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PAULINHO BRANT

Conheci Paulinho nos anos 70 quando dávamos aula de alfabetização de adultos no Colégio Maristas (Dom Silverio) à noite. Éramos umas 30 pessoas que de 19:00 às 22:00 horas estávamos lá toda noite. Isto se transformou num grupo forte que mesmo depois de casados com filhos e netos, e às vezes sem nos encontrar por meses e anos, quando nos revemos parece que foi ontem o ultimo encontro.

Na sua trajetória profissional, Paulinho sempre estava disposto a ajudar. Foi assim quando esteve no Bemge, No BDMG e no Governo.

No governo tem um caso que nunca me esqueço. Era os anos 80, não sei se ele estava na Prefeitura ou Governo Estadual e a Mão de Minas tinha acabado de ser criada como associação. Paulinho me falou que era para dar uma olhada na Av. Raja Gabaglia que iria ser urbanizada e eu poderia reivindicar a doação de um lote e fazer um centro de distribuição de artesanato. Fiquei brava com ele! Pois eu na minha visão míope e complexo de pobre, disse que “so porque é artesanato quer colocar no meio da favela!!!” não quis levar a conversa adiante.

Hoje, toda vez que passo na Raja Gabaglia, vejo como ele teve a visão que eu não tive. Ele enxergou que aquele seria um dos espaço mais nobres da cidade e eu não e quando ofereceu ajuda, não era para menosprezar, muito ao contrário, ele estava valorizando…

Quando li há alguns meses que ele seria candidato a Prefeito fiquei super animada, pois ele tem a visão de empresário e a alma de artista, coisa difícil de se achar hoje em dia.

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JENIPAPO DE MINAS.

Falando do Vale, me lembrei agora de um caso de Jenipapo de Minas.
Era o ano de 1994 quando fizemos com o BID um contrato de financiamento que tinha um recurso para aquisição de produtos e compramos também um caminhão.
Começamos a ir ao Vale para fazer compras e as mulheres de Jenipapo de Minas tinha escutado na rádio que um tal de Mãos de Minas estava indo lá em Minas Novas e Turmalina ajudando so artesãos comprando os produtos.
Ao inves de usarem o telefone para pedir que fóssemos lá, resolveram fazer uma novena para Nossa Senhora Aparecida de forma que levasse a Mãos de Minas lá…
Não é que no ultimo dia da novena, quem chega? Mãos de Minas! Fomos a Badaró e de lá nos encaminharam para Jenipapo.
Viramos milagre! As pessoas ajoelhavam quando passavamos e agradeciam a Nossa Senhora Aparecida pelo atendimento ao seu pedido!!!
Foi uma luta para que eles acabassem com as rezas e benzeção na nossa passagem.
Mas, elas ganharam tanta força com a novena, que juntaram e as mulheres sozinhas batiam laje e conseguiram construir elas próprias a sua sede, onde ficavam fiando e cantanto…
Era muito lindo…tem tempos que não vou lá…preciso arrumar um jeito de voltar.

centro cape /maos de minas

Engraçado como tem gente dita esclarecida que até hoje confunde, centrocapemaosdeminastaniamachado.

Eles tratam como se tudo fosse uma coisa so…

Então vamos lá esclarecer:

MÃOS DE MINAS É UMA ASSOCIAÇÃO QUE TEM ASSOCIADOS
Estes associados é quem comandam a associaçao e determinam seus caminhos…

CENTRO CAPE É UM INSTITUTO que tem um conselho e não tem associados. Os associados da Mãos de Minas não tem nada a ver com o Centro Cape, assim como o conselho do Centro Cape nao tem nada a ver com a Mãos de Minas.

Agora, eu sou eu, não sou Centro Cape e nem sou Mãos de Minas, somente uma pessoa que tem vida pessoal, toma cerveja e vinho (Centro Cape e Mãos de Minas não bebem), fuma (eles também não fumam), xinga muito (eles também não xingam), mas tenho um projeto de vida que é ajudar aos artesãos mineiros a sair do buraco…

Pior, é que quem fala isto, muitas vezes são pessoas esclarecidas, até vereadores e deputados que ajudamos a eleger e de repente falam que a Mãos de Minas acabou e agora é tudo Centro Cape…

DOCE ILUSÃO II

Eu como sempre, sou passional e as vezes na ânsia de dar uma noticia, misturo o coração no meio da razão.

Verdades sobre a interrupção da loja Mãos de Minas

1) A loja não vai fechar, vai interromper por pouco tempo as atividades e será reinaugurada em fevereiro em endereço eletrônico.

2) Apesar de aparentemente o consumidor perder a oportunidade de tocar os produtos, terá a chance de conhecer muito mais sem sair de casa. A loja física hoje conta com 4315 itens, na virtual em seis meses devemos chegar a mais de 10.000.

3) Minas Gerais, com a loja virtual, estará acessível e na casa de milhões e milhões de brasileiros, o que hoje com a loja física não é possível.

4) Com a Loja virtual estaremos redirecionando o investimento, e cumprindo a missão da Mãos de Minas que é de apoiar o artesão na sua comercialização, fortalecendo assim as ações de capacitação, consultorias e melhoria de processos.

5) Assim, teremos:
 Uma loja sem fronteiras
 Funcionamento 24 horas
 Comodidade para o consumidor
 Redirecionamento dos investimentos para a capacitação do artesão.
 Menor preço de venda final, já que os custos serão bem menores.

Informações importantes sobre o e-commerce:
– nos últimos cinco anos, o E-commerce cresceu em média 52% por ano.
– Brasil é responsável por 50% das transações de comércio eletrônico na América Latina, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.
– O Natal bateu recorde de venda: 15 de novembro a 24 de dezembro, os consumidores gastaram R$ 2,2 bilhões em compras pela internet. O valor da compra subiu de R$ 10 e ficou, em média, em R$ 370, com notória participação de novos navegantes das classes C e D (E-bit).
– O Brasil é líder na conversão de visitantes em compradores em sites de comércio eletrônico na América Latina. O índice de visitantes de lojas virtuais que fazem compras online é de 94%, mais que na Argentina (89%) e na Colômbia (84%).
(O estudo da comScore entrevistou 800 consumidores no Brasil, México, Chile, Argentina, Colômbia e Peru. Foi divulgado em 1.12.2010 em Bogotá, Colômbia.)
– A internet já é acessada por 41,7% da população acima de dez anos, ou 67,9 milhões de pessoas (Pnad 2009/IBGE).
– O número representa crescimento de 112,9% na comparação com os 31,9 milhões de usuários registrados em 2005 (20,9% da população).

Então, não estamos retroagindo, muito pelo contrário, estamos nos adequando ao mercado atual. Hoje a loja é visitada por cerca de 1.200 pessoas por mes…queremos atingir alguns milhões!

Que venha 2011!!!

Tânia Machado

INVEJA

To boba com o que estão falando do Eike Batista!
No Brasil o pessoal tem a mania de dizer que todo mundo que tem sucesso, ou é traficante (tem sempre alguém que já viu…), ou é ladrão (tem sempre alguém que vivenciou uma história), ou é veado (tem gente que jura que já comeu…).
Como ninguém viu, vivenciou ou comeu o Eike, agora estão desmerecendo a fortuna dele…
Dizem que ele ganhou sua fortuna “vendendo sonhos”…
E se foi? Ele teve a brilhante ideia e ganhou dinheiro com isto…
Por que quem ta falando não teve esta ideia?
Dizem que ele não gera emprego…so possibilidades de….
E as milhares que pessoas que não geram nem emprego e nem possibilidades?
É assim mesmo…ninguém pode ter sucesso que lá vem o pessoal lascando o pau!
Guardadas as devidas proporções, veja a questão da Mãos de Minas…Lembro que no principio o pessoal falava que eu “metia a mão”…O tempo provou que não…Ai o pessoal começou a me chamar de burra de porque eu não “metia a mão”.
Hoje tem muita gente que fala que eu morro de ganhar dinheiro com o artesanato…Tenho o orgulho (ou vergonha????) de dizer que a Mãos de Minas nunca me pagou um copo dágua!
Agora que eu queria que o Eike doasse para o Grupo de Desenvolvimento, não 7 U$ milhões de dólares, tal qual fez com a Madona, mas uns R$ 7 milhões de reais, geraria milhares de empregos e garantiria a sobrevivência de outros milhares que já foram gerados…
eu nunca consegui falar com o pessoal da RSE do Grupo X, mas nem por isto vou sair falando mal…torço para que ele fique cada dia mais rico e se um dia ele puder ver as questões da Responsabiidade Social Empreendedora em Minas Gerais, ótimo…se não…ótimo também…

TELEFONE DO PALACIO

Estou escrevendo um histórico do projeto Mãos de Minas para um financiador e me lembrei de um caso quando começamos.
Naquela epoca (poxa…to ficando velha mesmo…meus casos já tem “naquela época”, rsrsrs), telefone custava muito caro, lembro que meu primeiro celular paguei R$ 1.000 a linha, fora o aparelho. Uma linha telefonica fixa, custava mais de R$ 2.000 (na moeda correspondente da época).
Então, alugamos uma linha e o Palacio cedeu outra.
Aí, dependendo do interesse, informávamos ou um ou outro.
Se o interlocutor fosse pessoa ligada ao Palácio, ou se esta proximidade com o Palacio favorecesse o que estávamos discutindo, informávamos o telefone do Palácio. Se era um inimigo do governo, ou mesmo pessoas que não queriam proximidade com o governo, informávamos o número próprio nosso.
Mas era interessante…se as pessoas ligavam e demorávamos a atender, caia na telefonista do Palacio que dizia: Palacio da Liberdade, bom dia! então a pessoa dizia…quero falar na Mãos de Minas e ela transferia…
Muita gente ficava sem entender, como uma associação de artesãos tinha uma linha do Palácio da Liberdade!
Naquela época ser anarquista era mais fácil!

ROBERTO CORREIA LIMA – 1989

Roberto trabalhava no BID, na área de pequenos projetos. Começamos a conversar com ele em 1990 para iniciar um processo de financiamento a Mãos de Minas.
Demorou mais tres anos para os recursos saírem, mas neste tempo a convivência com o Roberto foi muito boa já que ele era (faleceu há uns tres anos atrás) uma pessoa que também gostava muito de artesanato e acreditava que era um excelente caminho para a geração de emprego e renda.
Como estávamos começando e não tinhamos nenhuma experiência na formatação de projetos, ele fez quase tudo sozinho e viabilizou que conseguíssemos um empréstimo de U$ 500.000, mais U$ 150.000 de cooperação técnica.
Este recurso fez com que em 1999 criássemos o Banco do Povo, comprássemos o nosso caminhão para transporte de produtos, criássemos o Fundo de Comercialização que existe até hoje e informatizássemos a Mãos de Minas.
O financiamento do BID foi o grande salto para o fortalecimento da Mãos de Minas.
Eu, quando agradecia ao Roberto o apoio, brincava com ele que eu queria escrever não sobre os acertos do projeto com o BID, mas com os erros que cometemos. Como nunca havíamos tido tanto dinheiro em nosso poder e tinhamos a prática da economia, acabávamos fazendo economias que diria “porcas”, pois na parte de consultoria, ao invés de contratarmos o melhor do mercado, substituiamos por estagiários para ter mais gente. Resultado, gastávamos pouco, mas não conseguíamos os resultados esperados, pois os estagiários não tinham a bagagem de conhecimento que necessitávamos.
Depois que o Roberto saiu do BID, ele passou a dar consultoria ao BNDES no projeto de microcrédito. Também lá tivemos ótimas reuniões quando o BNDES passou a atuar no microcrédito…