EU JURO, by Tânia Machado

PAULINHO BRANT

1 de agosto de 2016
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Conheci Paulinho nos anos 70 quando dávamos aula de alfabetização de adultos no Colégio Maristas (Dom Silverio) à noite. Éramos umas 30 pessoas que de 19:00 às 22:00 horas estávamos lá toda noite. Isto se transformou num grupo forte que mesmo depois de casados com filhos e netos, e às vezes sem nos encontrar por meses e anos, quando nos revemos parece que foi ontem o ultimo encontro.

Na sua trajetória profissional, Paulinho sempre estava disposto a ajudar. Foi assim quando esteve no Bemge, No BDMG e no Governo.

No governo tem um caso que nunca me esqueço. Era os anos 80, não sei se ele estava na Prefeitura ou Governo Estadual e a Mão de Minas tinha acabado de ser criada como associação. Paulinho me falou que era para dar uma olhada na Av. Raja Gabaglia que iria ser urbanizada e eu poderia reivindicar a doação de um lote e fazer um centro de distribuição de artesanato. Fiquei brava com ele! Pois eu na minha visão míope e complexo de pobre, disse que “so porque é artesanato quer colocar no meio da favela!!!” não quis levar a conversa adiante.

Hoje, toda vez que passo na Raja Gabaglia, vejo como ele teve a visão que eu não tive. Ele enxergou que aquele seria um dos espaço mais nobres da cidade e eu não e quando ofereceu ajuda, não era para menosprezar, muito ao contrário, ele estava valorizando…

Quando li há alguns meses que ele seria candidato a Prefeito fiquei super animada, pois ele tem a visão de empresário e a alma de artista, coisa difícil de se achar hoje em dia.

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PAULO BRANT

2 de abril de 2009
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Era 1988 e a associação Mãos de Minas tinha acabado de ser criada, passando o governo do papel de empresário para solidário ao projeto (depois conto esta história da transição).

Paulo Brant (hoje Secretário de Cultura do Governo Aecio neves) era Secretario Adjunto de Industria e Comércio e é amigo de longa data. Me chamou e disse que deveríamos requerer a doação de um terreno na Raja Gabaglia e montarmos alí um Centro de distribuição de artesanato.

Quando passei por lá, tudo naquela época era uma favela só…de um lado e de outro…Fiquei muito brava com ele pois “so porque era artesão ele queria colocar no meio da favela”…xinguei mesmo!

Hoje, não ha uma vez que passe por lá que não me arrependo amargamente de não ter aceitado a oferta do Paulo. Ele tinha a visão do que ia acontecer na área e eu miope, não vi.