EU JURO, by Tânia Machado

MINAS MERECE RESPEITO!!!

20 de setembro de 2010
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Nosso ex-governador Aecio Neves, esta sendo usado como garoto propaganda de politicos de diversos estados do Brasil pela sua credibilidade e posição de liderança nacional.
Nestas aparições, não vi em nenhum momento ele falando mal do governo federal, ele fala da qualidade do candidato que esta defendendo…
Não posso admitir que o nosso presidente, travestido de uniforme de cabo eleitoral venha aqui falar mal de nossos politicos!!!
Se ele quer fazer propaganda para seu candidato ao Governo de Minas, que o faça…
Se ele quer fazer propaganda para sua candidata a presidente da republica… que venha…
Se ele quer falar do potencial de seu candidato a senador…que venha também, pois este sempre foi um estado democrático…
Mas falar mal de nossos politicos!!! Dizer que aqui é o quintal da casa deles!!! Sim, aqui é o quintal de AECIO NEVES, neto de TANCREDO NEVES, que apesar de ter morado muito tempo fora de Minas, sempre esteve aqui e defendeu os nossos interesses.
AECIO nunca negou a sua mineiridade…
Meu caro Presidente, não faça com que grande parte dos mineiros que tem pelo senhor um grande carinho venha a mudar de opinião agora no final do seu governo…
Não se entusiasme com o palanque onde o senhor já fez tantos comicios. Lembre-se que aqui, voce sempre foi respeitado. Aqui na época do mensalão, nosso governador nunca incentivou uma só linha contra a sua pessoa. Então não venha cá nos ofender, pois quando o senhor ofende Aecio Neves, esta ofendendo 71% dos mineiros que vão votar nele nas próximas eleições…
MINAS MERECE RESPEITO!!!

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MEU CARO PRESIDENTE,

18 de setembro de 2010
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Nao faça isto com Minas Gerais…
Minas sempre te respeitou, os mineiros sempre o apoiaram, mas nao podemos admitir este tom desrespeitoso em que esta tratando Minas Gerais.
Vem aqui, quer interferir na nossa politica, chama nosso estado de quintal, rotula nossos lideres de incompetentes!!!!
Não acabe com esta imagem de estadista que ainda temos de voce…
Minas tem orgulho sim de sempre resolver com o seu povo e internamente nossos problemas, por isto daqui sairam Tiradentes, Juscelino, Tancredo, Aecio Neves, somente para citar uns poucos. Sâo mineiros, e muitos deles deram a sua vida para defender a ideia da liberdade…
Liberdade, meu presidente, se faz com verdades, nao se faz com mentiras…
Minas merece respeito…


HIPOCRISIA

7 de abril de 2010
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Que hipocrisia da Dilma em levar flores no túmulo de Tancredo!
Ele deve ter dado voltas no túmulo de raiva, lembrando que a turma dela (PT) votou contra ele no Colégio Eleitoral para eleição indireta para Presidente!!!
Agora vai dizer que é Tancredo desde criancinha…
Acho, que em virtude do passado dela que ela valoriza tanto podia ter deixado de lado este fingimento…


ZIZA VALADARES

24 de setembro de 2009
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Este histórico que estou escrevendo da Mãos de Minas, tem me trazido algumas lembranças e uma delas foi o Ziza.
Cometi uma injustiça quando escrevi sobre os amigos do artesanato e simplesmente me esqueci dele. Deve ser por causa de como crescemos praticamente juntos. Ele foi meu técnico de volei no Clube Recreativo Mineiro(Ziza morava na Grão Mogol logo do inicio e namorava ( e casou) com a Vaninha que morava na minha rua (Rua Caldas), jogava futebol de salão do Recreativo desde a época que o clube chamava Clube dos Revendedores Comerciais…
O Ziza foi de suma importância, pois na epoca (lá vem eu com naquele tempo…) ele era Secretario de Administração de Tancredo Neves e foi ele que conseguiu para mim, junto ao Governo de São Paulo os informes sobre o programa Feito em Casa que São Paulo tinha lançado e serviu de base para que eu pudesse montar o Projeto Mãos de Minas…
Acho que posso afirmar que ele foi o primeiro AMIGO DO ARTESANATO…
Ziza, desculpe…amigos são assim mesmo…como estão sempre tão perto, viram rotina e acabam sendo esquecidos!


JUNIA MARISE (1983)

17 de maio de 2009
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Junia Marise, em 1983 era Presidente do Conselho Estadual da Mulher e foi através da sua sobrinha Angela Coutinho que cheguei nela.
Levando a ideia de criar um projeto similar ao que acontecia em São Paulo, ela imediatamente levou o projeto a Tancredo Neves, que era nosso governador e determinou sua implementação em Minas Gerais. Isto aconteceu em 19 de março de 1983.
Júnia que já tinha sido deputada federal, depois foi vice governadora e esta função foi de suma importância, pois quando o Governador Newton Cardoso tomou posse, consegui ser nomeada diretora do Conselho Estadual da Mulher, onde o projeto estava lotado.
Quando liguei para o responsável pela Comunicação do Governo Newton, pois precisava fazer novas carteirinhas com o nome do Governo Newton Cardoso (as anteriores eram “Governo Helio Garcia – que substituiu Tancredo Neves quando de seu afastamento para se candidatar a Presidência da Republica), recebi a informação de que “não…não vamos fazer esta carteirinha, pois vamos encerrar este projeto. Pode ser que ele até continue, mas será com outro nome…
Imediatamente questionei…se eu fosse voces não faria isto, pois este é um projeto criado pela nossa Vice Governadora Junia Marise, enquanto Presidente do Conselho Estadual da Mulher nomeada por Tancredo Neves!
Resolveram então que não iam interferir e deixaram o projeto ter continuidade…
É…desde aquela época os deuses já confabulavam a favor da Mãos de Minas…


QUANDO TUDO COMEÇOU…

29 de março de 2009
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Esta semana, depois de longo tempo  sem viajar para o interior (anos mesmo…o trabalho de escritorio do Centro Cape, Banco do Povo e Mãos de Minas não me permitem mais fazer isto que gosto tanto), fui ao Campo das Vertentes. Quando cheguei a São João Del Rei, tive a chance de visitar o Solar dos Neves. Quando vi os retratos de Dona Risoleta e Tancredo Neves, foram 27 anos de historia que passaram pela minha mente…

Me lembrei quando, em 19 de março de 1983 – dia mundial do artesão, Junia Marise que era Presidente do Conselho Estadual da Mulher, lançou com Tancredo Neves – nosso governador,  o projeto Mãos de Minas. Dona Risoleta não pode ir, pois ela tinha luxado ou quebrado o braço (não me lembro bem…) ao escorregar no Palacio das Mangabeiras.

Começava ai a história do maior projeto de artesanato que este país já viu.

O projeto dava ao artesão dignidade, pois a partir de sua criação o artesão tinha uma carteira que lhe dava uma identidade, tinha uma nota fiscal – cedida pela Divisão de Tributação da SEF que lhe dava cidadania e participação na economia, tinha a oportunidade de participar de feiras e bazares que lhe dava a chance de vender seus produtos e gerar sua renda sem que fosse tratado como um projeto social.

Naquela época, eu era uma das beneficiárias do projeto.

Tudo começou, quando eu que fazia artesanato de brincadeira, tive que ganhar dinheiro com isto!

Quando conseguia que algum lojista me atendesse, ele me perguntava: voce tem Nota Fiscal: lógico que não tinha…

Quando o lojista tinha a Nota Fiscal de entrada e me fazia um pedido, eu não tinha dinheiro para comprar a matéria prima…aos bancos não tinha acesso, pois como informal não tinha como comprovar renda…

Quando o lojista, que tinha Nota Fiscal, me fazia um pedido e me adiantava o dinheiro para a matéria prima, eu não conseguia comprá-la no atacado, pois não havia nada que me identificasse como artesã…

Quando tinha um lojista, que tinha Nota Fiscal, me fazia um pedido, me adiantava o recurso e eu conseguia que um amigo comprasse pra mim a matéria prima no atacado, eu via no final que não sabia calcular o preço de venda e estava tendo o maior prejuizo…

Era uma roda viva…

Então, um dia eu li na Folha de São Paulo que tinha sido lançado lá, um projeto chamado Feito em Casa…Dava carteirinha, nota fiscal e chance de participar em feiras ao artesão paulista. O Ziza Valadares era Secretario de Administração de Tancredo Neves, então pedi a ele que buscasse informações sobre o projeto.

Com as informações na mão, escrevi o projeto nos mesmos moldes e precisava de um nome para ele. Tenho um amigo – Helinho, Professor de Portugues que vivia fazendo uns bazares e falava que um dia ia criar uma loja que se chamaria MÃOS DE MINAS. Liguei para ele e perguntei se não podia “roubar” o seu nome. Expliquei o que queria e ele imediatamente permitiu o meu “roubo”.

Com o projeto na mão, fui atras de deputados, vereadores e todos achavam lindo, mas parava por aí.

Então, o Governador Tancredo Neves havia acabado de lançar o Conselho Estadual da Mulher, cuja primeira presidente foi Junia Marise. Ela pegou o projeto em mãos e o levou para Tancredo e Dona Risoleta que imediatamente determinou que fosse executado através do Conselho Estadual da Mulher já que, desde aquela epoca já se sabia que 87% da produção artesanal estava nas mãos das mulheres.

Assim, termino voltando ao segundo parágrafo deste texto quando oficialmente tudo começou…

Cada tempinho que tiver, vou tentar escrever um pouco destes 27 anos de muito trabalho, milhares de alegrias, algumas decepções, mas sempre com a certeza de que valeu e vale a pena…

Tânia Machado