a opção imediata de trabalho neste momento de crise e desemprego que se encontra o país. São engenheiros fazendo sandálias, médicos fazendo sanduiche, arquitetos fazendo roupas e por aí vai. E cada um destes acaba levando consigo dois ou três ajudantes, que também passam a ter uma renda.

Se 0,001% do que dizem que já foi encontrado de roubo (R$ 100 bi) fosse aplicado no artesanato, teríamos a geração de 1.000 empregos, garantindo renda de quase R$ 5 milhões a estes artesãos durante um ano.

 


ROLLINGS STONES

7 de dezembro de 2015
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ROLLING STONES

Adoro os Rolling Stones, assim como tenho o maior respeito pelo Banco do Brasil que é um grande parceiro nosso, mas não posso deixar de colocar aqui a minha tristeza. Para a Feira Nacional de Artesanato, que terminou ontem, havia pedido R$ 300.000,00 de patrocínio e o Banco do Brasil somente liberou R$ 50.000,00, alegando que não tinha mais verba e que os patrocínios estavam reduzidos, apesar da feira ter também Lei de Incentivo á Cultura – Artigo 18, beneficiar mais de 20.000 artesãos brasileiros e por aí vai…

Mas para os Rollings Stones tem R$ 5,9 milhões de reais…

“Por Jotabê Medeiros, para o UOL: O Banco do Brasil, usando a lei da inexigibilidade de licitações, adquiriu há uma semana o patrocínio do show dos Rolling Stones por R$ 5,9 milhões, em contrato com a empresa T4F válido por cinco meses e referente à turnê 14 da banda que passará lo Brasil em 2016.

O BB explica que o valor quase total do que investem em patrocínios culturais está amparado pela Lei Rouanet, que permite à empresa abater dope Imposto de Renda o valor total do investimento, portanto o custo na prática destes patrocínios é arcado pelo Estado brasileiro. Por este motivo, inclusive, um anúncio do show publicado nos jornais neste domingo, 6 de dezembro, traz, dentre outros, o logotipo do Governo Federal e o slogan “Pátria Educadora”.

Mantenha a fonte ao citar o texto: Rolling Stones: Banco do Brasil banca 5,9 milhões de patrocínio http://whiplash.net/materias/news_796/234859-rollingstones.html#ixzz3tekYKk9a
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Venda ilegal de ingressos: este crime você pode combater

2 de novembro de 2015
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Durante anos, até a XXIII Feira Nacional de Artesanato era o maior problema a questão dos cambistas em torno do Expominas ou mesmo quando era Minascentro (os expositores recebem convites e pagavam para os carregadores com os mesmos).

Contratávamos policiais a paisana que ficavam o tempo todo correndo atrás de cambista.

A partir de 2013 resolvemos trabalhar a consciência do visitante da feira, para que ele não comprasse ingresso de cambista. Numa parceria com a Prefeitura que autorizou a colocação de galhardetes no entorno do Expominas.

Não é que deu certo? O problema foi resolvido em 95%. Ainda existem alguns casos isolados, até mesmo com a conivência do pessoal do estacionamento (que não é nosso), que permitem que os cambistas entrem no estacionamento ou mesmo nas filas de carros que entram.

Frases que são colocadas nos galhardetes:

Um mundo mais honesto, depende de cada atitude! Diga não ao cambista

Não incentive o crime. Não compre de cambista

Quem compra de cambista, patrocina o crime

Venda ilegal de ingressos: este crime você pode combater

Exercite sua cidadania. Recuse ingresso de cambista

Cidadão legal, não compra ingresso ilegal

Comprar de cambista prejudica quem trabalha honestamente.

Ingressos ilegais, tornam mais caros os ingressos legais

Seu ingresso contribui para a realização deste evento. Não compre de Cambista


CARTA ABERTA AO SECRETÁRIO ANGELO OSWALDO

30 de outubro de 2015
2 Comentários

Prezado Secretário:

Foi com tristeza que vi o resultado hoje do Fundo de Cultura e queria entender o que aconteceu pois o nosso projeto foi DEFERIDO e agora simplesmente SUMIU da lista.
Queria entender o que aconteceu, principalmente na situação em que me encontro e o Fundo de Cultura para nós era certo que receberíamos algum recurso.
A continuar assim, a vontade é de ser esta é a ultima feira que faço e Minas Gerais e o Expominas vão perder o maior evento que acontece no estado.
Somos um dos poucos que ocupam todo o Expominas, somos o maior em público, somos o maior em representatividade, trazemos para Minas Gerais mais de 10.000 que se hospedam, usam taxis, restaurantes. Somos o maior em apresentação de nossa cultura, onde 67% dos expositores são de Minas Gerais, representando mais de 150 municipios.
Não consigo entender esta política do estado que ao invés de fortalecer os eventos que trazem beneficios para a cidade e garantem a continuidade e geração de renda de nossos artesãos, simplesmente fazem ações que demonstram não ter nenhum interesse que estes eventos sobrevivam.
Gostaria de uma explicação OFICIAL de termos sido sumariamente excluídos da listagem, após termos sido APROVADOS.
Um grande abraço de uma pessoa que muito o respeita pelo que já fez pela cultura em Minas,
Tânia Machado

SOCORRO! FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO PEDE SOCORRO!

29 de outubro de 2015
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Caiu por terra hoje a última esperança de ter uma emenda orçamentária que estava prevista para a Feira Nacional.

Este ano, após 12 anos de Lei de Incentivo, não conseguimos nenhuma doação, apesar de ser Lei Rouanet – Art. 18, ou seja, a empresa que doasse poderia abater 100% no Imposto de Renda a pagar.

Já cortamos tudo o que podíamos na feira, sem perder a qualidade que sempre foi neste 26 anos. Ela vai acontecer, mas com grandes sacrifícios e deixando um déficit enorme.

Se você é proprietário de uma empresa que apure IRPJ pelo lucro real, ou se você conhece alguém nesta situação e queira ajudar, por favor entre em contato comigo pelo telefone 31-996378313 ou email ccape@centrocape.org.br. O valor doado pode ser abatido direto no Imposto de Renda a Pagar. Isto vale também para as pessoas físicas que declarem no formulário completo.

Lembrem-se que a Feira beneficia a cidade de Belo Horizonte com a visita de mais de 10.000 pessoas que se hospedam em hotéis, andam de taxis, vão a shopping e usam restaurantes, criando uma receita paralela ao município.

Isto sem contar com milhares de artesãos que tem garantido a sua receita com as vendas efetuadas durante a feira e os contatos realizados com lojistas, que durante o ano seguinte fazem pedidos gerando receita por meses a fio.


Queria só 10%!

23 de outubro de 2015
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Hoje a manchete dos jornais é o bloqueio dos quase R$ 10 milhões da conta do Eduardo Cunha…

Aí fico pensando…eu nesta dificuldade de conseguir fechar as contas da XXVI Feira Nacional de Artesanato onde 10% deste valor garantiria que centenas de artesãos e suas famílias participassem da feira e gerassem renda e eles não tão nem aí para o povo brasileiro.

Com R$ 10 milhões, faríamos:

Certificação de 2.900 artesãos, ou

6.700 artesãos participarem da Feira Nacional (isto corresponde a 8 feiras, gerando renda indiretamente para 31.490 familias, ou

Participação durante 12 anos da NYNow em Nova Iorque (a maior feira de objetos do mundo), nas duas edições anuais, ou

Realização de 37.000 programas de aceleração de startup´s, ou

Realização de 50 missões internacionais levando 500 artesãos para conhecerem eventos no entorno do mundo…

Financiamento de 10.000 artesãos por ano…

E por aí vai…

Quer saber! Queria ter este poder de levantar estes valores, não pra mim que estou muito bem com a minha aposentadoria pelo INSS, mas para poder beneficiar o povo brasileiro.


RECADO A ECONOMIA SOLIDÁRIA

12 de agosto de 2015
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Lamento informar que ontem recebi um recado de forma informal de que a emenda orçamentária que o ex deputado Almir Paraca tinha prometido dedicar a Feira Nacional deste ano não será cumprida.
Isto por influência do atual deputado Rogério Correia que disse ao Paraca que não deveria apoiar “Tania Machado” pois ela é uma pessoa da direita!
É lamentável a forma míope do atual deputado Rogério Correia de ver que quando não apoia a Feira Nacional, centenas de participantes da Economia Solidária não terão oportunidade de estar lá, pois a participação deles depende diretamente de patrocinios e apoios para cobrir os custos da Feira e aí podermos disponibilizar áreas em troca dos patrocinios.
A Feira Nacional é apartidária e, por exemplo, na seleção dos 100 artesãos que participam do Meu Primeiro Evento, nunca foi perguntado qual era a sua opção política.A Feira é um evento de Minas Gerais para o mundo e com certeza tem lá muitos eleitores até de Rogério Correia.
Quanto a eu ser de “direita”, esclareço ao Deputado que não. Na ultima eleição meus votos foram 2 para o PSDB – evidente Aecio e Anastasia e 3 para o PT, Nilmário, André Quintão e Pimentel.
Não acredito em partidos – acredito em pessoas. Uma coisa posso afirmar, no Dep. Rogério Correia não votaria nunca e doravante faço questão de dizer as pessoas que me perguntam em quem eu votaria, dizer – quem eu vou votar é secreto, mas com certeza não votaria em Rogério Correia que prejudicou milhares de pessoas com sua visão destorcida.
Então meus amigos da Economia Solidária – vão pedir a Rogério Correia apoio para participar da Feira Nacional, pois o que eu tinha, ele tomou.


BOM DIA A TODOS!

30 de junho de 2015
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Estou indo agora à Cidade Administrativa para achar uma emenda orçamentária do Deputado Almir Paraca (aquela que não foi paga na Feira Nacional, lembram-se)que sumiu!

Isto mesmo – a emenda sumiu…

O Deputado tinha R$ 1,5 milhões em emendas e na hora que foi feito o compromisso do governador Pimentel de pagar tudo o que ficou pra tras no governo anterior, so apareceu R$ 1 milhão – os R$ 500 mil, sumiram…

Ninguém sabe explicar o motivo…so sabem que a emenda não foi executada pela SEDE (pelo menos nas vias normais) e não retornou novamente.

Tenho minhas desconfianças se isto não foi nenhum jogada contábil do governo anterior que usou a emenda para pagar alguma coisa escondido, achando que como era para a Feira nacional do ano passado ninguém ia notar.

Mas se foi isto, esqueceram-se que a emenda era para despesas ligadas ao Centro Cape e na frente do Centro Cape estou eu…

O Deputado Tiago Ulisses (filho da ex deputada Maria Olivia, que apoiou a Mãos de Minas no seu inicio na época da LBA) é que esta nos ajudando a “achar” a emenda.


XXVI FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO

30 de junho de 2015
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Socorro! Não estamos conseguindo patrocínios!
Apesar de estar na lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet no Art. 18 com 100% de abatimento no Imposto de Renda a Pagar, esta uma grande dificuldade de conseguir patrocínios.
O grande problema é que as empresas que pagam imposto de renda o lucro real, não sabem que podem ter este benefício. Acham que é muito complicado e seus contadores não conhecem o processo que é super simples.
As empresas podem doar até 4% do Imposto de Renda a pagar para projetos na área cultural e 2% para projeto na área esportiva.
O documento é super simples, quando emitimos um recibo oficial do MINC do valor doado (que é depositado numa conta bloqueada pelo Minc para posterior liberação) e quando da emissão da guia de pagamento do imposto por parte da empresa, ela lança no campo apropriado o valor doado e so paga a diferença.
Se você tem uma empresa que pague imposto de renda por lucro real, aproveite esta chance de fazer um programa na responsabilidade social, fazer divulgação da sua empresa sem gastar um tostão sequer.
Entre em contato conosco


XXVI FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO

29 de junho de 2015
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Fico vendo os nomes e valores que envolvem os escandalos hoje no Brasil.
Muitas destas empresas, no ano passado havíamos pedido patrocinio para a Feira Nacional que acabaria beneficiando milhares de artesãos brasileiros (a feira proporciona renda para mais de 20.000 artesãos) terem negado os patrocinios, alegando não ter mais verba. E olha que o pedido de patrocinio era para abater 100% no Imposto de Renda a Pagar, já que a feira é beneficiada pela lei de Incentivo a Cultura.
Fico vendo os valores e pensando…menos de 1/100 do que foi roubado daria para patrocinar todos os eventos que já realizamos nestes últimos 25 anos.


FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO

29 de junho de 2015
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É do conhecimento de todos que a FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO necessita de apoios e patrocinios para que seja realizada na forma que sempre se apresentou.
O custo do evento é de quase R$ 7 milhões de reais e com a venda de stand conseguimos pouco mais do que R$ 1,8 milhões.
No ano passado, pressentindo que por causa das eleições nacionais e Minas ter um candidato a Presidência, todos os patrocinios federais iriam cair – não deu outra: Petrobrás, Fundação Banco do Brasil, Correios, Apex, Furnas não patrocinaram fazendo com que perdêssemos cerca de R$ 1,6 milhões em apoios.
Mas com planejamento, reduzimos nosso investimento, adequando a nova realidade.
Mas não podíamos imaginar que a uma semana do inicio da feira, no fim de novembro o governo de Minas Gerais iria cancelar uma emenda orçamentária que tínhamos no valor de R$ 500 mil que todo o ano o Deputado Almir Paraca dedicava a feira e havia o compromisso do governo de Minas pagar, mas não cumpriu a sua palavra.
Como se não bastasse, o PAB – Programa de Artesanato Brasileiro do Governo Federal, decidiu fazer um evento de artesanato em São Paulo, uma semana depois de nossa feira e com isto cancelou a aquisição de 500m2 de área e outros Sebraes que decidiram participar da feira de São Paulo, cancelaram outros 300m2.
Quem saiu ganhando foi a Economia Solidária, pois como a uma semana da feira não conseguiriamos mais vender este espaço tivemos que fazer uma doação ao programa de Economia Solidária que em peso participou do evento.
Mas nos ficamos com mais um prejuizo de R$ 320.000,00, num orçamento já apertado.
Que sofreu foram os nossos fornecedores que alguns estão sem receber até hoje…Ainda bem que temos credibilidade e eles sabem que não foi por irresponsabilidade que tivemos este buraco na feira.


SÃO FRANCISCO

1 de janeiro de 2011
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Faço coleção de Sao Francisco há alguns anos…
Devo ter uns 100 de todas as materias primas, todos os tamanhos, uns lindos, outros feios, mas faz parte…
Este ano a Feira Nacional terá como tema o São Francisco – o rio e o santo…
Nunca tinha estudado profundamente sobre os dois…
Se amava São Francisco – o santo, agora amo mais ainda…
Voces sabiam que São Francisco foi o maior “galinha”, até os 24 anos?
Pois é…todas as festas de embalo que aconteciam em Assis – Italia ele tava dentro…
Era milionário…depois começou a ter algumas visões e resolveu dar uma guinada na sua vida e viver da pobreza e servir aos outros…
Voces sabiam que São Francisco quem fez o primeiro presépio e iniciou este costume que temos até hoje?
Acho que vai ser super interessante contar um pouco da história dele que pouca gente conhece.
Agora, quando ao Rio São Francisco, tenho achado coisas interessantes e tenho estudado sobre a transposição escutando os dois lados – os a favor e os contra…Por enquanto os contra estão ganhando…
Deixa eu acabar a pesquisa que informo, os dois lados.


MEU PRIMEIRO EVENTO

11 de maio de 2010
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Temos há dois anos na Feira Nacional de Artesanato um espaço denominado MEU PRIMEIRO EVENTO.

É uma área de 4m2 que era cedida para aquele pessoal de baixo IDH e que nunca participou da Feira Nacional.

Se ele tivessem que comprar a área teriam que pagar R$ 1.460,00, quantia esta praticamente impossivel para quem esta começando…

Como sempre acreditamos que todo mundo pode colaborar um pouco, então eles pagam 10% sobre o que venderem.

Ai, cria-se uma situação absurda! Quando vamos cobrar no final do dia, tem gente que tem a cara de pau de dizer que não vendeu nada! Ai fica, eles mentindo…a gente sabendo que eles estão mentindo…eles sabendo que a gente sabe que eles estão mentindo…enfim, uma hipocrisia sem fundamento.

Então este ano decidimos que no MEU PRIMEIRO EVENTO, nao vai haver gratuidade…Quem for participar vai pagar uma taxa simbólica fixa de R$ 300,00…Assim, se em 6 dias, não vender o correspondente a R$ 500,00/dia, não vale a pena voltar no ano seguinte e nos também paramos de passar raiva de ver aquele monte de gente sonegando…


LATINIDADE

21 de março de 2010
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Latinidade…
Este é o mote da Feira Nacional de Artesanato deste ano…
Ufa!!! me livrei de um boa…
Em 2007, o Embaixador da Argentina nos procurou e pediu que fizéssemos uma feira em homenagem aos 200 anos de libertação da Argentina…
Disse a ele que nos ano seguinte (2008) seria o Japão, de forma que não poderia e em 2009 seria o Brasil, por ser 20 anos de feira…
Ele disse então…não tem problema, pois os 200 anos de libertação serão em 2010 e aí a gente faz a homenagem…
Falei então que estava ok e nem lembrei que 2010 era ano de Copa do Mundo…
Quando cai na real fiquei na maior saia justa…
Imagina a cena: ano de Copa do Mundo…ou o Brasil bate na Argentina ou a Argentina bate no Brasil e nos homenageamos a Argentina…
Ia ser um caos…
Graças a Deus o Embaixador nunca mais me procurou…
Mas gostamos de tema Latinidade…assim vamos homenagear os 21 países da América Latina.


Historico da feira Nacional

30 de setembro de 2009
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Este ano estamos fazendo vinte anos de Feira Nacional e lançando o Salão do Artesanato.
Fico lembrando a primeira feira em 1989 que loucura que foi…
Primeiro eu via a Unilar e achava que as coisas aconteciam naturalmente…Via aquelas filas enormes das pessoas para entrarem no Minas Centro, pagando… e achava que se eu fizesse uma feira ia ser assim também…Acho engraçado, pois vejo outras pessoas hoje, pensando igual eu pensava…As pessoas veem a FNA com aquela multidão e lançam também um feira achando que vai ser igual…Não é bem assim. Um evento para “pegar”, demora alguns anos.
Mas voltando a 1989, a gente pagou passagem, hospedagem e alimentação para todos os expositores de fora…eles tinham que dar de contrapartida 10% sobre as vendas. Foi uma sonegação geral…Ninguém pagava e sonegava até quando eu ia comprar…me falavam na maior cara de pau. Olha não vou emitir a notinha não tá? Assim eu não pago os 10%.
A gente tinha um computador que teoricamente era para controlar as vendas…ele ficava fazendo aquele barulhinho da impressora o tempo todo: prrrriiiissspriiiisssspriiiisss, mas era so barulho. Não conseguíamos ter controle de nada…
Nossa mídia, além a que o Ives Alves da Globo deu de graça, eram umas faixas na rua que a gente olhava encantada achando simplesmente o máximo…Rádio, Out door, bus door, folhetos? Que bobagem…servem pra quê?
Fizemos 100.000 ingressos, pois se a Unilar tinha 100.000 visitantes, porque não a Feira Nacional…RSRSRSRS…não vendeu nem 5.000 (lembro que cheguei a cogitar com a Policia Militar apoio para recolher o dinheiro da bilheteria, pois pelos nossos cálculos ia ser muito).
Agora buscando o histórico das feiras passadas, temos fotos de todas – menos da 1a. Feira Nacional… nem pensavamos que íamos precisar futuramente…
Serviço médico? Neeeiiimm! Secretaria de Atendimento????Prá quê? Segurança? Tínhamos se não me engano uns tres homens…hoje trabalhamos com mais de 80. Placa na frente do Minascentro? Pra quê? todo mundo sabe onde é????
Hoje vejo o quanto a gente foi corajosa e irresponsável ao mesmo tempo…Ainda bem que Deus, Buda, Oxossi, Ala, e tantos outros poderosos do universo estavam conosco para que sobrevivessemos e hoje estivessemos comemorando vinte anos de feira!


YVES ALVES – 1989

21 de maio de 2009
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Yves era Diretor da Rede Globo Minas e era um apaixonado por artesanato (ele faleceu há alguns anos atras em Tiradentes, onde estava residindo) e em 1989 resolvemos fazer a I Feira Nacional de Artesanato. Não tinhamos nenhuma noção de como fazer uma feira e nem dinheiro para pagar midia.
O máximo que conseguimos com recursos próprios foi colocar umas faixas de pano nas ruas.
Procuramos o Yves e ele imediatamente mandou fazer um VT (por conta da Globo) e fez para nós diversas inserções gratuitamente na Rede Globo. Foi a única midia descente que tivemos…
Se não tivessemos tido a ajuda dele, possivelmente a feira teria sido um fracasso e hoje não estaríamos realizando a XX Feira Nacional de Artesanato (era para ser a XXI, mas em 1990 não realizamos por causa do Plano Collor, outro dia conto sobre isto).


GPS

13 de maio de 2009
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Na proxima Feira Nacional de Artesanato vamos contratar empresas que aluguem chips para localização das pessoas pelo GPS.
O número de idosos que vão na feira é cada vez é maior…A gente gosta muito disto, até porque minha mãe quando era viva (ela faleceu no ano passado com 92 anos) adoraaaavvvaaaa a feira.
Ela ia pelo menos umas três vezes.
Assim a feira é visitada por idosos com 90/95 anos, acompanhadas de suas filhas que tem 70/75 anos e pelas netas com 50/55 anos e bisnetos com 20/35 anos e as vezes até tataranetos com 0 a 5 anos.
Assim, de repente chega na Secretaria uma senhora de 75 anos pedindo para anunciar que perdeu sua mãe de 95 anos. Anunciamos, achamos a mãe e fica tudo feliz.
Passa uma hora, chega a mãe, com 95 anos pedindo para anunciar que perdeu a filha que tem Alzheimer e tem 75 anos. Como avisar para uma pessoa que tem Alzheimer que tem alguém procurando por ela??? Alguém me diz?
Tudo bem…depois de muita procura, achamos a filha…passa um tempo, vem a neta com a bisneta e a tataraneta falando que perdeu a avo e a bisavo e que a bisavo tem falhas na memoria…
É uma verdadeira loucura ficar achando naqueles 47.000 m2, às vezes com 25.000 pessoas uma bisavo, uma avo, uma mãe, enfim a familia toda.
Pensamos então em criar um novo serviço…todo mundo acima de 70 anos receberá um chip…assim vai ficar muito mais fácil achar as pessoas.


XINGU

6 de maio de 2009
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Em 1991 fomos convidados a visitar os tixicão no Xingu, como agradecimento deles terem estado na Feira Nacional,quando montaram uma oca, uma casa de guerra, enfim uma aldeia indigena.
Para a visita tivemos que pedir autorização ao Cacique (que não me lembro o nome) que ficava na Funai em Brasilia.
O Cacique autorizou e pediu que levássemos presentes. Perguntamos o que queriam e a resposta foi: pólvora, anzol, tecidos, linha e agulha.
Eu mais do que depressa perguntei: e pras crianças? Não vamos levar nada? Queria mandar chocolates, chicletes, balas…
Ele respondeu: a senhora já esta mandando…E eu: como? E ele: o anzol e a pólvora é que vão permitir que seus pais busquem os alimentos e os tecidos que vão fazer suas roupas…
Haja aprendizado!


NÃO É FACIL SER UM POLITICO QUERIDO

2 de maio de 2009
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Governador Aecio Neves em visita a FNA

Governador Aecio Neves em visita a FNA

Estava vendo as fotos das últimas edições da Feira Nacional de Artesanato, pois como este ano estaremos comemorando 20 anos e vamos fazer uma homenagem especial ao Brasil, me deparei com algumas fotos do Governador Aecio Neves no evento.
Fiquei lembrando das últimas visitas dele, quando já desisti de ir ao seu lado, explicando como a feira funciona, quem é quem e quais são as novidades, em virtude da histeria das pessoas que estão lá frente a presença dele. É um puxa daqui, outro puxa de lá, abraça, beija, tira foto, bota menino no colo, tira foto, chama a mãe, chora, tenta um desmaio, pede autógrafo, dá presente, da doces, biscoito, pinga, tenta vender peça, enfim, uma loucura geral.
Por outro lado, fico muito feliz de ver como as pessoas da área artesanal tem verdadeira paixão por ele
Mas eu fico horrorizada com os beijos…Tem gente, que não sei se por causa da emoção, quando beija, não se limita em dar uma bicota, mas beija deixando uma baba que as vezes chega a pingar…


FENEART

4 de abril de 2009
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No ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Agrário resolveu fazer uma feira de artesanato rural EXATAMENTE na mesma data da FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO.

Na epoca, até achei que era retaliação a Minas Gerais, pois na data que eles lançaram a feira, a Apex tinha acabado de publicar uma pesquisa onde demonstrava que Minas Gerais era responsável por 60% de todo o artesanato exportado oficialmente no país.

Isto sem contar que na mesma data estava acontecendo no Rio a Feira da Providência que deve ter quase 30 anos de existência.

Agora este ano, fico sabendo que o Ministério do Turismo esta fazendo o seu evento – SALÃO DO TURISMO, que é bianual na mesma data da FENEART (feira de artesanato de Pernambuco que acontece ha 10 anos e cada ano é mais importante).

Fico muito triste com isto, pois quem perde é o artesão brasileiro que precisa de espaços para comercialização, e a exemplo do que aconteceu no ano passado com o artesão rural que precisava de apoio para vir a Feira Nacional e não pode vir, pois o MDA e outros apoiadores estavam com a feira do MDA. O mesmo acontecerá este ano com a Feneart e o Salão do Turismo, com muitos artesãos, que tinham dois espaços para comercializarem e agora terão que optar por um.

Hoje tenho a certeza de que não é retalização a ninguém, mas é falta de interlocução e planejamento.

Por isto, Ministérios, peço que antes de planejar seus eventos, vejam quem já esta fazendo  algo há anos, com grandes lutas e sacrificios para manter eventos  que de uma forma ou outra, benecifiam 8,5 milhões de brasileiros.

E voce PAB (Programa de Artesanato Brasileiro) do MDIC? Tudo bem que voces boicotam a Feira Nacional há tres anos, mas a Fenart, é um evento apoiado por voces…


FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO (II)

30 de março de 2009
4 Comentários

Há muitos anos atrás, quando a Feira Nacional ainda acontecia no Minascentro, precisava de ajuda para pagar o aluguel do espaço.

Fiz então 15 cartas, igualzinhas e fui para a ante sala do Governador na época e começei a pedir a todas as pessoas que estavam com audiência marcada que se fariam a gentileza de entregar minha carta a ele.

Entreguei para 12 (doze) pessoas e fiquei lá de plantão. No final da tarde, o Governador mandou me chamar e quando entrei na sala dele, ví 11 (onze) cartas espalhadas em cima da sua mesa.

Ele então me disse: Tânia, qual que voce quer que eu atenda? Eu disse: escolhe uma Governador e rasgue as outras 10 (dez)…

Até hoje, sou curiosa de saber quem foi a pessoa que entrou no gabinete do Governador e NÃO entregou a minha carta!


FEIRA NACIONAL DE ARTESANATO (I)

30 de março de 2009
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Estou começando agora a elaborar os projetos de patrocinio da XX Feira Nacional de Artesanato. Acho muito engraçado como a maioria das pessoas enxerga a feira.

Muita gente acha que a Feira rende a maior grana para o Centro Cape e Mãos de Minas. Muito pelo contrário. Na maioria das vezes temos que complementar com recursos próprios, tirados so Deus sabe de onde para acabar de pagar as contas.

A feira custa normalmente cerca de R$ 4 milhões de reais. Com a venda de stand conseguimos arrecadar entre R$ 1,6 e R$ 1,7 milhões. R$ 200 mil entram com a bilheteria. O resto temos que lutar para conseguir de patrocinio.

Ta bem que poderíamos fazer uma feira somente com stands, sem nenhum glamour ou a preocupação que temos em levar a informação e conhecimento para os visitantes.

Poderíamos gastar a metade do recurso em mídia, mas quem garantiria levarmos milhares de pessoas lá.

Poderíamos cortar a cadeira de rodas, o ar condicionado, o guarda volume, os carregadores, as oficinas, os seminários, os shows, o atendimento bilingue, o catálogo, o guia do evento, as pesquisas, enfim faríamos um evento “no osso”, mas mesmo assim, não acredito que conseguiriamos realizá-lo com R$ 2 milhões.

São quase R$ 600 mil de aluguel do Expominas, R$ 100 mil de conta de energia, R$ 400 mil de montagem básica, R$ 600 mil de midia, serviços de terceiros (segurança, limpeza, recepcionistas, assessoria de imprensa) R$ 400 mil, shows, oficinas, seminários, outros R$ 400 mil. somente para citar as principais rubricas.

Mas não desistimos. Apesar de todo o desgaste, negativas, sofrimento de não sabermos no inicio do ano, se conseguiremos, acreditamos que vale a pena planejar e realizar  o que eu modestamente chamo de “o maior espetáculo da terra”.

Não podemos deixar de agradecer ao Governo de Minas Gerais, na pessoa do Governador Aecio Neves, que apesar de não colocar diretamente recursos na feira, dando-nos a credibilidade que dá, nos abre uma série de portas para que empresas tais como a CEMIG, FIEMG , CODEMIG, VALE, USIMINAS, etc participem ajudando-nos a compor o valor orçamentário necessário.

Temos também aqueles que sempre acreditaram em nós como é o caso da Petrobras que há seis anos nos patrocina.

Este ano estaremos comemorando 20 anos de feira e o tema será o Brasil. Temos o desafio de cada ano surpreender o visitante com uma feira cada vez mais bela e completa.


VALE DO JEQUITINHONHA

29 de março de 2009
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Amadeu e sua mãe, dona Isabel

Amadeu e sua mãe, dona Isabel

A simplicidade do Vale do Jequitinhonha me encanta…

Uma vez, numa Feira Nacional de Artesanato, tinha uma oficina de ceramica, onde as artesãs faziam do barro, peças muito lindas.

Um visitante chegou perto de uma delas e pediu que fizesse um barco. Barco? Ela perguntou…Sei que é isso não? Ele disse…sim barco. De onde voce é, perguntou ele. Ela respondeu: Vale do Jequitinhonha. Ele questionou: pois é, lá tem rio? Ela respondeu: tem sim sinhô…O que voce usa para atravessar o rio? Disse o visitante.  Ela retrucou…moço, não sei de onde o sinhô é, mais lá no Vale do Jequitinhonha pra atravessar o rio a gente usa é a ponte…